Tudo Mentira?
20 19º - Capítulo - Parte I
Notas iniciais
19º Capitulo – Parte I
Pela Autora
O quintal dos Cullens já estava parcialmente cheio, quase todos os convidados tinham chegado, a morena olhou aquele mar de gente que conversava e ria, com crianças correndo e divertindo-se dos mais diversos jeitos e pelos brinquedos espalhados pelo grande espaço.
Isabella se sentia deslocada, Charlotte tinha as acompanhado até porta, e as teria levado até Alice, se uma das ajudantes não a tivesse chamado para resolver um pequeno problema do Buffet, agora apesar de ter Sophia do seu lado, sentia-se só, que ali não era seu lugar, apertou Liam mais conta seus braços e por um momento o seu sonho passou em sua mente, até o momento quase a mesma coisa, Edward também não tinha ido lhe buscar, e no final entrou na festa sozinha, a diferença era que na realidade Sophia estava ali. Respirou fundo mais uma vez e entrou pelo quintal, olhou em volta em busca de um rosto conhecido e logo viu Alice que estava sentada em uma das mesas com mais duas mulheres, agora tinha que se decidir ir ou não a seu encontro, mas Alice a ajudou, assim que viu Bella se levantou e veio em direção à amiga.
– Ah Bella que bom ver vocês. – A pequena falou cumprimentando-as e fazendo um carinho na cabeça do sobrinho.
– Sim, disse que vinha e esta linda Alice. – A morena disse sendo seguida por Sophia, a baixinha usava um vestido rosa pálido frente única longo, o vestido fazia com que sua pequena barriga de agora quatro meses se fizesse de presente.
– Vocês também, esta maravilhosa Sophi, mas você Bella meu irmão vai enfartar quando a vir. – E o fato era verdade, Isabella usava um vestido longo frente única também, porém o decote era mais profundo fazendo com que os seios, ainda bem cheios de leite, tivessem uma aparição maior ao contrario de como ficaria em outras o vestido lhe caiu muito bem.
– Obrigada — Respondeu a morena encabulada.
– Bem venha enquanto Edward não chega e não lhe roube de mim, vou lhe apresentar a algumas pessoas, alias as duas.
E assim começaram um pequeno percurso, Alice apresentava para as mais diferentes pessoas, a homens que olhavam a morena cheios de segundas intenções, que a mesma mal tinha os notados, a senhoras de idade que elogiaram a vivacidade da mulher presente, todos fizeram a mesma pergunta, esse filho é seu? E a mãe com orgulho dizia que sim, então Alice caia cheia de elogios para cima, de quem sabe, sua futura cunhada? Por fim se encontraram com os donos da festa.
– Emm, deixe-me apresentar, essa é Isabella, Liam seu sobrinho e Sophia amiga de Bella e babá do Liam. – A morena encarou o enorme homem a sua frente, Edward e ele possuíam poucas semelhanças, era possível notar o porte musculoso por baixo da roupa social, com certeza bem mais alto que Edward, mas apesar do rosto sério era possível ver o brilho zombeteiro em seus olhos.
– Então essa é a culpada por deixar meu irmão de quatro? – Falou abrindo um sorriso deixando suas covinhas aparentes.
– Emmett! – Sua esposa o repreendeu.
– O que foi? Não é a verdade? – Por favor, onde posso enfiar minha cabeça, a morena pensou e sentiu seu rosto se esquentando. – Que é isso cunhadinha, não precisa ficar envergonhada, está em família e não somos de espalhar esse tipo de assuntos para todos. – Ele piscou e colocou o braço envolta de Isabella. – Mas é um prazer conhecê-la e já que somos íntimos, me diga esse moleque é filho do meu irmão mesmo hein? Olhando bem para ele olha o nariz, não da para negar. – Dizendo isso Emmett soltou uma gargalhada, mas logo voltou a si. – Mas sim os olhos não a como enganar e bem o menino é lindo mesmo, claro puxou o genes da família Cullen e do mais bonito de todos, que claro sou eu. – Bella não aguentando a prepotência de Emmett acabou rindo de seu modo de falar. – Isso, assim que gosto de ver, já estamos nos entendo. – Dizendo isso ele beijou-lhe a testa, essa mulher com certeza foi feita para meu irmão, pensou.
– É um prazer conhecê-lo também Emmett, e sim esse menino é filho de Edward, e... Em conta da beleza de quem puxou, não quero decepcioná-la mais foi do pai mesmo. – A morena disse em tom brincalhão e Sophia, Rosalie e Alice começaram a rir da cara de Emmett.
– Nossa assim parte meu coração. – Disse fazendo um gesto dramático. – Mas a cada minuto que se passa tenho mais certeza, você é das minhas.
– Emm acho que já monopolizou muito Bella, acha que posso cumprimentá-la agora?
– Mas é claro minha ursinha, e não precisa ficar com ciúmes, o ursão aqui é todo seu. – Falando isso ele se aproximou de sua esposa a beijando profundamente, algo que chegava a ser proibido pelo decoro, entretanto ele não se importava amava sua esposa e demonstraria seu amor quando, onde e como queria e quem quisesse olhar que olhasse, pois não sentia um pingo de vergonha em demonstrar o que sentia por ela.
Diante de tanto afeto Bella mudou seu foco, olhando para qualquer lugar que não fosse os dois apaixonados, será que um dia viveria isso? Olhando ao longe viu uma pessoa conhecida, forçando um pouco mais a vista notou que eram Heidi e Demetri chegando, um sorriso se fez presente em seus lábios. Gostava de ambos, eram pessoas comuns no meio de tantos mesquinhos, assim que desse falaria com eles.
– Então Bella. – Rose chamou sua atenção, voltou a olhar a anfitriã, viu o vermelho cobrindo suas bochechas e um sorriso bobo. — Obrigada por virem e esta maravilhosa. – Disse a abraçando, já considerava Bella também parte da família.
– Obrigada Rose você também. – Agradeceu novamente, o vestido verde de um ombro só e longo da anfitriã não poderia ter lhe dado mais sofisticação para sua posição. Rose também agradeceu o elogio, cumprimentou Sophia e se focou no bebê desperto nos braços da mãe. –E como esta chique esse garoto.
– Tudo para os tios e o primo não é filho? – A mamãe disse beijando a cabeça do filho.
Edward entrou no recinto parcialmente lotado com a bicicleta em mãos, tinha prometido ao sobrinho o presente e o mesmo iria chegar naquela manhã, mas por um problema não seria possível, então ele mesmo fora buscar e infelizmente não pode pegar Bella, contudo pediu para seu motorista buscar a amada. E era para chegar mais cedo, se a moça que o atendeu tivesse com vontade de trabalhar.
Entretanto o que importava era que finalmente se encontrava ali, colocou o presente junto com os demais em uma mesa separada própria para tal fim, saiu e procurou por Bella demorou menos de dez segundos para encontrá-la de costas rodeada por sua família, não perdendo tempo apressou o passo para seu encontro chegando perto não se fez de rogado rodeou o corpo da morena junto com o filho para o circulo de seus braços.
– Esta linda. – A morena deu um pulo em seus braços e virou ficando de cara com Edward que sorria. – Oi.
– Oi. – Ela elevou o rosto para cumprimentá-lo, mas Edward como sempre a surpreendeu com um selinho, por fim Bella apenas aceitou de bom grado.
– Edward de tudo que lhe ensinei é isso que faz? Acho que ainda vou ter que levá-lo a mais alguns bares daqueles que frequentávamos quando adolescentes.
– Que bares Emmett? — A esposa perguntou.
– Uns que ficávamos bebendo e conversando sobre a vida minha ursinha.
– Emmett a última coisa que fizemos foi ir a alguns desses bares, deve estar me confundido com outro.
– Não vem querer tirar o seu da reta maninho...
Por um momento eles continuaram sua pequena discussão sobre o assunto do passado, as meninas riam de um comentário ou outro. Todos naquele ambiente pareciam felizes, ou quase todos, ao longe a matriarca da família olhava aquela a qual culpava pelo o que tinha acontecido com seu filho, Edward tinha mudado completamente depois daquela viagem absurda, teve coragem de largar tudo para viver umas noites de romance, agora estava ali com a mesma mulher, ainda não a tinha conhecido pessoalmente mais sua antipatia já era certa, até sua filha ficara encantada por essa qualquer, com certeza bancava a coitada para depois tentar tomar posse de tudo que fosse possível, fora a acriança bastarda que carregava, além de tudo não se dava ao respeito, mas assim que possível a colocaria no seu devido lugar.
– Esme querida. – Ela voltou seu foco a Paola, a única que a entendia e era sua amiga no momento, como queria que seu filho reatasse com ela. Eles com certeza fariam um lindo casal e fora que viveriam ali naquela casa enorme com ela e assim não ficaria sozinha. – Não fique assim, ela não vale à pena, é o aniversario de seu neto não deixe que uma caipira tente estragar esse dia, logo a colocaremos no seu lugar.
– Obrigada filha, só você mesmo para me entender, meus filhos já caíram na graça dela, olhe fingi ser uma santa, mas até um filho já tem e nem é casada já que se engraça com Edward, só falta agora querer que ele seja um pai...
– Edward não é tão estúpido, deve ser apenas novamente uma diversão, lembre-se do que te falei...
Sim Esme lembrava, Paola conseguira um informante sobre a vida de seu filho, já que o mesmo não contava nada para a própria mãe e tinha que usar outros artifícios para saber o que ocorria, então ficou entendido que a tal Isabella era a moça que seu filho dissera que tinha se apaixonado naquele fim de mundo e a mesma estava trabalhando para seu sobrinho, Garrett, talvez o filho fosse dele, a criança não parecia ter mais do que quatro meses e fazia mais de um ano que a mesma trabalhava para ele, ainda descobriria as pequenas linhas soltas de tudo isso.
Incluindo ao grupo do quase todos felizes, havia também um homem que estava em um canto tentando passar despercebido tinha chego a tempo de ver seu primo demonstrando o afeto para até sua então ex-amiga, ou amiga ainda, na verdade não sabia a que pés estavam às coisas entre eles grande parte do que tinha ocorrido tinha sido culpa sua, estava sim se comportando como um adolescente movido pelos seus impulsos e não pelo lado racional como adulto que era, bebeu mais um gole de seu drink, foi o errado, mas... Marie era sua primeira amiga e não queria perde-la, talvez esse tivesse sido o motivo que o impulsionou a tentar defende-la como um leão tomando conta daquilo que era seu, sabia que não teria nada mais do que sua amizade, ela já deixara claro e ele também os sentimentos que nutriam um pelo o outro, aquele pequeno beijo trocado, foi no mínimo estranho, esperou sentir fogos de artifícios, mas não, parecia mais como estivesse beijando uma... Irmã? Não conseguia pensar em uma comparação melhor, apesar de dedicar Alice como uma irmã sabia que existia uma linha entre irmão que ele nunca saberia como explicar. Da primeira vez a defendeu com unhas e dentes, conhecia o passado e saber que seu primo tinha prejudicado um ser tão bom e angelical como Marie, o fez ficar cego e a cada confronto lhe vinha na mente Marie deitada sobre a marca completamente desacorda de tão pálida, e era por essa Marie que estava lutando, porém esquecia que aquela era a que tinha conhecido a Marie de agora era guerreira, forte, tinha tido um filho e não há maior modo de demonstrar uma força do que a luta por um ser que tem total dependência de você, a ajudou no que pode, mas tudo foi feito por ela, percebia que tinha que conversar com a mesma e resolver tudo, mas como? Estava profundamente envergonhado pelo o que dissera da última vez, basicamente tinha lhe chamado de prostituta, mais um gole, só de lembrar tinha vontade em se auto flagelar e não a culparia se nunca mais quisesse nem olhá-lo na cara, talvez esse fosse seu castigo por ser tão egoísta e quem sabe hoje pudesse ser um bom dia teria que pensar mais sobre como conseguir chegar perto dela sem seu primo querer espancá-lo novamente.
– Garrett? – O moreno olhou para o lado e uma loira estonteante em um vestido branco brilhante, com um decote que era um tentado ao pecado, estava sorrindo.
– Sim?
– Não se lembra de mim?
– Desculpa, mas... – Ele forçou a mente tentando lembrar, o sorriso e os olhos, ele já tinha visto antes. – Olha não me é estranha, mas realmente não me lembro.
– Imaginei parece que faz mil anos que não nos vemos, sou Kate Ston, amiga da Alice.
– Ah sim... – Exclamou surpreso ao se lembrar. — Kate, nossa realmente faz muito tempo. – Ele respondeu abraçando-a, sim há anos não a via. Talvez desde que eram adolescentes quando vinha à casa de seus primos frequentemente, Kate não poderia ter ficado melhor, suas curvas agora mais definidas, os cabelos loiros mais longos e aqueles olhos, nunca poderia ter esquecido seus olhos. – Acho que a última vez que nos vimos foi no casamento de Alice?
– É foi... – Ela respondeu e por um momento os dois se perderam em pensamentos daquela última vez, tinham dançado a noite toda, rindo, bebendo e brincando, até que no final sobrarão apenas eles dois na festa, totalmente sozinho, a banda também já tinha sido dispensada, contudo eles continuaram em uma bolha dançando ao som da natureza, então voltaram à realidade, nenhum beijo, nenhuma palavra foi dita sobre a ocasião, cada um voltara para seu canto e nunca mais se falaram, mas aquela noite ficou guardada durante muito tempo em suas mente e o desejo de algo mais que pudesse ter acontecido.
Os dois prometeram, ela em sua cama, ele ao caminho de volta a São Francisco, que a próxima vez que se vissem iriam realizar o sonho, um único e singelo beijo e por um bom tempo cada vez que iam a casa dos Cullens tinham a esperança de se reencontrarem, mas o destino não quis assim, o tempo foi passando e acabaram deixando de lado suas promessas e sonhos.
– Está por acaso morando aqui?
– Na verdade estou a trabalho, estou produzindo o comercial da nova linha de Joias da empresa, ainda moro em São Francisco.
– Ah que interessante, eu me formei ano passado em vídeo e imagem. Então vai continuar por quanto tempo aqui?
– Bem... – Assim engataram uma conversa sobre o que tinham vivido nos últimos anos.
– Ai Sophi, venha vou-lhe apresentar algumas pessoas mais interessantes do que esse bando de velhos com certeza deve estar ficando entediada. – Alice falou já puxando a menina em direção onde tinha alguns jovens conhecidos e simpáticos que com certeza fariam uma ótima companhia a ela.
– Na verdade não estou, e tenho que ficar co...
– Sophi esta aqui como uma convidada aproveite, eu cuido totalmente do Liam. – Bella a incentivou.
– E também estou aqui para ajudar, me deixe fazer o papel do pai. – Disse Edward que estava com Liam nos braços no momento.
– Ah então...
– Vamos. – Não dando mais oportunidade de responder Alice saiu arrastando sua nova amiga.
– Bem desculpe por deixá-los, mas temos que fazer o papel de anfitriões, voltaremos mais tarde. – Rosalie e Emmett também se afastaram deixando os três ali.
– Pensei que nunca nos deixariam. – Resmungou Edward.
– Edward!
– Estou brincando. – Sorriu. — Desculpe por não ter ido buscá-los, realmente foi um motivo de força maior. – Edward falava enquanto indicava uma mesa vazia para se sentarem, Bella agradeceu desde que chegara não tinha sentado uma vez se quer, logo foram servidos por salgadinhos e refrigerante.
– Tudo bem, mas o que foi fazer? – Perguntou enquanto comia uma coxinha.
– Fui buscar o presente de Hector. — Sorriu enquanto brincava com o filho que sorria. – Prometi que lhe daria uma bicicleta, deu um problema na entrega e acabei ter que indo lá pegar.
– Tenho certeza que ele vai adora...
– Tia Bella... Tio Edard... – Viram Hector vir correndo com um sorriso, mas parou ao ver Edward com Liam no colo. Por um momento o menino franziu o cenho, seu tio Edward sempre o pegava no colo jogando para cima e ele adorava isso, porém com um bebê no colo não seria possível. – Esta com meu priminho.
– Hey garotão. Já conhece Liam então. – O menino assentiu. – E seus pais te explicaram?
– Sim, que tenho uma nova tia, um novo primo é que o senhor é papai que nem meu papai.
– Isso, como é inteligente esse meu sobrinho. Então Liam é seu priminho mais novo e você vai nos ajudar a cuidar dele não?
– Sim, e ele ta acordato?
– Hoje ele esta querido. – Bella falou puxandoa cadeira para mais perto de Edward pegando Hector e colocando no colo. – E parabéns. – Falou beijando seu rostinho avermelhado e suado.
– Obigado tia. – Ele sorriu. – Olha ele esta mesmo. — Oi Liam, quando você vai começar a andar para blincarmos? – Hector começou a balbuciar várias coisas ao mesmo tempo, sobre brinquedos, festas entre outras coisas, Bella e Edward ficaram conversando por um momento, até uns amiguinhos de Hector o chamar de para volta para brincar.
– Ele é uma criança maravilhosa, Rosalie e Emmett devem se orgulhar muito dele.
– Muito, foi uma pequena luz que caiu sobre nossa família, nosso filho também nos dará muito orgulho.
– Com toda certeza. – Bella acabou encostando-se ao ombro de Edward enquanto admirava o filho, a dádiva em ambas as vidas. Com esse pequeno gesto Edward sentiu seu coração se inflar, queria que o dia chegasse ao fim e eles fossem para sua casa, no qual colocaria Liam para dormir enquanto Bella tomasse um banho, então se juntaria a ela, ficariam abraçados ou acabariam fazendo amor no chuveiro e quando finalmente deitassem dormiriam abraçados sem se preocupar com o amanhã. Essa com certeza era uma fantasia que ele iria realizar, mas infelizmente não hoje.
– Sabe tenho a impressão que ainda estou sonhando. – Edward disse e sentiu Bella ficando um pouco tensa. – Sonhei tanto com o momento que a encontraria novamente, obvio que nunca com um filho, ele foi apenas um bônus maravilhoso. – Ele suspirou. — Eu queria que tivesse sido tudo diferente que, depois da nossa noite, eu teria lhe contado toda a verdade, sabia que não seria fácil, mas que no final você aceitaria a minha verdade que então pudéssemos dar um jeito de ficarmos juntos seja você vindo morar comigo ou eu indo e vindo pelo tempo que fosse necessário, que pudéssemos nos casar ter filhos e... Sermos felizes. E eu ainda quero isso mais do que antes e... – Ele deixou as palavras soltas pelo ar.
– Edward, eu sei que criou um futuro para nós, e eu também criei antes de tudo, eu não posso te afirmar como reagiria se me contasse a verdade naquele momento, talvez eu ficasse muito brava a ponto de não querer olhar mais para sua cara, mas... Sei que iria pensar e no final voltaria para os seus braços e tentaríamos resolver juntos toda questão e provavelmente eu ficaria grávida antes, pois foi na nossa primeira vez que engravidei talvez eu viesse morar com você, talvez estivéssemos casados... Contudo isso eram algumas possibilidades. Agora, sabe o que eu realmente pensei naquele dia... – ela engoliu em seco e continuou. – Que acordaríamos juntos no próximo dia, ficaríamos o dia todo grudados, faríamos café da manhã, alimentaríamos um ao outro depois iríamos para o sofá enquanto eu usava apenas sua camiseta e ficaríamos ali deitados assistindo um filme qualquer, mas nem prestaríamos atenção, pois estaríamos conectados um ao outro, então o dia terminaria conosco na cama novamente nos amando e aos poucos levaríamos nossa vida assim e a partir disso criaríamos um futuro juntos, mas meu sonho foi mais que uma mera ilusão, pois isso aconteceria apenas se você fosse quem dizia ser na época, agora as versões sobre a verdade a minha ou a sua poderiam se tornar a realidade, mas não foi assim e temos que aprender com o que há agora e sabermos levar da melhor maneira possível.
Assim que ela terminou os dois entraram em um momento de reflexão o que as palavras de cada um significavam para ambos, sabiam que não podiam mudar o passado e nem querer bater sempre na mesma tecla.
– Bella...
– Sim. – a morena disse virando e se focando em seus olhos que pareciam desnudar sua alma, aos pouco os rostos ficaram a centímetros um do outro, a respiração quente e um pouco ofegante, podiam sentir o sabor de cada um contra sua boca, Edward pensou em se aproximar, mas Bella foi mais rápida colando seus lábios, por um segundo ficaram com eles grudados até Edward entreabrir os lábios e tocar com a língua suavemente no lábio inferior de Bella que o recebeu de bom agrado em seu interior, as línguas se entrelaçaram em uma dança suave e tão antiga quanto o mundo, a mão de Isabella foi ao encontro dos fios rebeldes de Edward, ela não se importava mais onde estava ou quem presenciava essa demonstração de carinho, afeto... E amor. Sim amor. Quem quer que esteja vendo poderia sentir o amor dos dois transbordando em um único beijo.
Contudo algumas coisas infelizmente não têm como durarem para sempre, então tiveram que se separar, não apenas pelo o ar escasso, mas pelo pequeno que estava nos braços do pai que começa a resmungar.
– Acho que alguém esta com ciúmes. – Bella brincou.
– Huhum. – Edward sorriu para o filho e depois mirou Isabella, engoliu seco. — Bella eu...
– Isabella, Edward! – ambos olharam para trás e viram o casal sorrindo.
– Demetri. – Edward o cumprimentou se levando sendo seguido por Bella, os casais se cumprimentaram. – Como estão?
– Muito bem. – O loiro sorriu para a esposa.
– Oh mais quem é esse garotinho? – Heidi perguntou se aproximando.
– Meu filho. – Edward respondeu orgulhoso. – Na verdade... – começou olhando para Isabella. – Nosso filho.
– Oh, então meu parabéns. – Disse Heidi de forma sincera, isso que era perfeito no casal Bewley não faziam perguntas desnecessárias ou intrigas para fofocar, aceitavam aquilo que lhe diziam afinal cada um tinha que cuidar da sua vida. Qualquer um perguntaria “Mas onde se conheceram?” “Como não ficamos sabendo?” “Estavam separados?” “Por quê?”.
– Sim meus parabéns amigo, tem uma bela mulher e um lindo filho. – Ele abraçou a esposa. – Mas não pense que é inveja, pois tenho também uma bela mulher e um pequeno fruto crescendo aqui. – Disse colocando a mão no pequeno ventre inchado de Heidi.
Edward e Bella pensaram a mesma coisa, como queriam ter compartilhado a gravidez um com o outro.
– Posso segurá-lo? – Heidi perguntou ansiosa. Edward olhou para Bella, como em busca de um consentimento, que apenas sorriu.
– Claro.
Então colocaram o pequeno no braço de sua amiga e por um momento esperou pelo choro que não veio, achou estranho, Liam normalmente estranhava, mas pelo jeito dependia do humor do seu menino.
– Como é lindo, nossa não vejo a hora de termos o nosso, e ficar com ele 24 horas por dia nos braços, segurar alguém que você que deu a luz, deve ser indescritível. Quando ele nasceu?
– Treze de Maio, 48 centímetros e 3.450 kg. – Falou orgulhosa, esses pais eram um orgulho só.
– Ain gente, como eu quero o meu logo. — Assim começaram uma conversa sobre gravidez, desejos e os pais estufaram os peitos de orgulho por saber que tinham boa parcela na felicidade delas.
Alice viu o momento de carinho entre seu irmão e Bella e sorriu, e não foi só ela, muitos dos convidados cochichavam entre si, quem seria aquela que arrebatara o último solteiro da família Cullen, ela estava indo em direção de Garrett agora, que até a poucos minutos estava em uma conversa com uma antiga amiga sua, Kate Ston, estava planejando falar com ele há algum tempo, por isso se afastara dos familiares, mas ao ver entretido com ela resolveu aguardar e se lembrou do passado quando achou que os dois engatariam em algum tipo de namoro, mas nada tinha sido além de amizade, ou era o que imaginara.
– Vejo que ainda está tentando passar despercebido Garrett. – Disse se fazendo presente, seu primo estava tão distraído que nem a notara chegar.
– Alice. Oi. – Cumprimentou sua prima e logo voltou a sua bebida.
– Vi que reencontrou Kate.
– Sim, fazia muito tempo. Ela esta bem... Diferente.
– Sim esta, depois da barra que passou... Bem por um momento no passado pensei que ficariam juntos, ainda mais do modo como se comportaram no meu casamento.
– É foi um bom dia aquele, mas sempre fomos amigos... Apenas isso.
– Não gostaria que tivesse sido algo mais?
– Alice, o que você gostaria, sei que esta aqui não para falar sobre o passado. – Garrett cortou o assunto, não queria falar mais sobre Kate.
– Tem razão, bem vou direto ao ponto. Edward me disse sobre a briga de vocês...
– Olha, hoje é aniversario do Hector e não quero falar sobre isso.
– Não precisa falar só me ouvir mesmo. – Disse sucinta e Garret bufou. – Olha Garrett eu poderia simplesmente lhe xingar de todos os tipos de palavrões que conheço, te bater e nunca mais querer olhar na sua cara, porque o que você fez com Bella... Ela com certeza não merecia ser tratada assim por uma pessoa que ela considera tanto como você.... E não compreendo porque fez isso, vi naquele dia no hospital o modo protetor que estava para com ela, que seria capaz de entrar na frente de um carro ou acabar com a primeira pessoa que falasse um “A” sobre ela e agora vemos que foi você o pivô de tudo isso o que mais queria protegê-la, foi o que mais a machucou. Então só posso dizer Garrett para parar de agir como um adolescente estúpido e mimado e passe a rever suas últimas atitudes e sentar com Bella e pedir desculpas, que é o mínimo que pode fazer.
– Edward...
– Não tente colocar meu irmão no meio, ele a protegeu de você. – Respirou fundo. – Olha sei o que Edward fez não foi o mais correto, não vou defendê-lo de algumas de suas atitudes, mas posso compreendê-lo... Como posso tentar compreender as suas, mas não perca Bella pelos últimos acontecimentos, ainda tem chances de fazer tudo da maneira correta...
– Se ela não me ouvir e não me desculpar? Vou perdê-la...
– Garrett se não falar vai perdê-la mesmo assim e pelo pouco que a conheço, sentará para lhe ouvir, mas se vai perdoar? – Deu um sorriso triste. – Isso não posso responder, mas vale a pena tentar. – Alice deu um beijo suave em sua bochecha e saiu encontrando seu marido no meio do caminho.
– Tudo bem querida? – Perguntou Jasper dando um beijo suave.
– Sim... Só tendo uma conversa com meu primo, nada demais.
– Amor...
– Jasper sabe que só tento ajudar. – ele suspirou e concordou conhecia sua pequena e não adiantava retrucar às vezes.
Heidi pediu licença para ir ao toalete dizendo que Bella entendia o fato de seu bebê lutar contra sua bexiga, Bella riu e se ofereceu para acompanhá-la, mas a mesma recusou Demetri e Edward estavam agora em uma conversa de assuntos da empresa, Bella viu uma mesa com crepes e no momento sentiu muita vontade comer, fazia tanto tempo. Ela foi se afastar mais não deu dois passos Edward a segurou.
– Bella? – perguntou já com um ar preocupado.
– Vou pegar um crepe.
– Quer...
– Não. – O cortou. – Já volto. – Ele assentiu lhe deu mais um beijo antes dela se afastar.
– Você a ama muito. – Demetri comentou depois que ela se afastou.
– Sim, mais do que imaginei ser possível.
– Entendo amigo, depois que conheci Heidi meu mundo parou e ao mesmo tempo fez todo o sentido, essas mulheres quando são nossa alma gêmea... – Ele riu. – Nós sentimos, acho que a gravidez esta me afetando e estou ficando muito sensível também. – Ele brincou e Edward riu, mas sabia que no fundo essa era a verdade falar da mulher amada deixava qualquer homem mais sensível e por Bella poderia ficar recitando sonetos de amor por dias adentro, mas também não podia exagerar só o fato de aos poucos poder compartilhar com elas alguns momentos de sua vida já bastava... Por enquanto.
Isabella chegou à mesa e pegou um crepe de chocolate e deu uma mordida e quase gemeu de prazer, estava tão perdida na sensação do chocolate quente derretido na sua boca que não notou que alguém se aproximava.
– Isabella?
– Sim. – Bella virou para a pessoa com um sorriso no rosto que se desfez ao ver quem era.
– Acho que ainda não fomos devidamente apresentadas, sou Paola Dell’ariva amiga intima da família.
– É um prazer. – Bella respondeu com educação.
– Bem infelizmente não posso dizer o mesmo. – Disse se aproximando. – Fiquei sabendo de algumas coisinhas ao seu respeito e quero que saiba que não vou permitir que tente dar um golpe na família Cullen.
– Bem para você querer saber, não estou tentando dar o golpe em ninguém ao contrário de outras pessoas e pouco me importa sobre o que acha que sabe de mim...
– Olha a gatinha mostrou as garras, primeiramente se faz de boa moça para depois mostrar a verdadeira natureza, não pense que pode me enganar também que nem tem feito com todos...
– Eu não vou ficar aqui ouvindo você, tenho mais com que me preocupar do que com um ser como você... – Bella se virou para sair mais Paola segurou seu braço. – Me solta. – Disse ameaçadoramente, estava tentando controlar seu estado de espírito.
– Antes de correr e contar para o Edward que eu estou sedo a bruxa má, só um recado, não se engane Edward está apenas em mais um momento de diversão, assim que ele cansar novamente do brinquedinho ele voltará para mim como fez da última vez e ele sabe que é comigo que poderá ter um futuro...
– Se acha que essas suas palavras vão me atingir está muito enganada, a você eu não devo provar nada e tenho certeza que Edward não deixou você falar por ele.
– Ah claro, um pedido de desculpas e algumas flores resolvem não? Afinal mulheres como você sabem como são homens do tipo dele, é só abrir as pernas e dar um pouco de prazer que acham que...
– Conhece bem esses tipos de mulheres... Já que é uma também. – Bella falou e agradecia pelo o fato da mesa ser um pouco afastada e quase ninguém estar perto delas.
– Como se atreve sua caipira a me insultar, você não é nada aqui, apenas uma pobre coitada com um bastardo...
As palavras nem terminaram de sair de sua boca venenosa e Bella deu um passo ameaçador a frente, podia querer humilhá-la, xingá-la, mas nunca e nem ninguém abria a boca para falar de Liam na sua presença.
– Lave bem essa boca imunda antes de falar algo a respeito do meu filho. — Por um momento Paola se assustou, mas não deixou se abater abriu a boca para retrucá-la...
– Paola querida, que desprazer encontrá-la novamente por aqui. – Garrett chegou dando um jeito de se colocar entre as duas.
– Posso dizer o mesmo Garrett.
– Não sabia que tinha sido convidada... Por Rose, sei que ela e você têm uma grande antiga amizade.
– Fui convidada pela a Dona da casa.
– Ah sim minha linda tia Esme, temo que teremos que levá-la algum tipo de psiquiatra, ou... Como é mesmo o nome daqueles médicos que tratam de animais peçonhentos? Ah sim um infectologista porque com uma cobra por perto nunca se sabe quando se tomara um bote não?
– Não ficarei aqui me rebaixando ao nível de vocês.
– Eu que agradeço, por nós não termos que nos rebaixar ao seu nível minha querida e bem vai sair ou quer que eu a acompanhe?
Bufando Paola saiu sem olhar para trás, demorou tanto para conseguir ficar sozinha com a sonsa e foi interrompida justamente pela pessoa que mais odiava, mas teria outra oportunidade.
Após a saída de Paola os dois amigos ficaram um mirando o outro, mas sem proferir uma palavra, ainda existia um ressentimento pelos últimos acontecimentos, Bella pensou que assim que ficasse frente a frente com Garret conseguiria conversar, mas viu que não seria assim suas últimas palavras ressoaram em sua mente e magoa foi maior, Garrett abriu a boca mais foi interrompido pela chagada do primo.
– Bella. – Edward tinha visto ao longe Paola falando com a morena, assim que se afastou viu Garrett chegando e logo a sua ex indo embora, nem tinha visto que a mesma estava por ali, afinal sabia que ninguém a tinha convidado a não ser... Com certeza tinha sido sua mãe.
– Com licença. – Garrett disse antes de se afastar deixando o casal para trás, Kate que seguia cada passo possível de Garrett foi a única a vê-lo indo em direção a porta de saída.
– Tudo bem? Paola lhe disse alguma coisa?
– Nada demais Edward, consegui me resolver sozinha...
– Garrett...
– Não ele não fez nada além de me defender da cobra peçonhenta — Falou um pouco fria e acabou pegando Liam dos braços de Edward, só seu anjo para lhe acalmar agora, nunca deixarei que ninguém fale ou faça algum mal a você, ela prometeu. – Mas teria sido bom que tivesse me falado um pouco da sua ex das vezes que teve chances.
– Bella... Se não falei de Paola é que ela não tem nenhuma importância na minha vida... E realmente nem quero ainda falar, essa mulher só me trouxe dor, raiva... Quero deixá-la no passado.
Bella assentiu e depois acabaram voltando para a festa onde foram parados por uns conhecidos de Edward, enquanto a apresentação se seguia Bella ficou pensando no confronto que tivera e depois nas palavras de Edward “... essa mulher só me trouxe dor, raiva...”. Será que Edward já amara?Que outros motivos uma mulher consegue causar dor a um homem que não seja quando ele a ama? Bella logo espantou os pensamentos e passou a responder as perguntas feitas a ela.
E assim se passaram os próximos minutos, muita conversa e algumas pessoas indo falar com o casal, ao perguntar por que Edward estaria segurando a criança se seguia a mesma resposta “ele é meu filho” alguns exclamavam de surpresos pela declaração outros os parabenizavam pela bela criança, mas todos chegavam à mesma conclusão, que essa devia ser a misteriosa mulher que Edward tivera um caso e como fruto da relação à linda criança, mas nenhum dos presentes fez questão de serem indiscretos. Por fim Edward pediu licença, pois precisava trocar Liam, apesar de ser verdade ele queria parar de ser o centro de atenção, Bella estava sabendo lidar bem com o pequeno assedio, entretanto queria era ficar com sua família agora, Edward encaminhou Bella até dentro da casa e foram mais ao fundo do lado direito onde após descerem três degraus se deparam com uma sala de TV, com sofás, Bella pegou a bolsa que tinha deixado em um pequeno quarto na entrada, quando chegou Edward já tinha desabotoado a roupa de Liam e agora brincava com os pés do filho que ria.
– Ele nunca tinha rido assim. – Bella falou com um sorriso estampado na face. – Mas que traidor, brinco o dia inteiro com ele para ganhar um sorriso ou outro.
– E filho já viu que sua mãe é muito ciumenta mesmo.
– Um pouco apenas.
– A gente acredita né filho? – Edward trocou Liam enquanto Bella só olhava o entrosamento dos dois, Edward perguntava se ele estava gostando da primeira festa dele, que na dele também teria bastantes brinquedos que nem a do Hector e até lá ele já poderia estar andando. – Prontinho. – falou beijando Liam que riu e Edward o acompanhou, beijou-lhe mais uma vez e o menino soltou uma linda gargalhada.
– Mas que risada mais gostosa desse menino. – A mãe todo orgulhosa falou se aproximando e o menino continuava com um sorriso olhando para os pais, ficaram mais um tempo com o filho brincando, depois de se ajeitarem voltaram para fora.
– Edward, Bella aqui. – Alice chamou e estava na mesa com Sophia, Jasper e Emmett junto com um moço. O casal se juntou a eles. – Então celebridade o que esta achando da festa? – Alice se dirigiu a sua, já considerada, cunhada.
– Fico feliz por não ser mais basicamente o centro das atenções. Mas a festa esta ótima e a comida maravilhosa.
– Que bom, deixe-me apresentar esse é Alec filho de um dos sócios da empresa, ele e Sophia querem fazer a mesma faculdade é maravilhoso não? – Perguntou batendo palmas e Sophia sorriu timidamente.
– Vejo que esta no seu plano de bancar a casamenteira mais uma vez em Alice, mas bem menina – disse Emmett se dirigindo a Sophia. – Pelo menos ela lhe arranjou um ótimo partido. – Ele piscou para Sophia que não sabia onde enfiar a cara.
– Emmett esta constrangendo a menina. – Jasper saiu em sua defesa.
– Mas estou dizendo alguma mentira? E bem Alec deixe-me falar com você, olha eu gostei muito dessa garota aqui, então se por acaso estiver pensando em algo que eu sei que está, amigo acho melhor você pensar bem melhor no que esta pensando. – Emmett falou com o rosto sério e o menino ficou com o rosto vermelho e apenas assentiu. – Ótimo estamos acertados.
– Alec não ligue para o que Emmett esta falando, é apenas uma brincadeira dele. E de muito mau gosto...
– Mas não... Ai Alice.
– Então onde vocês estavam? – Perguntou à baixinha mudando de assunto e deixando a entender que estavam fazendo outra coisa.
– Trocando frauda, algo que logo a senhora vai fazer também.
– Ah... – Alice parecia mais decepcionada. – Mas bem eu não vejo à hora não é amor? – Falou beijando Jasper.
– Acho que é... – Jasper fez uma cara engraçada fazendo com que todos rissem e Alice fizesse uma cara de brava que foi desfeita por um beijo de seu marido.
Rose se juntou ao grupo e entre conversas e brincadeiras todos se divertiam, até Sophia e Alec que antes calados se abriram, a mesa parecia uma feira com todos falando a mesma coisa, Emmett sempre sendo indiscreto e sua esposa o repreendendo, Alice sempre arranjando uma maneira de mudar de assunto se focando na vida de Edward e Bella, enquanto Jasper tentava distraí-la Sophia a incentivava e enquanto Alec soltava uma ou outra junto com Emm, que se não fosse impossível poderia ser seu filho, já o casal mais quieto estava aproveitando mais um ao outro com o filho, entravam em alguma ou outra conversa paralela, no meio de uma delas Isabella se levantou e Edward logo a indagou com o olhar.
– Vou ao toalete volto logo. – Falou baixinho apenas para ele, sabia que alguma das meninas iria se oferecer, mas não queria atrapalhar nenhuma conversa, seguiu para dentro da casa e foi em direção ao banheiro que Edward havia lhe mostrado um pouco mais cedo.
Lavou as mãos e ajeitou um pouco o cabelo e analisou sua aparência, se sentia maravilhosa, toda a apreensão de mais cedo já tinha ido embora com certeza os parentes de Edward a faziam se sentir em casa. Saiu do banheiro em direção a seus, considerados agora, amigos.
– Mocinha?
Isabella virou e viu uma figura vindo em sua direção ainda não a reconhecia, mas logo se lembrou de tê-la visto no começo da festa com Alice, quando a mesma estava sentada com ela.
– Sim?
– Sou Esme Cullen. – A mulher disse e Isabella reconheceu o nome, era a mãe de Edward, com a distração do dia nem tinha notado que não havia sido apresentada para a Dona da casa.
– Oh, é um prazer conhecer a senhora, sou Isabella Swan... – A morena levantou sua mão, mas foi totalmente ignorada pela mulher.
– Sei bem quem é a... Senhorita. – Esme retrucou e a última palavra que saiu arranhada de sua boca. – Vejo que esta em minha casa, mas nem se deu ao trabalho de cumprimentar-me. – Isabella sentiu seu rosto se esquentando pela reprimenda.
– Me desculpe, acabei...
– Por favor, guarde suas desculpas para outro, pode ter certeza não me incomodei pela sua falta de decoro, afinal o que se esperar de uma pessoa que quer roubar seu filho? – Ela falou analisando Isabella de cima abaixo.
– Senhora eu...
– Olha menina, eu serei bem direta estou cansada de pessoas como você que chegam ao seio da minha família bancando a inocente, conheço a sua espécie há muito mais tempo que possa imaginar o que esperou que conseguiria aqui? Dinheiro? Status? Ou quem sabe se tornar a esposa do meu filho? Bem para sua infelicidade posso dizer que nada disso acontecerá, pois não irei permitir.
– A senhora está muito enganada ao meu respeito...
– Ah estou mesmo? Sabe algumas pessoas chegaram até mim parabenizando pelo meu novo status de vovó e claro que apenas agradeci e sorri, obvio que ouvi a conversa de que meu filho teria tido um bebê com você, mas sabe pensando bem eu não me surpreenderia se esse bastardo fosse filho de Garrett, afinal para quem quer saber se tornou assistente dele do dia para a noite, um pouco esquisito não? E olha até está aqui em uma viagem com o mesmo, acho que tentou dar o famoso golpe da barriga e provavelmente Garrett não caiu e então viu a oportunidade de atingir meu menino e mais de um ano separados forjar uma certidão falsa e aparentá-lo como filho, até que poderia dar certo... Ou planejou assim que o reconheceu naquele fim de mundo bancando a coitadinha depois que ele lhe deixou e quando viu que estava na hora, do nada resolveu aparecer e claro por coincidência, como poderia saber que Garrett era primo de Edward, impossível achar alguma coisa sobre isso na internet. Mas bem quem sou eu para especular algumas coisas? Temos que acreditar no que diz e se for realmente meu neto, pode ter certeza que darei um jeito que tira-lo de uma mulher como você, pois uma pessoa que engravida para segurar um homem não pode ser chamada de mãe. – Dizendo isso os olhos de Isabella se arregalaram como ela ousava dizer que praticamente não amava seu filho? Que o usava como um negócio? Será que ela realmente era mãe? – E um último ponto a ser analisado incrível como Edward a respeita tanto que nem a apresentou a futura sogra, mas sabe o que isso significa não? Que ele pouco se importa com você, mas sim, se for mesmo, com o filho. Afinal Edward não é estúpido sabe que com uma pessoa como você só conseguiria ridicularizá-lo na sociedade. Então pare de tentar ter algo que nunca terá. – Esme jogou o cabelo para trás. — Agora irei já perdi muito do meu tempo com você. – Esme a olhou diretamente e esperou por uma reação quando viu que nada diria a morena apenas sorriu de um jeito frio. — Espero que não tenhamos quer nos ver novamente. Adeus.
Enquanto a matriarca se afastava satisfeita por colocar a menina no lugar, Isabella continuava parada absorvendo as últimas palavras, queria gritar colocar essa mulher em seu lugar, mas não conseguia a humilhação havia sido demais, nunca imaginaria que seria tratada assim, como as pessoas conseguiam ser tão más? Especular coisas e ter certeza sobre outras sem nem ter perguntado e ouvido o outro lado, por mais que tentasse segurar, lágrimas abundantes passaram a escorrer por seu rosto.
Só queria pegar seu filho e sumir daquele lugar e era o que pretendia fazer.
... Continua
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