Tudo Mentira?
12 11° - Capitulo
Notas iniciais
Espero que gosten Boa leitura o
Postada: 13/02/2013
11°- Capítulo
Agosto de 2009
"Superar é preciso.
Seguir em frente é essencial.
Olhar pra trás é perda de tempo.
Passado se fosse bom era presente."
Clarice Lispector
O tempo passa e com ele muitas coisas acontecem.
Nem tudo se cura, muitas feridas são apenas tapadas por uma simples camada de cicatrização e ao menor esforço elas podem se abrir, o mais simples pensamento do passado pode ser como uma faca no coração rasgando-nos por inteiro, afinal quem já sofreu por amor sabe do que estou falando ...
Tudo foi uma Mentira ? Estaria disposta a um novo recomeço? Não sabia, mas sentia que estava preste a descobrir...
Pela Autora
– Me chamou Garret ?- a morena entrou pela a porta de madeira maciça escura, quase um ano se passara e mostrava como ela havia mudado, os cabelos que antes eram na altura dos ombros agora chegavam quase no final de suas costas, apesar da pouca idade já se mostrava totalmente madura, mais do que antes, afinal fora obrigada a isso, e agradecia, pois se não fosse por tudo que ocorrera, nunca estaria aonde estava agora, sofrera muito no passado, mas agora o enterraria e viveria sua nova vida, pois não era apenas ela que seria prejudicada caso acontece alguma coisa consigo.
– Sim, Sim minha querida entre. — Garret falou, sua assistente era linda tinha que reconhecer, aquela mulher mudara muito desde que a conhecera de uma maneira nada convencional, ela até agora tinha sido sua melhor assisten, por ser nova e inexperiente achou que não daria conta de tanto trabalho, mas não a maravilhosa Marie lhe mostrara o quanto poderia ser competente apesar de tudo. — Minha querida e maravilhosa Marie...
– Garret, não. – A morena cortou logo de inicio, não acreditava que ele tentaria novamente.
– Mas nem falei nada...
– Lhe conheço muito bem, quando fala comigo deste jeito até imagino para que seja, e sabe que não posso.
– Mas Marie, não pode recusar essa, os outros eram simples clientes, mas esse, bem faço o marketing da empresa do meu primo, farão um novo lançamento até o final do ano e ele ligou pessoalmente para que eu ajude a fazer um novo comercial e para isso quer que eu vá para uma reunião com todos os 'importantes' e não posso fazer isso sozinho.Por favor vamos comigo?
– Você poderia pedir para outra pessoa como fez das outras vezes.
–Não, não, as outras nunca fizeram um trabalho eficiente, e sendo que não vai ser algo de um dia ou dois, presumo que teremos que ficar um mês ou mais...
– O que? Isso está fora de questão...
– Não está Marie, por favor raciocine, você sabe do que preciso, meus compromissos e tudo mais, como gosto das coisas e sempre se da bem com todos é uma ótima profissional.
– Mas não posso lagar tudo e passar um mês fora, mais do que ninguém sabe que tenho outro tipo de obrigações fora do trabalho.
– Eu sei, mas você poderia levar qualquer pessoa, e como é uma viagem de negocios ficaríamos num hotel, mesmo que meu primo tenha insistido em ficarmos em sua casa, e todas as despesas pagar...
– Até Maggie?
– O papa se você quiser... – ela riu do jeito que seu chefe falou, mas tinha muito a considerar.
–Irei pensar Garret, mas nada é certeza.
– Pelo menos é alguma coisa, pensei que teria que me ajoelhar ou arrastar pelo chão. – a morena apenas revirou os olhos.
Por fim começaram a discutir sobre o trabalho e uma ou outra trivialidade, depois de pedir licença prometendo lhe dar a resposta dali quatro dias Marie saiu para realizar suas obrigações, Garret tinha sido até o momento como um anjo, uma amigo, um protetor, agradecia imensamente a ele por tudo. Por isso pensaria nos prós e contras sobre essa viagem.
Após ela sair Garret passou um tempo olhando para a porta, Marie era um bela mulher, linda, tímida...Ela daria uma ótima esposa, pensou, mas estaria longe de conseguir algo com ela, mas quem poderia prever o futuro?
***
Por Edward
– Quero que faça reservas para dez pessoas, apesar de não ter certeza se todos esses quartos serão usados, mas é melhor sobrar do que faltar, Emmett e sua esposa ficaram em minha casa, meu primo já quer ficar no hotel, pois sua assistente não ficaria a vontade em minha casa. – enquanto falava Anita anotava tudo o que pedia, revirei os olhos diante do pedido de meu primo, claro que ele gostaria de ficar sozinho com sua assistente, conhecia Garrett o suficiente para saber que não dava um ponto sem nó , com certeza era alguma nova amante, afinal pelo que fiquei sabendo ele havia conhecido essa mulher e logo em seguida ela se tornara sua assistente.
“– Ela é ótima Edward, vera quando conhecer a doce Marie...”
Lembrei de suas palavras que só confirmavam o que pensava.
– Mas alguma coisa senhor Cullen?
– Não acho que é tudo...
– Poderia dar uma opinião? – ela perguntou meio hesitante, apenas assenti. – Uma garrafa de vinho para cada um?
– Sim, uma ótima ideia Anita, nem pensei nisso, bem sim, mas para Garrett uma de whisky. – ela assentiu e escreveu mais uma vez em seu caderno, sabia que meu primo iria querer jogar a garrafa de vinho em minha cabeça. – Acho que isso é tudo.
– Então com licença. – ela se levantou e logo fiquei sozinho mais uma vez em minha sala.
A chuva que caia me dava uma nostalgia, sempre era assim quando começava, tentava apagar inutilmente as lembranças que vinham em minha mente, mas era impossível, o céu cinzento, todo aquele verde, seu rosto, sorriso, toque, suas lagrimas, como sempre começava com um sonho e que se tornava um pesadelo.
Praticamente tudo foi culpa minha, se eu tivesse falado antes, se.... Como sempre os ‘se’s’ tomavam conta, já fazia seis meses que desisti de procura-la, voltei para Forks duas vezes depois de tudo, indo com a esperança em conseguir alguma coisa, mas ela não havia voltado, e obvio que James não me disse nada. Devia me dar uma chance, ouvir minha versão, mas não ela preferiu fugir, enquanto ela estava seguindo sua vida eu corria atrás como um cachorrinho atrás de migalhas, então quando voltei joguei tudo para o alto, cansei de ir atrás de alguém que não me queria, pois ela deixou bem claro isso.
Mas infelizmente não tinha o poder de apagar tudo da minha mente, todos os momentos, e tudo que me restou foram apenas lembranças, mas estava seguindo seu exemplo, e seguindo com minha vida, ou tentando.
***
– Tem certeza que quer ficar no hotel Garrett ? — perguntei.
– Será melhor primo, tentei convencer Marie de aceitar sua hospitalidade, mas realmente será melhor não.
– Algum motivo em especial? – perguntei intrigado realmente, essa mulher devia ser algo de meu primo, afinal ele não recusaria uma proposta de ficar em casa por uma simples assistente.
– É complicado, mas nada demais, não é tão fácil para ela conhecer novas pessoas, e em um hotel ela terá mais liberdade...
– imagino que tipo de liberdade seja essa. – falei cético.
– Ela não é esse tipo de mulher Edward. – fiquei um tanto atordoado por ver Garrett a defendendo com afinco, normalmente ele faria algum tipo de brincadeira, realmente estava acontecendo algo. Ouvi um suspiro do outro lado da linha.
– Desculpe-me não quis...
– Marie é especial, ela passou por umas situações difíceis alguns meses atrás, agora que vem se recuperando, me sinto responsável por ela de qualquer maneira...
– Esta apaixonado?
– Não, claro que não, afinal eu e Marie somos apenas bons amigos, eu a ajudei quando mais precisou e isso criou um elo entre nós, e ela também me ajuda.
– Assim que as coisas começam Garrett, com uma simples amizade. – falei com amargura, não pude evitar, afinal quando pensava que era apenas amizade me vi apaixonado por ela.
– Duvido que pela parte dela surja algo mais.
– Nunca se sabe.
– Quando vir por si só entendera. Bem mas como anda...
Agradeci por Garrett mudar de assunto, já estava ficando desconfortável, era bom saber que meu primo talvez encontrara uma mulher que o faria sossegar, mas isso me dava uma certa inveja, quem dera eu ainda ter Bella comigo, minha amiga, companheira. Balancei a cabeça afastando esses pensamentos e me concentrando na conversa.
***
Entrei em casa esgotado, parecia que cada dia que se passava eu envelhecia dez anos, nada me animava, tudo me irritava, ainda mais com o mais novo lançamento se aproximando, a mais de um ano eu passava pelo mesmo problema, muita coisa para fazer com pouco tempo,sim eu precisava de férias novamente.
– Bom saber que ainda sabe o caminho de casa Edward.
– Boa noite para a senhora também mamãe. – falei enquanto retirava meu paletó.
Minha mãe continuava a mesma desde que me lembro, obvio com algumas rugas mostrando que o tempo passa, mas sua personalidade forte e determinada continuava a mesma desde que me lembrava, o rosto em forma de coração cabelos dourados brilhantes e olhos cor de mel.
– Vejo que se humor anda de mal a pior querido.
– Fico feliz que tenha notado. — Respondi simplesmente, beijei sua testa e sentei no outro sofá.
– Paola esteve aqui…
– Por favor mãe, não começa. – a cortei, já imaginava o que estava por vir.
– Ora Edward a pobrezinha está inconsolável, parece uma rosa que murcha a cada tempo que passa. Deveria conversar com ela, e também permitir sua entrada na empresa, não acredito que tenha feito isso... – ela suspirou.
– Ela fez por merecer, e ainda é muito que eu permita ela entrar nesta casa.
– Não seja indelicado, Paola o ama...
– Claro que me ama, não se faça de sonsa mãe, sabe muito bem o que ela fez, e mesmo assim continua ao seu lado.
– Já lhe disse, fez o que fez por lhe amar imensamente... – a interrompi com uma risada amarga.
– Como já disse, um amor que nem o dela eu passo. Se ela realmente me amasse iria querer me ver feliz.
– Acha que teria alguma coisa com aquela ‘Zé ninguém’ do interior? – ela perguntou com escárnio e riu. — Faça-me o favor Edward, conheço o tipo de mulher, se fazem de doce, mas na verdade querem apenas seu dinheiro...
– Ela nem ao menos sabia quem eu era, já lhe disse.
– Claro que ela não te conhecia Edward. – ela revirou os olhos. – Foi um namorico sem importância. — Cerrei meu dentes contento a raiva que me dominava. – mas bem falando de Paola, deveria reatar com ela.
– Nunca a namorei e nem quero.
– Edward já estava com quase trinta anos, está na hora de sossegar e começar uma família. Quero ver meus netos, mas isso não vai acontecer se não se casar primeiro, afinal quero que tenha um filho legitimo para levar o nome da família a frente. E Paola vem de uma ótima família...
– Mãe não procuro uma mulher de status, será que não entende isso?
– Você que não entende meu filho, eu te amo meu bem e só quero vê...
– Não mãe, você não quer isso. — levantei do sofá totalmente irritado, será melhor eu sair antes de discutir com minha mãe mais uma vez. – Quer apenas uma mulher que não tenha posição financeira inferior a nossa. – falei antes de seguir em direção as escadas.
– Já vai dormir Edward? Mas nem comeu.
– Perdi a fome. — respondi frio. Que se danasse tudo, não estava mais aguentando ficar calado, e o melhor seria sair de perto de Dona Esme no momento.
Subi para meu quarto, batendo a porta com uma força desnecessária. Minha mãe conseguia me irritar, não tinha uma semana que não ouvisse o nome de Paola, sempre querendo que ficássemos juntos, juro que ate pensei em tentar, mas só de olhar para aquela mulher ardilosa subia um bile que logo mudava de ideia, a única mulher que queria como esposa e mãe de meu filhos era uma que estava longe do meu alcance.
Como falam sempre queremos o impossível.
Estava cansado demais, tomei um banho rápido colocando apensa uma calça e deitei sobre a cama, por isso que trabalhava até mais tarde, por conta do cansaço não tinha tempo de pensar nela.
Essa era minha vida a mais de um ano.
Por Marie
Cheguei em casa ainda indecisa, hoje aceitei viajar com Garrett e dentro de três dias embarcaríamos para Nova York, um lugar onde nunca pensei em ir, eu mentia para mim mesma que não queria ir por conta de nunca ter pisado lá, mas a verdade era outra.
Desci do ônibus e caminhei ate minha casa que ficava a poucos metros dali, entrei na pequena casa que aluguei meses atrás, era uma casa como qualquer outra um quarto espaçoso, sala, cozinha, um banheiro, um lugar para carro, que seria a próxima coisa que me permitiria comprar, afinal um carro não seria um simples luxo meu, mas sim uma necessidade, uma moto com certeza seria melhor, só que não servia mais para mim. Estava economizado muito, ainda mais nos três últimos meses, aceitei a oferta de Garrett principalmente por saber que o dinheiro que entraria me ajudaria e muito. Ele com certeza foi um anjo que entrou em minha vida, ajudou-me no momento em que mais precisava, ficou do meu lado, foi um grande amigo, pouco ligava para o que as pessoas pensavam de nós, principalmente as pessoas do serviço, bando de fofoqueiros, desde que comecei a trabalhar com ele, ouvia uma ou outra vez falando que eu devia ser sua amante, pouco me importava com isso, eles que penassem o que quiserem, eu sabia a verdade e Garrett também, e era o que importava.
– Oh Maggie não faça isso, por favor. — Escutei Sophia reclamar e sorri, sempre era isso. – Ah oi Marie. – me cumprimentou assim que me viu.
– Olá Sophi, estamos tendo trabalho hoje?
– Sim. — ela olhou feio para Maggie. – Ela esta muito agitada hoje. Cansei de brincar.
– Oh, para você ficar cansada ela não deve ter parado um minuto.
– Não mesmo.
– Oh meu bebê, deu muito trabalho para a tia Sophia hoje foi?- falei com a voz típica de criança. Peguei Maggie no colo fazendo carinho em sua barriga e a mesma lambeu meu rosto de contentamento. – Pare, pare por favor não me lambuze hoje. – fiz mais um carinho e a coloquei no chão Maggie correu para sua almofada onde se sentou e começou a morder seu brinquedo. Maggie foi um presente que Garrett me deu de natal no ultimo ano, ela era uma spitz alemão anão. Ele disse que assim que a viu logo pensou em mim, cheguei ate brincar se ele estava me chamando de ‘cachorra’, o que fizera ele gaguejar tentando se explicar.
– Bem Marie então já vou indo, tenho que ajudar minha tia no jantar ainda.
– Tudo bem Sophi, mas antes de ir gostaria de falar uma coisinha. – ela me olhou atentamente. – Bem daqui três dias estarei indo para New York e passarei um mês provavelmente fora, Garrett insistiu muito para eu ir desta vez.
– Ah. – senti um leve pesar em seu tom, sabia que esse pequeno bico que ela fazia em minha casa a ajudava muito, Sophia morava a cinco casa abaixo da minha com seu irmão mais novo e seus tios, ela tinha 18 anos e trabalha para mim a sete meses, ela me lembrava muito a Marie antiga, apesar da pouca idade era muito madura.
– Bem e Garrett me deu livre arbitro para levar quem eu quiser. Até Maggie ele deixou, e como estou indo a trabalho e não a férias precisarei de alguém que cuide das coisas para mim. – ela me olhava desconfiada. — Então gostaria de saber se poderia me acompanhar nessa viagem? Claro que se não tiver nenhum problema para você. E também pagarei o mesmo de sua semana e um extra obviamente.
– Oh meu Deus. Mentira Marie... Quer dizer, eu em New York, mas não tenho roupa, dinheiro.
– Bem a empresa ira arcar com todos os custos.
– Eu não sei o que dizer...
– Se aceitar serei grata eternamente.
– Então sim, eu aceito viajar com você.
Suspirei aliviada, Sophi não sabia o peso que tinha tirado de minhas costas.
***
Finalmente o dia da viagem chegou olhei para as cinco malas, apenas minhas, na sala, pensei que estava ate exagerando, mas era melhor levar roupas que talvez nem vá usar do que deixar algumas para trás e no final precisar delas. Foram duas malas de mão e uma nécessaire. Mordi os lábios, talvez tenha exagerado só um pouquinho.
– Cheguei Marie.... e nossa! – Sophia entrou olhando para as malas. – Uau!
– Acha que exagerei?
– Não, não... — ela falou rapidamente mas continuou a olhar para as malas. — O taxi já esta esperando.
Assenti, com a ajuda dela e do taxista levei todas minhas malas para o carro, no final uma das malas e minha nécessaire tiveram que ir no banco de trás junto com Sophi.
Em menos de uma hora estávamos no aeroporto, paguei o taxista dando um dinheiro a mais por sua ajuda, já tinha recebido uma ‘pequena’ parte do combinado com Garrett, se é que podia chamar de pequena.
Peguei os carrinhos e segui em direção ao lugar que tinha combinado, logo avistei Garrett e acenei.
–Bom dia. — o cumprimentei assim que cheguei.
– Bom dia Marie! — Ele falou me dando um beijo no rosto. – Vejo que trouxe Maggie. – disse olhando para a gaiola onde ela estava.
– Claro! Acha que a deixaria sozinha em casa. – fingi falsa indignação.
– Claro que não. E Sophi?
– Ela já esta vindo com o... Ah, ali ela...
– Ah sim, então podemos fazer o chek-in, está cedo e não teremos fila.
–Sim, uma boa ideia.
***
Cinco horas depois finalmente chegamos em Nova Iorque, o voou apesar de ser confortável e tudo mais foi muito cansativo, não via a hora de deitar numa cama macia. Garrett nos ajudou com as malas, tivemos que ir para o hotel em dois taxis.
Quando chegamos nossas reservas já estavam feitas, Garrett havia me dito que seu primo já resolvera tudo. Acabei ficando num quarto que tinha uma cama de casal e outra de solteiro, uma pequena sala com televisão e um frigobar e um banheiro, luxuoso, mas nada ao estremo, dividiria o quarto com Sophi. Garrett ficou com o quarto da frente. Após organizar minhas coisas deixei Sophia tomando conta de tudo enquanto fui tomar um banho, já passava das vinte horas e eu estava exausta daqui dois dias iríamos para a primeira reunião. Lógico que estava um pouco nervosa, não estava acostuma a esse tipo de reunião, sabia que não iria opinar, apenas ficaria num canto fazendo anotações necessárias para ajudar Garrett, mas desde que embarquei sentia algo estranho, como se algo fosse acontecer, só não sabia se era para bom ou ruim.
Fui desviada dos um barulho conhecido. O dever me chamava.
***
Por Edward
Apenas um toque e minha mão automaticamente foi parar no telefone.
– Sim Anita?
– Senhor Garrett esta na linha, gostaria de falar com o senhor.
– Pode passar Anita. – fechei os olhos soltando um suspiro cansado, olhei para o relógio, já passava das cinco da tarde, provavelmente ele já tinha chegado.
– Primo. Como está? – sua voz soava levemente alegre.
– Bem, bem. E você? Creio que já chegou.
– Sim, sim, maravilhosamente bem, ainda mais com uma ótima companhia de viagem. — ele riu e revirei os olhos. – Bem liguei mesmo para avisar que cheguei e agradecê-lo bela ótima garrafa de whisky, acertou em cheio.
– Agradeça a Anita, ela que teve a ideia, só tive que trocar seu vinho por um whisky.
– Bom saber que se lembra dos meus gostos refinados Edward. E como andam as coisas na empresa?
Ele perguntou e a próxima meia hora de conversa foi apenas referente ao novo projeto, entre um assunto e outro, acertamos de que ele iria jantar em casa na noite seguinte, mamãe com certeza ficaria contente, um sorriso zombeteiro surgiu em meus lábios, dona Esme apesar de tudo adorava o sobrinho.
– Bem deixe-me ir aqui Edward, levarei Marie para jantar.
– Sei só o jantar.
– Devia confiar mais em seu primo.
– Com sua reputação fica difícil.
– A certas coisas que não se da para apagar. — Ele riu e acompanhei. — Bem então ate amanha, e diga para minha tia que estou morrendo de saudades dela.- dito isso ele desligou.
Garrett não tinha jeito, desde a época da faculdade, alias do colegial que ele era assim, um conquistador nato. Não seria hoje que ele mudaria isso. Acabei ligando para Alice a convidando também, ela disse que veria e depois me avisava.
Terminei de chegar alguns emails e desliguei meu notebook. Tinha que contar a novidade para minha mãe.
Cheguei em casa por volta das seis e meia acenei para o porteiro enquanto passava pelo portão, fui direto para a garagem, estava para entrar quando uma voz me deteve.
– Senhor Cullen! — Me virei e vi Marcus, ele era o ex jardineiro da casa, mais sua idade não lhe permitia mais praticar o oficio, mas ele era muito querido por isso passou a residir numa pequena casa dos fundos, podíamos dizer que ele era espécie de um caseiro, lembro-me quando era pequeno e o via cortando a grama me chamando de demônio por pisotear sua grama.
– Mascus como vai?
– Bem senhor Cullen, já não posso dizer o mesmo do senhor. – seus olhos astutos me estudavam, ele me conhecia e muito bem. – Bem não era isso que queria falar, só queria lhe informar que Dona Paola esta ai. – fechei os olhos respirando com calma. – Ela veio de taxi e ouvi dizer para a patroa que o carro estava no concerto, e sua mãe a convidou para dormir aqui hoje. – ele me dizia de modo conspirador, prendi o riso. – E obvio que ela aceitou.
– E como sabe disso Marcus?
– Ora, Charlotte quem mais? – ele deu de ombros. – Ela pediu para Makenna me contar, assim eu informaria o senhor assim que chegasse, sabe para não ter nenhuma surpresa. – apesar de tudo, isso era cômico, meus próprios empregados notavam o quanto não suportava Paola, enquanto minha própria mãe...
– Bem eu tenho mais é que agradecer por isso Marcus.
– Não há de que, sabe que queremos o melhor para o senhor.
– Eu sei...
Acenei para Marcus e entrei pela porta da cozinha ,assim que me viu Charlotte acenou em direção a sala, fez uma careta e voltou a seus afazeres. Pensei em pegar uma escada e entrar no meu quarto pela janela, seria muito infantil isso? Bem era mais fácil enfrentar a naja agora do que pela manha.
Entrei na sala e logo dois par de olhos caíram sobre mim.
– Boa noite meu bem, viu quem esta aqui.
– Sim mãe. Boa noite Paola. – a cumprimentei educado.
– Boa noite Eddie. – cerrei o maxilar com força desnecessária. Odiava esse apelido. – Tudo bem?
– Podia estar melhor. – respondi ríspido e notei minha mãe fazendo uma careta.
– Entendo, trabalhar muito não é fácil. – tive vontade de rir, o que ela sabia sobre trabalhar mesmo? A ignorei voltando para minha mãe.
– Bem mãe, Garrett vira amanha aqui para jantar, espero que providencie um ótimo cardápio.
– Oh, mas é claro. — Ela se virou para Paola. — Se quiser pode ficar e jantar conosco.
–Ah Esme, não quero ser um incomodo.
– Imagina querida, sabe quem sempre será bem vinda nessa casa.
– Se for assim eu aceito. – uma sorriu para outra e tive vontade de vomitar.
– Meu filho Garrett não trará nenhuma amiga desta vez? – tive ímpeto de dizer que sim, e pedir para Garrett trazer Marie custe o que custar, e nem que eu mesmo tenha que ir falar com ela, mas sabia que ele não faria isso. Mas contratar uma mulher para vim aqui também seria valido.
– Não, ele queria uma coisa mais família. Talvez Alice venha.– enfatizei família de propósito e vi que ela entendeu. — Bem vou tomar um banho.
Não esperei nenhum comentário e subi as escadas, entrei em meu quarto já afrouxando a gravata, hoje realmente estava cansado meu corpo pedia por uma cama e silêncio. Algo que talvez não teria hoje, não conseguia entender minha mãe, deixar Paola ficar sabendo o quanto sua presença me desagradava. Definitivamente não entendia. Retirei todas minhas roupas e tomei um banho sem pressa deixando a ducha forte cair sobre meu corpo relaxando meus músculos. Depois de me lavar sai do banheiro enrolando apenas em uma toalha em volta de minha cintura.
Assim que pus meu pé no quarto não acreditei no que vi, Paola estava sentada em minha cama com minha camiseta entre suas mãos.
– O que faz aqui?
– Pensei que poderíamos matar um pouco da saudade, relembrar os velhos tempos...
– Não quero mais nada que venha de você Paola, será que não entende isso?
– Eddie, você tem que entender o que fiz foi por impulso. — Ela podia ate estar sendo sincera, mas nunca mais confiaria nela.
– Não importa o momento em que tenha feito aquilo, mas você mostrou o quanto é mesquinha e pensa apenas em si mesma, se o que quer pode ou não machucar os outros. Pare de querer o que nunca terá.
– Ainda o terei para mim novamente Edward. — Dizendo isso ela saiu do meu quarto.
Era só que me faltava agora.
Uma ex-paranoica.
É estava pagando os meus pecados.
***
Acordei mais cedo do que o costume hoje, apesar da noite divertida que meu primo tinha me proporcionado ontem. Garrett não tinha um pingo de vergonha na cara, quando ele chegou foi abraçando minha mãe, dando um beijo em Paola, lógico que dona Esme ficou sem graça e se desculpou com ela, e me mandando aquele olhar *controle seu primo* Bem eu fiz apenas questão de ignorar, e obvio que tudo melhorou quando Alice chegou com Jasper e sua barriga de três meses, que quase não aparecia.
Alice também não perdoara Paola pelo o que tinha feito então sempre que a via soltava uma farpa atrás da outra, por ela já tinha pegado Paola pelos cabelos e jogado do ultimo andar da CJ, a ideia realmente era interessante, mas não queria envolver Lice em um assassinato, ainda mais no estado em que se encontrava.
Durante o jantar Garrett sentou-se ao lado de Paola e Alice do outro , ou seja com minha irmã a ignorando completamente, e Garrett usando cantadas e palavras de duplo sentindo... Com certeza não foi um de seus melhores jantares, uma prova mais concreta disso era que enquanto estávamos na sala Paola disse que estava com dor de cabeça e que iria deitar, minha mãe prontamente foi junto, e segundos depois eu, Alice e Garrett nos entreolhamos e caímos na risada.
Nada mais poderia ter melhorado a noite anterior, mas tudo que é bom dura pouco estava agora para encarar horas e horas de reunião, mas quem sabe depois dela saísse para beber com Garrett em qualquer lugar, com certeza ele toparia, e nada melhor do que umas cervejas e conversa fora para relaxar.
Tomei um banho e fiz a barba ao mesmo tempo, não demorei muito e logo pus um de meus ternos colcci, peguei minha pasta e desci, agora só tomaria um café leve e iria para a empresa, qual não foi minha surpresa quando vi Dona Esme me esperando na mesa.
– Edward Cullen! – Dona Esme estava na sala em pé me olhando
– Bom dia mamãe. — falei animado lhe dando um beijo no rosto.
– Não venha com essa de mamãe, você deve desculpas a Paola.
– Eu? Não me lembro de ter feito nada para ter que fazer isso. – falei enquanto tomava um gole de café.
– Você não, mas seu primo...
– E seu sobrinho — respondi mordendo um pedaço da torrada.
– Não comece com gracinhas Edward, acho que estou conversando com um adulto já, Garrett e Alice foram muito mal educados com Paola e não foi esse tipo de criação que dei a ela, com certeza... – Ela continuou a falar e eu só balançava a cabeça concordando, não adiantaria debater nada no momento. Charlotte entrou na sala colocando o suco sobre a mesa e notei que ela segurava o riso, esses meus empregados.
Tomei um ultimo gole de café e levantei.
– Falamos sobre isso depois mãe, tenho uma reunião importante hoje. — Falei saindo sem esperar uma resposta.
Fui pela cozinha encontrando uma Charlotte cantando enquanto lavava a louça.
– O senhor vai, mas eu fico. — Ela falou sem se virar.
– Sabe que te amo.
–Vai lá menino e bom serviço.
–Obrigado Charlotte.
Sabia do que ela estava falando, dentro de minutos minha mãe terminaria seu café iria para a cozinha para começar a falar sobre Paola, como adora ela e por ai vai. Já a tinha pegado várias vezes fazendo isso, e a pobre Charlotte tinha que ouvir. Mas esperava que isso passasse logo.
***
– Senhor Cullen todos já o aguardam na sala de reuniões.
– Obrigado Anita, logo irei.
Desliguei o telefone e suspirei, desde que tinha chegado a empresa não conseguia me concentrar, não sei alguma sensação de que algo poderia acontecer, mas devia ser a tensão da reunião, ou era pelo menos isso que dizia para mim mesmo, o ar ao meu redor parecia me sufocar, estava ate ansioso e isso não era de meu feitio. O tempo havia passado tão rápido enquanto eu tentava fazer algo que prestasse, na verdade eu estava ate agora respondendo um email de Emmett, uma resposta que nem precisava de tanta demora, mas qualquer coisa me tirava o foco, talvez ter dormido pouco tenha me deixado lento hoje. Terminei de digitar e enviei, Emmett queria fazer uma festa para Hector aqui em nova Iorque, já que muitos de seus amigos moravam aqui, provavelmente ele aceitaria fazer em casa.
Peguei minha pasta indo para a sala de reuniões, Anita me esperava, além de ser secretária ela era minha assistente também, nessas reuniões sua ajuda sempre era bem vinda.
– Estão todos mesmo.
– Sim senhor Cullen, todos que o senhor convocou vieram e estão a seu aguardo. — assenti e logo chegamos à porta, assim que entrei senti algo estranho e parei uma pequena pontada no peito que me fez levar a mão ali.
–Senhor Cullen, passa bem? – Anita apareceu do meu lado realmente preocupada.
–Estou, foi apenas.... Não foi nada demais. Boa tarde senhores. – me fiz presente. Logo todos passaram a me cumprimentar e a tomarem seus lugares, comecei a passar o olho por cada um...
– Edward meu caro a quanto tempo.
– Sim muito tempo Alistair.
– Temos que marcar um dia de sair, e quebrar esse clima de só nos vermos em reunião.
– Com certeza. — Falei educadamente e ele logo tomou seu lugar, James era uma pessoa legal ate um excelente diretor financeiro, lembro-me que ele tinha começado como um trainner quando meu pai ainda era vivo, e agora esta aqui, isso mostrava como o esforço de algumas pessoas valiam a pena.
– Hoje será um dia cheio. – Alice apareceu do meu lado sorrindo. – E Paola como esta? – perguntou aumentando ainda mais seu sorriso.
– Não irei responder baixinha. – falei bagunçando um pouco seu cabelo.
– Para Edward, seu chato. — Ela torceu o nariz. — Mas parando de falar da lambisgoia, bem conheci Marie, ela é um encanto de pessoa, e realmente é completamente diferente das outras mulheres que Garrett costumava sair, quem sabe ela não o coloque na linha? Pois vocês dois, uff, estão passando da hora de se casar, mas enfim você também pode ajudar Edward, ele realmente parece gostar muito dela, muito mesmo esta me entendendo? Nunca o vi assim por qualquer mulher, bem posso lhe apresentar agora ela esta...
– Alice, para e respira um pouco. – A baixinha quando começava parecia que nunca pararia de falar. – Vamos a essa reunião e deixamos apresentações para depois, pois isso será longo como sabe. – ela fez um bico. — E posso ate ajudar essa Marie a dar uma chance a Garrett.
– Sabia que podia contar com você. Então vamos a essa reunião.
Logo todos se sentaram e começamos, minutos se passavam e cada detalhe era preciso, tudo tinha que ser acertado, o preço, a demanda, o designer, distribuidores, marketing... Com certeza tudo não seria resolvido nessa reunião.
Já fazia quase duas horas de reunião e nem tudo estava acertado, e durante todo esse tempo eu sentia como se alguém estivesse me olhando, lógico que praticamente quase todos estavam uma vez ou outra, mas essa era diferente, era algo que me aquecia e me trazia conforto, eu devia estar cansado.
Logo finalizei a reunião marcando outra para dali à dois dias para acertar mais algumas coisas. Logo um por um foram saindo restando apenas Garrett, Jasper e eu na mesa.
– Cara faz tempo que não tenho uma reunião dessa, estou quebrado. – Garrett falou se largando sobre a cadeira.
– Isso é só o começo. – Jasper comentou e assenti. – O que foi Edward? Esta meio estranho hoje.
– Estou bem, deve ser porque não dormi muito essa noite. – falei olhando para Garrett que sorriu.
– Mas fala você se divertiu.
– Pode ter certeza, não sei vocês, mas não aguento mais ficar sentado. – falei me levantando. – Ate mais.
Estava indo em direção à porta quando a mesma abriu com uma Alice sorridente em frente dela.
– Que bom que encontrei você aqui ainda. Esqueceu que iria te apresentar a Marie?
– Ah sim, desculpe-me... – ouvi uns murmúrios baixos vindos do lado de fora, o timbre da voz me era familiar.
– Que isso Marie, meu irmão não é nenhum bicho de sete cabeças, as vezes talvez. – Alice riu. – Vem! – ela falou puxando o braço de Marie.
Abri a boca para me desculpar por minha irmã, mas assim que meus olhos caíram sobre a mulher que apareceu em minha frente o tempo parou, o ar parecia ter sumido de meus pulmões e meu sangue congelado em minhas veias, não podia ser verdade, devia estar sonhando, era muito para ser realidade.
Abri a boca para dizer tantas coisas, mas a única que saiu foi seu nome.
– Isabella...
....
Notas finais
Ui adorei esse Garret se ele for tão perfeito quanto o de BD parte 2 estaremos bem servidas hein XD.. E Alice flor nada de querer ficar jogando a Marie pra cima dele, ainda mais se essa preciosa assistente for o amor perdido do seu irmão.. Agora só nos resta esperar pra ver o que esse casal e essa deliciosa história nos reservam. Meninas qualquer ameaça pelo final do capitulo podem dizer a mim que semana que vem quando eu vir a nossa autora passo tudo o que vocês desejaram diretamente a ela ;)..
Agora sem brincadeira, espero que tenham gostado, comentem nem que seja pra reclamar, bater na Mah etc.. rsrs Nos vemos no próximo, beijos Kah
N/A: Sumidas só um pouco em, desta vez foi por pouco tempo >.< ... Serei rápida hj aqui, feliz natal, feliz ano novo mega hiper atrasado atrasado... Bem AMANHECER PERFEITO *0* Chorei horores na pré, mas quem não em? Perfeito Perfeito, a duas semanas atrás assisti pela ultima vez(no cinema pois em casa só por deus)
Mas enfim, quem viu no grupo entendeu pk num postei no final do ano, bem viajei para minha vó e usava o PC da minha prima, q deu problema e perdi o cap, então resolvi esperar e voltar para terminar aqui, porem corri de um lado para o outro, e iria postar dia 03, mas foi niver da minha Irma mais nova e não consegui terminar o cap, e para ajudar semana passada peguei uma gripe horrível e com ela minha bronquite atacou essa semana estou aos poucos melhorando.... E agora finalmente estou aqui *0*
Esse capitulo saiu bem mais do que eu esperava, umas ideias loucas me rodearam e saiu isso ai, mas como a Kah fala eu num sou ma rum u.u, sou ate muito boa, poderia ter feito tanta coisa, olha podia ate ter enrolado uns cap para eles se reencontrarem, mas num curto esse lance.... Mas espero que vcs tenham gostado do capitulo o próximo já esta a caminho,mas não irei prometer nada x.x ... Mas provavelmente teremos finalmente o Epilogo de Inesperado no final do mês, ele já esta quase na metade....
ps: a Maggie num eh um amor ? ;***
Então acho que é isso, espero o comentários de vcs, se estão gostando ou não...
Obrigada !
Kissses Marluce Cullen
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