Tudo Por Você
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Espero mesmo que estejam gostando.
E relevem erros gramaticais. :D
Do outro lado do centro de pesquisas, dentro da sala de segurança, um telefone começou a tocar. Com relutância, o vigia atendeu.
RECEPCIONISTA: Recepção. – atendeu ele. – Kyle falando.
SS: Kyle, aqui é Sara Sidle do laboratório de Criminalística! – a voz dela estava ofegante. – Onde está Sophia? Dá pra vê-la nos monitores?
O vigia girou a cadeira para conferir as telas.
K(Kyle): Ela ainda não voltou para o cubo?
SS: Não! – ela exclamou, soando alarmada.
O vigia percebeu que Sara estava sem fôlego. O que seria, para ele, normal se soubesse que ela estava, naquele exato momento, correndo pelo carpete em meio a escuridão do Galpão 5.
Kyle manejou os controles dos monitores, passando os olhos por vários quadros de vídeo digital em velocidade rápida.
K: Calma aí. Vou conferir as gravações... Estou vendo Sophia sair da recepção com o outro perito... Eles estão descendo o corredor... Deixe-me avançar... Tá, eles entraram no galpão molhado... Sophia usou seu cartão de acesso para destrancar a porta... Os dois entraram lá dentro... Deixa-me avançar mais um pouco... Beleza, eles saíram do galpão molhado há apenas um minuto... E foram para... – ele inclinou a cabeça desacelerando a gravação. – Espera um instante. Que coisa estranha...
SS: O que foi?
K: O senhor saiu do galpão molhado sozinho.
SS: Sophia ficou lá dentro? – o espanto tomou sua voz.
K: É, parece que sim. É, estou vendo seu convidado agora, ele está sozinho no corredor.
SS: Onde está Sophia? – perguntou Sara, histérica.
K: Eu não estou vendo Sophia nas imagens – respondeu Kyle. Ele tornou a olhar o monitor e percebeu que as mangas do paletó do homem pareciam estar molhadas... Até os cotovelos. O vigia ficou olhando o homem avançava a passos decididos pelo corredor principal em direção ao galpão 5, segurando com força o que parecia ser... Um cartão de acesso.
Kyle sentiu os cabelos da nuca se eriçar.
K: Sra. Sidle, estamos com um problema sério.
Sara estava com o celular grudado na orelha enquanto avançava as cegas pela extensão interminável do carpete que vinha da porta de entrada até a porta do cubo. Sempre que sentia os pés fugindo do caminho acarpetado, corrigia o próprio rumo e tornava a voltar para o centro, continuando a correr em meio à densa escuridão.
SS: Onde ele está agora? – ela perguntou ao vigia, sem ar.
K: Estou verificando... Vou avançar a gravação... Certo, aqui ele está descendo o corredor em direção ao galpão 5...
Sara começou a correr mais depressa, esperando conseguir chegar à saída antes de ficar encurralada ali dentro.
SS: Quanto tempo até ele chegar a entrada do galpão 5?
O vigia fez uma pausa.
K: A senhora não está entendo. Eu ainda estou avançando. Essas imagens estão gravadas. Isso já aconteceu. – ele fez outra pausa. – Espere um pouco. Deixa-me verificar o monitor de registro de eventos. – ele se calou novamente, e então disse: — Senhora, o cartão de acesso da Sra. Curtis registra uma entrada no galpão 5 mais ou menos um minuto atrás.
Sara freou bruscamente.
SS: Ele já destrancou a porta do galpão 5? – ela sussurrou para o celular.
O vigia digitava freneticamente.
K: Sim, parece que ele entrou há 90 segundos...
O corpo de Sara ficou rígido. Ela parou de respirar. A escuridão à sua volta de repente pareceu adquirir vida própria.
FIM DO CAPÍTULO 10
Notas finais
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