Tsurai - continuação de Ano Baka
4 Chuva - especial hentai
Notas iniciais
Tanto Hinata quanto Sasuke guardaram silêncio a respeito da tentativa frustrada de sequestrar o bebê dos comerciantes, pelo fato dele não ser Hitachi. O silêncio foi mantido porque não tinham ninguém mais além um do outro para conversar e porque não queriam conversar sobre aquilo. Doía demais, era simplesmente desolador. A única pista encontrada não passava de uma mentira, aquele não era Hitachi e eles não tinham noção alguma de onde o seu filho poderia estar. Por simples inércia, permaneceram vários dias trancados nos seus respectivos quartos da hospedagem, pensando e tentando ordenar os sentimentos.
Hinata refazia mentalmente todo o percurso desde que saíra de Konoha, tentando lembrar-se de possíveis pistas que deixara passar, mas não encontrou nada. Teoricamente ela havia feito tudo certo, fora meticulosa na sua busca, pediu informações a todos que encontrou, planejou cada passo e por fim acabou chegando no lugar onde originalmente ouvira dizer que seu filho estaria. “Então como não era ele?” ela pensava aflita, tentando entender como uma criança de Konoha, possuía todas as características do seu filho, mas não era ele? Pensou em voltar lá para checar de novo, mas seria inútil, aquilo não era um genjutsu ou qualquer ilusão do tipo, a criança que os comerciantes levaram de Konoha não era o Hitachi. A pergunta que martelava na sua cabeça, mas ela temia até mesmo pensar, era “Então, se aquele não era o Hitachi, onde ele está?”. Kumo era o único lugar onde ela acreditava que poderia encontrar o menino, mas se ele não estava lá, ele poderia estar em qualquer outro lugar do mundo, ou até mesmo poderia estar morto e só de pensar nisso ela já estremecia de medo. A possibilidade de nunca mais ver seu filho agora era grande demais, Hinata começou a ter a sua confiança abalada e sentiu verdadeiramente o peso das suas péssimas atitudes do passado. A palavra arrependimento dizia muito pouco sobre o que ela sentia.
Já Sasuke mergulhara num abismo negro de depressão e falta de esperança. Cada vez que pensava que mesmo após tanto tempo não encontrara Hitachi e agora não tinha ideia de onde ele pudesse estar, sua vontade de matar Hinata aumentava. Pensamentos sexuais e violentos se misturavam um no outro, deixando ele nervoso e fora de si. Beber passou a ser a única maneira de encontrar alguma sanidade mental no meio daquela loucura e impedir que ele matasse a ex-mulher de uma vez. Sasuke bebeu todo o sakê que havia na hospedagem. Ao pedir a vigésima garrafa em três dias, a dona do estabelecimento muito humildemente o avisara que havia se acabado e que teria que mandar o seu filho ir buscar no Seiji-san. Ao ouvir o nome do comerciante por quem ele buscara por tanto tempo com o intuito de encontrar Hitachi, o já bastante alcoolizado Sasuke chutou os objetos que encontrara pela frente e saiu da hospedagem com um olhar assassino, deixando a dona da estalagem assustadíssima e pensando seriamente se deveria mesmo mandar comprar mais do combustível daquela máquina de violência e mau humor.
Sasuke andou a esmo e acabou entrando na primeira casa de massagem que encontrou. A fumaça dos charutos misturava-se com o vapor de água, deixando a atmosfera meio nublada, vários cheios podiam ser sentidos, desde o ocre das fumaças dos charutos, até os sensuais aromas dos óleos usados para massagem, incenso, bebidas e outras coisas difíceis de identificar. Moças jovens e na grande maioria atraentes ocupavam o local, massageando os corpos disformes e obesos de homens velhos e feios, mas que tinham a carteira cheia para uma gorjeta interessante caso elas caprichassem nos seus serviços. Sasuke adentrou o local meio cambaleante e jogou-se na primeira poltrona que encontrou vaga. Imediatamente, várias mulheres o cercaram, muito mais entusiasmadas para serví-lo do que para servir os outros homens que ali estavam. Ele mirou as garotas com desdém e apontou para a que mais se destacava do grupo, uma morena com cabelos longos, o corpo carnudo e a pele branco rosada, consciente ou inconscientemente ele buscava por uma mulher idêntica à Hinata.
A jovem muito sorridente retirou as sandálias ninjas que apertavam os pés do rapaz e começou uma massagem nos pés. Sasuke relaxou e antes que pudesse pedir por sakê, outra moça trazia um copo cheio da bebida para ele. Ele permaneceu com os olhos fechados, somente sentindo a maciez e firmeza das mãos da jovem que o massageava os pés, depois sentiu ela mudando de posição e colocando-se atrás dele, começou a massagear-lhe os ombros, enquanto inclinava-se sobre ele e acidentalmente roçava-lhe os bicos dos seios nas costas, enquanto ele sentia o perfume adocicado dos cabelos dela perto do seu rosto. Sasuke estava envolvido por aquelas carícias que aos poucos deixavam de ser profissionais para tornarem-se sensuais. Novamente começou a pensar em Hinata, em tudo o que faria com ela, primeiro a violentaria e depois a mataria. Depois pensou que antes de tudo isso talvez pudesse beijá-la com doçura e tocar aquele corpo macio com suavidade. Logo ele estava ereto. Por mais fora de si que estivesse, sabia muito bem que uma casa de massagens poderia ser também um prostíbulo, e para obter o direito a todos os serviços da casa era só pedir uma massagem particular. Claro que uma massagem particular era muito mais cara do que o tipo de massagem que estava recebendo naquele momento, mas ele não precisaria se preocupar com dinheiro. Lembrou-se que há muito tempo não estava com uma mulher, a última tinha sido a Hinata, e a tanto tempo que já não se lembrava mais. Só foi possível ele permanecer como estava porque nesse tempo todo canalizara suas energias para encontrar Hitachi, além disso, matar para ele, era um passatempo tão prazeroso quanto sexo, e disso ele não fazia jejum nunca. Se fosse pra correr o risco de ficar devaneando com ela e de fato possuir uma que parecesse com ela, ele optou pela segunda opção. Hitachi estava perdido no mundo, ele estava mais revoltado do que nunca por causa disso e embora aquela mulher massageando-lhe as costas fosse muito boa com as mãos, ela poderia muito bem fazê-lo sentir-se melhor ainda usando outra parte do corpo, uma que há muito tempo ele não sentia. Ciente disse, ele falou.
― Quero uma massagem particular.
Se Sasuke estivesse de frente para a mulher poderia ver o enorme sorriso que surgiu no rosto dela. Não só pela gorgeta maior que receberia, mas pela rara chance de poder ir para a cama com um cara bonito, ao contrário daqueles velhos nojentos que costumavam frequentar o local. Sem titubear, a moça o conduziu para um quarto reservado, sentindo os olhares de inveja sobre si. Sasuke alheio a isso tudo, só pensava em todas as maneiras possíveis que possuiria a Hinata, porque ele já não conseguia mais distinguir sonho de realidade.
****
Da solidão do seu quarto, Hinata continuava a pensar em Hitachi. Desde a noite em que o plano de sequestrar o menino fracassara, ela havia percebido uma movimentação estranha no quarto de Sasuke, era um entra e sai constante do garoto que atendia os pedidos dos hóspedes, levando garrafas e mais garrafas de saquê para o ex-marido. Hinata preocupou-se pois sabia que o Sasuke não era de beber tanto assim e já completara 3 dias que ambos se isolaram do mundo e Sasuke continuava naquela bebedeira sem sentido. Fora isso, ela se preocupava com o teor de violência do rapaz que aumentava muito quando ele ficava fora de si, e bêbado ele ficava mais fora de si ainda.
Ela ouviu quando ele foi até a recepção da hospedagem reclamar da demora do saquê que havia pedido, os gritos e barulhos de coisas quebrando indicara a ela que as coisas poderiam ficar feias, então ela correu e ficou de prontidão observando se ele faria algo de ruim para aquelas pessoas. Mas ele se limitara a chutar as coisas ao redor e sair com a cara de poucos amigos de sempre.
A noite já havia caído e além do habitual céu escuro, algumas nuvens negras pairavam sobre eles, indicando que uma tempestade estava por vir. Temendo que ele pudesse se meter em alguma encrenca, Hinata seguiu-o. Viu quando ele entrou em uma casa de massagens, ela não gostou nada quando uma morena linda começou a massageá-lo dando mais atenção do que a tarefa exigia. Uma casa de massagens não é um ambiente que atende exclusivamente ao público masculino, se uma mulher quiser receber uma massagem, ou algo mais, de outra mulher, nada a impede, principalmente se ela está com a carteira cheia. Desculpando-se a si mesma que precisava de uma massagem, Hinata entrou e ao sentar em uma das poltronas, uma menina quase adolescente começou a massageá-la com um olhar meio temeroso, ao que Hinata devolveu com um olhar de bondade, como se dissesse que só estava interessada na massagem e não precisava se preocupar . Ficou observando de longe enquanto seu ex-marido, completamente alheio da sua presença, recebia massagens e carinhos da mulher estranha. Hinata sentiu ciúmes. Mas ela não poderia fazer absolutamente nada para impedir, pois ela não tinha mais nada com o Sasuke, então ele poderia fazer o que quisesse, a ela só caberia se lamentar. Porém seus pensamentos mudaram quando ela viu ambos levantarem e Sasuke seguir a mulher para um quarto reservado, tendo a porta cerrada atrás de si.
Com a desculpa que já estava satisfeita com a massagem, Hinata deixou uns trocados com a menina e levantando-se foi até o aposento ao lado do que o Sasuke estava. Uma das folhas da fina parede que separava os ambientes estava rasgada, então ela ficou observando pela pequena fresta.
Sasuke esparramado no futon, enquanto a moça já semi nua sobre ele chupava-lhe o membro ereto com destreza. Sasuke com os olhos fechados, soltava alguns grunhidos abafados, ele estava gostando. Hinata não quis mais ver, aquilo era mais do que o suficiente, seus olhos já estavam cheios de lágrimas, ela não precisava continuar se machucando mais. Foi levantar-se para sair correndo dali, então ouviu-o chamando o seu nome. Assustou-se pensando que ele havia a visto e desequilibrou-se caindo sobre a parede de folha, rasgando-a completamente e caindo diante do Sasuke e da moça que a olharam espantados. Ela levantou-se desajeitada e pedindo desculpas, mas seus olhos estavam cheios de água, a face tensa na vã tentativa de impedir que revelasse seus sentimentos.
― Sasuke... eu sinto muito, me desculpe...
― Hinata... – ele balbuciou. Não esperava que a ex surgisse justo naquele lugar, com ele naquela situação, principalmente porque ele pensava nela. – Isso não é nada do que você está pensando...
Sasuke não precisava se justificar, mas ainda assim o fez.
― Não... eu... eu não estou pensando nada, me desculpe. Eu não devia.
Dizendo isso, ela saiu. As lágrimas escorrendo sobre o rosto corado. Sasuke se vestiu às pressas, pareceu ter retomado a lucidez. Jogou algumas notas amassadas sobre a moça e saiu em busca da ex.
Hinata saiu para fora do estabelecimento. Uma chuva forte, tipicamente de verão, caía do lado de fora. As gotas se misturaram com as suas lágrimas e isso a fez chorar mais. Correu na chuva, mas não tinha intenção de chegar a lugar algum, só fugir dali o mais rápido possível, não queria ver com os próprios olhos o seu marido deitando-se com outra.
― Ele é meu ex... não é mais meu marido! – ela disse a si mesma enquanto chorava.
Correu até que chegou numa choupana abandonada, estava muito longe da região habitada da vila. Entrou e encolheu-se num canto esperando a chuva passar, mas isso não importava mais. Ela não tinha mais o amor de Sasuke e provalmente nunca mais recuperaria seu filho, se chovesse ou deixasse de chover não importava. Sua vida já não fazia sentido sem Sasuke e Hitachi. Pensou em todas as atitudes que a levaram a perdê-los, quis mesmo morrer naquela noite chuvosa e que seu corpo apodrecesse ali naquele casebre, sem causar mais problemas pra ninguém.
Sasuke alcançou Hinata sem dificuldade, viu quando ela entrou na choupana abandonada e foi atrás. Seu coração encheu-se de dor por vê-la chorando como estava, tão ou mais sozinha do que ele. Correu até ela e a abraçou. Hinata o agarrou com força e chorou mais intensamente ainda. Ficaram alguns momentos abraçados, sentindo aos poucos aquela dor esvaindo-se. Sasuke pegou no queixo de Hinata e o levantou com cuidado, somente alguns segundos foi suficiente para eles se olharem e decidirem que queriam se beijar. Ficaram tanto tempo sem sentir o sabor do beijo um do outro, que quando aconteceu eles não sabiam muito bem o que fazer, se passeavam com a língua ou com os lábios um no outro, se mordicavam, se abraçavam ou se arrancavam as roupas ensopadas que colavam em seus corpos e impediam que sentissem plenamente o calor do corpo um do outro. Rapidamente Sasuke despiu Hinata, enquanto a beijava com ardor. As mãos trêmulas dela dessamarravam a faixa que prendia o kimono na cintura dele. Retirou a peça deslizando as mãos cuidadosamente pelas costas dele, o que pareceu causar arrepios no jovem ninja.
Usando o kimono como uma cama improvisada, Sasuke deitou Hinata e em seguida deitou-se sobre ela. Ele tinha muita pressa em possuir aquele corpo, mas também queria senti-la quente e lânguida em seus braços, como nos velhos tempos. Com as mãos sedentas, ele apertou a cintura, as coxas, os seios, as nádegas, toda a pele de Hinata ficou avermelhada, pois Sasuke inconsciente do tamanho do seu desejo não media a força que aplicava. Hinata gemeu incontáveis vezes, de dor e prazer, duas sensações opostas que se completavam ao estar com ele. O beijo permanecia, como uma eterna troca de emoções e sabores pelas línguas de ambos, as salivas de gostos diferentes misturavam-se criando um terceiro sabor que só eles, no mundo inteiro, tinham o privilégio de sentir.
Hinata sentiu-se úmida. A calcinha já havia sido descartada a muito tempo e o membro grosso e rijo do ex-marido pedia passagem entre a fresta umedecida. Hinata não ofereceu resistência alguma quando em um único e firme movimento, Sasuke a penetrou com força, fazendo-a curvar-se para trás enquanto prendia na garganta o som de um grito. Ele a penetrou com toda a força que podia, o ritmo intenso e desesperado. Se pudesse escolher, Hinata pediria para ele ir com mais calma, mas ela mesma necessitava muito que ele a devorasse como estava fazendo. Era a primeira que estava com ele, sendo ele mesmo, sem precisar de nenhum truque ninja para enganá-la, mesmo sabendo que já haviam estado juntos incontáveis vezes, na sua percepção era a primeira vez que se deitava com Uchiha Sasuke. Estava adorando saber como ele realmente era, sem máscaras e mentiras.
O prazer que ele a deu naquela noite confirmou à Hinata que Sasuke era o homem ideal para ela. Sasuke saciou-se como um faminto, Hinata era a única que poderia completá-lo totalmente e dar tudo o que ele buscava em um mulher.
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