Tudo Por Você

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Como já tenho avisado desde o capítulo anterior, eu viajo sexta pela manhã...
Então postarei só hoje e amanhã (quinta). Então o próximo capítulo só será postado na segunda... Impreterivelmente.
Mas bem, vamos ao que interessa!
Boa leitura...

Sara guiava o carro desesperada pelas avenidas de Las Vegas. O carro ziguezagueava pelo asfalto e quem quer que olhasse de fora imaginaria que o motorista daquele carro estivesse embriagado.

Os seus pensamentos se revezavam entre as palavras de Grissom ao telefone no Cubo e entre o rosto marcante do seu quase assassino e o muito provável assassino de Sophia, com aqueles arranhões na face, o brilho demoníaco nos olhos, um sorriso diabólico de quem não quer nada de bom. Sara arrepiou-se ao pensar o que haveria acontecido a ela mesma se ele tivesse conseguido alcançá-la naquele galpão, se tivesse conseguido capturá-la... Não seria nada bom, não mesmo.

Ela se viu chegando ao familiar estacionamento do laboratório, uma onda de alegria lhe invadiu o peito. Ela se sentia segura ali, não só por ser uma delegacia, mas estar, praticamente, na sua segunda casa, perto de sua família, de seus amigos.

Ela desceu correndo do carro e adentrou o departamento às pressas, atraindo olhares curiosos dos policias, atendentes e civis que ali estavam... Ela continuou a correr pelos corredores, adentrando cada vez mais no laboratório sob olhares dos peritos em seus respectivos locais de trabalho. Ela seguia firme até a sala no extremo do corredor, a sala de Grissom.

Corria como um gato que corre de água. Corria como a presa corre de seu predador. Só corria. E foi correndo que, enfim, chegou ao escritório de seu chefe. À porta, liam-se as seguintes inscrições: GILBERT GRISSOM – SUPERVISOR. Adentrou o recinto, sem sequer bater, em evidente desespero e o que encontrou foi algo parecido com o que havia dentro do famoso galpão 5, um grande recinto cheio de nada!

Nenhuma alma viva estava ali dentro, nem sinal de Grissom entre seus espécimes presos em vidros e arrumados com a excelência de uma dona-de-casa.

Saiu da sala dele e correu para o Lock. Novamente se tornara a atração pelos corredores atraindo olhares de todos os lados. E não demorou muito a chegar à sala de convivência do laboratório.

Lá estavam eles. Pareciam aflitos, com um ar preocupado. Sara adentrou o recinto às pressas fazendo com que seus amigos olhassem para ela.

NS: Sara! – ele exclamou e se levantou de um pulo e correu de encontro à Sara.

GG: Graças! – Grissom soltou um grito de alegria.

O abraço de Nick lhe reconfortou, lhe fez sentir em casa, lhe fez sentir bem, lhe fez sentir protegida. Nick era como um irmão para Sara, seu protetor.

NS: Sara, você está bem? – Nick gaguejou segurando a cabeça de Sara com ambas as mãos, sem machucá-la, olhando nos olhos dela, ainda assustados e aflitos. – Como você está? – ele se afastou e avaliou Sara fisicamente.

E agora, dizendo da parte física de Sara, é que ela foi perceber que suas roupas estavam rasgadas em algumas partes, o suor manchava as roupas e encharcava o cabelo da moça, e, Sara não conseguia ver, mas as marcas no pescoço não eram muito convidativas, pois estavam num tom nada alegre, uma mistura sinistra de roxo e vermelho. As marcas de sua quase morte.

SS: Estou bem Nick, estou bem. – ela repetia em choque. – Acho que se Grissom demorasse um minuto a mais para me avisar eu, a esta hora, estaria morta. – ela olhou para Grissom com um olhar que dizia um ‘muito obrigada’ sem sequer abrir a boca e pronunciar som algum.

CW: Mas onde está a Sophia? – Catherine pareceu preocupada com a colega. Não se relacionava muito com a detetive, mas também não se pode dizer que eram melhores amigas. Eram simples colegas de trabalho.

SS: Eu... Eu não sei. – Sara respondeu gaguejando, tentando assimilar tudo o que acontecera. – Ela foi buscar o Bry... Quero dizer, Bryan. – ela se corrigiu. – E eles entraram no galpão molhado...

E foi interrompida.

GS: Galpão molhado? – Greg não entendeu.

SS: Sim! É uma espécie de sala onde o centro guarda as espécies. Mortas. Em etanol... – ela terminou a explicação. – E então Sophia e ele entraram lá, mas só ele saiu... – ela sabia que sua colega havia sido morta, mas não queria aceitar. – E as mangas dele estavam molhadas, o cheiro de álcool era grande... Ele provavelmente a afogou – fez uma pequena e rápida pausa. – no álcool.

Grissom arregalou os olhos. Afinal, não era uma noticia boa. Não é que gostasse de Sophia, mas isso lhe fez pensar que era para ter sido Sara ao invés da detetive.

SS: Então ele entrou no galpão 5, onde eu estava. O lugar era muito escuro. Era bizarro! Ele me perseguiu lá dentro e por duas vezes quase me pegou, mas, nem eu sei como, encontrei uma saída e fugi... Foi quando ele me alcançou e agarrou meu pescoço, mas eu consegui fugir.

NS: Isso é o que importa! – ele sorriu. – Mas e Sophia?

SS: Eu a vi... – ela soluçou. – E a vi no galpão molhado... No álcool.

GG: Brass já está indo até o centro... – ele informou.

SS: Agora, em nome dos céus, alguém pode me explicar por quê Bryan me atacou?

CW: O nome dele é James Mattews. Ele usou uma identidade falsa para entrar no departamento.

GG: Era... É – corrigiu-se. – um assassino serial que mandei para a prisão há alguns anos, muitos anos! – ele completou a informação de Catherine. – E ele foi solto há poucas semanas...

SS: Como assim solto? Assassinos seriais não pegam perpétua? Pena de morte? – Sara pareceu surpresa.

GG: Pegam! Mas; eu não sei o que aconteceu; eles podem ter se enganado com a papelada e soltado o homem errado...

Sara nada disse apenas ficou fitando olhando para a janela, juntando fatos. E sem deixar que seus olhos desviassem da janela ela perguntou:

SS: E qual a assinatura dele? Qual o “modus operandi”?

Grissom se assustou com a pergunta enquanto Sara se manteve séria e obstinada a não desviar o olhar da janela, olhando o céu lá fora num inicio de dia nublado e chuvoso, assim como seus sentimentos no momento, nublados e chuvosos.

Grissom, por alguns segundos mirou o chão, antes de responder. Então ergueu a cabeça e olhou para a moça que ainda encarava algo no céu lá fora.

GG: Ele enforca suas vitimas, as deixando inconscientes, as reanima e as enforca novamente... Doc ( Doutor Robbins ) disse que ele faz isso, pelo menos, três vezes... Depois seda suas vitimas com substâncias fenobarbitais (Classe representada por tranqüilizantes como Luminal. Quando usada por breves períodos, a droga tem baixo potencial de vício e overdose, agindo como relaxante muscular.), mais especificamente o Luminal (medicamento antiepiléptico e anticonvulsivante.), mas ele os usa como sedativo o que não deve ser feito. Então, depois de sedadas e sem nenhum controle muscular ele estupra as vitimas com um objeto qualquer encontrado no próprio local. Que vai desde cabos de vassoura até óculos e controles remotos... Depois as mata lentamente por asfixia posicional, com travesseiros, toalhas ou com as próprias mãos.

As feições de Sara não se tornaram nada bonitas depois dessas informações todas. Aliás, ficaram mais tristes, sofridas e com mais medo que antes. E quem, no lugar dela, não teria medo do que está, ainda, por vir?

FIM DO CAPÍTULO 16


Notas finais
Espero não decepcionar depois dessa caçada mortal! kkkkk
Até o próximo capítulo.