Tudo Mentira?
21 19º - Capítulo - Parte II
Notas iniciais
19º — Capitulo – Parte II
Pela Autora
Só queria pegar seu filho e sumir daquele lugar e era o que pretendia fazer... Só precisava se recompor um pouco, então pegaria seu filho, suas coisas e pediria desculpas a todos, mas não ficaria mais nenhum minuto no mesmo lugar do que aquela mulher.
– Bella! – Ouvindo a voz de Edward um soluço sofrido escapou por seus lábios. – O que aconteceu amor? – Ela apenas negou. – O que aconteceu? Pelo amor de Deus fale comigo.
– Na... Na... Na... Da — Ela respondeu com dificuldade então Edward a abraçou forte e ela deu vazão ao choro, Edward estava assustado e se sentia de mãos atadas, o que teria acontecido para deixar Bella tão arrasada? – Por favor, me tire daqui. – ela pediu em um fio de voz e ele assentiu sem dizer nada a pegou no colo e pensou que ela iria protestar mais apenas se agarrou a ele enterrando o rosto em seu pescoço.
Edward foi em direção à escada e acabou se encontrando com Charlotte que os olhou preocupada Edward apenas negou e continuou a subir e pensando o que poderia ter acontecido, ela estava tão bem quando saíra da mesa e agora... Lembrou-se de ter visto sua mãe que por um momento ficou surpresa ao vê-lo entrar na casa e até tentou convencê-lo de voltar com ela, mas disse que a encontraria mais tarde. E agora vendo Bella assim... Será que sua mãe tinha sido a causa?
Isabella sabia que não podia ter deixado se abater tanto, mas parecia que suas forças tinham sido sugadas, agradecia por Edward tê-la encontrado estar nos braços dele de alguma maneira a consolava. Notou que passaram por uma porta que foi fechada e depois sentiu algo macio abaixo de seu corpo, uma cama.
– Já volto. – Edward foi ao banheiro e pegou lenços de papel e voltou para seu lado enxugando seu rosto. – Foi minha mãe? – A primeira reação de Bella foi negar, não queria causar problemas, mas apenas ficou quieta com as lágrimas ainda caindo. – O que ela te falou? Não acredito que tenha feito algo com você. Com certeza terei uma conversa com ela depois...
– Não. — Bella sussurrou e limpou a garganta. – Não Edward, esqueça isso, por favor. – Ele ia simplesmente negar, mas não queria preocupa-la, por isso apenas assentiu, mas claro que teria uma conversa com sua mãe mais tarde.
– Tudo bem.
– Obrigada.
– Vem. – Edward que antes estava no chão, se levantou sentando na cama e colocou Bella entre suas pernas que se encostou a seu peito, nenhum dos dois disse nada por um bom tempo, o silêncio era necessário, suas pequenas carícias eram suas palavras no momento, aos poucos as lágrimas foram cessando e Isabella foi relaxando nos braços de Edward e de olhos fechados prestava atenção nas batidas calmas do coração fazendo com que sua respiração seguisse o mesmo ritmo. – Melhor? – Edward perguntou depois que deu um beijo na cabeça de Bella.
– Sim... Obrigada por estar comigo nesse momento. – Ela falou beijando no peito de Edward, justamente em cima do coração e depois o mirou.
– Sempre pode contar comigo.
Edward puxou a mão de Bella dando um beijo nos nós dos dedos e depois um leve nos lábios da morena, ao se afastar os dois ficaram conectados pelo o olhar cada um tentando imaginar o que se passava na cabeça do outro sendo que os dois tinham o mesmo pensamento, desfrutar um pouco mais do que simples beijos... E não ficariam na vontade...
Edward abaixou-se a beijando mais uma vez e se afastou fazendo com que Bella buscasse seus lábios, na terceira vez quando suas bocas se encontraram não se afastaram apenas se entregaram ao desejo que os consumia, as línguas duelavam suavemente por um espaço na boca de cada um, sorvendo o sabor exótico e único que ambos tinham. Isabella segurava na nuca de Edward com ambas as mãos enquanto a dele a puxava mais para ele, a mão passou pelo pescoço da morena descendo pelas costas sobre o vestido, queria sentir a pele da amada sobre suas mãos, já a morena passou a mão direita pelo pescoço de seu amante descendo pelo peitoral e sobre camisa fechou sua mão sobre um suspiro de deleite, movimentou sua mão até encontrar uma entrada por entre os botões que passaram a ser desabotoados com extrema facilidade, se separam apenas para tirar a camisa de Edward completamente, largando sobre algum canto do quarto.
Suas bocas voltaram a se encontrar mais quentes e ferozes agora, a mão da morena passeava entre o tórax e a barriga definida e foi baixando mais, sorriu ao sentir Edward se retraindo ao seu toque, continuou seu percurso chegando à parte na qual lhe interessava, pôde sentir a protuberância por baixo da calça e a potênciade sua masculinidadee flashes da última noite deles surgiu em sua mente, sentiu urgência em senti-lo novamente em seu interior, pressionou a palma da mão com um pouco mais de pressão e Edward se afastou gemendo.
– Ah Bella. – Ele rugiu seu nome então inverteu suas posições em um piscar de olhos, virou Bella sobre a cama ficando por cima do corpo diminuto entre suas pernas. – Me deixa louco.
– Deixo é? – Perguntou pousando as duas mãos em seu peitoral... Edward era tão... Gostoso, sim um homem lindo, sensual e muito, muito gostoso que sabia como deixar sua mulher louca com apenas um beijo, e com as caricias a fazia perder totalmente o controle, e o melhor é que ele sabia disso.
– Deixa. — Sussurrou em seu ouvido causando arrepios na pele da morena. – Assim como eu sei que deixo você. – Falou passando a mão sobre a perna que aparecia completamente entre a fenda longa do vestido.
Isabella virou o rosto para o lado fechando os olhos em êxtase enquanto a mão de Edward subia e descia, chegando cada vez mais perto da anatomia de seu corpo que clamava por atenção, seu rosto seguia no mesmo ritmo, dando pequenos beijos e suspiros sobre a pele alva que cada vez ficava mais quente. Agora a mão de Isabella estava sobre as costas dele as arranhando de leve e o puxando, querendo que o fogo que sentia fosse um pouco aplacado.
Edward encontrou o zíper do vestido e o deslizou suavemente, acariciando delicadamente cada parte do corpo que ficava desnudo, puxou também a parte de cima do vestido passando delicadamente por sua cabeça, por fim deixando os seios fartos desnudos, voltou a atacar os lábios de Isabella beijando devagar enquanto acariciava seu seio deixando o bico duro e pedindo por mais atenção, desceu seus lábios lentamente beijando seu pescoço intercalando com mordidas, beijou onde ficava seu coração, igualmente como ela fizera com ele, e passou a dar atenção àqueles seios cheios e maravilhosos, passou a língua por toda extensão de cada um, beijou envolta e dando pequenas sucções e mordidas, sua vontade mesmo era de sugá-los, mas sabia da importância deles na vida de seu filho, por isso se conteve.
Em outra oportunidade. Pensou.
Isabella estava perdida no frenesi de sensações que a boca de Edward sobre seus seios sensíveis causava, queria que caísse de boca e apagasse mais um fogo que surgia naquela região, mas notou o cuidado que ele tomava para não fazer o que tanto deseja, então pensava na mesma coisa que ela, Liam. Então Edward voltou a dar atenção aos seus lábios enquanto sua mão explorava cada vez mais o interior das cochas da morena até então chegar onde ela mais o desejava, empalmou sua mão na feminilidade de Isabella por cima da calcinha e já era possível notar que estava molhada para ele.
– Já está pronta meu amor? – Perguntou sugando o lóbulo da orelha, Bella apenas gemeu. – Sim está, posso sentir aqui na minha mão, mas a quero muito, muito mais molhada.
– Edward! – Ela ofegou alto quando ele passou a fazer movimentos circulares em sua feminilidade e aos poucos Bella foi sentindo, se possível mais excitada sua carne estava muito sensível e necessitada, não duvidava nada que chegasse a um clímax em pouco tempo, Edward era com certeza um amante muito habilidoso a cada pequena pressão a seguir sentia seu sexo formigar e clamar por algum alívio, seu corpo se movia contra a mão de Edward querendo... Não, implorando por mais.
– Devagar... Sem pressa. – Ele sussurrou e Bella estremeceu loucamente diante da voz calma... Porque fazia isso com ela? Que tipo de tortura estava fazendo.
– Por favor, Edward, por favor... – A morena passou a implorar, não conseguia aguentar mais, sentia que logo seu corpo entraria em uma combustão espontânea, queria gritar para que ele parasse com o que estava planejando, que acabasse logo com essa tortura que... Que entrasse logo com aquele enorme membro duro e grosso em seu corpo e apagasse um pouco do fogo a qual a consumia que ele que provocara. – Eu preciso... – Disse ofegante, tentando raciocinar, com clareza, o que queria dizer. – Ah...
Edward sorriu pelo prazer que estava proporcionando a sua amada, Bella com certeza era muito fogosa, saber que era ele que estava levando-a a beira de um precipício de prazer o fazia se sentir o homem mais sortudo do mundo. Passou há trabalhar um pouco rápido sobre o tecido da calcinha e Bella começou a rebolar em sua mão encontrando um ritmo perfeito para os dois, então sentiu as pernas dela ficarem tensa e então a mesma soltar uma exclamação alta e relaxar um pouco, pelas suas reações sabia que ela havia experimentado apenas um pouco da liberação, mas não completamente, contudo trataria de resolver o problema.
Isabella sentiu um mínimo de alivio, porém nada comparado com que já tinha experimentando. Queria mais, seu corpo precisava de mais, mas antes de pudesse dizer algo Edward a levantou e com uma estrema facilidade retirou o vestido, deixando apenas com uma fina calcinha e voltou a atacar seus lábios, e o que ela poderia fazer a não ser se entregar e retribuir a altura, o fogo agora era mais presente para ambos, e se beijavam com sofreguidão, como se o mundo fosse acabar, os corpos falavam por si, e eles queriam a mesma coisa, um contado mais íntimo e profundo entre ambos.
Bella passeou pelo corpo de Edward até chegar a sua calça e se atrapalhou para abrir o cinto, sua frustração causou um riso rouco e sexy em Edward.
– Calma. – Falou se afastando se segurando as mãos dela. – Não temos tanto tempo quanto queria. – Falou beijando seu maxilar. – Mas temos tempo para o que quero fazer... – Outro beijo. – Hoje sou seu servo. – Falou fazendo-a se deitar completamente na cama elevando as mãos acima da cabeça da morena. – Estou aqui para lhe satisfazer...
– Mas eu... – engoliu com dificuldade. – Também quero satisfazê-lo, quero... – Ela não conseguiu terminar seu raciocínio, pois Edward atacou mais um vez seus lábios, baixando para o pescoço, passando para cada um dos seios e descendo pela barriga, fazendo um circulo com a língua pelo umbigo, Bella estava tão deleitada pelo prazer que se sentia incapaz de falar algo novamente e não conseguia fazer outra coisa a não ser desfrutar dos prazeres a qual Edward estava proporcionando.
– Teremos outra oportunidade. – Edward falou e ela sentiu a respiração em sua coxa e suspirou de antecipação, quando a língua de Edward fez o primeiro contato com a carne inchada ela gemeu, e pouco se importou se fosse alto suficiente para alguém ouvir, não tinha como ficar em silêncio diante de tamanha sensação.
Edward ouvindo e sentindo a primeira reação de sua mulher se deliciou, passou a sugar aquele ponto feito para o prazer, brincando com a língua sobre ele e sentido o sabor dos Deuses.
Mais uma vez ele a torturava, sentia a língua dele deslizar por toda sua fenda lentamente e depois voltar a trabalhar avidamente em seu clitóris, o sugando, lambendo... Todo sangue que percorria suas veias parecia fogo em brasa, sua necessidade era tanta que seu corpo doía de tanto tesão acumulado em um único ponto, não duvidava que quando enfim encontrasse o êxtase saísse de órbita.
– Ed... – não conseguia completar sequer uma palavra sem gemer no final, Edward tinha total domínio sobre seu corpo e apenas ele podia dar o que tanto precisava no momento, começou a sentir então o pequeno formigamento surgir em sua feminidade, mas que foi afastado de maneira brusca quando Edward voltar a trabalhar de maneira lenta e preguiçosa. – Não... Por favor, não... – Disse soltando um soluço de prazer elevando seu quadril a fim de conseguir o que queria, porque ele parou assim? Estaria querendo fazê-la pagar seus castigos? Pois assim que se sentia, uma criança levada que lhe foi tirado o privilegio de ter seu doce mais preferido. Abriu a boca para reclamar... – Oh... – Foi o que exclamou, pois Edward voltou a sua função correta e passou a dar a verdadeira atenção a seu clitóris... E mais uma vez sentiu a tão esperada sensação que foi apagada em seguida do mesmo modo que a primeira. Que tipo de brincadeira era essa? Sua carne estava tão inchada e dolorida que agora até ao menor dos toques sentia-se quebrar lentamente, então Edward colocou um dedo dentro de seu corpo e logo em seguida mais um e passou a movimentá-lo lentamente, ah agora que ela se quebraria no meio de tanto prazer.
– Edward, Edward... – Sussurrava o nome do amante enquanto apertava os lençóis entre seus dedos fortemente, então chegou de maneira avassaladora o formigamento que vinha atingindo cada ponto de seu corpo. — Por favor... Não pa... – Ela não conseguiu terminar novamente, e ele não pararia, sabia que já tinha brincado muito com o prazer da parceira, mas sabia que enquanto mais a provocava mais excitava ficava e isso faria com que chegasse ao um clímax arrebatador, e o prazer dele estava no prazer dela.
– Agora meu amor, agora. – ele sussurrou e duvidava que a mesma tivesse ouvido e com mais uma estocada de seus dedos no pequeno canal e sua boca no ponto de prazer, ela gozou intensamente forte gritando seu nome e ele apenas sugou e desfrutou daquilo que tinha sido fruto de seu trabalho.
– Edward!
Emmett estava passando enfrente da porta do quarto de Edward qual ouviu o nome de seu irmão vindo de uma voz... Feminina!
Ora, ora quem diria que seu digno irmão teria dado uma escapada para... Brincar de papai e mamãe com Isabella. Emm riu de seu próprio pensamento mais ficou muito feliz por Edward, na conversa que tiveram no escritório sobre tudo que ocorrera, não tinha conseguido expressar toda sua opinião sobre o assunto, mas o que desejava era só que seu irmão conseguisse ter seu final feliz assim como tivera com Rosalie, a mulher da sua vida, sabia que tinha sido muito irresponsável da sua parte largar tudo para Edward e Alice, mas para ele, na época, porém não se arrependia de sua escolha, apenas de nunca ter voltado para ajudar ambos, mas era algo que estava disposto a reverter... E logo menos.
Olhou para pequeno embrulho em suas mão onde continha o presente de aniversario de seu amado filho, se fosse em outra ocasião deixaria os dois pombinhos curtirem o ninho, mas não podia perder essa oportunidade de encher seu irmão, e bem... Na verdade é que não podia mesmo perder essa, algo que teria para zoar seu irmão para sempre, e sua futura cunhada. Segurando a vontade de rir disse com uma voz seria.
– Edward e Isabella! Por favor, sejam mais discretos, temos muitas crianças nessa casa, e acabem logo com isso que vamos cantar parabéns para meu filhote... Mas por favor, apareçam com roupa. – Dizendo isso Emmett se afastou gargalhando estrondosamente.
O corpo de Isabella ainda estremecia após o forte orgasmo, e sua respiração ofegante, estava corada por conta do prazer, sentiu um pouco de vergonha por saber que alguém tinha que de uma maneira... Presenciado um momento tão intimo e maravilhoso, porém não ligava tanto para isso no momento. Deixaria a vergonha para depois.
– Tudo bem? – Ela abriu os olhos e mirou o homem que a fizera delirar de prazer a alguns minutos atrás.
– Maravilhosamente bem. – Sorriu.
– Fico feliz por saber. – Ele se abaixou beijando os lábios suavemente e depois se afastou um pouco os cabelos suados da testa. – Acho que temos de ir... – Falou beijando a testa dela e sentindo o cheiro natural de sua pele.
– Sim... Mas... – Ele se afastou e a olhou. – Você não quer... Quero dizer, você não... Bem não sentiu tanto prazer quanto me proporcionou e quero te retribuir. – Ela sentiu uma quentura subir por seu rosto.
– Bella, minha querida Bella, apesar das coisas que já fizemos saber que ainda pode corar em meus braços me deixa extremamente envaidecido. Não precisa se preocupar com meu prazer, como disse hoje fui seu servo e todo prazer foi para você, e antes que pense que não foi prazeroso para mim, deixo-lhe informar que não ha nada melhor do que saber que sua mulher encontrou o orgasmo em seus braços, para mim não da maior prazer do que saber que lhe dou ele.
– Mas... Eu queria que... Eu...
–Eu sei, eu também queria que tivéssemos mais tempo, mas infelizmente devo lembrá-la que estamos em uma festa, mas teremos outras oportunidades e desfrutarmos esses momentos. – Ele se levantou e puxou junto deixando seus corpos colados.
– Espero que esse momento não demore tanto. – Ela soltou e Edward riu sendo seguida por Bella. – Muito por ter me proporcionado tanto... Prazer, prometo que será mais do que recompensado quando finalmente tivermos um lugar só para nós. – Falando isso Bella ficou sobre o corpo de Edward o beijando levemente que gemeu.
– Acho que se for rápida. – Ele pigarreou tentando clarear a mente. – Poderá tomar um banho antes descer, ou se não quiser...
– Acho que é melhor.
Edward concordou e lhe deu mais um beijo profundo e apaixonado, porém logo se afastou, sabia que se continuasse correria o risco de alguém os interromper de verdade, então saiu da cama e deixou Isabella seguir a direção do banheiro.
Isabella realmente jogou uma água no corpo apenas para tirar o suor, mas o toque de Edward em sua pele ainda permanecia, em menos de dez minutos já estava trocada junto com Edward saindo do quarto dele.
– Devo dizer que você fica muito sexy só se salto sobre minha cama. – Edward disse descontraído. – Acho que tenho um fetiche, por moças bonitas de saltos.
– Moças? – Perguntou a morena brava de brincadeira.
– Uma moça. – Falou beijando novamente, era impossível parar de tocá-la. – Vamos antes que eu mude de ideia e a carregue para meu quarto de volta.
O casal terminou de descer as escadas e seguiram para o quintal onde encontrou todos de pé indo em direção à mesa a qual cantariam parabéns, andando por trás da maioria chegaram até onde Sophia estava com Liam, que agora dormia nos braços da menina. Isabella sorriu e pegou seu anjo em seus braços que se remexeu, mas voltou a dormir, Edward estava atrás dos dois e os abraçou, quem quer que olhasse para o jovem casal notaria a proteção do pai perante a família. Emmett avistou ao longe e deu um sorriso malicioso, mas logo voltou à atenção a sua esposa que começara a falar.
– Primeiramente quero agradecer a todos por estarem presente nesse dia tão especial. – Rosalie começou. – Nosso menino agora completa cinco anos de vida, cinco anos de pura felicidade e prazer, um anjo que Deus colocou em nossas vidas e só temos a agradecer a cada dia que passa por isso filho queremos te dar parabéns e dizer que te amamos muito. – Rose falou com a voz tremula e beijou o filho que abraçou a mãe feliz. – E por ser um menino muito bom temos um pequeno presente para você. – Emmett entregou a caixa para o filho beijando e abraçando o menino que agradeceu e abriu a caixa onde revelava três ingressos para o parque dos Dinossauros que estava na cidade, tinha pedido muito para seus pais que o levasse, mas como os mesmo tinham dito, era muito pequeno para tal evento, mas agora com o presente em mão se sentia o menino mais feliz do mundo.
– Obriglado papai mamãe amo muito vocês – Disse o menino com a voz enrolada abraçando os pais de felicidade, então começou a cantoria para os parabéns, Isabella segurou o filho de modo de protegesse seus ouvidos dos berros da canção.
E foi aquela alegria no final, as crianças cantando e gritando, fotos e felicitações, então o primeiro pedaço de bolo.
– Mamãe, papai amo muito vocês não vão ficar chateados se eu dar o petaço para outra pessoa que eu gosto muito? – Rose riu da cara acanhada do filho.
–Claro que não meu lindo, o primeiro pedaço é seu, faça o que quiser com ele. – O menino assentiu e com a ajuda dos pais, desceu da cadeira e caminhou procurando quem queria, logo que avistou andou devagar segurando o bolo firmemente para não cair.
Então chegou perto de Isabella, e a mesma sorriu claro que o menino iria dar o pedaço para o tio que tanto amava.
– O primeiro petaço é pra meu priminho Liam. — Hector disse acanhado e estendeu o braço para Isabella que sentiu os olhos marejarem, mas que segurou firmemente.
– Oh meu querido, o Liam agradece de todo coração. – Disse pegando o pratinho da mão do pequeno.
– Sei que ele ta dorminto e que é muito pequenininho, mas quelo da para ele e pra você tia Bella.
– Muito obrigada querido. – Falou beijando a testa do menino que sorria.
– Tio não fica triste não que tem bolo pra todos.
– Eu sei campeão, estou é muito feliz com sua escolha.
Ele assentiu e voltou para a mesa com os pais, todos olhavam para atitude do menino com um sorriso, crianças eram seres inocentes de Deus, que viviam para trazer felicidade com sua simplicidade.
Então a festa continuou com crianças comendo bolo, e outros doces de aniversários, todos continuaram a se divertir.
Esme estava ao longe olhando seu filho com aquelazinha, pelo jeito a lição que tinha dado nela não tinha sortido efeito nenhum, conseguia ser tão hipócrita que já tinha manipulado seu neto, que descarada, mas por hora deixaria as coisas como estavam...
***
– Mano devo dizer que você é rápido hein... – Emmett comentou na sala da família Cullen, todos convidados já tinham ido embora, só restava os encarregados da limpeza, os três irmãos com seus respectivos pares e Sophia.
– Rápido? – Jasper perguntou confuso.
Bella já sabia o que estava por vir seu rosto começava a esquentar de pura vergonha, Emm notou o constrangimento da futura cunhada e não se fez de rogado.
– Certo casal Jaz estava trancado no quarto...
– Emmett! – Rose repreendeu o marido que gargalhou alto, a mesma se segurou para não rir também.
– Porque não vai cuidar da sua vida Emmett que você ganha mais! — Edward disse trincando os dente, o que só atiçou mais seu irmão.
– Ed, só estou falando porque estou feliz em saber que meu irmão não é um eunuco... AH!- Emmett exclamou após receber uma almofada certeira no rosto. – Ora seu...
– Papai! – Hector se fez presente, o pequeno estava entretido abrindo os brinquedos após brincar muito com a bicicleta que receberá do seu tio Edward, mas não era por isso que deixará de ouvir a conversas dos adultos.
– Sim filho? – perguntou colocando seu pequeno no colo.
– O que é um eunudu? – Perguntou inocentemente o que provocara gargalhadas altas de Alice, Edward e Jasper, enquanto que Bella e Sophia se seguravam para não acompanhar o grupo, o pai já estava com os olhos arregalados diante da pergunta do filho.
– Agora eu quero ver. – Jasper exclamou ainda rindo.
– Isso Emm explique para Hector o que é um eunuco. – dessa vez foi Edward com a voz ofegante.
– Se enrolou bem maninho. – Alice falou.
Ignorando a zombação de seus familiares mirou o menino.
– Ah... Bem filho... – Coçou a cabeça. – Ursinha...
– Nem vem Emmett você que se meteu nessa, agora se vira. – Rose disse séria, mas por dentro estava se divertindo demais.
– Droga... – Disse baixinho o pai enrolado. – Olha Hector vamos fazer assim, quando você for mais velho papai vai te explicar isso e mais algumas coisas...
– Que coisas?
– Coisas... Que quando estiver mais velho ira compreender... Ah filho vá terminar de abrir seus presentes. – Deu um beijo na testa do menino e o colocou no chão.
– Tudo bem papai. – O menino disse e voltou para sua tarefa.
– Se safou dessa Emm. – Alice disse passando a mão sobre a barriga. – Logo será o seu Bella a fazer perguntas e depois o meu...
– Realmente, mas ainda teremos muito tempo para isso.
– Sim.
– Acho que não demorará muito, parece que foi ontem que carregava meu baby em meus braços para cima e para baixo. Foi muito rápido. – Disse Rosalie se dirigindo ao marido. – Acho que está na hora de termos outro ursão.
– O que?
– Ora Emmett, não foi você que no nosso casamento disse que queria ter um time de futebol comigo? Enfim conversaremos isso no quarto.
– Por mim pode ser agora.
– Se comporte.
– Pois é, temos criança na sala. – Alice disse.
– Desculpe Sophia. – Emmett falou para ela que corou e só assentiu.
– Sua anta estou falando de Liam.
– Ah o moleque? Acredito que os pais deles façam uma saliência na frente dele e o mesmo nem deve se incomodar com os g... Ai Rosalie Lílian Hale Cullen doeu caramba! – Exclamou esfregando a parte interior do braço.
– Isso é para você aprender a ficar calado em certas situações.
– Ora, até parece que somos todos crianças aqui.
– Papai! Mamãe! – Hector voltou para a sala gritando carregando uma caixa quase do seu tamanho com dificuldade. – Olha só o que ganhei aquele carrinho que voa! Papai igual aquele que eu queria e o senhor não deixou!
– É filho. – Emm forçou um sorriso para seu filho, sabia já quem tinha dado tal presente.
– Que bom que gostou Hector. – Esme disse se fazendo presente.
– Foi a senhola vovó?
– Senhora. E quem mais lhe daria um presente desse querido. – Disse sorrindo para o neto.
– Nossa eu amei! – o menino correu e abraçou as pernas da avó. – Vou terminar de abrir os presendes e vou bri... Brincar com ele. – Hector falou e correu para ver o que mais tinha ganhado, para finalmente brincar com seu helicóptero.
– Mãe tínhamos conversado sobre isso.
– Emmett meu neto queria um simples brinquedo e eu tenho condições financeiras para dar o que quiser par meu neto.
– Falei que ele ainda era muito novo...
– Besteira. – Disse a matriarca cortando o filho. – E não quero mais falar sobre isso, agora vou me recolher que o dia foi muito longo. — Enquanto falava mirou Isabella que tinha seu filho nos braços, assim que a morena notou que estava sendo observada abraçou o filho firmemente nos braços. — Boa noite meus filhos. – Falou por fim se retirando.
Assim que ela saiu da vista de todos, um silêncio constrangedor caiu sobre o ambiente. Todos haviam entendido a implicação da mulher para com a família.
– Acho melhor irmos embora. – Bella falou baixinho para que só Edward ouvisse.
– Sabe que pode ficar aqui...
– Sim, mas é melhor não. – Assim que as palavras saíram lembranças da tarde que passara com Edward dominaram sua mente causando um choque por seu corpo, ainda era possível sentir o toque de suas mãos sobre seu corpo.
– Essa cor fica linda em sua pele. – Edward comentou quando viu o rubor tomar conta das faces da amada, sabia muito bem o que ela estava pensando, afinal estava tendo o mesmo pensamento... Alias não conseguia tirar as imagens do corpo desnudo sobre sua cama... – Vou levar vocês. Pessoal eu vou...
– Papai! Papai! – Hector novamente voltou para sala dessa vez com uma caixa menor do que anterior. – Olha... – o filho mostrou uma caixa que tinha um desenho de uma pista e ferrovia, com carros e trens de madeira.
– Nossa é tipo uma cidade de madeira filho. Tivemos uma parecida com essa quando pequenos não Ed?
– Sim... Faz tempo que não vejo uma dessa.
– Esses carrinhos andam que nem meus outros carrinhos?
– Não filho esse aqui você mesmo tem que empurrar.
– Estranhu, quem será que deu pra eu.
– Fui eu... – Bella disse chamando atenção para ela, meio envergonhada pelo presente simples que dera. – Vem aqui querido... – chamou Hector que veio em sua direção, passou Liam para o colo de Edward que se remexeu, mas continuou a dormir, então colocou Hector em seu colo. – Sabe Hector quando eu era criança eu tive um desse, só que para menina, assim como seu pai e tio tiveram um. Eu sei que você podia ter qualquer outro brinquedo do mundo que quisesse, mas como sua tia agora queria mostrar um pouco do que tive quando menina, meus pais tinham condições de me comprarem bons brinquedos na época... – Ela engoliu seco, fazia tanto tempo que não falava de seus pais, ou citava sobre eles. – Mas eu preferia os de madeira, sabe o que meu pai costumava dizer? Que brinquedos de plásticos um dia iriam embora e apenas machucariam a natureza, agora a madeira era uma maneira de manter a natureza perto da gente para sempre, pois uma madeira ela não estraga e nem machuca as árvores, a terra, e ainda depois de passar anos brincando podemos guardá-las como uma lembrança de quando fomos crianças para toda nossa vida, na minha casa eu tenho quase todos meus brinquedos e quando Liam tiver idade suficiente pretendo dar para ele para que assim tenha um pouco do avô perto dele. Bem... – ela deu um beijo na testa do menino. – Acho que já falei muito espero que tenha entendido querido.
– Ententi sim tia, mas sabe é muita coisa para guardar. – Bella riu diante da inocência do sobrinho.
– Vamos fazer assim, quando estiver maiozinho falarei tudo novamente para que assim possa guardar cada palavra. Fechado?
– Fechado. Mas tia... A senhol...ra pode me ensinar a brincar com eles agora? – Bella foi pega de surpresa diante do pedido inusitado do menino e respirando fundo para não começar a chorar descontroladamente, sorriu.
– Mas é claro...
Então Isabella se ajeitou no tapete e ajudou Hector a construir a cidade, mostrando e explicando aonde cada peça ia e para que servia e que de outras maneiras poderia se encaixar, Hector prestava atenção e perguntava quando necessário, o restante dos presentes apenas olhava a entrosação do sobrinho e tia, um comentário aqui e acolá sobre a maneira de como montar a pequena cidade, era um momento gostoso para a família ali reunida, os presentes estavam mais do que dispostos para que a ocorrência do dia se tornasse algo rotineiro e com toda certeza aconteceria, em algum tempo do futuro...
Edward olhava para a mulher da sua vida sentada ali com seu adorável sobrinho, ficara impressionado quando ela citara os pais, pelo que se lembrava nunca tinham conversado profundamente sobre eles, quem sabe outro dia, Hector e ela já tinham terminado de montar a cidade quando Bella se moveu e a fenda do seu vestido ficou mais aparente mostrando as belas pernas torneadas marfim, e mais uma vez as imagens do pequeno momento que tiveram em seu quarto assaltaram a mente de Edward, e por insisto passou a fantasiar momentos em que aquelas pernas se enroscariam com as suas, que se prenderiam ao redor de sua cintura, enquanto a dona dela pedia por mais...
– Vai precisar de um babador Edward? – Emmett perguntou como sempre não perderia a oportunidade de encher seu irmão.
– O que? – Perguntou focando a atenção de seu irmão.
– Ehh Ed está literalmente de quatro pela minha cunhadinha, do jeito que olha para ela vai afogar o Liam a qualquer momento. – disse rindo, Emmett era o tipo de cara que você não conseguia ficar zangado ou sério por muito tempo.
– Nem vou comentar Emmett. — Edward disse com cara de poucos amigos para o irmão que ainda ria.
Bella que ouvira o comentário se levantou corada, já tinha terminado de mostrar para Hector como montar e brincar.
– Infelizmente temos que ir... — disse mudando o foco do assunto anterior.
– Ah tia... Muito obrigado. Adolei o presente acho que ele é o meu novo favorito...
– Fico feliz em saber querido...
– Ah Belinha podia dormir aqui e se for por causa de roupa temos quase o mesmo tamanho e creio que possa lhe emprestar algumas...
– Muito obrigada Alice, mas realmente prefiro voltar para o Hotel.
– Tudo bem, oportunidades que não vão faltar. – Bella não respondeu apenas assentiu.
– Muito obrigada por ter vindo Bella. – Rose a abraçou. – E desculpa pela a insistência da falta de educação de Emmett.
– Hey... – Emmett exclamou mais foi ignorado pela esposa.
– Não precisa se desculpar Rose é bom termos uma pessoa como Emmett por perto, apesar de que nem todas as piadas são engraçadas.
– Já disse que me fere com esse seu humor negro?
– Sei que vai sobreviver.
– Já disse que já pode casar amanhã mesmo com ela Ed?
– Não, mas podemos pensar na sua proposta. – Edward brincou e abraçou Isabella de lado.
Isabella o olhou intrigado, mas nada comentou sobre o assunto que surgiu.
– Até mais a todos...
Estavam saindo da sala quando ouviram mais uma vez a voz infantil de Hector.
– Pai?
– Sim?
– Agora que já estou mais velho o senhor pode me dizer que coisas são essas e o que é eunudo? Que dizer eunuco?
Ninguém aguentou e caíram na gargalhada, Emmett teria muito a que explicar a seu filho... Ou conseguir sair dessa situação novamente. Seguiram para cozinha se deparando com Charlotte.
– Mas já vai? – Perguntou a senhora com um sorriso sincero no rosto. – Nem tive a chance de ver o belo menino.
– Não faltara oportunidade Charlie.
– Sei que não menino... – A cozinheira focou no menino que estava nos braços dos pais. — Ora não da para dizer que não é seu filho, totalmente sua cara.
– Lindo eu sei.
– Pretensioso, bem foi um prazer em conhecer a senhorita, Isabella.
– Apesar de nos termos falado pouco também foi um prazer conhecê-la, espero nos encontrarmos em outra ocasião.
– Vamos? – Edward perguntou já com as chaves em mãos.
– Sim.
***
Assim que chegaram ao hotel já passava das onze da noite, o dia realmente tinha sido longo, mas agradável, quase de todo, mas as partes boas se sobreponham sobre as ruins, mais uma vez Sophia ajudara Edward, no caminho de volta insistira em ir no banco de trás com Liam enquanto Isabella seguia na frente com o Edward, e assim que estacionou o carro a mesma pulou fora dizendo para Bella não ter pressa que cuidaria do Liam, a morena já tinha entendido há muito tempo o que a amiga fazia, apesar de no começo se sentir um tanto frustrada, agora agradecia mentalmente.
– Então o dia termina por aqui.
– Sim.
– Adorei ter passado todo esse tempo com você e nosso filho.
– Eu também...
–Tudo mesmo?
– Se esta querendo insinuar o que aconteceu conosco em seu quarto, sim isso também. – Isabella falou corando suavemente.
– Sabe faz uma semana desde a festa da empresa, desde a noite que a tive novamente em meus braços, no qual pude matar um pouco da saudade que tinha de você e aplacar um pouco do desejo que ainda arde dentro de mim. Parece que nossos sábados estão fadados a acontecer algo...
– Sim. – Bella riu da cara de sínico dele. – Edward essa semana foi mais longa do que parece, tantas coisas aconteceram, Liam ficou doente, você descobriu que era pai, nosso dia no parque, a conversa, a briga, agora a festa... Nossa parece que essa semana nunca ia chegar ao fim, e, por favor, não entenda isso como uma reclamação, é mais que tantas coisas inesperadas aconteceram que me sinto fora de sintonia, por um momento acho que estou sonhando e talvez eu acorde e ainda esteja em São Francisco... Ou em Forks.
– Sente falta deles não é?
– Como não sentir...
– Sabe que se voltar a receberão de braços aberto.
– Sim, mas e a cara e coragem para fazer isso... – Ela negou. — Bem acho melhor eu entrar e cuidar de Liam.
– Tudo bem.
– Então até...
– Amanhã, é domingo e creio que não tenha nenhum compromisso...
– Para falar a verdade. – Edward a olhou desconfiado. – Seu bobo estou brincando. Agora vou entrar.
– Sim.
– Mas se não me soltar não posso ir. – ela disse sem fazer algum gesto de que se soltaria dos braços dele.
– Eu sei, mas não quero que você vá...
– Também não quero ir, mas devo.
– Huhum...
– Então...
– Um beijo. – Edward disse sem dar chance a beijou entrelaçando as línguas de maneira voraz saboreando o gosto único que ela tinha para ele, os corpos se juntaram o máximo que conseguiram, mas contra o desejo e à vontade se separam.
– Eu realmente adorei passar o dia com você. — Bella começou. – O desejo demais Edward não há como negar isso, você foi o único a conhecer meu corpo e minhas vontades, apesar de tudo que possa ter ocorrido no passado quero que saiba que não me arrependo, pois no final nos trouxe o fruto mais precioso que pudemos ter nosso filho, nossa maior dádiva, e não poderia ter escolhido homem melhor para ser o pai dele. Muito obrigada por ter me dado o melhor presente do mundo.
Com essas palavras Bella se afastou.
Edward continuou parado observando sua mulher indo embora, suspirou a vida tinha uma maneira estranha de encaminhar as coisas, não que estivesse reclamando, só tinha que agradecer pelo o que tinha agora.
Ligando o carro e indo para seu apartamento ele pensou, podia não ter realizado alguns desejo de Isabella, mas um pelo menos um ele iria realizar.
***
Garrett olhava para a estonteante mulher que ressonava tranquilamente em seus braços, após sair da festa sem ao menos se despedir de alguém Kate Ston o seguira, confuso e com raiva de si mesmo tinha ignorado os insistentes chamados da loira, e só prestou atenção realmente nela quando se viu dentro do carro com a mesma.
– Kate não estou com cabeça para conversar.
– Só quero saber o que aconteceu para lhe deixar tão transtornado...
– Não vou falar sobre isso com você. – As palavras secas tinham ferido o coração da loira que apenas colocou um sorriso no rosto.
– Bem então finja que não estou aqui, e vamos embora.
– Como?
– Se não quer falar tudo bem, não vou forçá-lo a fazer o que não queira, mas também não vou deixá-lo ir embora sozinho, e como não estou com o carro pode me dar uma canora mais tarde.
– Mais tarde? Para onde pretende ir agora senhorita? – Perguntou irônico enquanto ligava o carro alugado.
– Não sei para onde o senhor que ir? – A loira respondeu no mesmo tom.
Garrett apenas a ignorou e passou a dirigir pelas ruas um tanto desconhecidas, durante longos minutos o único som que se ouvia era o ronco suave do motor. Kate olhava pela janela o borrão das paisagens, queria saber o que acontecerá com Garrett, durante todos esses anos nunca o esqueceu e sempre tivera uma esperança de reencontrá-lo, mas não tão diferente de outrora.
Garrett dirigia com uma mão enquanto a outra descasava sobre a janela, olhou de relance para seu lado, Kate fizera o que disse, fingia que nem ao menos estava presente, não dissera nenhuma palavra, a antiga Kate o atazanaria até arrancar uma palavra, e o antigo Garrett riria de sua tentativa e logo voltariam a cantar.
Soltando um suspiro longo começou a dirigir mais rápido.
Kate sentiu a mudança, mas nada disse meia hora depois chegaram a uma das ruas bem movimentadas de Nova Iorque, Garrett logo parou e saiu do carro, Kate continuou sentada.
– Não vai vir? – Gritou do lado de fora.
– Lembrou que eu estava aqui?
– Vai vir ou não? – Ignorando a pergunta Garrett retrucou e uma Kate descontente saiu do carro.
Então entraram no hall do hotel.
– Esse é o hotel que esta hospedado?
– Sim...
Seguiram para o restaurante do hotel, no qual após uma breve conversa com o maître se sentaram em uma mesa afastada, Garrett empurrou a cadeira para Kate se sentar.
– Bom saber que apesar do humor toda sua educação não foi embora. – Disse sem se conter e novamente foi ignorada pelo o homem a qual tinha se apaixonado uma vez.
Garrett se sentou e pediu uma bebida para o garçom e Kate apenas uma água. Depois de voltar com os pedidos e sair, o silêncio ainda reinava, o moreno bebia olhando para o lado ignorando completamente a moça a sua frente, Kate tentava engolir o bolo que se formava em sua garganta, pensou que conseguiria lidar com a situação, mas já era demais para suportar.
– Vou embora. – Disse e assim conseguiu a atenção do homem a sua frente. – Eu pensei que conseguiria suportar a indiferença no começo... Na verdade esperava encontrar um pouco do antigo Garrett que me fazia rir, mas vejo que agora eu mal o reconheço e não posso suportar isso. – Ela se levantou e Garrett acompanhou ao passar do lado ele segurou seu braço.
– Kate, por favor, não me deixe, eu... Desculpe-me por estar sendo um tolo, mas eu preciso de você hoje... Eu... Fique comigo como antigamente, o antigo Garrett ainda existe, só que esta bem guardado no momento. Não me deixe aqui sozinho, por favor. Preciso conversar com alguém é você a melhor pessoa que pode me ouvir no momento.
Vendo a fragilidade do antigo amigo Kate foi incapaz de virar as costas e deixa-lo. Dando um passo para trás voltou a se acomodar na cadeira.
– Obrigado... Desculpe-me pelas minhas últimas atitudes, eu... Na verdade venho trocando os pés pelas mãos há tanto tempo que nem eu mais me reconheço mais...
– Sabe que sempre pode contar comigo, ainda sou... Sua amiga, e se precisar de mim estarei aqui.
– Continua sendo um anjo em minha vida. – Ele sorriu aquele sorriso que ela tão bem lembrava. – Vou lhe contar tudo o que aconteceu em minha vida desde que não nos vimos mais, principalmente o que aconteceu no último ano... – Kate assentiu e Garrett passou há narrar um pouco sobre sua vida e os negócios, quando chegou ao fato de setembro do ano passado explicou como conheceu Isabella, como a ajudou a superar suas dificuldades, a importância dela em sua vida, de Liam que considerava muito, de Maggie, cachorrinha que dera para a Bella de presente, do que sentia por Bella, até o beijo que tinham trocado, o que descobrira na viagem... E por fim a discussão que tinha tido com Bella e Edward a ponto de fazerem os dois saírem na mão. – E agora sei que fui um inconsequente e quero arrumar a besteira que eu fiz, mas ainda não sei como, tenho medo de perdê-la sabe... De deixar esse mal entendido acabe com nossa amizade. – Terminou e voltou a beber o restante do liquido âmbar que estava em seu terceiro copo.
Kate permaneceu em silêncio após o relato, estava ainda absorvendo tudo que Garrett lhe falará, e não podia mentir, sentia certa inveja de Isabella, como queria que Garrett tivesse tido uma autoestima para assim com ela, mas após saber de tudo só tinha uma certeza, não fora nada mais do que a amiga da prima de Garrett, nada mais que isso.
– Garrett, o que posso dizer é que tem que ignorar seu medo e ir em frente, você já fez o mais difícil que é admitir para si mesmo que foi o errado agora se deixar passar mais tempo Isabella pode vir a entender que não é tão importante para você como a fez acreditar, então marque algo com ela, sente e converse sinceramente e exponha seu medo de perdê-la também, que assim ela vai saber que ainda a estima muito... E bem sei que não deve ser fácil ver a mulher que ama com outro, ainda mais sendo o seu primo...
– Não, não é bem assim.
– Como? Você não disse que a ama?
– Sim, claro que a amo. – Disse com veracidade e mais um pedaço do coração de Kate se despedaçou. – Mas como uma amiga, quem sabe até uma irmã acabei deixando passar, mas o beijo que trocamos só fez com que víssemos que não tínhamos uma verdadeira química...
– Ah... – Kate não soube explicar o alivio que sentira ao ouvir essas palavras. – Então se ela tem o mesmo sentimento por você ira lhe perdoar, desde que diga as palavras certas.
– Obrigado Kate, muito obrigado, não sabe como estava com saudade de nossas conversas.
– Eu também. Mas acho melhor eu ir indo que já esta ficando tarde. – Falou se levantando.
– Ah sim, eu a levo... Opa! – Exclamou quando sentiu o mundo rodar um pouco quando se levantou. – Acho que bebi muito hoje. – Soltou uma risada.
– Vou acompanhá-lo até o seu quarto.
– Não preciso eu...
– Vou sim, e posso usar agora você como pretexto para conhecer um hotel tão lindo como esse, nunca estivesse em um desse porte.
Kate disse, mas após uma breve resistência Garrett aceitou e foram a caminho do elevador, durante o percurso Garrett pediu para a loira falasse um pouco agora sobre sua vida, a resumidamente ela também disse sobre faculdade, algumas viagens e estágios que tinham feito, e que agora estava procurando um emprego fixo.
– E os namorados de coração partidos que deixou pelo caminho? – Perguntou em tom de brincadeira enquanto entravam em seu quarto. – Os anos só lhe deixaram mais linda, acredito que tenha tido ate disputas pela sua mão.
– Não nada disso, o único coração partido foi o meu. – Kate disse e se arrependera no mesmo instante que falava.
– Como assim? – Garrett se virou sério para ela. – Ele por acaso lhe machucou fisicamente? Quem foi? Eu juro que o faço em pedacinho.
– Não ele não me machucou, apenas... Deixou cicatrizes que são invisíveis aos olhos... Mas vamos mudar de assunto que realmente não quero falar sobre isso. – Ela disse andando pelo luxuoso quarto.
– Kate...
– Sim? – Ela se virou e não tinha notado que Garret estava tão próximo.
– Eu jamais a machucaria se tivesse uma pequena oportunidade de ter seu coração em minhas mãos, cuidaria dele como o tesouro mais sagrado do mundo. – Se aproximou mais. – Jamais a abandonaria se tivesse a oportunidade de tê-la em meus braços. – seus rostos agora estavam a centímetros de distância... Não iria se segurar esperou anos para isso e não perderia essa oportunidade, já tinha feito muita besteira até aquele momento e uma a mais não causaria mais estragos.
– Ga. — Kate não terminou de falar, pois Garrett tomou posse de seus lábios, por um momento surpresa nada fez, mas o moreno ao rodear o corpo dela em seus braços apenas fechou os olhos e desfrutou daquilo que desejara há anos, quantas vezes sonhara em ter os lábios de Garrett sobre o seu, que sabor eles teriam, e qual a sensação... De nada do que era realmente sentir fazia jus aos seus pensamentos, era possível sentir ainda o gosto da bebida em sua boca, mas nada que afetasse o verdadeiro gosto de Garrett, o beijo que começara calmo foi aumentando o ritmo e sua necessidade, até que quando viu ambos tinham caído sobre a cama e os lábios afoitos procuravam sanar uma necessidade que sabiam que apenas seus corpos poderiam realizar.
Garrett largou os lábios da loira a fim de recuperarem o fôlego, mas não tirou a boca sobre ela, que estavam agora sobre o pescoço.
– Garrett...
– Eu sei, eu sei... – Sim sabia que não ocorreria nada mais do que daquilo entre dois... Por enquanto. – Não vamos fazer nada esta noite, mas fique aqui comigo a sensação de tê-la em meus braços finalmente é tanta que...
– Eu fico eu fico...
E ela ficara Garrett a mirou novamente, depois de se ajeitarem na cama começaram a conversar sobre banalidades até que depois de um longo silêncio Kate adormecera em seus braços, se aconchegando no corpo da mulher seu último pensamento foi que as coisas agora se acertariam...
Kate soltou um suspiro e abriu os olhos e um pouco confusa tentou entender onde estava, mas logo se lembrou, sentiu o peso do braço de Garrett em sua cintura, girou a cabeça e viu em um pequeno relógio que já passava das onze, tinha que ir embora, com cuidado saiu dos braços de Garrett que apenas resmungou e voltou a dormir, com um sorriso nos lábios Kate anotou o número de seu telefone e deixou sobre a mesinha, junto com o celular dele, pegou sua bolsa que deixara sobre uma poltrona, olhou para o homem adormecido mais um vez, e antes de ir embora foi ao seu encontro dando um pequeno selinho de despedida, com um sorriso estampado no rosto saiu pelo quarto, assim que se virou tomou um susto ao se deparar com Isabella que a olhava confusa, sabia que era ela, pois notara quando conversara com Garrett antes do mesmo ir embora.
– Oi. – Kate disse com um sorriso acanhando e logo voltou ao rumo do elevador, assim que chegou à saída agradeceu imensamente por um táxi estar parado ali, assim que entrou soltou um longo suspiro, será que agora seu coração finalmente encontraria seu lugar?
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