Tudo Começou em Letras

12 Capítulo 12 — Reflexos


Adam abriu a porta do dormitório com cuidado, tentando não fazer barulho. O relógio na parede piscava 02:17 da manhã. Cada passo ecoava levemente no chão de madeira.

Finn dormia pesado, os braços jogados para o lado, o peito subindo e descendo devagar, como se respirasse em outro mundo. Adam parou por um instante na soleira da porta, observando o amigo. A luz fraca do corredor iluminava o rosto de Finn, tranquilo, inconsciente do tempo que havia passado.

Foi então que Adam percebeu que havia mensagens não lidas em seu celular. As notificações estavam lá, despercebidas. Ele desbloqueou o aparelho e viu mensagens de Finn, todas enviadas às 22h:


Finn: Adam?

Finn: Ficou preso na biblioteca?

Finn: Tá tudo bem?


O aperto no peito voltou com força. Adam sentiu o peso da mentira e da preocupação alheia esmagar um pouco da empolgação da noite. Ele tinha deixado Finn preocupado sem nem perceber, e a culpa queimava, silenciosa.

Respirou fundo, tentando organizar os pensamentos antes de reagir.

Ele colocou o celular na mesa com cuidado e tirou os sapatos, ainda sentindo o frio do vento noturno grudado na pele. O quarto estava silencioso, exceto pelo respirar constante de Finn e pelo próprio coração batendo rápido, resquício do que acontecera mais cedo.

Ele respirou fundo, deitou-se na cama e se permitiu relaxar.


***


No dia seguinte, a biblioteca estava silenciosa como sempre, com o cheiro de papel antigo e café pairando no ar. Adam se sentou em uma das mesas mais afastadas, cercado por livros empilhados. Tentava focar em um romance de Jane Austen, mas as palavras pareciam se misturar, desfocadas por lembranças da noite anterior.

Ele virou uma página, respirou fundo, e decidiu se levantar por um instante. Caminhou até o banheiro, precisando de um pouco de água e de um momento para organizar os pensamentos.

A água fria das mãos lavando o sono e a inquietação parecia aliviar um pouco o peso no peito.

Foi quando ouviu o som da porta se abrindo atrás dele. Virou o olhar e encontrou Vincent entrando. O coração de Adam acelerou levemente, mesmo sabendo que não havia motivo racional para isso. Vincent caminhou direto para uma das cabines, como se fosse rotina. Adam ficou ali, parado, sem saber exatamente por que esperava. Talvez fosse medo, talvez fosse expectativa.

Os minutos se arrastaram. Então, a porta da cabine se abriu, e Vincent saiu com a mesma calma de sempre. Lavou as mãos, olhando para Adam por reflexo no espelho. Um sorriso discreto surgiu no canto de sua boca, leve e cheio de significado.

— O que foi? — perguntou ele secando as mãos, com a voz baixa, quase íntima.

Adam desviou o olhar, envergonhado, e respondeu com o mínimo de firmeza:

— Nada.

Mas Vincent, sem pressa, se aproximou. Passou a mão já seca pelos cabelos de Adam. Um gesto simples, mas carregado de proximidade. Adam recuou levemente, afastando a mão dele e começando a falar:

— Por mais que… tenha rolado aquilo ontem… — disse, a voz firme, tentando não tremer — Eu não esqueci do que fizeram com o meu amigo. Com o Finn.

Vincent ergueu uma sobrancelha, o sorriso mudando de leve. Suspirou, e disse, olhando direto para Adam:

— Olha… eu não sou o Miles.

Adam respirou fundo, a frustração apertando o peito:

— Eu sei… Mas você estava lá. Rindo junto com eles.

Vincent fechou os olhos por um instante, suspirando novamente, e finalmente respondeu, com a voz baixa e cheia de sinceridade:

— Eu já falei que sinto muito. Eu… só me deixei levar.

Adam manteve o olhar firme, sentindo que aquela desculpa não apagava o que tinha visto, mas não podia negar a verdade na voz de Vincent.

Vincent manteve os olhos fechados por mais um instante, respirando fundo, como se buscasse coragem para continuar. Quando falou de novo, a voz estava baixa, quase carregada de arrependimento e reflexão:

— Miles foi um babaca. Eu sei disso. — Ele abriu os olhos, encarando Adam com sinceridade. — Ele é meu amigo… mas isso não muda o que aconteceu. Eu me deixei levar no momento. Não é desculpa, eu sei, mas precisava que você entendesse que… eu não sou assim. Não sou o Miles.

Adam apenas assentiu, desviando o olhar, tentando organizar os próprios pensamentos. O silêncio entre eles parecia carregado de expectativa. Vincent estendeu a mão, pegou delicadamente o queixo de Adam e o virou na sua direção. Os olhos azuis de Adam se encontraram com o verde intenso de Vincent, e por um instante o mundo ao redor desapareceu.

O gesto foi lento, quase um convite silencioso. Vincent se inclinou, e os lábios se tocaram num beijo contido, mas cheio de significado, carregado de proximidade e arrependimento, mas também de algo mais… algo que os dois tentavam entender.

Adam sentiu cada toque, cada respiração compartilhada, mas, depois de alguns segundos, se afastou levemente, colocando uma mão no peito de Vincent para criar distância. A respiração estava acelerada, o coração disparado.

— Qualquer pessoa pode aparecer aqui — disse, a voz baixa, tentando equilibrar a razão e a emoção. — Não podemos…

— Você tem razão — disse Vincent, a voz baixa, quase um sussurro, reconhecendo o limite que Adam impunha. — Não deveríamos…

Ainda assim, ele se aproximou de novo, devagar, como se cada movimento fosse calculado para testar a paciência de Adam. Dessa vez, seus lábios não foram aos de Adam, mas desceram pelo pescoço, deixando um rastro de calor que fez Adam prender a respiração. Vincent não hesitou em explorar a curva do pescoço, até chegar a uma marca mais sensível, chupando levemente, provocando um arrepio involuntário em Adam.

— Eu… sério, Vincent… — Adam interrompeu segurando-o, a voz firme, tentando manter o controle. — Precisamos parar.

Vincent ergueu a cabeça, os olhos encontrando os de Adam por um instante, e deu um selinho rápido em seus lábios, suave, quase de brincadeira, como se quisesse brincar com a tensão que sentiam, mas sem ultrapassar o limite que Adam estabelecia.

Por fim, ele recuou, deixando espaço entre eles, mas manteve uma mão acariciando o rosto de Adam, passando o polegar sobre a pele com cuidado, quase como um pedido silencioso de compreensão.

Ele manteve a mão acariciando o rosto de Adam por mais alguns segundos antes de se dirigir à porta, deixando para trás o ambiente carregado.

Adam permaneceu ali, sentindo o toque que ainda parecia vivo na pele, o coração aos pulos, os pensamentos confusos, mas também uma estranha sensação de alívio.


***


Adam estava finalmente conseguindo relaxar no quarto, sentado ao lado de Finn, que mexia distraidamente no celular. O silêncio confortável e a sensação de alívio ainda pairavam no ar, permitindo que Adam deixasse escapar um suspiro longo.

Foi então que a porta se abriu com um estrondo animado. Tyler, Min-su e Isabelle apareceram, cada um carregando sacolas cheias de snacks variados — pipoca, chocolates, chips, sucos e refrigerantes. Adam piscou surpreso, lembrando-se subitamente de que tinham combinado de passar a tarde juntos, apenas relaxando. Como ele poderia ter esquecido?

— Surpresa! Tarde de bobeira garantida! — exclamou Isabelle.

Eles entraram e começaram a se acomodar no quarto, espalhando os snacks pela mesa e pelo chão, formando uma verdadeira “zona de ataque” de guloseimas. Tyler pegou um pacote de balas de Min-su e franziu a testa.

— Sério, Min-su? Isso é de erva-doce? — reclamou, fazendo careta.

Min-su deu de ombros, sorrindo travesso:

— É clássico, você que não entende de sabores refinados.

Finn olhou para a embalagem da bala e fez uma careta discreta.

— Nossa, Min-su… você realmente pegou pesado nessa de erva-doce.

Min-su arregalou os olhos, indignado:

— Ei! Vocês não têm bom gosto — Ele então olhou para Adam — E você, Adam, gosta?

Adam riu, balançando a cabeça:

— Não.

— Puta que pariu — Min-su exclamou, apontando para os outros — Ninguém aqui tem bom gosto!

Adam pegou um Fini do pacote mais próximo e abriu, sorrindo.

— Bom… pelo menos esse aqui salva.

Isabelle riu, sacudindo a cabeça enquanto colocava uma pilha de chips entre todos.

Finn deu de ombros, voltando a mexer no celular, mas não conseguiu segurar um sorriso diante da bagunça e da animação do grupo. Adam, com o Fini na mão, sentiu a tarde finalmente tomando o rumo certo: leve, divertida, e cheia de pequenos momentos de riso que faziam todo o estresse do dia desaparecer.

Isabelle se inclinou para frente, apoiando os cotovelos na mesa e olhando diretamente para Finn, com um sorriso curioso:

— E aí, Finn… como anda a coisa com o Gael, o espanhol do Tinder?

Finn soltou uma risada curta, balançando a cabeça, claramente divertido com a lembrança:

— Dei ghosting no cara. Não vou sair com ele.

Tyler, que até então estava concentrado no celular e comendo chips, levantou o olhar, arqueando uma sobrancelha:

— Espera… o que ele fez pra você dar ghosting?

Finn deu de ombros, ainda sorrindo:

— Ele me convidou pra um date… num lugar meio… engraçado. Tipo, um museu de cera.

Isabelle explodiu em risadas, batendo palmas no ritmo da piada:

— Um museu de cera?! Sério? Tipo, quem quer passar um encontro todo encarando estátuas de cera sem vida?!

Min-su se inclinou curioso, olhando para Finn:

— E você desistiu então?

— Sim — Finn respondeu, dando de ombros com um sorriso maroto. — Preferi manter minha sanidade.

Adam, sentado ao lado dele, riu baixinho, mexendo nos snacks.

Tyler bufou, passando a mão pelo cabelo e encarando o teto por alguns segundos antes de falar, em um tom mais reflexivo do que qualquer outra coisa:

— Não tá fácil pra ninguém… sério. Grindr e Tinder é só pra quem quer uma foda casual e nunca mais ver a pessoa.

Ele fez uma pequena pausa, deixando que a frase pairasse no ar, como se precisasse digerir a própria frustração. Depois voltou a pegar chips, murmurando:

— Não sei como alguém sobrevive a isso sem enlouquecer.

Isabelle revirou os olhos, rindo da dramática sinceridade de Tyler, enquanto Finn apenas levantou uma sobrancelha, divertido com o comentário. Adam, por sua vez, balançou a cabeça, rindo baixo.


***


O tempo passou voando entre risadas, caretas e comentários divertidos. Min-su, recostado na cadeira, deu um suspiro exagerado, olhando para o teto:

— Sério, gente… já estou entediado. A gente podia jogar alguma coisa.

Tyler, que até então estava distraído com o celular e os chips, animou-se de repente:

— Verdade ou desafio! Sempre rende boas risadas.

Adam fez uma careta, sentindo aquele pressentimento de que aquilo não era uma boa ideia.

— Ou… a gente podia jogar Banco Imobiliário — sugeriu, meio relutante, tentando manter o clima mais calmo.

Finn levantou uma sobrancelha, com aquele sorriso maroto que sempre indicava que ele estava pronto para qualquer coisa divertida ou arriscada:

— Nah… quero algo mais interessante. Verdade ou desafio então. Tô dentro.

Min-su e Isabelle trocaram olhares rápidos e concordaram animadamente, rindo da própria empolgação. Adam suspirou, encarando os outros, mas acabou cedendo, assentindo.

E assim, entre risadas e comentários maliciosos, o grupo começou a se organizar para a primeira rodada, cada um já imaginando as possíveis perguntas embaraçosas e desafios absurdos que viriam.

O grupo se acomodou no chão, formando um círculo improvisado com os snacks espalhados ao redor. No centro, colocaram uma garrafa velha, com o fundo desgastado pelo tempo, perfeita para o clássico “gira-garrafas”. Adam tentou conter a ansiedade, imaginando até onde aquilo poderia ir, enquanto Tyler e Min-su riam de antecipação.

Tyler deu o primeiro giro, e a garrafa rodou lentamente, girando no centro do círculo até parar. O fundo ficou apontado para Finn, enquanto a ponta apontava para Isabelle. Finn olhou para a garrafa, piscando, percebendo que seria questionado. Isabelle se inclinou, sorrindo maliciosa, pronta para questionar ou desafiar.

— Verdade ou desafio? — Ela perguntou.

— Desafio! — respondeu Finn sem hesitar.

Isabelle arqueou uma sobrancelha, um sorriso travesso se formando nos lábios:

— Ok… mas já aviso que o desafio é pesado.

Finn franziu o cenho, surpreso e divertido ao mesmo tempo:

— Já vai começar assim? — brincou. — Posso mudar de ideia?

— Não — respondeu Isabelle com firmeza, rindo. — Respondeu “desafio”, então vai ter que ir até o fim.

Todos os olhos se voltaram para ela enquanto dizia, com uma pontinha de malícia:

— Te desafio a beijar alguém aqui do quarto.

Finn abriu os olhos, surpreso, e soltou uma risada nervosa:

— Isabelle! Você pegou pesado!

Tyler arregalou os olhos, boquiaberto, ainda tentando processar o desafio que Isabelle havia dado.

— Até eu fiquei surpreso com essa — comentou, olhando para Isabelle com uma mistura de incredulidade e diversão.

Antes que pudesse continuar, Finn, rindo nervosamente, se inclinou de repente e deu um beijo rápido em Tyler, como se fosse uma resposta impulsiva à tensão do jogo. Tyler recuou imediatamente, fazendo uma careta exagerada de nojo, e afastou Finn com as mãos. Finn também fez uma expressão de desgosto, o que fez os outros rirem.

— Vocês dois… vão pagar por isso! — Tyler exclamou, apontando para Finn e Isabelle, misturando riso e indignação. — Eu juro, isso não fica assim!

O grupo explodiu em risadas, a tensão do momento se transformando em pura diversão caótica, e Adam não conseguiu segurar uma risada baixa, mexendo nos snacks, enquanto observava a bagunça se desenrolar.


***


O tempo passou voando entre risadas, perguntas bobas e desafios ridículos. Cada rodada trazia pequenas explosões de diversão, e mesmo Adam, que inicialmente estava relutante, começou a se soltar um pouco, rindo de si mesmo e das maluquices do grupo. Havia perguntas absurdas, desafios engraçados, e até pequenas “pegadinhas” que deixavam todos em gargalhadas. O quarto, cheio de snacks espalhados e a garrafa girando, parecia um caos organizado de diversão.

Finalmente, a garrafa parou, apontando o fundo para Adam e a ponta para Tyler. Adam engoliu seco, sentindo um frio subir pelo estômago. Ele sabia que, depois do desafio de Isabelle, qualquer coisa podia acontecer. Respirou fundo, tentando manter a compostura, e respondeu com a voz baixa, mas firme:

— Verdade.

Tyler sorriu maliciosamente, como se tivesse esperado por aquele momento. Ele se inclinou um pouco, estudando Adam, e falou com uma mistura de diversão e provocação:

— Ok… então me diga… quem fez essa marca no seu pescoço?

O mundo pareceu desacelerar por um instante. Adam congelou, totalmente ruborizado, sentindo um calor subir pelo rosto. Ele nem havia notado antes, mas o chupão de Vincent mais cedo havia deixado uma marca roxa em sua pele clara. O silêncio do círculo fez seu constrangimento ainda mais evidente.

— Isso… isso é… um machucado — gaguejou Adam, tentando disfarçar, mas a cor vermelha em suas bochechas denunciava a mentira.

Tyler arqueou as sobrancelhas, rindo de forma maliciosa e balançando a cabeça em incredulidade:

— Gente… o Adam tá pegando alguém! — exclamou, com a voz cheia de diversão, como se estivesse incrédulo que alguém tão contido quanto Adam pudesse ter um momento desses.

Adam engoliu seco, balançando a cabeça rapidamente, tentando se recompor e negar:

— Não… não é nada disso! — respondeu, a voz ainda trêmula, enquanto sentia o calor da vergonha que subia pelo pescoço e pelas bochechas.

Mas Tyler não parecia disposto a deixar passar tão fácil. Ele se inclinou um pouco mais, sorrindo com malícia, e provocou:

— Ah, sei… só um “machucado” casual, então? Bem discreto… — disse, apontando de leve para a marca no pescoço de Adam, os olhos brilhando de diversão.

Isabelle, que até então estava rindo, não resistiu e interrompeu:

— É um chupão sim, Adam!

O rosto de Adam queimou instantaneamente, e ele desviou o olhar, incapaz de manter o contato visual com todos. Min-su e Finn começaram a rir baixo, trocando olhares cúmplices, enquanto Tyler batia palmas devagar, divertido com a situação:

— Viu só? Todo mundo percebeu, Adam. Não adianta negar agora.

Finn soltou uma risada baixa, olhando para o grupo e disse, com um tom brincalhão, mas afiado:

— Tenho algo a dizer… o Adam disse ontem à noite que ia na biblioteca devolver um livro. Ele foi e só voltou de madrugada… alguma coisa tem aí… — comentou, piscando de leve para Tyler e Isabelle, que começaram a rir novamente. — E agora ainda aparece com esse… “machucado” no pescoço.

Adam engoliu em seco, sentindo o rosto pegar fogo, e respondeu imediatamente, tentando manter a compostura:

— Não… eu realmente fui até a biblioteca! — disse, a voz mais firme, mas traindo a própria ansiedade.

Finn arqueou uma sobrancelha, aproximando-se levemente, e o tom de brincadeira misturou-se a uma ponta de reprovação:

— E ficou lá esse tempo todo? Adam… — A voz dele era baixa, quase íntima, e carregava aquela certeza de quem percebe as coisas mesmo quando tentamos escondê-las.

O silêncio caiu por um instante, pesado pelo constrangimento de Adam. Ele desviou o olhar, tentando achar uma saída, mas sabia que Finn tinha razão, por mais que tentasse negar, a marca ali contava uma história que ele não podia esconder. Tyler e Isabelle apenas continuaram rindo, aproveitando cada segundo da tensão que pairava no quarto.

Tyler olhou para Adam, arqueando uma sobrancelha e segurando um sorriso malicioso:

— Então… responde… quem é que você anda encontrando assim, de madrugada? — provocou, com aquela mistura de diversão e curiosidade.

Adam engoliu seco, hesitando, sentindo o calor da vergonha subir novamente. O silêncio pesado fez Tyler inclinar-se para frente, esperando uma resposta.

Min-su, não querendo ficar de fora, se inclinou também, com os olhos brilhando de curiosidade:

— Até eu tô curioso agora… — disse, com um sorriso travesso.

Adam suspirou, finalmente cedendo, ainda corado:

— Tá bom… — começou, a voz baixa — É… é um cara que eu conheci.

Tyler arregalou os olhos, sorrindo ainda mais malicioso:

— E a gente conhece ele?

Adam desviou o olhar por um instante, respondendo rápido demais, quase sem pensar:

— Não…

Mas logo acrescentou, como se percebesse que precisava esclarecer:

— É… é um cara do Tinder.

O grupo explodiu em risadas contidas, trocando olhares cúmplices e curiosos, enquanto Adam sentia a mistura de alívio e constrangimento tomando conta de si.

Tyler deu uma risada, balançando a cabeça de forma divertida e inclinando-se levemente para Adam:

— Boa sorte, bardo. — disse, com um sorriso malicioso — Mas ó… se vocês saírem de novo, vai ter que apresentar o cara pra gente, hein.

Adam apenas assentiu, tentando disfarçar o rubor que ainda queimava suas bochechas.

Finn, cruzando os braços e com aquele sorriso irônico, não deixou passar:

— É, com certeza.

Adam suspirou, desviando o olhar e tentando esconder o sorriso tímido que surgia no canto dos lábios, enquanto seus amigos trocavam olhares cúmplices.