Tudo Mentira?

11 10° Capítulo - Do Céu ao Inferno...


Notas iniciais
Oláaaaaa Quem eh viva sempre aparece ne ;D Bem o que importa é que estou aqui... como notaram o cap esta com um nome ... Bem logo mais veram o porque >.< Boa leitura e leiam as notas finais o Faltando praticamente 48h para a pre de amanhecer, quem vai surta o/ kkk Postada: 12/11/2012

“...É provável que o abraço de hoje seja o inicio de um longo adeus amanhã...”

Por Edward

Ainda estava impressionado com o jeito que as coisas estavam indo, saber que Bella era virgem foi mais do que uma surpresa, foi uma... Não sei qual melhor palavra definiria, mas saber que serei seu primeiro homem e se depender de mim o único, fez crescer algo em mim, talvez ego, ensiná-la aos prazeres que poderia lhe proporcionar e que a desvendaria como ninguém nunca fez, não podia haver coisa melhor do que essa sensação de conquista/dominador/proprietário(?).

Lembrando-me do modo como recebia minhas caricias, sabia que dentro dessa pequena existia uma mulher fogosa pronta para provar os prazeres da carne, eu estava mais do que ansioso para mostrar que ela fez a escolha certa ao se entregar para mim e com uma promessa muda de que lhe daria uma noite de amor inesquecível.

Em pé esperando ela decidir se seguia em frente ou não. Suas bochechas ainda rosadas, seus lábios um pouco inchados e seu olhar completamente penetrante. Bella levantou segurando minha mão se firmando em cima do sofá ficando um pouco mais alta, rodeou meu pescoço com seus braços, deixando seu rosto a centímetros do meu.

– Vou com você para qualquer lugar. – ela sorriu e ali estava minha resposta, sem ao menos esperar Bella colou seus lábios aos meus de forma sensual, cheia de promessas e segundas intenções.

Retribui a altura, pegando pelas coxas e puxando contra meu corpo fazendo com que a mesma deixasse suas pernas enganchadas em minha cintura, rimos contra nossos lábios ainda colados um no outro.

Comecei a ir em direção a meu quarto, não foi com nenhum esforço que andei com Bella pendurada em mim, ela tinha um peso praticamente de pena, seu rosto contra meu pescoço aonde depositava leves beijos fazendo com que me arrepiasse deixando-me a ponto de perder o pouco controle que me restava para jogá-la contra o chão e tomá-la para mim.

Seus lábios foram contra meu lóbulo o sugando... Se ela queria me provocar, bem eu também tinha minhas armas. A virei fazendo suas costas se chocarem contra a parede, Bella soltou uma exclamação abafada que me fez sorrir. A segurando contra a parede procurei seus lábios beijando-os de forma faminta e voraz espremendo seu pequeno corpo contra a parede e eu, segurando pelas nádegas lhe acariciando pelo local, Bella soltavas gemidos contra minha boca deixando-me se possível mais duro. Afastei-me bruscamente e a encarei sua boca que formava um leve biquinho, ri da sua fisionomia e mordisquei-lhe os lábios, Bella bem que tentou aprofundar o beijo, mas não, estava apenas começando.

Chegando ao meu quarto não perdi tempo a coloquei sobre minha cama, aonde mais desejava no momento. Seus cabelos se esparramaram contra o lençol formando uma imagem muito erótica em minha mente o reflexo da luxuria e inocência refletia em seu olhar. Não perdendo tempo deite-me sobre seu corpo. Deixando minha perna intercalada com a sua dando-me uma posição de total controle beijei seus lábios, os provocando com leves mordidas, sugadas, mas nunca aprofundando para um beijo, uma de minhas mãos já infiltrava por entre a blusa de moletom encontrando apenas sua pele lisa. O contado da minha mão fria com sua pele quente deve ter dado uma reação em Bella, pois senti sua barriga se arrepiar ao meu toque.

Levantei a blusa com o intuito de retirar, mas antes foquei seus olhos nos meus para saber se ela estava certa daquilo, tinha certeza que Bella iria até o fim, mas como um cachorrinho que obedece a seu dono se ela pedisse para parar, pararia, com muito esforço e completamente frustrado, mas sim, não faria nada que ela não quisesse, e qual não foi minha surpresa quando a mesma me ajudou a retirar, ficando seminua debaixo do meu corpo, seus seios do tamanho exato, túrgidos, completamente desfrutáveis. Imaginando por suas roupas terem molhado ela tenha colocado só as que lhe emprestei, por tanto ela não estaria... Só o pensamento me fez gemer por imaginá-la completamente nua por baixo de minhas roupas.

Não aguentando mais a tentação baixei a cabeça beijando levemente a curvatura de seu seio direito, lambendo-o ate chegar em seu pequeno mamilo rosado, suguei como um bebe em busca do leite materno, cheio de fome que apenas ela poderia aplacar.

Os gemidos um tanto baixos vinham em meu ouvido, era como se Bella tentasse conte-los, mas a faria perder totalmente o controle.

Por Bella

Eu estava para perder o pouco controle que me restava, claro que já havia me tocado algumas vezes, mas nada era com a sensação de Edward em meu lugar, completamente alucinante e prazeroso.

Sua boca tocando meus seios me fez retesar um pouco por conta da enorme corrente elétrica que se passou por mim no momento, nunca imaginei que poderia ser tão bom tocar nesse pequeno ponto do meu corpo, eu já estava completamente entregue para ele, não podia existir melhor momento do que esse.

Por um momento me perguntei se não eu não sentiria algum tipo de vergonha, mas constatei que com um homem como Edward que venerava meu corpo como algo precioso, não tinha tempo para pensar em qualquer pudor. Meu corpo respondia a suas caricias, e pedia por mais, por algum alivio maior.

Sua cabeça na altura de meus seios, com a boca em um, enquanto o outro era acariciado por sua mão máscula, já as minhas faziam um estrago em suas madeixas deixando seus fios completamente bagunçados, mas não conseguia fazer outra coisa com elas.

Uma necessidade se abateu sobre mim precisava sentir sua boca novamente contra a minha, que estava seca por falta de seus beijos, por fim o puxei em direção a minha boca, mas como grande provocador que era ele foi beijando cada pedaço de minha pele o vale entre meus seios, garganta, pescoço, queixo, para finalmente chegar a meus lábios, quando finalmente eles encontraram travávamos aquela batalha só nossa, explorando cada canto possível e saboreando aquele pequeno néctar que me era destinado.

Infiltrei minhas mãos por sua camisa arranhando levemente suas costas, Edward gemeu contra minha boca e sorri saber que era capaz de fazê-lo gostar de algo que eu lhe proporcionava me deixava mais satisfeita comigo mesma.

Ele atacava meus lábios com seu corpo colado ao meu, sem deixar ao menos um espaço entre nós. Sua mão esquerda apoiada na cama sustentava seu corpo, enquanto a outra passeava pela lateral de meu, chegando a minha coxa apertando a mesma e puxando mais contra ele, no mesmo instante senti seu membro duro me cutucando e uma forte onda de desejo passou por mim, se concentrando principalmente naquele ponto e fiquei mais excitada do que achei ser possível, seus lábios agora estavam em meu pescoço sentia sua respiração pesada, nada diferente da minha.

Sua mão ultrapassou o elástico da calça indo para meu quadril o contornando chegando a parte interna de minhas coxas até finalmente em meu sexo, colocando sua mão em formato de concha no mesmo, meu corpo estremeceu de expectativa e o pressionei contra sua palma em busca de um alivio, pelo menos o mínimo que me fosse possível, esse homem estava me enlouquecendo.

– Gosta disso? – sua voz soou tão baixa que nem sei se ouvi realmente, mas nem consegui responder, pois logo seus dedos começaram a se mover com leves movimentos circulares em meu clitóris, me fazendo sentir como se cada fibra do meu corpo estivesse recebendo umas pequenas cargas de energia que estavam aumentando de frequência a cada momento.

Minhas pernas levemente entreabertas deixavam-me mais vulnerável e com livre acesso para Edward fazer comigo o que quisesse não que eu fosse reclamar estava mais do que disposta aceitar qualquer coisa vinda dele nesse momento. Meu corpo se contorcida sobre sua mão que parecia estar fazendo mágica entre minhas pernas, um leve formigamento começou a se formar, os movimentos de Edward ficaram mais frenéticos contra meu clitóris, minha respiração passou a ficar mais curta e então meu corpo estremeceu e senti um leve alivio, sabia que não era um orgasmo, afinal era quase parecido com as sensações que sentia quando me tocava, mas nada comparado com que ela havia acabado de fazer. Não sabia dizer se esse alivio foi bom ou ruim, afinal estava me sentindo mais quente, só Edward mesmo me fez sentir isso e apenas com suas mãos, então ao imaginar seu membro dentro de mim... Só esse pensamento me fez ficar mais molhada, soltei um longo suspiro mais parecido com um gemido fechei minas pernas e a esfreguei uma contra outra em busca de atrito.

– Vejo que gostou. – abri os olhos, que mal tinha notado que estavam fechados, e encarei meu homem com aquele olhar penetrante de puro desejo estampado neles lambendo seus dedos que a momentos antes estavam me fazendo delirar, a cena diante de mim era completamente erótica.

– Não imagina o quanto. – falei com a voz quase falha e sorri maliciosamente. — Mas vejo que alguém ainda está muito vestido. – sentindo-me ainda um pouco entorpecida, levantei, fazendo Edward fazer o mesmo, ficamos parcialmente sentados sobre a cama, ampliei ainda mais meu sorriso, minhas mãos foram para a barra de sua camiseta. – Tenho que dar um jeito nisso. – a levantei devagar, o provoquei por onde minhas mãos passavam abdome, peito, pescoço, ate por fim retira-la completamente. Encarei seu corpo mordendo os lábios numa clara intenção de aprovação. Edward não era o tipo de cara ‘bombado’, com músculos pulando quase fora do corpo, ele tinha tudo na medida, os braços com bíceps notáveis, abdome com leves ‘ondas’, peitoral firme...

– Gosta do que vê? – o encarei e sorri

– Não imagina o quanto. – repeti minhas palavras anteriores, não tinha muito que dizer. Rodeie seu pescoço com meus braços fazendo nossos corpos se colarem novamente e tomei seus lábios contra os meus, nos beijamos com tanto desejo, carinho, tesão...

Senti algo macio contra minhas costas e constatei que ele havia me deitado mais uma vez sobre a cama, suas mãos logo foram para minha calça, levantei um pouco o quadril ajudando a retira-la, quando finalmente estava livre desse empecilho senti meu rosto quente, talvez um pouco de vergonha, afinal nunca tinha ficado completamente nua para ninguém, e ficar totalmente exposta para ele, era uma experiência nova, uma das tantas que estava descobrindo com ele.

Edward se afastou um pouco e o notei analisando meu corpo.

– Não podia ser mais perfeita, tão... gostosa. – não aguentei e ri de descrença. – Acho que alguém aqui não acredita em mim — ele pegou ambas minhas mãos levando para cima da minha cabeça e se abaixou de modo que seus lábios ficassem próximos a mim — mas vou provar o quanto seu corpo me agrada. – sussurrou em meu ouvido, antes que eu pudesse retrucar seus lábios foram diretamente para meu pescoço mordendo, ora lambendo, ora beijando fazendo-me perder novamente a linha de raciocínio, segurou meus punhos com uma mão, e a outra voltou a vagar pelo meu corpo.

Ouvia sua respiração pesada seu rosto estava contra o meu.

– Sabe o que eu quero fazer com você Isabella? – Edward sussurrou contra meu ouvido sua voz macia e um toque de malicia. Neguei. – Principalmente com seu corpo? – neguei novamente. — Bem irei te dizer, por que esta sendo uma boa menina irei beijar cada pedaço da sua pele – senhor que voz era essa? – depois irei lhe tocar tão intimamente. – sua mão deslizou pelos meus seios, barriga e finalmente chegando em minha feminilidade abrindo espaço com seus dedos e adentrando superficialmente por mim.

– Puta que pariu. – exclamei, era tortura demais. – Por favor... – choraminguei.

– Não agora, logo, logo me sentirá completamente dentro de você, me acolhendo em seu interior onde ninguém nunca esteve, começarei lentamente... – contornou lentamente minha orelha com sua língua, enquanto suas mãos faziam movimentos ritmados. – Mas depois irei rápido, fundo – seus dedos acompanhavam enquanto falava. — Ah Bella nem imagina o que tenho em mente...

– Então me mostre. – mal reconheci minha própria voz.

– Com todo o prazer.

E sim ele me mostrou.

Beijou cada pedaço da minha pele como prometido e a cada lugar deixava um fogo que ia se alastrando cada vez mais, beijou meus ombros, colo, seios, dando atenção devida para cada um, barriga, quando finalmente achei que Edward iria para onde tanto o desejada ele simplesmente parou.

Sim parou.

Mas nem tive tempo sequer em protestar, Edward simplesmente levantou para minha surpresa me puxou para baixo, com um pouco de força fazendo minhas costas esquentar pelo atrito súbito deixando minhas pernas pender para fora da cama, ele levantou e ficou ajoelhado no chão entre as mesmas, forcei minha cabeça a levantar o que vi não era algo que estava acostuma, eu totalmente nua sobre uma cama com as pernas abertas, peito subindo e descendo ao ritmo de minha respiração ofegante.

– Deite-se e aproveite. – Edward pediu e não foi preciso mais de uma vez, minha boca já estava protestando.

Fechei os olhos para aproveitar mais do momento, senti suas mãos em minha cintura que foram descendo para meu quadril chegando a minha coxa a apertando, mas sem perca de tempo indo para meus joelhos, panturrilhas, tornozelos e pés dando a eles uma atenção especial, Edward fazia uma espécie de massagem, e caramba nunca imaginei que algo simples pudesse ser tão prazeroso.

Suas mãos foram para baixo das minhas pernas levantando-as e com um súbito movimento minhas pernas estavam... Em seu ombro? Abri os olhos e me ergui com certa dificuldade e o que vi me fez ficar mais molhada, senti algo escorrer por minhas pernas e cacete não tinha como não me sentir assim.

Minhas pernas meio que as apoiadas em seu ombro, seus braços por debaixo das minhas coxas segurando meu quadril e sua cabeça contra meu sexo, seus lábios foram para a parte interna da minha coxa dando leves mordidas e lambidas ate finalmente chegar ‘lá’.

– Caralho. – soltei e mordi os lábios em seguida, meu corpo todo estremeceu por esse simples contato.

– Anda com a boca muito suja Isabella. – Edward falou e senti sua respiração contra minha parte mais sensível, só sua respiração me deixava louca. – Vou ter que castigá-la.

Não tive tempo nem de falar, pois sua boca já estava em meu sexo, beijando, lambendo, sugando. Gemidos saiam de mim sem eu ao menos perceber, minha barriga e braços doíam por conta do esforço, mas não conseguia desprender meus olhos da cena completamente erótica que era vê-lo ali.

Puta merda Edward fazia loucuras com aquela boca e língua.

Uma de suas mãos soltou meu quadril e contornou minha coxa indo para minha barriga, sem ao menos pensar e deixando meus instintos guiarem.

Edward me encarou e levantou sua mão com um pouco mais de força capturei seus dedos com minha boca e os suguei, como se estivesse mamando, senti meu próprio gosto e algo a mais. Ele soltou um grunhido alto e me contrai senti que estava próxima ao auge do prazer, mas então Edward simplesmente me surpreendeu, sem dizer nada parou com estava fazendo se levantou puxando-me bruscamente para o centro da cama e se deitou por cima.

– Não com minha boca. – falou perto do meu ouvido. — Mas com meu p...

Ofeguei diante das palavras e caramba isso causou um efeito em mim completamente novo.

– Então me faça chegar ao limite com esse pau, indo fundo e forte.

Foi o que bastou para senti-lo entrar de uma vez completamente em mim, soltei um arquejo de dor, afinal não tinha como não sentir nada, era uma invasão, algo entrando em meu corpo, novo.

Edward permaneceu parado, mas não queria que permanecesse, já não senti mais nada, apenas um desejo a ser aliviado. Movi meu quadril e ambos gememos. Era muito bom.

– Merda Bella tão estreita, apertada não vou... – ele falou com dificuldade, creio que estava tentando se controlar, mas foda-se, eu queria muito mais.

– Quero que perca o controle, já disse me faça sua mulher de todas as maneira que quiser...

Pronto estava feito.

Edward passou a movimentar seu membro entrando fundo e forte como eu havia pedido. Nossos gemidos eram a única coisa a ser ouvida no quarto, altos e claros.

Edward surpreendendo-me novamente virou nossos corpos deixando-me por cima, completamente no controle.

– Faço o que quiser... a noite é sua ....e... faça com ela o que desejar. – ele falava com dificuldade.

Caramba por essa eu não esperava, afinal estava meio incerta com o que fazer, mas faria do modo que sempre tinha fantasiado.

Seu membro parecia cada vez maior em meu interior, ficando parada eu nos torturava, mas acabaria com isso.

Passei a rebolar em seu colo, fazendo pressão em meu interior de forma a apertar mais seu pênis o comprimindo. Edward soltava gemidos de aprovação sua cabeça tombada para trás, a imagem da perdição. Abaixei colocando meus seios contra seu peitoral, nossas bocas se encontraram e se atacaram de forma alucinada, gemíamos em meio ao beijo, suas mãos agora em meus quadris me ajudavam a levantar e descer, no começo lento depois cada vez mais rápido e forte.

Eu não me segurava mais, soltava gemidos altos pouco ligando se alguém poderia ouvir me soltei completamente, pois como ele havia dito a noite era minha.

– Foda-se, não aguento mais. – dizendo isso ele nos virou novamente e passou a dar remetidas fortes e precisas e sabia que não demoraria muito para chegarmos ao limite. A cada remetida meu sexo se contraia chegando à beira do abismo, então demorou muito para a sensação plena chegar, junto com Edward.

Soltei um grito de puro prazer quando senti todo meu corpo convulsionar e aquela sensação difícil de ser explicada tomava conta de mim. E com mais uma Edward chegou a seu auge também se derramando em mim. Aos poucos ele foi parando de se movimentar, quando parou seu corpo caiu contra o meu. Não me incomodei pelo peso adicional fechei os olhos para apreciar o momento e acalmar minha respiração.

Pouco tempo se passou quando senti uma movimentação, um beijo em meu ombro, pescoço, bochecha. Abri meus olhos e lá estava ele me encarando com um brilho completamente diferente em seus olhos, alguns fios de seus cabelo colados em sua testa por conta do suor.

– Não é a toa que chama de ‘la petite mort’ – Edward sorriu e o acompanhei.

– Mal vejo a hora de experimentá-la novamente. – o provoquei.

Ele apenas riu antes de colar seus lábios contra os meus.


***


Mentira
é o nome dado as afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres. Dizeres falsos quando não se sabe de tal falsidade e/ou se acredita que sejam verdade, não são considerados mentira, mas sim erros. O ato de contar uma mentira é "mentir", e quem mente é considerado um "mentiroso".

Omitir é não dizer, esconder os fatos quando se tem a oportunidade de dizer o que é perguntado, apurado, investigado. É muito comum quando a pergunta é feita de modo incorreto, apesar de saber a resposta, dar-se a resposta parcial. Ou seja, conta-se a verdade parcialmente. Mente-se legalmente, mas é tão ou mais danosa que a mentira.

Pela Autora

Ela acordou por conta da pequena claridade que passava entre as cortinas, o pequeno fio de luminosidade batia diretamente em seus olhos, soltou um suspiro languido, sentiu uma leve pressão em sua barriga e como um raio tudo que acontecera na noite anterior passou em sua mente, por insisto um sorriso surgiu em seus pequenos lábios, se sentia a mulher mais feliz do mundo, estava com o melhor homem que poderia existir que lhe havia proporcionado uma maravilhosa noite. Uma de muitas que esperava compartilhar agora.

Virou o rosto e admirou seu atual amante, o semblante sereno descasava sobre o travesseiro, um sorriso parecia brincar em seus lábios, Edward era um homem como poucos, teve que admitir, nunca pensou em encontrar alguém como ele, sabia fazer tudo nos momentos certos, brincar, ficar sério, como franzia o cenho quando estava confuso, a mania de passar a mão pelos cabelos quando estava ansioso ou frustrado, sua beleza só fazia ser mais um item em sua lista de qualidades.

O sol batia em seu rosto também, porem não acordou como Isabella, olhando fixamente e examinando cada parte daquele rosto a morena notou uma súbita cor diferente perto da raiz do cabelo do rapaz, parecia algo com o dourado, franziu o cenho, devia ser apenas o reflexo do sol, pensou.

Bem agora o que fazer? Por ela ficaria deitada ali pelo resto de sua vida aproveitando a sensação gostosa com seu companheiro, mas não, faria um pequeno agrado a ele.

Contra sua vontade saiu lentamente da cama deixando um Edward ainda adormecido, esticou seus músculos os sentido um tanto rígidos, uma incomodo em seu ponto mais sensível se fez presente, mas o que ela esperaria depois de tudo o que fizeram, só o pensamento a fez ruborizar, mal esperava para repetir a dose.

Olhou para seu corpo nu e procurou algo para se vestir, tudo bem que apenas os dois estavam ali, mas fazer um café da manha nua era estranho, acabou por pegar a camiseta de Edward que estava jogada num canto qualquer. A camiseta parecia mais um vestido em seu diminuto corpo.

Andou na ponta dos pés até chegar à porta olhou uma vez mais para Edward antes de sair, esperava que ele continuasse dormindo, pois o iria acordar com um belo café da manha e depois fariam amor muitas e muitas vezes. Assim esperava.

Desceu as escadas, se sentia tão... feliz, maravilhosa, contente, leve? Nenhuma palavra continha o significado do que sentia. Ainda descendo as escadas escutou um pequeno zumbido como se alguém tivesse falando, franziu o cenho, será que teriam entrado na casa? Riu de seu pensamento, estavam em Forks, por mais que existisse violência em qualquer canto, Forks com certeza era a menos esperada para algo desse tipo. Quando chegou à sala notou que a TV ainda estava ligada, obvio que se esqueceram de ter desligado, passava o noticiário local, bem deixaria a TV ligada enquanto fosse arrumar o café. Entrou na cozinha e olhou para todos os lados, o resto do jantar de ontem ainda estava sobre a mesa. Bella antes de preparar o café deu uma ajeitada rápida por cima e logo passou a arrumar as coisas, achou uma travessa que serviria como bandeja, já que não havia encontrado nenhuma, preparou um suco de laranja e café puro, torradas, maças picadas, mamão e umas bolachas. Olhou para seu resultado e gostou do que viu, bem estava tudo certo. Pegou a travessa e foi direto para escada, mas antes olhou novamente para TV.

– Droga. – praguejou baixinho agora teria que desligar antes de subir, colocaria então a travessa na mesinha de centro e desligaria.

Ele não acordou pelo mesmo motivo de sua namorada, mas as cortinas abertas ajudaram um pouco, o que realmente o fizera levantar foi à ausência da mesma na cama, ainda um pouco confuso se perguntou onde ela estaria? Teria ido embora? Ou tudo não passara de um sonho? Olhando em volta do quarto viu a bagunça dos travesseiros jogados no chão, roupas. Bem se tudo tivesse sido um sonho, foi bem real. Escutou um pequeno barulho de vidro, ela devia estar na cozinha, pensou. Esperaria ou não? Esperou por alguns minutos, mas a paciência não era seu forte, pegou a primeira calça que achou, justo a que tinha emprestado para ela na noite anterior e desceu a escada. Poderia encontrá-la na cozinha ainda, já imaginou o que fazer quando a visse, se ela tivesse de costas a agarraria ali mesmo, e quem sabe fariam amor em cima de sua mesa, só o pensamento o já deixou excitado.

Quando estava para finalmente atingir a sala ouviu uma voz diferente como se alguém tivesse aumentando o volume, uma sensação ruim atingiu seu coração.

“...milionário desaparecido é encontrado em cidadezinha interiorana...”

Não! Aquilo não poderia estar acontecendo!

Quando finalmente entrou na sala a primeira visão que teve foi de Bella de joelhos em frente à televisão aonde uma imagem sua de alguns meses atrás aparecia a repórter ainda continuava falando.

“... Segundo uma fonte segura, sua atual namorada Paola, Edward Cullen dono da empresa Cullen’s Jewelry, a maior fabrica de jóias dos EUA, se não do mundo, teria saído de férias em busca de novas aventuras fazendo um jogo de marketing não querendo anunciar a ninguém onde estaria, nem a sua própria mãe, mas como sua namorada disse, estava na hora de acabar com a brincadeira e falar para mundo onde ele estaria, e sim, Edward Cullen esta em nossa pequena cidade Forks, sua total localidade ainda não sabemos, mas logo mais traremos informações em primeira mão.”

A matéria mal acabará e Bella desligou a TV, Edward devia ter feito algum barulho, pois logo a morena virou o rosto e o encarou, a dor que viu naqueles olhos castanhos fez como se alguém estivesse apertando seu coração com as mãos.

– Bella... – ele tentou se aproximar.

– Não chegue perto de mim. – no mesmo instante parou.

– Deixe-me explicar...

– Você mentiu para mim.

– Eu ia lhe contar a verdade.

– Quando?

– Hoje, depois, quando... Merda isso não devia estar acontecendo. – passou ambas as mãos pelo cabelo.

– Eu que o diga. – as palavras que saiam daqueles lábios que tantas vezes beijaram foram como uma facada certeira em seu coração.

– Me escute, por favor, é só o que lhe peço.

– Escutar? Escutar o que? Mais mentiras? Não obrigada passo isso para outra pessoa.

– Eu não menti.

– Não? Então o que você chama o que fez?

– Eu... apenas omiti alguns fatos...

– OMITIU? MENTIU? MAS QUE DROGA, QUE DIFERANÇA FAZ AGORA, TODA ESSA PORCARIA QUER DIZER A MESMA COISA, VOCÊ NÃO ME CONTOU A VERDADE. E imagino que nunca contaria... — lagrimas caiam pelo seu rosto livremente, por mais que tentasse ser forte não conseguiria.

– Eu já disse que iria..

– Ah claro que irei acreditar que contaria tudo para mim depois, eu fui apenas uma aventura como deixaram bem claro ali. – apontou a televisão. – No fundo eu sabia que já o tinha visto em algum lugar, sabia também que um cara como você chegar aqui como quem não quer nada, e se interessar por mim. Como pude ser tão burra, idiota, trouxa... E imaginar que me... – um soluço rasgou por seus lábios. Aquilo não podia estar acontecendo com ela, e justamente em relação a ele.

Edward se aproximou dela que se levantou rapidamente se afastando como se ele tivesse alguma doença contagiosa.

– Você tem que me ouvir.

– Eu não quero ouvir nada que venha de você, e agradeceria de joelhos se nunca mais ouvisse sua voz. – aquilo o machucou mais do que imaginará, tinha que fazê-la entender seu ponto de vista, fazê-la acreditar nele, depois de tudo ela poderia colocar para fora da sua própria casa, mas tinha que contar tudo.

– Mas vai ter que me ouvir. — Antes de Bella sair novamente de perto Edward a segurou pelos ombros, a morena não deixou por menos começou a se debater por entre os braços firmes de Edward, não o deixaria tocá-la novamente, nunca mais o queria ver, ele a machucara de uma maneira que achava impossível de se curar. – BELLA!

– ESTA ME MACHUCANDO. – assim que as palavras saíram de seus lábios Edward a soltou, ela ofegava e antes que pudesse falar mais alguma coisa saiu correndo em direção ao banheiro do piso superior, mas antes pegou um telefone na mesinha de canto e se trancou por lá.

Edward sentou no sofá exasperado passou as mãos pelos cabelos e puxou os mesmo com força, queria lhe afligir uma dor que superasse a que estava sentido, estava sufocado com a boca seca e a garganta doendo.

Nada disso poderia estar acontecendo. Sabia que em parte a culpa era sua, deixou as coisas chegaram ao ultimo andar para por fim despencar sem proteção nenhuma, estava perdido não sabia o que fazer como fazê-la entender que não estava brincando em momento nenhum, que tudo o que passaram foi a mais pura realidade e que se pudesse continuaria vivendo ali para sempre com ela. Mas como dizer?

– Covarde. – reclamou se jogando contra o sofá, esfregou o rosto sentindo como se tivesse envelhecido uns vinte anos em apenas dez minutos. Abriu os olhos e reparou na pequena travessa que continha um belo café da manha preparado, ver aquilo o feriu mais ainda.

Por quê? Por que justamente agora? Perguntava-se incansavelmente.

Agora o que poderia fazer era esperar, esperar Bella se acalmar para que finalmente pudesse se explicar e tudo daria certo. Tinha que dar.

Os minutos passavam e Edward repassava em sua cabeça tudo que gostaria de falar, o tempo continuou se arrastando quando pensou que não aguentaria mais levantou disposto a falar com Bella, quando viu a mesma descendo as escadas, tinha o cabelo presos de qualquer jeito, usando suas roupas da noite anterior, que ainda estavam úmidas, suas feições eram duras, os olhos estavam ainda um pouco avermelhados, mas o que mais reparou foi no vazio que viu, o brilho tinha sumido e com ele Edward sentia sua esperança se esvair.

– Bel...

– Espero apenas que nunca mais tenha que ver essa sua cara novamente em minha vida. Eu te odeio mais do que imaginei odiar uma pessoa. – Bella pronunciou as palavras com uma falsa serenidade, naquele momento ele não conhecia a mulher que estava em sua frente. Essas palavras o deixaram sem reação, tudo o que tinha planejado dizer evaporou, a viu saindo pela porta e fechando a mesma calmamente. Ouviu ainda alguns sons desconexos e por fim o barulho de uma moto arrancando.

Não a perderia não deste jeito.

Quando Edward teve alguma reação era tarde demais, pois sua querida Bella já tinha ido, e com ela todas suas esperanças.

***

Por Edward

– Edward me desculpa eu não imaginava...

– Jaz já disse que a culpa não foi sua. Eu resolvo tudo quando chegar ai... Só mande Joseph e Paul, eles bastam.

– Tem certeza? Matt também...

– Não quanto menos melhor, ficarei em casa esperando.

– Tudo bem os dois já estão a caminho, mas tem..

– Obrigado Jaz. – desliguei o telefone antes que ele pudesse falar algo a mais, depois de Bella ter saído senti o mundo por um momento fugir sobre meus pés, não sabia o que fazer o que pensar, mas não podia ficar parado, primeiramente tinha que sair de Forks contra minha vontade, mas no momento era preciso, e como Jasper disse para minha proteção mandaria os seguranças, bem não precisaria de cinco em meu encalço, um seria suficiente, mas pedi para que Paul viesse para tranquilizar tanto Jasper como Alice. Com ela não tinha falado mais falaria assim que fosse possível.

Olhei para meu quarto ainda bagunçado,tinha que ocupar minha mente se ficasse mais tempo sentado pensando enlouqueceria, acabei por arrumar o quarto, a sala, a cozinha, mas não importava o quanto tentava me ocupar, Bella sempre era a protagonista. Minha mente esta a bilhão, não entendia como poderia em um momento estar no extremo do céu e no outro ser puxado ate os confins do inferno...

Três dias depois...

Forks, Washington
12 de Setembro 2008
21h30


Jasper olhava para mim apreensivo, mas eu apenas o ignorava. Como sempre ele achou irracional da minha parte voltar para Forks, mas eu tinha que falar com Bella, esses dois últimos dias tinham sido um martírio, não conseguia sair de casa sem um paparazzo em meu encalço, isso por que só tinha ido à empresa, eu odiava isso, toda essa atenção sobre mim, me perguntava como atores conseguiam viver com isso a todo o momento.

Bem nesses dias era anuncio em toda canal de TV de fofoca, cada um inventando um absurdo maior que o outro, dois dias de puro inferno, neles tentei inutilmente ligar para Bella, mas depois de tanto tocar começou a cair no correio de voz, sabia que estava com raiva de mim, mas caramba eu tinha o direto de falar.

– Senhor, chegamos. — Joseph falou e notei que finalmente estava parado em frente à casa dela. Já estava de noite e era uma quarta feira, ela teria que estar em casa, já que fui à lanchonete primeiramente, vendo a mesma fechada. Ela tinha que estar aqui. Estranhei ao notar a casa imersa na escuridão.

– Ed...

Não escutei mais nada simplesmente sai do carro e fui direto para sua porta, lógico com meus seguranças atrás, odiava isso. Agradeci nesse momento por não termos vizinhos. Cheguei à porta e comecei a suar frio, estar aqui de terno e gravata era meio estranho, acostumei tanto em usar roupas menos sofisticadas, mais confortáveis e agora assim, não parecia eu, na verdade não sabia mais quem eu era. Respirei fundo e toquei a campanhinha e esperei.

Nada.

Nenhum ruído, apenas o silêncio.

Toquei novamente.

Ela não estava em casa, passei as mãos nervosamente pelo cabelo, onde estaria? Mal fiz a pergunta e a resposta surgiu.

James. Obvio.

– Senhor?

– Vamos. – falei simplesmente voltando par ao carro.

– Para o aeroporto?

– Não, deixa que eu dirijo. – estava cansado, minha paciência no limite e não ficaria sentado no banco traseiro do carro enquanto dava instruções por onde seguir.

Entrei no carro, Joseph sentou ao meu lado e Paul atrás com Jasper, ninguém falou nada, sabiam como agir quando estava com esse humor.

***

Freei bruscamente assim que me vi parado em frente à casa de James, tentei me acalmar, ela não poderia estar em outro lugar a não ser esse. Sai do carro e fui para a porta, algumas luzes estavam acesas pelo menos alguém teria que estar aqui.

Toquei a campanhinha e esperei, ouvi um ruído e fiquei mais ansioso, pensar que logo a veria novamente fez meu coração pular.

– Quem será que incomoda a essa hora da madrugada? – escutei a voz de James e franzi o cenho não era tão tarde assim, olhei para o relógio e ainda eram nove e cinquenta. Escutei um clique e logo a porta foi aberta James apareceu, o sorriso brincalhão sumiu e com ele uma expressão de cólera se apossou.

– Jam... — nem tive tempo de finalizar o seu nome antes de ser atingido por um murro certeiro em meu rosto, cambaleei e por pouco não cai no chão, notei que meus seguranças estavam se aproximando.

– Não! – falei um pouco alto. – Não façam nada, eu merecia. — falei já sentindo a dor se apossar de meu rosto e um gostado de ferrugem em minha boca. – Sei que mereço...

– Merece muito mais seu bosta, filho da puta, desgraçado, devia acabar com sua raça...

– Acredite que você não é o único que quer fazer isso. – falei com um falso humor. — Só quero falar com Bella.

– Você não quer nada, nem daqui um bilhão de anos o deixaria chegar perto da minha prima novamente.

– Você não entende...

– Não mesmo, mas vi apenas um riquinho querendo brincar um pouco de como é ser pobre, foi isso não é? — sua voz saia dura. – Cara você poderia ter ficado com qualquer uma caralho, até Tanya que não me importaria, mas com Bella — ele balançou a cabeça — você não tem noção de um terço de como ela já sofreu o suficiente para uma vida inteira e agora quando finalmente acho que ela pode ser feliz chega um miserável como você querendo se aventurar...

– Não acredite em tudo que a mídia fala...

– E é mentira o que ela falou cacete? Não saiu do seu ‘mundinho perfeito’ seu playboysinho de merda para vir se aventurar numa cidade esquecida por Deus. — Não consegui formular nenhuma resposta à altura. – Ai esta minha resposta, quem cala consente não é o que dizem?

– Você não conhece meus motivos.

– Nem quero saber quais são. Gente que nem você só abre a boca para falar mentiras. E imaginar que cheguei a considerá-lo como amigo.

– Eu o ainda considero. – ele soltou uma risada forçada.

–Vou fingir que acredito, é bom você ir embora.

– Não antes de...

– Olha você não merecia nem saber, mas não estou a fim de ficar olhando para essa sua cara de merda por muito tempo. Isabella não esta mais em Forks

– Eu na...

– Fica ao seu critério em acreditar se isso é verdade ou não. — Falando isso James entrou e fechou a porta com força.

– Puta merda. – ambas minhas mãos foram para meus cabelos, eu estava mais do que frustrado, isso não poderia estar acontecendo, ela simplesmente não poderia ter ido embora, será que eu tinha demorado tanto para vir atrás dela? Será que me ouvira se caso tivesse aqui ainda. Andei até o carro incerto do que fazer agora, me sentia mais perdido do que nunca, eu queria quebrar algo para tentar aliviar essa raiva que sentia, num ataque de fúria chutei a lataria do carro sentindo uma dor bem vinda.

– Edward, acho melhor irmos embora...

– Jasper não quero ser ignorante, mas me ajudaria muito se mantive a porcaria da sua boca fechada.

Sabia que estava sendo um merda sem educação, mas queria que tudo e todos fossem se foder. Soquei o carro e encostei a cabeça contra o mesmo, tentei controlar minha respiração, aos pouco me acalmei o tanto que era possível.

– Vamos, como podem ver não temos mais coisa nenhuma a fazer aqui. – abri a porta e me acomodei. Logo estávamos a caminho do aeroporto. Deviam estar estranhando minha súbita calma, mas ninguém ousou perguntar, senti uma parte muito antiga minha se aflorar da qual não tinha orgulho.

Durante todo o caminho de volta a New York pensei calmamente repassando tudo dos últimos quatro meses, tinha deixado minha parte emocional tomar conta de mim, esquecendo completamente de ser racional em minhas atitudes, sim ainda me sentia um canalha por conta da Bella, Deus sabia o que eu mais queria era ter apenas uma conversa passional com ela para colocarmos tudo em pratos limpos. Eu esperava que esse meu retorno fosse mais produtivo, mas acabou sendo um completo fracasso, eu iria sim procurar Bella, não acreditei fielmente em James, mandaria alguém ficar de olho tanto na casa dele como dela. Se fosse mentira em algum momento apareceria, se não a procuraria ate o outro lado do mundo. Mas tinha uma prioridade quando chegasse em casa, teria uma conversa particular com a pessoa que começou tudo isso.

Ela não sabia o demônio que havia acabado de despertar.

Por Bella

São Francisco, Califórnia

12 de setembro 2008 21h30

Ainda andava um pouco desorientada pelas estranhas ruas da Califórnia, há muito tempo havia escurecido, mas pouco me importava com esse fato. Tinha chegado à cidade ontem a noite depois de todos os acontecimentos não aguentaria ficar mais tempo em Forks como uma louca peguei minhas economias e sai de lá. James fora contra, mas eu já era dona do meu próprio nariz faria o que quisesse. No começo não sabia para onde ir, no aeroporto que decidi, por sorte estava vendendo essa ultima passagem que consegui pela metade do preço.

Aluguei um pequeno quarto num hotel barato, pelo menos era limpo e aconchegante. Ainda estava letárgica por conta dos últimos acontecimentos, tentava a todo custo não pensar em nada, mas era difícil principalmente agora, sozinha. As imagens da noite que passei em seus braços brincavam em minha mente, seus lábios em minha pele, sua mãos em meu corpo, um arrepio se passou por mim.

E a forma como tudo acabara. Senti meus olhos arderem, não choraria novamente, estava esgotada, mas infelizmente não era forte o suficiente para isso, e logo as lagrimas traiçoeiras caíram livremente por meu rosto. Doía e muito, tanto que me sentia sufocada a ponto de não consegui respirar. Porque ele fez isso? Era o que me perguntava, tudo que passamos foi apenas uma brincadeira, ou realmente algo foi verdadeiro, essa duvida me consumia, mas não queria saber a verdade, era muito covarde para isso, ouvi-lo dizer que nada passou de uma simples diversão.

Soltei um soluço baixo.

Não, tudo menos isso...

– Cuidado! – alguém gritou, mas não tive tempo de raciocinar, apenas senti um forte impacto e comecei a cair.

A última coisa que senti foi uma dor latejante em minha cabeça antes de tudo escurecer.

Por Edward

De volta a New York, a minha vida antiga, ao meu trabalho... E acabado. Era como eu me sentia o céu cinzento combinava com meu humor. Havia acordado hoje no automático, alias nem sei se cheguei a dormir na verdade, após ter chegado em casa simplesmente me joguei na cama sem me importar com roupa ou sapato, queria apenas dormir e acordar para descobrir que tudo não havia se passado de um pesadelo, que acordaria com Bella entre meus braços...

– Pare Edward. – falei comigo mesmo, tinha que me focar em meus objetivos e por hora esquecer de Bella.

Cheguei à empresa ignorando tudo e a todos, por onde passava escutava um burburinho começava. Fofocas, sempre odiei, mas não seria hoje que ligaria para esse tipo de coisa. Cheguei a minha sala cumprimentando brevemente minha secretaria, que me olhava meio espantada.

Entrei em minha sala olhando em volta, tudo estava exatamente como havia deixado quatro meses longes que pareciam mais anos, tantos acontecimentos. Balancei a cabeça tentando afastar novamente os pensamentos que sabia se permitisse iriam tomar conta de mim.

Olhei pela imensa janela que tomava conta da minha sala, respingos de chuva caiam sobre ela.

– Edward! – respirei fundo tentando não ser totalmente grosseiro com minha irmã.

– Ally. – a chamei pelo apelido que coloquei.

– Oh maninho... Sinto tanto. – ela veio até mim abraçando-me fortemente, claro que tive que me abaixar um pouco por conta de sua estatura. – Ah Eddie não sabe como quero quebrar a cara da Paola em milhões de pedaços, pegar ela por aqueles cabelos oxigenados e arrastar pelo asfalto...

–Alice, deixe que com Paola eu me viro. – a interrompi, pois se deixasse ela falaria ate amanha.

– Mas Edward ela foi uma completa vadia de quinta...

– Ta, eu sei, eu sei.

– Mas me diga como que foi ontem? Conseguiu falar com ela? – pelo jeito Jasper não havia dito nada, o que em parte eu agradecia.

– Não foi nada.

– Como assim?

– Ela tinha ido embora. — falei simplesmente, indo ate meu frigobar me servir uma dose de whisky tudo o que precisava.

– Mas você acreditou?

– Não quero falar sobre isso.

– Mas..

– Ally, eu te amo e você sabe disso, mas não tente se meter aonde não for chamada.

Alice me olhou indignada, torceu o nariz, algo que fazia sempre quando era contrariada, abriu a boca como se fosse dizer algo, mas simplesmente bufou e foi em direção a porta.

– Antes de sair agradeceria se pedisse a Anita para me trazer todos os relatórios e contratos para eu revisar. – pedi, sabia que ela tinha ouvido, pois fechou a porta com força desnecessária.

Pouco mais de quinze minutos depois Anita entrou carregando quatro pastas com vários papeis, o dia seria longo, mas manteria minha mente ocupada.

***

Horas já tinham se passado e eu ainda estava na terceira pasta quando ouvi umas vozes na sala de minha secretária, havia falado a Anita que não queria ser incomodado por ninguém, mas pelo jeito a pessoa estava sendo insistente.

Sabia que não conseguira me concentrar novamente com essa barulheira, levantei em direção à porta.

–Mas que...

– Senhor Cullen disse que estava ocupado mas ela insiste... – olhei para a mulher que estava em minha frente e refreei o impulso violento, por mais que merecesse não encostaria um dedo nela, por enquanto.

– Tudo bem Anita, deixe que eu resolvo.

– Edward querido! Há quanto tempo. – Paola veio em minha direção, mas desviei.

– Entre e sente-se — disse simplesmente. Ela deu um sorriso para Anita e entrou rebolando, olhá-la agora me dava nojo.

Paola não havia mudado tanto assim, talvez a cor de seu cabelo e o rosto mais esticado, completamente fútil.

– Nossa há quanto tempo não venho aqui. — Ela falou andando pela minha sala antes de se sentar. – Mas nada mudou não é mesmo. – ela tagarelava ignorei boa parte do que dizia, andei ate ficar atrás dela, coloquei minhas mãos em seus ombros. — Sabia que não conseguiria ficar tanto tempo longe de mim. – fiz um pouco de pressão. – Eu também... Edward esta me machucando.

– É para machucar muito mais. – falei ameaçadoramente. Virei à cadeira de modo de ela ficar de frente para mim.

– O que?...!

– Não fale nada que vá se arrepender, sabe Paola poderia processá-la e deixar sem um tostão furado em seu bolso...

– Mas do que...

– A imprensa, jornais, revista... tudo... – vi a compreensão chegar a seus olhos.

– Ah isso, bem Edward estava mais do que na hora de acabarmos com aquela brincadeira, afinal você me deixou aqui e...

– Poupe seu fôlego, primeiramente imaginei ter deixado bem claro que não a queria mais...

– Mas não acreditei, sabia que você só estava querendo se divertir e quando cansasse voltaria para mim... – segurei sua bochecha firmemente a fazendo se calar.

– Cale essa maldita boca, para de falar asneira sua estúpida. – seus olhos se arregalaram. – Acha mesmo que estava brincando quando terminei com você? Acha que estava apenas em busca de uma diversão? Se para você era isso, mostra o quanto fui inteligente em te largar. Coloque nessa sua cabeça sem cérebro que estava apenas com você por conta do sexo, sim você sabe fazer um serviço direito e completo mais foi apenas mais uma vadia que comi, uma cadela no cio que encontrei no meio do caminho. Pois você Paola se resumi a isso, uma vadia fútil que tive o desprazer de encontrar, sempre deixei claro que era apenas sexo e você aceitou, então não tem do que reclamar.

– NÃO FALE COMIGO DESTE JEITO. — Ela gritou, tentou se levantar mais a fiz sentar novamente.

– EU FALO COMO BEM QUISER. – gritei também e vi o medo tomar conta de seu olhar. — Você foi responsável pelo o que perdi e pelo o que estou passando.

– Não vai me dizer que se apaixonou por uma caipira. – desdenhou.

– Isso não lhe interessa, mas sim me apaixonei, e não por uma caipira mais por uma mulher de verdade, muito mais do que você. Agora saia da minha empresa e da minha vida. – sai de perto dela antes de fazer alguma besteira.

– Ira se arrepender Edward...

– Escute Paola, pois só irei falar uma vez, não sou homem de ameaças, sou de ações. E entenda isso como quiser. Agora saia antes que eu mande chamar os seguranças, ou mesmo faça o trabalho.

Ela me olhava estupefata e notei a raiva que brilhava em seu olhar.

Isso não ficara assim.

Virei às costas a ignorando, ouvi o barulho da porta se abrindo e fechando.

Um assunto estava parcialmente resolvido, agora poderia finalmente tomar conta da minha prioridade numero um.

Bella eu te acharia, nem que fosse no inferno.

Era uma promessa.

Fim(?)

Notas finais
N/B: Ok Bater na Mah, no Edward, na Paola, na Bella ou nos 4? Vamos por partes, primeiro a pessoinha me faz uma noite mais que perfeita entre o nosso lindo casal, como citado pelo Edward do céu ao inferno, e ai com isso ela vem e desgraça toda a situação.. A Mah claramente tem culpa por ser essa pessoa má que ela é, como o próprio nome já diz *trocadilho da hora esse meu*, o Edward todas sabíamos que uma hora ele ia se dar mal com essa história de mentira/omissão, a Paola é uma bitch de marca maior, o que ela fez foi só adiantar algo inevitável, e a Bella também tem culpa por não ter se dado em nenhum momento o trabalho de ouvir o Edward.. E tipo o que foi essa ultima aparição dela? O que aconteceu? E o nosso lindão ele parece mudado já não? Mais frio, é meninas se preparem porque muitaaaaaaaas coisas vão mudar a partir de agora em TM.. Comentem digam tudo o que vocês acharam disso, e recomendem também, a fic é tão legal e só tem uma recomendação façam sua parte e motivem cada vez mais a criatividade da Mah.. Bom Amanhecer pra todo mundo, chorem bastante, riam, fiquem tristes, felizes, aproveitem que essa é a nossa hora, nos vemos no próximo. Beijos Kah N/A: Boa tarde minhas queridas... Como vcs estão? Espero que bem afinal semana de estreia de AMANHECER *Surta* e bem domingo que vem ja é meu niver 18 anos nas costas, estou ficando velha ... aiai.... Enfim... Mais uma vez peço desculpa pela demora das postagens, gostaria de ser uma maquina de escrever mais infelizmente não sou... Bem como vocês ainda não devem saber eu voltei a estudar, sim , agora faço um curso técnico de administração e ele vem ocupando grande parte do meu tempo, já que é completamente diferente do médio, com ele tenho mais responsabilidade, então comecei a mudar algumas prioridades minhas. Esse é um dos motivos pela demora, Fora a falta de inspiração que sempre me causa, escrever esse capitulo foi complicado principalmente a cena de amor deles, escrevi a primeira parte e ficou algo tão sem sal para uma primeira vez que tive que retornar e escrever praticamente tudo novamente, mas acho que saiu algo satisfatória.. Foi complicado escrever esse cap... Parando de blá blá blá.. Mas o que acharam do capitulo? Literalmente do céu ao inferno neh >.< ... Bem quero que saiba quer isso foi completamente necessário para o desenrolar da história, pois pense queridas, se ele tivesse contado tudo para a Bella, a fic teria praticamente acabado .-. .... Sempre temos que ter um drama para a coisa andar.... Bem não quero que me matem e nem me crucifiquem, não posso falar muito aqui do que vai acontecer, e se mae matarem como irão ter o resto da fic?kkkk .... E uma coisinha a fic entrara agora numa outra fase, minha ideia primeiramente era escrever duas temporadas, porem desistir da ideia, mas esse capitulo seria como o fim da primeira... Então como a Kah disse TM tomara novos rumos agora ;D .... Bom abri um grupo no face, então quem quiser me perguntar alguma coisa, poderei responder por lá, e também teremos spoilers, divulgações de novos projetos meus e etec... Espero que vão ate lá da uma olhada, ainda estou aprendendo a como mexer no grupo mais logo mais aprenderei kkkk Amei cada comentário e ri com algumas sugestões adoro eles, pois como bem sabem eles são o combustível das autoras ... Bem acho que eh isso, por favor não deixem de comentar, recomendar . E esse meu face: https://www.facebook.com/maahangel Kisses Mah angel... ps: ate o final do ano mais um cap de TM.