Notas iniciais
Olá pessoal, bem vindos a mais um capítulo! Eu sou a Natana ou Naty MellarkLi. É um prazer estar participando desse projeto, ao lado de meninas tão talentosas e espero que vocês gostem da One. Eu me inspirei na música: "Dia, lugar e hora" do Luan Santana, mas comento sobre o assunto lá nas notas finais. Vamos ao que realmente interessa... Sinopse: “Será que existe coincidência, ou será o destino brincando com a vida? Será que existe amor a primeira vista, almas gêmeas ou apenas uma atração física incontrolável? Eu não sei essas respostas... O que eu sei é que no momento que os meus olhos cruzaram com os dela meu coração disparou e senti um formigamento diferente em meu corpo. Sensações que jamais havia experimentado na vida. Então, eu soube, naquele momento, que não poderia perdê-la de vista e que a minha vida estaria ligada a dela para sempre.” Peeta Mellark era um empresário muito respeitado na Capital. Dono de um porte físico invejável e de olhos azuis belíssimos. Ele tinha todas as mulheres aos seus pés, mas era reservado e seu coração inalcançável. Para ele o amor era algo tolo, romance para enganar as mulheres... O que ele não sabia é que esse sentimento é algo incontrolável mesmo que tentemos evitar senti-lo.

Acordo com os raios do sol, entrando pela janela e batendo no meu rosto. Que ódio! Detesto quando isso acontece. Abro os olhos, uma forte dor de cabeça me invade e percebo que, não estou no meu quarto, mas que merda de lugar é esse?! Onde eu estou? Olho para o lado e noto que tenho companhia. Imagens da noite passada, passam pela minha cabeça um pouco embaçadas. Droga! Acho que abusei da bebida ontem. Para não acordar a mulher, que está ao meu lado, que nem ao menos recordo o nome, levanto lentamente, visto minhas roupas, pego meus pertences e saio sorrateiramente do pequeno apartamento.

Assim que coloco os pés na rua, ainda vestindo o meu paletó, com uma dor de cabeça insuportável, olho para o meu relógio de pulso e vejo o quanto estou atrasado para a reunião. Mas que inferno de dia, que já começa dando tudo errado! No meio da calçada, olho de um lado para o outro, de forma discreta para não ser reconhecido, tentando me localizar. Pessoas andam apressadamente na grande cidade da Capital. Encontro meu carro estacionado e entro nele sem pensar duas vezes acelerando em direção a empresa. Já imagino o sermão que, receberei da dona Effie, quando descobrir que cheguei tarde, em uma das reuniões mais importantes. Estamos nessa cidade apenas por um motivo, que é, ampliar ainda mais, os negócios da família Mellark. E essa reunião será uma das tantas que, teremos durante a única semana, que ficaremos na Capital, para fechar o negócio que, será comandado por um dos meus irmãos – o único que eu confio na verdade –, pois os outros não tinham habilidades nenhuma para os negócios.

Chego ao edifício que, logo será a mais nova aquisição da família Mellark. É um prédio com dez andares. Onde será construído um pequeno hotel, tendo como atrações principais; o restaurante e a padaria dos Mellark’s. Estaciono e salto do carro sentindo uma forte dor de cabeça e com o pior dos humores possíveis. “Você vai me pagar Finnick!” Penso com ironia ao recordar a noite passada. Assim que adentro o andar, com a sala de reuniões, percebo que todos já estão lá dentro. Apenas Annie, nossa secretária aguardava em sua mesa ao lado de fora. Quando me vê, ela imediatamente se levanta.

— Bom dia senhor Mellark! Já estão todos na reunião. O senhor Odair achou melhor dar início, sem o senhor, mas disse que, assim que chegasse, era para o senhor entrar.

— Muito obrigada, Annie. Tem mais algum recado ou algo que, eu deva saber que ocorreu na minha ausência?

— Se o senhor quer saber se, a dona Effie falou algo ou fez algum escândalo, por você não ter comparecido, no horário para o início da reunião...? Creio que, ela pode ter comentado algo por alto, mas nada fora do comum – diz Annie pensativa, mas contendo o riso para não rir.

— Okay, Annie. Obrigado novamente... Ah! Você consegue para mim, um analgésico? Estou com uma dor de cabeça terrível.

— Sim, senhor. Vou providenciar.

— Você é um anjo na minha vida – gracejo pegando em sua mão e depositando um casto beijo. Annie revira os olhos e sai para fazer suas tarefas.

Dou um sorriso de lado, com seu comportamento. Annie é minha secretária há anos e nunca caiu de amores pelos meus galanteios e por isso, nos damos tão bem. Nos tornamos bons amigos, porém adoraria ter feito essa troca de elogios, na frente do meu primo, nesse momento. Pelo menos assim, ele provaria um pouco do que estou sentindo. Engulo em seco, imaginando o sermão que, ouvirei da minha mãe... Com toda certeza mataria o Finnick! Ergo a cabeça, ajeito a postura e adentro a sala de reuniões.

— Bom dia a todos! Desculpem-me o atraso, mas o trânsito da Capital é caótico. Ainda estou tentado me adaptar as ruas dessa cidade – digo de maneira descontraída, me dirigindo até o nosso sócio, mas observando a reação de todos presentes. Minha mãe é a única que, não demonstra nenhuma reação e já me preparo para o que virá depois.

— Você está coberto de razão, jovem Peeta. Essa Cidade precisa de melhorias para facilitar o nosso percurso. Outro dia, levei mais de duas horas para ir de minha casa, ao centro da Capital. Uma loucura!

— Então... O que eu perdi durante esse tempo? Já fechamos o negócio, senhor Snow?

— Claro Mellark. Quando fiz a proposta para que, você construísse outra filial do restaurante e da padaria, aqui na Capital, não foi com a intenção de fazê-los perderem tempo. Acredito muito no potencial dessa parceria.

— Que ótimo! Então, podemos selar o nosso acordo – diz Finnick animado. – Ambas as partes, estão satisfeitas e de acordo que, essa parceria será um sucesso!

Snow assina os documentos necessários e nós também. Ele se despede e sai da sala, acompanhado por meu primo e minha mãe. Creio que, meu pai ficaria orgulhoso de ver o seu legado crescendo e sendo o sucesso, que ele tanto sonhou. Logo realizaremos todo o processo necessário para que a “Pães e doces Mellark’s” e “Temperos Mellark’s — Restaurante” seja um sucesso aqui nesta cidade. Estava tão distraído, organizando os documentos, para levar até o meu escritório que, não percebi a chegada de minha mãe.

— Peeta Trinket Mellark!

Faço uma careta ao ouvir meu nome todo. Detesto o sobrenome da minha mãe, mas não diria isso agora, para não a irritar ainda mais. Olho-a profundamente, esperando seja lá o que fosse, mas para o meu espanto ela apenas respira fundo e senta em uma cadeira à minha frente com o olhar perdido.

— O que houve, dona Effie? Sente-se bem? – pergunto curioso. Estranhando a atitude dela.

— Sabe meu filho... Quando seu pai morreu pensei que, não conseguiria seguir em frente. Que não conseguiria tocar adiante, os negócios da família. Você era apenas um adolescente e me ajudou tanto... me ensinou tanto... Seus irmãos apesar de mais velhos, não tinham tanto interesse assim, mas você sempre se interessou pelos negócios e pela padaria. Se hoje o Distrito 12 têm tantos recursos e lojas, foi pelo grande empresário e administrador que, você se tornou. Hoje temos essa vida confortável, de luxo, porque você acreditou no sonho do seu pai, mas foi além do que ele jamais pensou. Não estrague sua vida... Eu sei que você ainda vai encontrar o que tanto procura. – Minha mãe se levanta e coloca a mão em meu ombro. Eu não era capaz de falar ou desviar os olhos dela. — Eu sei que ainda vai encontrar o amor. Mesmo que, você não acredite.

Ela dá um beijo em minha testa e sai da sala, me deixando perdido em pensamentos. Dona Effie, quando queria, sabia dar uma lição de vida como ninguém! Mesmo que sua personalidade mostrasse o contrário. Acredito que, foi isso por isso que meu pai se apaixonou e eles viveram um casamento tão feliz. Minha mãe era alegre e divertida, mas depois da morte do papai, ela não voltou a ser a mesma. Não por completo.

Amor... Eu não consigo acreditar nele! Eu amo a minha família, é claro. Esse é a única forma de amar, que acredito verdadeiramente, pois relacionamentos são bons, apenas quando não envolvem sentimentos. Quando tem emoção, só há dor e sofrimento. Eu tenho vinte e oito anos. Ainda tenho muito que viver e curtir. Tudo que eu não quero ou preciso, nesse momento da minha vida é “encontrar o amor”. Levanto da cadeira, recolho os papeis e vou para minha sala. Ainda tenho contas a acertar com meu primo. Finnick tem muito que me explicar.

Depois de tomar o analgésico, trazido pela Annie, meu dia foi mais produtivo. Ando praticamente por toda a empresa e não consigo encontrar meu primo. Com toda certeza ele está fugindo de mim, mas desisto dessa busca. Em algum momento, ele irá precisar de algo que, apenas eu poderei resolver.

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O fim do dia finalmente chega. Já havia liberado a Annie e estava organizando as minhas coisas para ir embora, quando alguém bate à porta.

— Oi mano! Não te vi durante o dia... O que vai fazer mais tarde? – pergunta Pietro entrando na minha sala.

Pietro é, dois anos mais velho do que eu. Dos meus três irmãos, ele é o que mais se parece comigo fisicamente e no gosto pessoal. É o único que, eu confio para administrar os negócios na minha ausência. O único não... Também confio no meu primo Finn que, aliás, não vi o dia inteiro.

— Não tenho nada programado. Está pensando em algo? – Sorrio maroto, mas ele apenas revira os olhos para mim.

— Você e seus pensamentos nada puros... E olha que sou o mais velho! – Gargalhamos juntos.

— Até parece que, você não aproveita as minhas sugestões. Elas nunca lhe meteram em furada, ao contrário do que, o Finnick faz comigo. – Balanço a cabeça em negação, ao recordar à noite passada. — Falando nele... Você o viu hoje?

— Ele estava no saguão, falando com a Annie. Com certeza, estava tentado fazê-la aceitar algum convite para jantar.

— Ele não desiste, mas espero que eles se entendam. Finn parece gostar dela de verdade – digo ao meu irmão já nos dirigindo para a saída do escritório.

— Você falando em amor ou relacionamentos? O que aconteceu com meu irmão? – Pietro para de caminhar e de maneira dramática leva a mão ao coração com cara de espanto.

— Não desejo que, esse fato aconteça comigo, mas não significa que, não quero ver os outros felizes... Você por exemplo, a mamãe ficaria muito feliz, se lhe desse uma nora. Como ela diz: “Já está na hora de formar uma família. Não quero ser uma avó velha” – dissemos a última frase em uníssono.

— Dona Effie não cansa de repetir a mesma coisa. Devia começar a seguir os conselhos dela. – Meu irmão me abraça de lado dando tapinhas em meu ombro. E penso: “ É talvez...”

— Vamos mudar de assunto! Esse tema me deixa angustiado... É melhor encontrarmos um local para bebermos e extravasar o cansaço do dia.

Sorrimos de forma cúmplice e caminhamos a procura de um bom restaurante, próximo ao local que nos encontrávamos. Em breve abriríamos o nosso e não seria mais necessário buscar outro local, pois ninguém cozinhava tão bem, quanto à família Mellark.

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O dia amanhece e já demonstra que será corrido. Minha mãe não conseguia ficar muito tempo, longe do Distrito 12 e retornou junto com meu irmão. de volta para o nosso lar, no primeiro voo disponível pela manhã. Eles retornariam no dia da inauguração do hotel. Depois de deixá-los no aeroporto, sigo rapidamente para o edifício que será o nosso novo empreendimento. Preciso agilizar o mais rápido possível as reformas e obras, para que tudo ocorra da maneira que planejo. Porém antes de chegar ao meu objetivo, resolvo parar em uma cafeteria que avisto pelo caminho. Parecia ser bem aconchegante e eu não havia tomado café, mas precisava ser ágil para não atrasar todos os meus compromissos do dia. Precisava dar o exemplo e chegar no horário combinado, a todos eles. No entanto, ao adentrar o café percebo que, não havia tomado a melhor decisão. O lugar estava lotado de pessoas que faziam seus pedidos apressadamente, porém não havia atendentes suficientes no local. Distraído, observando ao redor, não percebo quando uma mulher, loira e alta esbarra em mim derrubando o café quente em minha camisa. Irritado, imediatamente retiro meu paletó para não manchá-lo.

— Ei, cuidado! Olhe por onde anda – digo finalmente observando a mulher e me amaldiçoo por reconhecê-la. Com tantos lugares no mundo, ela tinha que esbarrar em mim justamente na Capital?

— Desculpe-me senhor. Eu não havia... – E nesse momento ela me olha e me reconhece. — Ah é você... Bem feito! Esse café foi pouco. Devia ter jogado uma garrafa inteira. Só assim, você me pagaria pela humilhação que me fez passar.

— Glimmer... Isso foi há quanto tempo? Um ano e meio ou dois? Acho que já está em tempo de superar. Eu nunca te enganei, sempre deixei minhas intenções bem claras.

— Claras como água cristalina. Eu que cheguei a pensar, que pudesse entrar nesse coração de gelo, mas você merece morrer sozinho, Mellark.

— Nossa... Quanta mágoa no coração. Jamais lhe enganei. Sempre avisei que o que, tínhamos era apenas uma amizade colorida. – Sorrio maroto.

— E agora, nem isso temos mais... Até nunca mais Mellark! – Ela me olha superior e com uma indiferença que me choca por uns segundos, mas logo me recupero e aceno com a mão.

Fico parado observando-a ir embora e me perguntando se, havia ido longe demais, mas desisto. É muito difícil entender as mulheres! Eu a avisei para não criar expectativas, mas não adiantou. O que tínhamos era bom... Sem cobranças ou fingimentos. Pelo menos de minha parte. Sempre deixei bem claro que, não estava em busca de um romance, mas não devia ter deixado durar tanto tempo. Vou em direção ao balcão faço o meu pedido e sigo para a empresa. Já estava atrasado para o meu primeiro compromisso da manhã.

Depois de tomar o meu café às pressas e pedir a Annie que, providenciasse outra camisa social para mim, o dia parece voltar normalidade. Consigo fiscalizar as obras e tudo ficará lindo. O restaurante será tão luxuoso, quanto a Capital merece e a padaria com as mais diversas guloseimas que, só a família Mellark era capaz de oferecer. Apesar de Finnick ser o arquiteto responsável, por toda a estrutura do local, eu o pedi para supervisionar essa área, porém os demais espaços do hotel ficavam sobre responsabilidade dele. Encontrar-nos-íamos apenas no almoço, para entrevistar o cozinheiro chefe do restaurante. Havíamos marcado, três entrevistas para o horário do almoço. O candidato escolhido, precisaria passar por um teste realizado por mim, pois faria uma receita da família Mellark. Volto à realidade quando vejo Annie caminhar apressadamente em minha direção.

— O que houve Annie? – pergunto antes que ela consiga chegar até mim.

— Peeta, o senhor Snow está vindo para cá e não parece muito feliz. – Ao ouvi-la, endireito a postura com uma expressão séria e cruzo os braços. — Ele fará uma entrevista com uma das modelos selecionadas para a campanha publicitária do hotel, hoje às onze horas da manhã, porém algum funcionário trocou os documentos e o motoboy levou os currículos dos seus cozinheiros.

— Como algo assim foi acontecer? Quem ficou responsável por entregar esses documentos ao motoboy?

— O senhor Odair. Seu primo – diz Annie sem jeito, por delatar que Finn era o responsável. Passo as mãos pelos cabelos nervosamente, pensando em uma solução, mas tudo que eu desejava fazer nesse momento, era esganar Finnick. No entanto, logo me recomponho e meus pensamentos entram em foco.

— Como o Finnick comete um erro tão primário? – falo comigo mesmo, mas percebo Annie corar.

Tem algo mal explicado nessa história, mas não tenho tempo para descobrir. Snow não tolerava erros. Era conhecido como um homem implacável nos negócios e eu não queria começar nossa sociedade com o “pé esquerdo.” Olho para o relógio e faltavam vinte minutos para o horário da entrevista com a modelo. Esses documentos chegariam ao seu destino ou eu não me chamo: Peeta Mellark.

— Annie, ligue para o senhor Snow e garanta que, ele não saia de onde está, pois, os documentos chegarão até ele. Diga que eu, os levarei pessoalmente. E ache o Finnick imediatamente! Diga que preciso falar urgente com ele. Quero-o na minha sala, em menos de cinco minutos.

— Sim senhor! – assente Annie já pegando o celular e saindo para resolver a situação.

— Senhorita Cresta só mais uma coisa... Onde estão os documentos corretos? E não me diga que, não sabe! – digo em um tom de voz sério.

— Eu já os encontrei senhor Mellark, estão sobre a sua mesa.

— Obrigado Annie – agradeço relaxando os ombros. — Agora ache o Finnick e mande- o ir até a minha sala... Ah! Preciso do endereço de onde Snow se encontra. – Annie concorda e segue caminho.

Sigo em direção ao escritório e pego, os benditos documentos. Olho rapidamente conferindo-os e coloco-os dentro de uma pasta. Pronto menos um problema. Pego as chaves do carro e no momento que, estava me dirigindo para a saída da sala, Finn entra, mas não lhe dou tempo para explicações. O seguro pelo braço e o arrasto para a saída junto comigo. Não tinha tempo de parar para uma conversa.

— Escuta uma coisa, Finnick. Nós não viemos de tão longe e chegamos até aqui, para você estragar todas as nossas conquistas por causa de uma garota! Sei que esse erro bobo foi devido a Annie e suas investidas para conquistá-la, porém eu não vou mais tolerar essa atitude, mesmo que você seja da família. Entendeu?

Finnick se solta do meu aperto e me olha com raiva. Continuo com uma expressão indiferente. Ele realmente acha que está certo?

— Eu vou tolerar, o que acabei de escutar, porque sei que está nervoso. – Ele respira fundo e suaviza o olhar. — Desculpe primo. Não tive a intensão de fazer isso, mas você precisa relaxar...

— Ah, claro! Assim como você me fez relaxar, no primeiro dia, que chegamos a Capital... – Passo a mão pelo cabelo e respiro fundo. Escuto uma risada de Finnick. — Aquela noite foi ótima, não é mesmo?

Levanto os braços em descrença. Esse meu primo, não levava nada a sério. Não adianta perder meu tempo.

— Esquece! Não tenho tempo para conversar sobre isso. Estou muito atrasado para consertar a merda que você fez!

Saio lhe dando as costas e sigo apressadamente para o carro. Pego o celular, para ver as horas e agora faltavam dez minutos. Percebo que há uma mensagem de Annie com o endereço de Snow e ligo o GPS. O trânsito está insuportável. Avanço todos os sinais vermelhos que, são possíveis e chego ao meu destino proferindo palavras de baixo calão, mentalmente, para a voz do aplicativo de localização por me fazer entrar em algumas ruas erradas. Não tenho tempo de apreciar o hotel que me encontrava, mas parecia ser cinco estrelas, tamanho era seu luxo. Vou até a recepção e eles me encaminham para uma área de lazer do hotel, próximo a uma quadra de tênis. Penso ser um local bem peculiar para uma entrevista. Avisto Snow sentado a uma mesa com um homem e uma moça, me encaminho para o mesmo sem demora. Ele percebe a minha aproximação, fala algo com seus convidados e se erguem para me receber.

— Olá jovem, Mellark! Vejo que sua secretária não estava mentindo quando me assegurou que o senhor largaria todos os seus compromissos e viria aqui pessoalmente. – Ele me estende a mão e nos cumprimentamos.

— Bom dia, senhor Snow. Eu não poderia prejudicá-lo por um erro dos meus funcionários e me desculpe pelo transtorno – digo-lhe abrindo a pasta e entregando-o os documentos que, ele prontamente confere.

— Muito bem... Vejo que está tudo correto. Agora, se me permite, vou roubar um pouco do seu tempo. – Ele dá tapinhas camaradas em meu ombro e pede para que o siga até a mesa. Caminho um pouco contrariado, pois ainda tinha muitas coisas para resolver. — Quero que conheça duas pessoas. O senhor Abernathy e a senhorita Everdeen.

Os convidados mencionados se levantam para me receber. Saúdo o senhor Abernathy, porém a minha atenção estava voltada para a beleza da dama ao seu lado. Ela estava vestida de uma maneira simples. Com um vestido floral longo, de tecido leve e sandálias baixas nos pés. Pego sua mão e deposito um suave beijo, percebo ela corar e se tornar a mulher mais bela que, eu havia visto em minha vida e, é, no instante em que, ela retira os óculos de sol, que eu me perco em um mundo paralelo. Tudo a minha volta se perde e a única coisa que, eu sei é que, no momento que os meus olhos cruzam com os dela, meu coração dispara e sinto um formigamento diferente em meu corpo. Sensações que jamais havia experimentado na vida. Volto à realidade, quando ouço alguém pigarrear. Percebo que, ainda estou segurando a sua mão e a solto contra a minha vontade.

— Percebo que, o senhor Mellark aprovou a minha escolha – diz o senhor Abernathy sorrindo e sentando-se novamente. Então, todos nos acomodamos em nossos assentos. — Então, senhor Snow ainda está em dúvida sobre a minha escolha? Essa garota será um sucesso!

— Haymitch, por favor... Fico lisonjeada, mas o senhor Snow tem todo o direito de sentir-se inseguro. Afinal será meu primeiro trabalho profissional, mas asseguro-lhe que tenho experiência no ramo. Esse sempre foi o meu sonho.

— O que você acha, Peeta? Afinal, o hotel também levará seu nome – questiona o senhor Snow avaliando-me.

— Acredito que, será perfeita para a campanha... Ela consegue passar a simplicidade e a elegância que procuramos.

— Muito bem... Faremos um ensaio fotográfico, mas adianto-lhes que, aprecio a segurança que a senhorita Everdeen transmite. – Snow pega o celular e digita algo. — Perfeito. Está tudo pronto para que, o ensaio seja realizado dentro de alguns instantes. Acompanha-nos Mellark?

— Claro. Será um prazer. – Sorrio com o canto dos lábios e encaro os olhos cinzentos à minha frente.

Ela me observa e sorri. Um sorriso que acelera meu coração e me aquece por inteiro. Não sei o que está acontecendo ou o porquê estou sentindo essas sensações. Não sei o que, é essa atração que me puxa em direção a ela ou, essa imensa vontade que cresce dentro de mim de beijá-la e conhece-la por completo. Interrompo por alguns segundos, nosso contato visual e percebo que estamos a sós. Esse era o momento de tentar entender, o que se passava dentro de mim e desvendar o mistério que, era essa mulher à minha frente.

Começamos uma conversa agradável e quanto mais o tempo passava, eu percebia que não queria ir embora. Que estava gostando da sua companhia e como eu gostaria poder parar o tempo. Então, eu soube, naquele momento que, não poderia perdê-la de vista e que a minha vida estaria ligada à dela para sempre. Será que finalmente havia encontrado o amor?

FIM

Notas finais
Voltei!!! E então, o que acharam? Um dia eu estava escutando a rádio e essa música tocou. E eu fiquei imaginando como eu escreveria essa história. Juntou isso e os meus questionamentos sobre o amor... Enfim, eu apenas queria transmitir a sensação de se apaixonar a primeira vista. Espero que tenha dado certo. ;)