Tu Eres Para Mi.
38 Capítulo 38
Notas iniciais
Pov’s Leon
Violetta me encarou como se não pudesse acreditar no que ouvia, suas mãos começaram a tremer, o que me deixou preocupado, ela pousou uma de suas mãos sobre me joelho como se estivesse tentando manter o equilibro.
–O que você disse? –Ela perguntou tentando conter as lágrimas.
–Que nós deveríamos termi.....-Ela me interrompeu, ainda bem pois eu não sei se conseguiria concluir a frase.
–Por quê? Por que Leon? Eu achei que me amasse! Você disse que me amava!-Ela pareceu pensar um pouco e depois prosseguiu. –Se foi pelo o que eu te disse hoje no hospital, que era para você me deixar em paz, eu realmente não queria aquilo, eu estava estressada e nervosa com tudo. –Ela tentava arrumar uma justificativa.
–Vilu, eu te amo , e você sabe disso, aquilo que você me disse no hospital só me ajudou a pensar mais....
–Pensar em que? –Ela perguntou aflita.
–No motivo do nosso termino. –Eu disse, eu já não estava me aguentando, ficar ali olhando para Vilu, vendo-a sofrer, eu não tinha como suportar aquilo, minha cabeça explodia, e por um momento eu achei que iria desmaiar ali mesmo.
–E qual é o motivo? –Vilu perguntou tentando manter a calma.
–Eu não sou bom para você Vilu..... O que eu quero dizer é que talvez eu não seja a pessoa certa para você. – Eu disse, e ela me olhou indignada. Por um ponto de vista, o motivo do término parecia ser completamente idiota.
–Como? Você só pode estar de brincadeira comigo, como não me faz bem? Leon você é uma das pessoas mais importantes em minha vida, com você eu tenho paz, tranquilidade......amor.
–Vilu, você não percebe, você só se machuca por minha culpa, você foi sequestrada, já se envolveu em grandes problemas, e eu estou te afastando da sua família. -Eu disse repetindo as palavras de Germán, e realmente meus argumentos não estavam bons, apesar de ser a mais pura verdade. Talvez algo dentro de mim não concordasse com tudo isso, eu mesmo não queria me separar dela, mas eu como eu disse eu não era bom para Vilu, e o bem estar dela era mais importante do que qualquer vontade minha.
–Quem falou isso para você? –Ela perguntou me deixando surpreso, eu não poderia dizer a verdade, se não causaria uma enorme briga entre ela e o pai, isso eu com certeza não queria.
–Ninguém. –Eu disse com um nervosismo evidente.
–Fala! –Ela ordenou se aproximando de mim. –Não deixe ninguém atrapalhar o que temos. –Ela disse.
–Vilu, uma certa pessoa me fez abrir os olhos, eu não te faço bem, você é importante demais para eu arriscar que algo de ruim aconteça com você.
–Nada de ruim vai acontecer. –Ela disse.
–Você não tem como saber se algo de ruim vai acontecer. –Eu disse frio. –Vilu, você nunca percebeu, mas eu me sinto tão culpado, tão fraco, me sinto um verdadeiro covarde, por não ter impedido que algumas coisas acontecessem, a principal delas é o seu sequestro. Há noites que eu não consigo pegar no sono com medo que aquele louco do Diego volte e tente fazer algo contra você, mas não é você que ele quer se vingar, sou eu, sempre fui eu, o motivo para os seus principais problemas sou eu, e eu não posso suportar isso. –Eu disse começando a chorar junto com ela.
–Leon, me escuta....-Ela pediu.
–Não posso, eu tenho que ir, não posso ficar mais aqui. –Eu disse me levantando e direcionando-me para a porta.
–ESPERA! –Vilu gritou e eu travei, simplesmente travei e não conseguia me mexer. Senti seus passos em minha direção e logo em seguida duas mãos tocaram meu ombro suavemente, eu me virei e dei de cara com Vilu, que estava relativamente perto, perto demais, aquilo era tremenda tortura. Ela se aproximou deixando nossos rostos a centímetros um do outro.
–Acho que tenho direito a um ultimo beijo....-Ela disse e logo em seguida me beijou, eu retribui obviamente, apesar de “querer” terminar, eu não conseguia resistir a aqueles lábios rosados e macios que tinham um encaixe fantástico com a minha boca, infelizmente o ar faltou, e tivemos que nos separar. Abri os olhos e me deparei com a expressão triste de Vilu.
–Eu te amo Vilu, mas infelizmente isso é um adeus. –Eu disse e me retirei sem cerimonias.
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As ruas de Buenos Aires pareciam rodar, eu não estava bem, isso era evidente para qualquer um que me visse, eu parecia um bêbado......Beber eu não era esse tipo de pessoa, eu não gostava e por isso não consumia álcool, mas por outro lado eu não poderia ficar pior do que já estava, e talvez beber para esquecer os problemas seria a solução para mim, mas o meu “juízo”, se é que eu ainda tinha um, falou mais alto, eu iria sim sair para beber, mas não desacompanhado. Decide ir até...
–Leon! Leon! –Ouvi alguém me chamando e me virei imediatamente, era André que vinha como um louco.
–O que foi? –Eu perguntei assustado.
–Nada, eu te vi e decidi vir atrás de você. Onde está indo? –Ele perguntou com uma expressão preocupada, provavelmente a minha expressão facial não havia melhorado nada.
–Estou indo à casa do Marco, quer vir junto?-Eu perguntei e André assentiu. Então caminhamos por um bom tempo, Marco morava em outro bairro, era próximo daqui, o problema é que era meio vazio, ou seja, não tinha nada por perto. Depois de uns 30 minutos andando chegamos, era por volta de umas 20:00 então não teria problema em tocar a campainha, a porta se abriu revelando um Marco de cabelo desgrenhado e com roupas casuais.
–O que fazem aqui? –Marco perguntou dando passagem para mim e André.
–Oi, tudo bom? Boa noite! Como estão? É isso que se diz aos seus amigos que vieram te visitar em pelo sábado à noite. –Eu disse e André deu uma leve risada, eu fiquei imóvel, não estava no clima para risadas.
–Como está a vida? –Marco perguntou fingindo se importar com a resposta.
–Ótima! –André respondeu.
–Péssima! –Eu disse e os dois me encararam. -Não quero falar sobre isso. –Eu disse evitando que os dois fizessem qualquer tipo de pergunta.
–Mas e então querem fazer alguma coisa? –Marco perguntou, estava claro que ele não estava preparado para receber visitas.
–Tem algum lugar para beber nesse fim de mundo. –Eu disse grosso e ignorando a pergunta feita anteriormente, André e Marco me encaram, ambos perplexos.
–Leon, você nunca bebe. –André disse cauteloso.
–Eu estou precisando afogar as magoas.
–Quem é você, e o que fez com Leon Vargas? –Marco perguntou pasmo.
–Eu só acho que hoje meu dia não pode ficar pior. –Respondi. –Mas enfim, tem algum lugar para beber nesse fim de mundo. –Eu disse e Marco meio receoso respondeu.
–Tem um bar a dois quarteirões daqui.
–Ótimo então vamos! Ah e me desculpe por chamar seu bairro de fim de mundo, eu estou de mal humor, então ignorem o que eu falar. –Eu disse e me direcionei até a porta, e Marco e André foram atrás de mim, por mais que eles não quisessem ir, eles com certeza não me deixariam ir sozinho, e eu sabia disso.
Chegamos no tal bar, lugarzinho pequeno, mas era perfeito para um adolescente que queria esquecer da via por uma noite, entramos e eu admito que me assustei com o que vi, vários homens tatuados jogando sinuca e a grande maioria bêbados.
–Tem certeza que quer fazer isso? –André perguntou.
–Sinceramente? A essa altura eu já não tenho certeza de mais nada.........
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Acordei com uma forte luz branca, e em poucos segundo a dor de cabeça veio, mas que dor insuportável, pisquei os olhos algumas vezes tentando identificar o lugar que eu estava, com o tempo minha visão desembaçou e eu pude ver que estava em um banco duro, pisquei os olhos mais algumas vezes e vi que estava cercado por celas, o desespero tomou conta de mim e em um pulo eu me levantei do banco.
–Eu estou na cadeia?
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