Notas iniciais
Oiee, comparado com o meu historico, nao demorei tanto para postar esse, hein?
Kkkkk'
Espero que gostem, seus lindos!

- Bela? Olha, eu sei que você está aí. Pode atender a droga do telefone?

Ela ouvia a voz de Sam na secretária eletrônica, mas não queria falar com ele. Estava com vergonha suficiente para não conseguir nem se olhar no espelho. O dia anterior foi um erro. Um erro enorme, na verdade. Deveria ter sido mais prudente, deveria ter sido profissional e adulta. E não agir como uma adolescente descontrolada.

O que estava havendo com ela?

De qualquer jeito, ela precisava se concentrar no trabalho. Havia muita papelada para ser lida, relida e assinada. Ela ainda tinha que colocar todas as provas contra o Winchester juntas para ter uma ideia de quantos anos o moreno pegaria se ela perdesse o caso. Ela não podia perder esse caso.

- Que saco, Bela! Vai parar de falar comigo?

Claro que ainda não acreditava na inocência completa de Sam, mas isso não quer dizer que ela acha que ele matou o garoto também. Ela era muito boa – sempre foi – em saber quando os outros estão falando a verdade. E ela sabia que ele era inocente dessas acusações.

Sentou-se em sua cama, ignorando a voz dele que não parava de falar na secretária eletrônica e começou a ler os papeis. Iria ser uma longa tarde...

- Por que você está brava? Eu fiz a coisa certa, droga!

Bela respirou fundo e começou a olhar as fotos tiradas na cena do crime. Alguma coisa não faz sentido. Olhou novamente as fotos do corpo, fotos de evidências... A faca! Porque, considerando tudo, se o Sam matou aquele garoto, ele não seria descuidado o suficiente para deixar a faca onde cometeu o crime, não é?

Quem seria estúpido o suficiente para fazer isso?

Óbvio. Ninguém seria. Sam estava certo, estavam armando para ele.

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Sam deixou a última mensagem para Bela.

Por que ela não o atendia? Ele fez o que achava certo, depois ela concordou e saiu brava de seu apartamento. Ele não fez nada de errado! Mulher louca.

Ele resolveu comer alguma coisa, já que não tinha televisão naquele apartamento imundo. Fez um sanduíche rápido e se sentou no sofá, comendo e encarando o vazio. O melhor a fazer agora era se concentrar e descobrir um jeito de sair dessa confusão toda.

Definitivamente precisava de um celular.

Tinha um telefone que Dean arrumara para ele falar com a advogada e, se precisasse de algo, ligar para ele. Todas as ligações eram controladas e monitoradas pelos federais. Ele precisava de um celular.

Discou novamente o telefone da advogada, torcendo para que ela atendesse dessa vez.

- Alô? – Uma voz feminina e cansada atendeu ao telefone.

Graças aos céus!

- Bela, oi – Sam limpou a garganta – Pode vir até aqui?

- Eu acabei de pegar o telefone para te ligar. Acho que descobri algo que pode te ajudar.

- Sério? O que é? – A voz do moreno parecia mais animada e um sorriso cresceu em seus lábios.

- É melhor não falarmos pelo telefone. Tem mais gente escutando, lembra?

- Verdade. Que horas vai vir aqui?

- Já estou saindo de casa. Quer alguma coisa da rua? – Ela perguntou, guardando os papeis novamente em sua pasta.

- Não, obrigado. Estou te esperando.

- Ok. Tchau, Sam.

E a ligação foi encerrada. O que será que ela tinha descoberto? Sam esperava que fosse algo muito bom, porque a cada dia que se passava o desespero foi tomando conta de seu corpo. Estava tenso e não conseguia dormir direito à noite. Nunca esteve em uma situação como essa, estava de mãos atadas.

Mas se tinha uma coisa que ele havia aprendido com Clark, era que o pânico nunca é a melhor saída. As coisas têm que ser bem pensadas e calculadas meticulosamente para que tudo saia certo.

A teoria é bem mais fácil do que a prática.

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Os dois estavam sentados no sofá. O Winchester a olhava com um olhar instigante, como se estivesse tentando ler sua mente.

- Então, o que você tem para mim? – Sam perguntou, ignorando o clima tenso que estava na sala. Ela mal o olhava nos olhos.

- Que tal colocar essa cabecinha para pensar? O cérebro é como um músculo, Sam. Tem que exercitar – A advogada brincou, abrindo sua pasta, ainda sem olhar para ele.

- Engraçadinha. Me aponte uma direção que ficarei feliz em usar o meu cérebro – Ele riu, e ela o encarou, se perdendo por um segundo em seu sorrido brilhante, que mostrava suas duas covinhas. Se não fosse o Winchester, ela diria que ele era adorável.

- Veja essas fotos – Bela as espalhou em cima da mesinha de centro, esperando o moreno dizer alguma coisa.

Sam começou a analisar as fotos, viu o corpo de Gary, sangue por toda a sua roupa. A próxima foto mostrava o chão em volta do corpo e a arma do crime. A outra foto era uma montagem de alguns detalhes mais importantes para a investigação, mas não importante o suficiente para o Winchester e... Espera.

O moreno pegou a segunda foto em suas mãos e sorriu, olhando para a bela mulher que também sorria para ele.

- Você é um gênio.

E o Clark é um idiota. Erro de principiante. Que vergonha, Sam pensou.

- Eu sei – Ela jogou o cabelo, fingindo ser metida.

- A faca. Isso foi um trabalho muito porco – Sam ria sozinho agora.

- Estão armando para você, Sam.

- Eu disse isso para você e você não acreditou em mim. Quem que não usa o cérebro agora? – Ele zombou, vanglorioso.

- Chato – Bela rolou os olhos e guardou as fotos.

- Obrigado, Bela. Por não desistir de mim – O sorriso em seus lábios era mais leve agora, assim como o olhar que ele lançava em sua direção.

- Eu só fiz o meu trabalho – Ela olhou para o Winchester, sorrindo levemente também.

- Não, você acreditou em mim. Obrigado, mesmo – Ele colocou uma mão sobre a da morena, que a segurou, olhando em seus olhos.

Ficaram em silêncio por um tempo. Poderiam ser segundos, ou minutos. Nenhum dos dois pareceu perceber.

- Quem é você, Sam Winchester? – Ela perguntou sem pensar.

- Boa pergunta – A troca de olhares que havia entre os dois se intensificou. Era como se palavras não fossem necessárias e eles estivessem conversando um com o outro.

Sam percebeu que ainda estavam de mãos dadas e se afastou um pouco, quebrando a conexão que seus olhos faziam naquele momento.

- O que vamos fazer com esse negócio da faca? – O moreno limpou sua garganta.

A advogada sentiu algo estranho assim que suas mãos se afastaram, mas ignorou o sentimento, voltando a agir como uma advogada.

- Vamos começar a montar a sua defesa. Até descobrirmos algo mais que possa te ajudar, vamos nos basear nessa evidência, ok? – Bela ficou completamente profissional de repente, até sua postura mudou.

- Sim, senhora. Agora?

- Se não estiver ocupado.

- É, minha vida é muito agitada aqui – Ele respondeu, sarcástico.

- Então, vamos lá...

Sam prestou atenção em cada uma das palavras que saiam da boca da bela garota, mas havia uma guerra em sua mente. Ao mesmo tempo em que tentava ouvir as evidências de sua defesa, parte de seu cérebro estava dominado pela raiva e rancor de um certo rapaz chamado Clark Kent.

Continua...

Notas finais
Uhul! Começou!
Espero que tenham gostado bastante e, eu não sou de pedir review, mas estou meio perdida com essa fic. Vocês estão gostando? Tem algo que querem que eu mude ou acrescente?
Por favor, me deixem saber, ok?
Beijackles e Padakisses ♥