Tudo Por Você
15 Capítulo 15
Notas iniciais
ENEM o final de semana todo e não pude acessar direito a internet.
Mas aqui está, capítulo 15 para vocês.
Ah, e vou avisando desde já... Vou postar até quinta-feira e viajarei na sexta pela manhã, então só retornarei a postar na segunda. Espero que entendam.
Beijooos e boa leitura (gente linda que amo tanto.).
“Eu nunca vou conseguir chegar mais depressa do que ele até a entrada principal”. Ela sabia que sua SUV estava próxima, mas até mesmo isso seria longe demais. Não vou conseguir.
Então, percebeu que tinha uma última carta na manga.
Ao se aproximar da quina do Galpão 5, pôde ouvir os passos dele alcançando-a rapidamente no escuro. É agora ou nunca. Em vez de fazer a curva, ela dobrou abruptamente à esquerda, afastando-se do complexo em direção à grama. Ao mesmo tempo, fechou os olhos com força, tapando o rosto com as duas mãos, e começou a correr totalmente às cegas pelo gramado.
A iluminação de segurança ativada por sensores de movimento ganhou vida ao redor do Galpão 5, fazendo a noite virar dia em um instante. Ela ouviu um grito de dor às suas costas quando os holofotes brilhantes queimaram as pupilas hiperdilatadas de seu agressor com uma luminosidade equivalente a mais de 25 milhões de watts. Ela pôde ouvi-lo tropeçar nas pedras soltas.
Ela manteve os olhos bem fechados, precipitando-se pelo gramado. Quando sentiu que estava suficientemente longe do prédio e das luzes, abriu os olhos, corrigiu seu trajeto e seguiu correndo feito uma louca no escuro.
Ela entrou correndo pelos corredores do centro de pesquisa novamente. Era arriscado entrar ali? Sim, era, mas ela precisava ver se Sophia estava bem, estava viva. Algo dentro dela dizia que não, mas sua esperança ainda mantinha uma luz acesa, mesmo que pequena e fraca.
Ela passou pela porta do Galpão Molhado e olhou para dentro, desesperada.
De longe ela conseguiu ver sua colega de trabalho mergulhada no etanol, obviamente morta.
Lágrimas escorreram por sua face, mais ainda que antes.
Ela podia até não gostar muito de Sophia, mas acabar com a vida dela assim era pura maldade.
E, há pouco tempo atrás, poderia ela estar junto com Sophia, boiando no etanol totalmente sem vida.
Então, ao constatar que Sophia estava morta, ela voltou pelos corredores, correndo o máximo que suas pernas permitiam. Ela precisava chegar ao estacionamento.
No caminho ela passou por Kyle que estava desesperado chamando pela polícia.
K: Sim, sim... Morta! – ele dizia ao telefone. – Venham logo! – então ele viu Sara. – Senhorita? Onde ele está?
SS: Está vindo Kyle... – ela continuava correndo. – Tenha cuidado. Use a arma se necessário. Eu tenho que ir! – disse já mais a frente olhando para trás.
Ela logo alcançou as portas de entrada e rumou para o estacionamento.
As chaves de sua SUV estavam exatamente onde ela as deixava, no bolso da calça.
Agradeceu por não ter deixado em seu colete. Caso contrário estaria presa ali com aquele homem insano.
Ofegante, ela segurou-as com as mãos trêmulas e encontrou a ignição. O motor ganhou vida com um rugido e os faróis do carro se acenderam iluminando uma visão aterradora.
Uma forma horrenda corria na sua direção.
Por alguns segundos, Sara ficou petrificada.
A criatura iluminada por seus faróis era um homem moreno e de peito nu, com os olhos assassinamente frios. Ele berrava enquanto corria em direção ao carro, suas mãos erguidas diante do rosto como um animal das cavernas que vê a luz do sol pela primeira vez. Ela estendeu a mão para a alavanca de câmbio, mas, num piscar de olhos, ele estava ali, projetando o cotovelo contra sua janela lateral e cobrindo seu colo com uma chuva de cacos de vidro.
Um imenso braço tatuado entrou por sua janela, tateando e encontrando seu pescoço. Ela engatou a ré, mas o agressor havia agarrado sua garganta e a apertava com uma força inimaginável.
Ela virou a cabeça para tentar escapar daquela mão e, de repente, se viu encarando o rosto dele.
Os olhos eram insanos e implacáveis. Muito diferentes dos olhos doces que conhecera a poucos dias.
Sara afundou o pé no acelerador e o carro deu um tranco para trás, quase quebrando seu pescoço enquanto o homem era arrastado ao lado do veículo. A SUV começou a subir um canteiro inclinado, e ela pôde sentir o pescoço prestes a ceder ao peso dele. De repente, galhos de árvore começaram a arranhar a lataria, fustigando as janelas laterais, levando consigo James, e a mão em seu pescoço sumiu.
O carro saiu através dos arbustos e surgiu na parte superior do estacionamento, onde ela pisou com força nos freios. Mais abaixo, de onde ela saíra, o homem seminu se levantava encarando os faróis.
Com uma calma aterrorizante, ele ergueu um braço ameaçador e apontou diretamente para ela.
O sangue de Sara sumiu por suas veias, cheio de medo, enquanto ela girava o volante e pisava no acelerador. Segundos depois, estava pegando a estrada a toda velocidade!
Seu destino? O Laboratório de Criminalística de Las Vegas...
FIM DO CAPÍTULO 15
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