Tudo por Bella Cullen

7 Capítulo 7- O fiscal Ambiental


Notas iniciais
Obrigada a Malu- Chan por ter me dado a 5 recomendação, eu amei amiga, e esse capítulo vai pra vc que me acompanha desde sempre.
Obrigada a todo mundo que comentou eu amei.
Clara saudades de vc.... John....???
Vamos ao capítulo, capengando de sono aqui.....
Leiam as notas finais.

Bella

- Dá pra fazer o que eu mando, só uma vez na vida? Por favor, amor. Qual a parte do “eu estou louco de preocupação, você não entendeu?”

Afh! Suspirei completamente indignada e lhe virei às costas. Abracei Nessie e fiquei quieta. Já estava quase na hora dela acordar e eu não queria, por lei nenhuma, que ela presenciasse uma discussão.

- Bella?

Fechei meus olhos. Ah! Quem dera se eu pudesse fingir que estava dormindo. Evitaria tanta coisa...

- Converse comigo, amor. Nós só estamos buscando uma alternativa para solucionar esse problema e você se negar a fazer a sua parte, não ajuda em nada. Coopere vai, Bella.

Continuei calada, era uma atitude infantil, eu sei. Mas a teimosia me impedia de responder-lhe direito. Edward, infelizmente tinha essa mania de achar que sabia tudo. E isso me irritava consideravelmente. Agora, por exemplo, ele tentava a todo custo me convencer a caçar sozinha, segundo ele, assim seria mais fácil eu pegar algo bem grande e suculento, mas o que ele não entendia era que eu gostava de fazer isso, acompanhada por ele e Nessie. Era como que um programa de família.

Eu sei, patético. Mas fazer o que? Esse era um dos poucos programas que fazíamos a três.

- Amor? Eu te amo, tanto. Converse comigo, vamos resolver isso de uma forma que fique bem para ambos?

- Hunf! Bela demonstração de amor essa sua. Quanto mais longe eu estiver melhor.

- Isabella Cullen!

Ok eu admito. Cutuquei-o mesmo, as duas oitavas a mais que a voz dele subiu, foram captadas pela minha auto- proteção. Era como se piscasse em meu interior um letreiro bem grande, escrito em letras garrafais, verde limão: Alerta, perigo. Perigo, alerta.

- Emburre, grite, esbraveje e até brigue comigo, Isabella. Mas por tudo que é mais sagrado nesse mundo, nunca duvide do meu amor por você. Eu não vou admitir uma blasfêmia dessas.

Nessie se remexeu em meus braços... Eu sentia algo estranho. Será que era isso que um vampiro com vontade de chorar sentia?

- Ok senhor Cullen, você venceu...

Beijei minha filha e me pus de pé, essa era a vantagem de se ter um escudo protegendo seus pensamentos, Edward nunca seria capaz de prever meus atos.

- Eu só espero fervorosamente, que não se arrependa depois.

Antes que ele assimilasse o significado de minhas palavras eu saí correndo em direção a floresta.

- Bella?

- Bells?

- Bellinha?

Ainda ouvi os chamados dele, de Jake e de Alice, mas ignorei. Minha mente de recém criada queria me dominar e a vontade de voltar e gritar com cada um deles era tentadora demais. No entanto, eu Bella, esposa, amiga e cunhada me obriguei a me afastar, a solidão seria uma ótima conselheira agora.

Quando estava longe o bastante, sentei a beira de um lago, uma graciosa mulher de longos cabelos me encarou no reflexo, eu ainda me surpreendia, àquela era mesmo eu?

Mas dessa vez algo a mais me chamou a atenção, levantei a mão e toquei calmamente e região abaixo de meus olhos, enormes olheiras se acumulavam ali, e os orbes?

Por Deus! Elas estavam mais negras que uma noite nublada. Era óbvio que alguma coisa estava errada, eu havia me alimentado ontem. Se bem que com todo o vigor e esforço que Edward estava fazendo para ilustrar nosso casamento, eles poderiam estar bem piores.

- Ok Isabella Cullen, saia dessa mesmice e vá caçar algo comestível.

Foi um dia proveitoso um urso, um puma e um coiote foram meus pratos do dia, com muito cuidado juntei as três carcaças e as escondi sob um emaranhado de vegetação, nenhum humano daria de topa com os restos da minha refeição. Eu me sentia saciada, até cheia de mais.

- Parabéns, garota...

Comemorei comigo mesma. Será que era normal conversar sozinha?

Sei lá. Cada louco com a sua mania, né Bella.

Por incrível que pareça não cruzei com cheiro de nenhum membro de minha família, eles estavam por perto, isso eu sabia, mas não se aproximaram. Senti-me meio ruim com isso, às vezes um sentimento de intromissão me atingia, eu não queria tirar a liberdade de cada um deles. Eles tinham uma vida antes de mim e eu queria que continuassem tendo.

Caminhei a passos lentos, voltaríamos pra casa hoje e minha filha há essa hora já devia estar dando um show sem a minha presença.

- Ei moça?

Mais uma vez ele me surpreendeu.

- Posso falar com você?

Virei lentamente o meu corpo e encarei o “moço” que tentava disfarçar a voz.

- Se for rápido, eu estou indo ver a minha filha e não posso demorar.

O famoso sorriso torto que disparava meu coração brotou. Edward sempre me deixaria tonta, tamanha a beleza e perfeição.

- Vai ser, eu prometo.

Eu não reconheci a roupa que ele usava, sei que era um uniforme, mas não identifiquei e nem me importei em descobrir, eu ainda estava brava com ele e não seria uma transa selvagem e cheia de fantasias que me faria esquecer. Se ele queria brincar, dessa vez eu o castigaria.

- Deixe- me apresentar. Edward Cullen, fiscal ambiental de Forks. Você está com sérios problemas mocinha.

- Sei.

Fiz a minha melhor cara de cínica, ele percebeu meu humor e franziu a testa.

- Tem umas carcaças de animais em extinção ali e pelo estado de suas roupas eu posso afirmar que foi você quem os levou a óbito. Tem alguma coisa a falar sobre isso senhora.... Senhora... Você ainda não me disse o seu nome.

- Swan. Isabella Swan.

O provoquei na cara dura. Mas e daí? Ele merecia.

A cara de preocupação que ele fez, me deu certeza de que sabia que eu estava fumegando de raiva dele.

- Pois bem, senhora Swan, o que pode me dizer da acusação que lhe faço.

Virei às costas estiquei a coluna, empinei a bunda, caprichei no rebolado e voltei a caminhar tranquilamente.

- Fui eu mesma, senhor Cullen. Processe-me...

A frieza em minhas palavras, assustaram até a mim.

- Volte aqui, Isabella a nossa conversa não acabou. Você tem muito que explicar.

- Ligue para o meu advogado, senhor Cullen. Agora me desculpe, eu preciso ir...

“O filho da mãe” do meu corpo, quase que por vontade própria quis me estapear por me afastar dele, mas minha ignorância venceu. Eu estava muuuito brava.

Tá Bella, se engana que eu gosto.

- Tudo bem senhora Cull....

- Swan fiscal, Swan...

O ouvi trincar os dentes e quase gargalhei, mas não o fiz, a porra do meu salto estava afundando e eu estava concentrada ao máximo em rebolar bastante para deixá-lo ainda mais irritado.

- Então tá senhora Swan, eu vou procurar seu advogado, a multa vai ser grande, achei que poderíamos negociar, mas você parece irredutível. Talvez eu encontre mais ao sul alguém que queira negociar comigo.

Ah ordinário! Então ele queria fazer ciúmes. Tá bom, depois não diga que eu não avisei.

- Sinta-se a vontade, senhor Cullen. A propósito temos umas parentas “bem dadas”, no Alasca que adorariam um fiscal corrupto, dê uma passadinha lá. Agora de verdade, fique com Deus e até logo, eu preciso mesmo ir...

A respiração dele ofegou, não olhei pra trás, mas tenho certeza que se o fizesse veria a expressão de incredulidade dele. Pois é memé..... Perdeu playboy...

- Está com pressa senhora Cull digo, senhora Swan?

- Pra ser sincera eu estou. Tenho uma filha, fiscal e agora mesmo vou pegá-la para irmos pra casa, tenho uns assuntos importantes pendentes.

- Você não é casada Isabella? Vejo uma aliança em sua mão esquerda.

Era agora...

- Ah isso?..

Fingi desdém e levantei a mão encarando o símbolo de nossa união.

- Sabe senhor Cullen, imagine o senhor que eu até ontem à noite eu me considerava uma mulher casada, mas aí hoje de manhã, meu marido resolveu que era melhor pra mim sair por esse mundo a fora sozinha...

Eu devia mesmo ser atriz.... Preciso conversar com Alice.

- Senhor Cullen do céu, eu quase morri de medo, triste, sozinha e abandonada, o senhor não imagina os perigos que passei. Um urso quase arrancou minha cabeça, um puma mordeu a minha perna e para terminar a minha tragédia um coiote riu pra mim.

À medida que eu contava a minha história da Carochinha, a expressão dele se transformava, foi de medo, preocupação e arrependimento em apenas 10 segundos. Eu estava sendo infantil? Estava, mas e daí? Ele aprenderia de uma vez por todas a não ser tão mandão.

- Pois é, senhor Cullen, meu dia foi um verdadeiro inferno, mas graças a Deus eu estou sã e salva e agora estou pretendendo fazer um acordo com meu marido...

- Que acordo, Bella?

Sua voz tremeu. Parei, me virei pra ele e sorri sarcástica.

- Vou entrar com o pé e ele com a bunda. Cansei....

Virei e continuei andando, como se nada tivesse acontecido. Alice diz que sou uma péssima mentirosa e Edward sabia disso, mas eu queria muito o fazer perder o controle só por um minutinho...

- Você ficou louca...

Sem eu perceber como, senti meu corpo sendo lançado ao chão.

- Ok a brincadeira acabou...

Ele me virou e sentou em cima de mim. Arrancou o chapéu ridículo e me encarou. Os olhos dele estavam mais dourados do que nunca, mas uma sombra de dor o escurecia.

- Vamos conversar como adultos. Amor, eu só quis e quero o melhor pra você, desculpa se fui rude, mas às vezes você é absurda Bella.

- Me solte, senhor Cullen, eu ainda sou uma mulher casada.

Ele já não era o personagem a muito tempo, mas hoje eu queria brincar.

- Vá fiscalizar em outra freguesia, meu marido tem muito dinheiro, depois ele paga a multa.

Displicentemente deslizei minha mão pelo seu peito, fingindo o empurrar. Ele ofegou e encarou meus olhos, não sei o que ele viu neles, só sei que de repente a boca dele estava na minha.

- Me perdoe...

Não tão fácil, Chuchu...

Eu não retribui o beijo, ainda não sei como, mas não retribui. A boca exigente dele se remexia por cima da minha, fechei meus lábios e trinquei os dentes, tamanho foi o esforço que fiz.

- Me beije...

Ele rosnou alto. Tadinho ele acha que manda...

- Não!

- Eu posso te obrigar.

- Experimente.

As mãos dele começaram a passear pelo meu corpo, que em discordância com o um cérebro já respondia.

Ofegante e já excitado ele voltou a forçar a boca na minha. Resfoleguei mas não cedi.

- Bella...

Parecia uma lamúria, um gemido, um sussurro..... Sei não..., só sei que amei ouvir o descontrole dele.

- Eu preciso beijar você...

Por Deus! E eu precisava dele.

- Não!

Ele suspirou em meu pescoço e eu arrepiei, então acho que ele imaginou que tinha descoberto meu ponto fraco, tanto que passou a morder e beijar ali, eu já estava fervendo, mas eu não cederia.

- Posso te beijar agora? A raiva já passou?

Nessie puxou a ele, isso era fato. A voz manhosa quase me venceu, mas eu era forte.

- Não Cullen, você vai ter que fazer muito melhor que isso.

- Desculpe, eu fui um idiota.

- Não...

- Por Deus mulher, você só sabe essa palavra, tem que voltar pra escola, amor.

Rá ele estava tentando me entreter.

- Também sei outras, quer ver: negativo, nunca, jamais, Zé fini, de jeito nenhum...

- Ai, vai ser mais difícil do que eu pensei.

- Você não imagina o quanto, Cullen.

Era uma promessa em forma de afirmação.

Mas, não fiquem com dozinha dele não, o maledito sabia jogar.

— Eu vou te ensinar palavrinhas novas, meu bem. Que tal: sim, pode, afirmativo, você é quem manda, sempre,.... Soam mais bonitas a meus ouvidos, princesa.

- Pega o guarda chuva e senta, Cullen. Você foi um garoto mau. E garotos maus recebem castiguinhos.

Tá minhas amiguinhas leitoras, lindas e cheirosas da Bellinha, eu confesso que não existia mais nem um pingo de raiva, mas o meu plano maligno ainda estava valendo...

- Eu fui mau? Vou ser castigado?

Era muito difícil raciocinar enquanto ele abria os botões de minha blusa. Os dedos longos encontraram os bicos de meus seios que há essa hora já estavam todo eriçadinhos pro lado dele. Corpo traidor.

- Ah! Meus peitinhos também foram maus, eles também serão castigados.

Logo a língua poderosa já estava em mim, de tudo o que fazíamos e compartilhávamos juntos, nada se comparava a sensação e visão de Edward me chupando, seja nos seios ou em meu sexo, ele fazia isso com uma maestria devocional.

- Posso te beijar agora?

- Não.

Sim, sim.... Meu corpo clamava.

- Me desculpe, de novo me deixei levar pelas idéias loucas de minha família, eu preciso sentir seu gosto, diz que me perdoa e que aquela insanidade de acordo era brincadeira.

Ah Alice, você errou cunhadinha, eu não minto tão mal assim.

- Não. Você gritou comigo, Cullen e como sou uma mulher de personalidade vou demorar a esquecer isso.

A minha recusa era pelo que mesmo, hein?

Ele suspirou e apertou o bico de meus seios entre os dedos.

Eu seria a toda boa hoje.

Como se estivesse disposto a me testar, Edward desceu a mão até minha calça jeans, desabotoou-a calmamente e logo a tirou de mim, levando junto minha minúscula calcinha preta.

Não mexi um dedo, minhas mãos descansavam ao lado de meu corpo e lá elas ficaram.

- Abra os olhos gostosa, tem alguém aqui ansioso pra te ver.

Arrependi-me mil vezes, mas como sou uma fraca que obedece a todas as ordens dele, o fiz.

Ah minhas caras amigas que lêem esses relatos, vocês não imaginam o que é ver o desejo estampado na face de seu homem e o melhor ainda, vocês não imaginam o que é ver o corpo desse homem literalmente, babar por você....

Eu sabia!

Meu marido estava excitado ao extremo, duro, ereto, derramando seus sulcos de ansiedade por toda extensão de minhas e pernas e de suas mãos que seguravam e libidinosamente friccionavam aquela parte do corpo dele, que por direito era minha.

A vontade de passar a língua naquela ponta rosada e melada, quase derrubou meu autocontrole, mas eu era mais forte, me fingi de desinteressada...

- Eu posso te fazer esquecer até seu nome agora.

- Tente Cullen.

- Com prazer, minha senhora.

E bota prazer nisso, o “sem noção”, encarando meus olhos baixou a mão e passou a acariciar meu sexo superficialmente.

- Recusa infundada, senhora Cullen. Você está quão ou mais molhada que eu. Você me deseja, meu amor. Não adianta negar.

- Eu não nego, senhor Cullen. Eu só não cedo...

- Ah mais você vai ceder, ou eu não me chamo Edward.

- Trato feito, senhor Cullen. Se eu ganhar você terá que me aturar um dia todo te chamando por outro nome, estamos entendidos?

- E se...

- Ahhh...

Ele partiu a frase no meio e eu gemi vergonhosamente quando seus dedos me penetraram duramente. Ele riu de minha reação.

- E como eu ia dizendo, o que é quase certo, e se eu ganhar, Isabella? O que eu ganho em troca?

Rá, se ele pensa que esse meu corpo traiçoeiro era mais forte que minha determinação, eu ia mostrar ao indivíduo.

- Você pode pensar na recompensa que quiser, estou aberta a sugestões.

- Você tem certeza disso? Ainda está em tempo.

Não..... Ah merda! Ele estocou os dedos em mim com uma força descomunal e desceu a boca em meus seios.

Trinquei os dentes.... Eu podia sentir os espasmos vindo.

- Apostado senhora, eterna Cullen, se eu ganhar pode crer que encontrarei uma maneira bem tortuosa de te fazer pagar. Depois não diga que eu não avisei...

E foi aí que o inferno veio a terra. A boca apossou do meu pescoço, uma mão estava ocupadíssima com os dedos em meu centro pulsante, a outra apertava e estimulava ora um seio, ora o outro.

- Vem pra mim, vem bebê.... você é do papai... Vem pra mim.... Diz pra mamãe que você é meu..

Ah canalha! Ele estava conversando com o meu gozo e o pior, o meu gozo queria responder.

Mas eu ia virar esse jogo, eu tinha que virar.

Levantei minhas mãos e encaixei-as no pênis molhado e ereto dele. Gemi de empolgação e rebolei em seus dedos.

- Ah Bella, assim nãããooo.... Ahhhh... Huuummm...

Foi instantâneo, e foi com uma satisfação imensa que vi meu marido gozar em minha mão.

- Isabella Swan 1 x Marido Teimoso 0

Ele respirava ofegante ainda se recuperando das sensações.

- Você ganhou a partida, mas não o campeonato, gatinha. Espere o segundo tempo.

Edward se deitou em cima de mim, e como não tínhamos os probleminhas humanos de ter que se esperar um pouquinho, logo senti o membro me cutucando em alguma parte.

- Agora você me paga.

- Ah!

E como a Bellinha aqui não é de aço, ela gemeu feito uma vadia, quando o sentiu levar a mão ao membro, e passá-lo bem em minha entrada.

- Libera pra mim, vai neném. Eu sei que você quer...

Eu queria? Claro que queria.

- Converse comigo, princesa. Eu preciso te ouvir, abra essa boquinha pra mim, eu quero te beijar, Bella.

Mordi meus lábios e gemi. Gemer eu podia, não podia?

- Sou eu meu amor, não me negue seu prazer. Você é minha, seu corpo é meu, isso aí que você tá segurando também é meu. Dê-me...

Ele sussurrava ordens em meus ouvidos e isso me irritou, “Me dê”, ele estava fazendo de novo.

- Não!

Rosnei pra ele e aproveitei e lambi seu pescoço.

Rá... Batata... Meu maridinho gozou de novo. A cara de espanto e satisfação dele era a melhor coisa do mundo.

- Isabella, toda boa, Swan 2 x Edward, fiscalzinho de meia tigela, Cullen 0.

Sem dizer uma palavra, ele me olhou feio.

- Agora é pra valer, Isabella Cullen.

O corpo quente deslizou pelo meu, a boca devorava cada parte que tocava, beijos, mordidas, chupões, tudo era dado e nada recebido, quando meu clitóris foi mordido, eu não resisti.

- Ahhh,.... Hum!!!

- Isso, Docinho. Geme, pode gemer. Geme e sinta o que eu posso te dar. Libere a lava, Bella. O vulcão está fervilhando e borbulhando.

- Nunca...

Gemer, gritar, eu até faria, mas gozar? É ruim, hein?

- Então se prepare para o tratamento de choque, Bella.

E então a língua deslizou para dentro de mim enquanto as mãos apertavam minha cintura.

Era surreal, intenso era pouco para me expressar, os olhos dele me encarando era luxuriante demais. Eu começava a achar que agora era o meu fim e eu sabia disso, Edward era um bruxo (N/A: Não resisti), se ele me fizesse gozar uma vez, o restante viria logo em seguida.

- Amor?

Ele lamuriava e eu quase desisti desse plano maluco...

Eu disse quase...

- Eu preciso, goze aqui, Docinho. Na milha boca, na minha língua, me sacie, me satisfaça, Doçura.

Ele parecia desesperado, mas eu estava determinada.

- Não!

Firmei os pés no chão e empurrei violentamente meu corpo de encontro a sua boca. A estocada foi tão funda que se eu não tivesse me concentrado ao máximo, teria gozado, mas ele não teve tanta sorte, o jato veio tão potente que respingos foram jogados em meu corpo. Contemplei de novo a cara de surpresa dele.

- Isabella, poderosa, Swan 3 x Edward, tá ferrado, Cullen 0. Pede arrego, gostosinho, você perdeu.

Deslizei os dedos pelo peito liso e musculoso dele.

- Eu tenho uma ultima carta na manga, benzinho.

Esse era meu medo. Edward me conhecia bem demais.

- Vamos ver se seu controle resiste a isso.

Ele rapidamente se sentou e me puxou com ele.

- E.U Q.U.E.R. O A.G.O.R. A, I.S.A.B.E.L.L.A...

A pontuação em cada letra e o olhar fixo no meu, me deram a noção do perigo.

- Me dê.

Ele me levantou um pouco e com um único movimento me fez deslizar por cima de seu pênis. Era a invasão mais deliciosa do mundo. Grande, vigoroso, melado, grosso, eu amava essa posição, ela alcançava lugares inacreditáveis.

- Agora vamos ver quem manda nesse seu corpinho...

Ele falava cinicamente, ele mandava, é claro, e desse jeito era praticamente impossível negar e refrear.

- Chega de joguinhos, eu quero você, me deixe te satisfazer com você me satisfez?

- Não.

A cada palavra dele meu corpo era erguido e descido com força.

- Me beije?

- Não.

As mãos apertavam minha cintura com possessividade.

- Goze para mim.

- Não.

- Por favor?

- Não.

Ele sussurrava contra meus ouvidos, em determinado momento a voz foi ficando urgente, as estocadas aumentaram de velocidade e a boca se apossou de meu seio.

- Eu não vou gozar sem você, Bella. Goze...

- Não.

Eu usava uma força hercúlea para segurar o orgasmo e responder ao mesmo tempo.

- Me perdoa? Eu imploro. Goze...

- Não.

O problema de Edward é que se ele me conhecia muito bem, eu o conhecia melhor ainda e havia chegado à hora de lhe provar isso.

- Você é um garotinho mau, senhor Cullen, não merece presentinho. Se contente com você...

Levei minhas mãos aos seus cabelos, era agora...

- Portanto lembre-se muito bem desse dia, senhor Fiscal do meio ambiente, pois dá próxima vez que você me tratar como trata sua filha, pode ter certeza que eu agirei dessa mesma forma.

Cruzei as pernas a redor dele, e comecei a cavalgá-lo.

- Ah Bella! Pare, eu não vou resistir, goze comigo...

- Não.

Cerrei os dentes e gemi.

- Por favor, goze...

Ele implorava, o corpo dele já se balançava frenético.

- Não...

- Por mim, amor. Goze...

Era nada mais que um sussurro.

- Não...

Ele não se agüentou, mas eu me mantive firme, um dia ainda descobrirei como.

- Goze...

Foi à última coisa que ele disse antes de fechar os olhos, tombar o corpo pra trás e deixar-se levar pelas sensações. Seu corpo tremia e sua respiração estava mais acelerada do que o normal. Era mágico ver como seu corpo reagia ao meu.

- Isabella, fodíssima, Swan 4 x Edward, incrédulo, Cullen 0.

Um turbilhão de emoções tomavam conta de mim, ao olhar pra ele, de tudo que se passou na sua face à decepção foi a mais triste de se ver.

- Não me deixe.

Que?

- Eu não te satisfaço mais, eu sei, você me provou isso, mas por favor não me deixe, eu imploro. Prometo-te que faço o que você quiser, e te garanto que vou te reconquistar só, por favor, não me afaste de você.

- Eu não estou entendendo...

- Eu achei que aquele papo de Isabella Swan era uma brincadeira, mas agora vejo que....

Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui, gargalhei alto na cara dele.

- Não caçoe da minha dor, Bella.

- Você está louco, Cullen? Quem falou que eu posso viver sem você, seu mandão de uma figa. Eu te amo, seu idiota.

- Mas você, seu corpo...

- Estão quase entrando em combustão, tamanho o esforço que fiz para me controlar...

E de repente o corpo do meu marido estava colado ao meu.

- Quer dizer que tudo o que você disse é mentira?

- É amor ou você acha que é só você que pode criar personagens e incorporá-los?

Eu não sei se ele entendeu e escutou uma palavra do que eu disse, sua concentração no movimento de meus lábios era tanta, que me fez ter um pouquinho de arrependimento pelo castigo que lhe dei.

- Edward? Você está me ouvindo?

- Claro que estou, Bella. Você falava que...

- Que?

Vampiros têm amnésia?

- Que precisamos voltar, Nessie...

Não segurei a risada.

- Por Deus, homem! Volte para a terra, eu estava falando sobre...

Sobre o que mesmo, hein? Era muito difícil raciocinar com ele tão perto.

- Bella eu não suporto mais.

E então tudo voltou a seu lugar. A boca quente dele se apossou da minha e eu já sedenta de saudade e cansada de brincar me entreguei.

As mãos exigentes estavam ainda mais afoitas pressionando e puxando meus cabelos, meu corpo sabia exatamente o que eu queria e como se tivesse vida própria, se pressionava cada vez mais nele.

Ele estava excitado desde sempre e eu me molhava ainda mais cada vez que o sentia encostar-se a mim. Sem agüentar mais, entrelacei minhas pernas na cintura dele.

- Ahhh...

O gemido foi mútuo quando nossos sexos se encontraram, eles se conheciam e se amavam com loucura, parecia que tinham pensamentos próprios, se procuravam, se tocavam, se entendiam, se completavam. Sem conseguir ficar só nos carinhos, ele ergueu milimetricamente o tronco, só o bastante para poder se aconchegar inteiro dentro de mim.

E aí o céu veio a terra. Foi impossível segurar, na primeira estocada eu me rendi, não havia como negar o amor que eu sentia por ele, não existia mágoa, ressentimento ou personagem que pudessem se intrometer em nossa sincronia. O orgasmo mútuo, abundante e prazeroso nos atingiu e nos inundou no mesmo instante.

- Ah Bella!

- Ah Edward!

Não tremer e me arrepiar era um crime. Eu nem sei como me neguei tanto tempo.

- Por favor, princesa. Dê-me um minuto, eu preciso respirar.

Hunfh! Como se ele precisasse disso. Fazendo um bico maior que de minha filhinha, murmurei um:

- Não.

E apertei meus dedos em torno dos ombros dele, que com muita naturalidade se limitou a rir, mas sem se deixar levar pelo meu luxo, se remexeu em meus braços e levantou-se.

“Ai Jesus Cristim, das mulheres casadas sem noção”, será que agora ele ia me castigar como eu fiz com ele? Ah mas eu não ia aceitar isso, a idéia foi minha, só eu podia fazer isso... Bem que Alice poderia me ajudar a patenteá-la, seria mó legal...

Ah Bella acorde! Seu homem está se afastando, se situe mulher.

Gritei um “cala a porra da boca”, para minha consciência e voltei minha atenção para meu marido. Edward foi até a calça e revirou os bolsos tirando de lá um pequeno celular. Pela movimentação de seus dedos descobri pra quem ele ligava.

- Pai?

O telefone foi atendido no primeiro toque.

- Filho? Você demorou a ligar, aconteceu alguma coisa?

- Não, Carlisle. Só tive a minha primeira e espero última, briga de casal. Pai, o senhor não imagina como é difícil conseguir o perdão de Bella.

- Bellinha é foda, maninho.

Se eu pudesse corar com certeza teria feito. A piadinha de Emmett me certificou que todos eles já sabiam da minha recusa.

- Hum! E como estão as coisas agora? Bella já se acalmou? Vocês já se reconciliaram?

Como se Alice já não tivesse o contado.

- Já está tudo bem, pai. E foi por isso que te liguei. Nós... Hum... Como posso dizer?

Se ele pudesse coraria também.

- Acabamos agora e os olhos dela estão no dourado mais lindo que já vi.

Ah não! Por Deus, ele estava contando ao nosso pai que tínhamos acabado de transar loucamente.

- Então minha teoria está certa, filho. Sua esposa precisa de mais carnívoros que o normal. Jasper acha que é porque ela é nova, então o apetite sexual tem influenciado em sua queima de energias fazendo-a sentir cede em intervalos muito curtos, quando alimentada com sangue de herbívoros.

Ele se aproximou de mim, enfiou a mão em meus cabelos e beijou minhas pálpebras.

- E você acha que isso pode ser perigoso, pai?

- A princípio não Edward, Alice está monitorando, mas será bom balancear a dieta dela até que encontremos uma explicação plausível. Não se preocupe filho.

- Não estou preocupado, pai. Se preciso for voltamos a comprar sangue humano pra ela...

Estremeci com a idéia, ele me apertou junto ao peito.

- Eu só não posso é concordar que ela sofra de algum jeito.

- Ok filho! Aproveite o resto do dia, voltaremos para casa agora e levaremos Nessie. Seu carro está perto da estrada, não demore muito.

- Obrigada pai, ao anoitecer estaremos em casa. Cuide de minha filha.

- Eu vou cuidar.

Suspirei ao vê-lo jogar o celular pra cima da calça. Joguei minhas preocupações para algum canto do meu cérebro e me concentrei em seu cheiro e na sua boca beijando meus cabelos.

- Bella...

Alisei o peito desnudo dele.

- Chega de embolação, Cullen. Eu ainda quero amar você.

Estiquei em meus pés e busquei sua boca, no momento eu não queria saber de nada, só esperava me entregar de novo a ele, sem reservas e nem gritos. Eu amava demais aquele homem pra me negar a ficar mais um minuto sem ele.

Notas finais
Pois é amigas, como prometido o próximo é o Edward quem conta, se preparem, vai ser fodástico.
Desculpem pelos palavrões, mas é impossível controla a Bella...KKkk...
E pra quem fica falando que eu demoro, por favor me compreendam, minha vida é corrida e meus capítulos são enormes então tenham paciência comigo....
Beijos, obrigada pelo carinho e comentem.