Tsurai - continuação de Ano Baka
18 Adultério
Notas iniciais
Três meses do casamento de Neji e Hinata passaram rapidamente e a barriga da moça logo ficou aparente. A família de ambos ficou muito feliz, Hiashi quase explodia de orgulho por Neji lhe dar um Hyuuga puro, ao que Neji agradecia tristemente “Só espero que não nasça com a cara daquele porco do Sasuke”, ele pensava. Hinata ficava apreensiva também, se a criança nascesse como o Hitachi, ela não saberia como justificar-se perante o pai.
Já Sasuke ficou arrasado ao ver que Neji não havia mesmo perdido tempo. Logo no primeiro mês depois de casamento, ele que frequentemente estava vigiando Hinata, reparou que ela parecia um pouco mais roliça, no segundo mês era evidente que ela engordara um pouco, e no terceiro qualquer um poderia ver que algo estava acontecendo ali, então um dia ele foi lá alegando que queria ver o Hitachi. Sasuke sempre fazia isso, mas era sempre repelido por Neji ou ignorado pela Hinata, dessa vez não teve como negar, assim que ele apareceu no portão da casa, Hitachi que estava brincando no jardim correu para ele, Hinata mal teve tempo de impedir o reencontro dos dois. Sasuke pegou Hitachi no colo enquanto observava o andar pesado da sua ex-mulher.
― Você está bem, Hina? Parece cansada. – ele perguntou preocupado.
― Eu estou ótima, Sasuke. – ela respondeu amarga – E você deveria avisar com antecedência quando quiser ver o Hitachi, eu e o Neji precisamos analisar isso com calma antes.
― Hinata, não brinque comigo, eu venho aqui quase que diariamente e você sempre me nega.
― A gente precisa ver com calma sobre isso.
― Eu estou farto dessa calma de vocês.
Neji estava fora em uma missão de vários dias e a última coisa que Hinata queria era um Uchiha bravo perto dela.
― Tudo bem Sasuke, pode ficar com ele, mas por pouco tempo.
Ela entrou e Sasuke continuou no jardim com Hitachi, o garotinho estava pesado então ele o colocou no chão.
― O que é que há com essa mulher? Ela parece tão calma... e um pouco gordinha também.
― Papá, ela vai tê nenê! Vai tê nenê! — Hitachi disse empolgado.
Sasuke engoliu em seco e tentou não pensar nisso o resto da tarde. Saiu com Hitachi e brincaram um pouco, tomaram sorvete e ele comprou vários brinquedos para o menino, mas o seu pensamento estava em Hinata e no tal bebê que ela esperava. Por mais que ele mesmo tenha incentivado ela a se casar com Neji, naquele momento ele não pensou que ela uma hora ou outra se deitaria com o seu novo marido, muito menos engravidaria dele. Por mais que Sasuke desprezasse Neji, ele tinha que admitir que seu rival era charmoso e do tipo bom moço que as mulheres amam. Além do mais nas suas observações, Sasuke verificou que Neji não foi mais na casa de chá depois do casamento, então na mente de Sasuke era fato que aquele casamento era de verdade, o que mais doía era pensar que Hinata já o havia esquecido.
Ao final da tarde ele foi levar Hitachi de volta. Neji não regressaria naquele dia, então ele aproveitou para abordar Hinata sobre aquele assunto.
― É verdade o que o Hitachi me disse? Você está mesmo grávida?
― Sim eu estou.
― Vocês não perderam tempo mesmo, hein?
― Porque perderíamos? Nós somos casados, é natural que tenhamos um filho juntos.
Sasuke resmungou raivoso. Se aproximou e pegou uma mecha do cabelo dela.
― Se eu tivesse um lírio agora eu o prenderia atrás da sua orelha e você se pareceria como nos meus sonhos, os longos cabelos soltos, deitada numa cama de lírios, completamente nua...
― Não fale essas coisas pra mim, Sasuke! – Hinata protestou.
― Ele é bom na cama como eu? Você gosta quando ele te pega? – ele a agarrou e sussurrou no ouvido.
― Pára, Sasuke!
― Me diz, Hina. É em mim que você pensa quando está com ele?
― Idiota, suma daqui! – ela o tentou empurrar, mas Sasuke prendeu sua boca num beijo.
Hinata e Neji nem sequer dormiam na mesma cama. Eles ocupavam o mesmo quarto, mas depois de algumas tentativas frustradas do rapaz, ela pediu que ele dormisse no futon ao lado. Era humilhante para o rapaz não poder dormir na própria cama, mas foi pior ainda quando percebeu que Hinata tocava-se quase toda madrugada e ele sabia que aquele corpo carnudo não queimava de desejo pelo dele. Hinata, por outro lado estava com os hormônios incontroláveis naquela gravidez, ela desejava sexo diariamente, mas não faria com Neji, ela queria o Sasuke, mas não seria amante deste. Então com Sasuke a beijando naquele momento, ela sentiu que perderia o controle a qualquer momento. Sasuke tomou os seios dela nas suas mãos e apalpou-os com cuidado, ele podia sentir que estavam maiores e mais rijos, abriu o botão da camisa da moça e encheu as mãos. Não demorou para estar sugando os seios dela e passando a língua devagar. Hinata delirava de prazer, gemia com os olhos semicerrados. Em poucos minutos, Sasuke livrou-se da calcinha da moça e virando-a de costas para ele, apoiou-se com o joelho no chão e passou a massagear a vulva dela com sua língua.
― Ai Sasuke...
― Dá pra mim, Hina.
― Não...
Aquele não que era mais um sim. Sasuke passou saliva na ponta do pênis e começou a penetrá-la. Se tinha uma coisa que o Uchiha gostava era pegar uma mulher de quatro, mas assim de pé com o rosto contra a parede, os quadris arrebitados, na pontinha do pé também era bom. Hinata parecia tão submissa, ele gostava assim. Acariciou os seios da moça e depois baixou para o ventre, sentiu que o feto se agitava dentro da mãe.
― Ele está gostando também... – ele disse com a voz rouca.
― Para de falar essas coisas, Sasuke. – Hinata balbuciou.
Ele levantou uma das pernas dela e aumentou o ritmo. Curvou o corpo sobre o dela e pressionou-a mais ainda contra a parede. Hinata virou o rosto para beijá-lo e ficaram assim até gozarem. O líquido jorrou dentro dela e escorreu pelas pernas. Sasuke apertava a ponta do membro enquanto as últimas gotas caíam, enquanto Hinata tentava desesperadamente se limpar.
― Eu sou uma vagabunda...
― Não é não, você é minha. Não tem nada de errado em fazer isso comigo.
Ele a pegou no colo e subiu para o quarto do casal.
― É aqui que vocês dormem?
― Sasuke, não... pare com isso, vá embora.
― Eu não posso ir ainda. Não antes de fazer tudo o que eu quero com você.
Beijou-a de novo e terminou de tirar as últimas peças que mal se penduravam no corpo dela. Ficou acariciando o corpo dela enquanto a admirava, o ventre já estava bem saliente os seios maiores, ela estava exatamente do jeito que ele gostava. Dane-se que o filho era de outro, Sasuke iria usufruir daquele corpo que já fora dele. Deitou-se sobre ela, mas ela reclamou do peso na barriga, então ele a colocou de quatro na cama. Foram poucas as vezes que transaram assim, e sempre quando ele se passava por Naruto. Hinata ainda tinha um pouco do gozo escorrendo pelas pernas, então ele as afastou e recomeçou a penetração. Hinata somente gemia de olhos fechados enquanto rebolava sensualmente, Sasuke estava um pouco mais animalesco então não poupou-a de apertar-lhe os seios e os quadris. Essa transa vespertina com a ex-mulher grávida de outro não estava nos seus planos, então ele aproveitou o máximo que pôde, mordendo, beijando, apertando e devorando-a como nos velhos tempos.
Após o terceiro orgasmo, ambos sentiram o cansaço daquela atividade e adormeceram nos braços um do outro. Acordaram algum tempo depois com batidinhas insistentes na porta.
― É o Hitachi! – Hinata disse preocupada.
― E daí?
― E daí que ele não pode te ver aqui.
― Qual o problema? É o pai e a mãe dele na cama, o que há de errado nisso?
― Cala a boca e vai embora, Sasuke. – Hinata levantou-se e se vestiu. Jogou o kimono na cara dele e o apressou para que ele se vestisse logo.
― ‘Nata, ‘Nata! – Hitachi chamava por ela.
― Já vou amor, mamãe ‘tava dormindo! – ela respondeu em voz alta.
― Puquê fechô a polta?
― Eu esqueci meu anjo. – Hinata mentiu.
Sasuke deu risada. Mais um aspecto que Hitachi era idêntico à ele: a possessividade. Terminou de se vestir e agarrou Hinata para mais um beijo.
― Seu maridinho volta quando da missão?
― Eu não sei... acho que hoje mesmo.
― Mentira, eu sei que ele está numa missão longa com a antiga equipe dele. Amanhã eu virei de novo.
― Não, Sasuke, não!
― Sim, ‘Nata, sim! – ele respondeu rindo da maneira como Hitachi a chamava.
Ele a beijou de novo e Hinata o empurrou para longe quando os gritos de Hitachi ficaram mais insistentes. Ele sumiu em um jutsu e ela correu para abrir a porta.
― Quem tavaqui? – Hitachi adentrou ao quarto com o semblante bravo.
― Ninguém meu amor...
― Tinha sim! Quenhera? Era o meu papá?
― Claro que não amor, que ideia é essa?
― Eu vô contá tuto plo titiu.
― Não anjo, mamãe estava sozinha, eu estava dormindo, é verdade.
― Si foi u papá tuto bein, mas a gente tem qui contá plo titiu.
― Não amor, não se preocupe com isso, deixa que eu converso com o titio.
― Nã! O titiu falô qui quano eli nã tá in casa eu tenhu qui cuidá di bocê.
Hinata ainda levou um bom tempo para convencer Hitachi que adormecera e esqueceu a porta trancada. Hitachi questionou várias vezes alegando que ela sempre dormia à tarde e nunca fechava a porta, nessas ocasiões ele podia entrar no quarto e dormir com ela. Hoje quando tentara fazer o mesmo, teve seus planos frustrados. Apesar da dificuldade em convencê-lo, Hinata estava orgulhosa do filho, ele era inteligente e observador e estava ficando cada vez mais apegado à ela, algo que ela nunca imaginou que aconteceria. Hitachi permaneceu emburrado, mas não perguntou mais nada, Hinata mimou-o mais do que o normal e ele acabou se acalmando.
***
Neji, Rock Lee e Tenten corriam na mata, eles haviam terminado sua missão e estavam de regresso para Konoha. Mas a missão foi em um país distante, então eles levariam ainda alguns dias até chegar. Passaram a maior parte do dia avançando e à noite pararam para descansar e comer. No dia seguinte foi a mesma coisa, mas ao cair da noite, chegaram em uma vila, todos acharam que seria uma boa ideia parar para descansar melhor, tomar um banho, comer uma comida quente e dormir numa cama macia. Entraram na primeira pousada que encontraram, era limpa e agradável, porém modesta. O estabelecimento contava com uma terma, mista, o que deixou Neji apreensivo. Desde o casamento com Hinata ele não transava com ninguém, isso já somava três meses, o que era um absurdo para ele que não passava dois dias sem sexo. Ele poderia ir até a casa de chá, mas não queria levantar suspeitas perante Hiashi que acreditava que aquele casamento era verdadeiro e que o filho que Hinata esperava era dele. Então estar em um lugar longe de casa, junto com outras mulheres desconhecidas nuas tomando banho no mesmo lugar que ele, seria realmente difícil.
Suspirou cansado e pegou sua toalha. Quando chegou Rock Lee já estava lá, algumas mulheres também estavam no local, elas cochichavam e riam, pelo visto os músculos definidos de Rock Lee não passaram despercebidos. Discretamente Neji entrou na água, despiu-se dentro do tanque e colocou as roupas de baixo molhadas dobradas do lado de fora. A água estava ótima e ele sentiu-se relaxar imediatamente. Neji manteve os olhos fechados enquanto Rock Lee tagarelava alguma coisa ao lado dele, ele respondia monossilabicamente, mas de fato não prestava atenção em nada do que o Rock falava. Então a voz melodiosa de Tenten foi ouvida.
― Yoo... dá uma olhada nisso! – Rock Lee o cutucava e falava não tão baixo como deveria.
Neji abriu os olhos e deparou-se com o corpo escultural da sua colega de time. Havia uma tensão no ar sempre que ambos estavam juntos. Na adolescência, Neji recebeu uma intensa declaração de amor da moça, mas ele a rejeitou, seus sentimentos por Hinata estavam mais fortes do que nunca naquela época. Ele poderia ter aceitado ficar com ela, mas ele realmente gostava de Tenten como uma grande amiga, não queria magoá-la, porque isso inevitavelmente aconteceria quando ficasse claro que ele não a queria como mulher. Então os anos passaram, Tenten cresceu e tornou-se uma mulher bela e sedutora, além de ser a maior especialista em armas de Konoha, mas Neji a olhava como uma amiga, somente. Depois da rejeição, Tenten nunca mais falou com ele sobre aquele assunto, mas pelo bem do time eles mantiveram uma relação profissional e amistosa.
Mas conforme aqueles quadris se moviam cadenciadamente, Neji não conseguia ter nenhum pensamento profissional à respeito dela. Sentiu-se rijo somente com a visão daquele corpo. Com a chegada de Tenten as outras moças tomaram coragem para se reunir ao grupo, havia algumas regras de etiqueta apesar de tudo. Rock Lee entabulou uma conversa com as moças, elas se divertiram muito com as brincadeiras infantis do rapaz, logo, naturalmente o grupo se afastou um pouco.
Neji estava nervoso perto de Tenten. Ela parecia muito tranquila com o corpo todo imerso na água, os olhos fechados e a face serena. Neji observou cada movimento dela ao passar a esponja de leve sobre os braços e o colo, a sua situação estava piorando a cada momento.
― Acho que vai chover, não é? – Neji não conseguiu pensar em nada mais inteligente para dizer.
― Você acha? – Tenten olhou para ele com um tom divertido no olhar – não me parece.
― É que as nuvens estão um pouco escuras.
― Deve ser porque é noite.
E isso encerraria o diálogo dos dois se não fosse por Tenten ser mais articulada do que ele.
― Acho que teremos companhia para o jantar. – ela apontou para Rock que se divertia junto com as garotas que acabara de conhecer.
Ele permaneceu com o semblante apático, mas ficou apreensivo. Nos seus tempos de antigamente, depois que ele e Rock Lee deixaram suas diferenças de lado, os dois secretamente competiam para ver quem pegaria mais mulheres. Neji sempre conquistava mais garotas com facilidade, somente a sua aparência e jeito misterioso já garantia 3 ou 4 transas em cada missão. Mas Rock Lee era o conhecido “Gênio do Trabalho Duro” então ele aplicava sua determinação nisso também. Não demorou muito para que ele chegasse perto do número de Neji e agora depois de casado, Neji havia sido definitivamente ultrapassado. Mas a despeito de qualquer disputa, Neji estava começando a duvidar de si mesmo de tanta frieza por parte da Hinata, ele tinha que fazer alguma coisa para voltar a se sentir como antes e se não fosse com ela... bem, o mar contém vários tipos de peixes.
E a Tenten mexia com os sentidos dele, isso ele não podia negar. Ele vira a transformação claramente diante dos seus olhos, ela nunca fora feia, mas perto das outras ela poderia passar despercebida com facilidade, até que em um determinado momento da sua puberdade ela aflorou. E o pior de tudo era que Tenten era o tipo de mulher que despertava os pensamentos mais censuráveis possíveis, e ele se culpava muito por isso, pois poderia ter feito dela uma 'amiga com benefícios', ela era tão apaixonada que não se importaria. Mas ele a rejeitou e não tinha coragem de usá-la e mais do que isso, ele não sabia como agir diante de uma mulher que rejeitara no passado. Tenten parecia muito segura de si, alegre e sempre bem disposta, ela com certeza havia há muito superado a paixão que sentia por ele. Quando era adolescente, Neji nunca imaginaria que um dia se arrependeria de não ter dado uma chance à ela. Mas nesse momento ele pensava como tinha sido burro de ter dispensado uma garota como aquela.
Finalizaram o banho e saíram, Tenten se enrolou na toalha e Neji cobriu a cintura. Cada um tomou o seu rumo para o quarto, Neji se arrumou rapidamente, ele estava muito ansioso com aquela situação toda. Era como se fosse sair com ela num primeiro encontro, mas diferente disso, só iriam jantar com outros amigos.
Neji saiu e encontrou Rock Lee, também já arrumado, o rapaz tomava refrigerante, sendo que saquê ou qualquer outra bebida alcóolica colocaria aquele estabelecimento abaixo. Ficaram jogando conversa fiada e Rock confidenciou que planejava pegar a loira, se Neji quisesse poderia ficar com a morena.
― Eu sou casado, seu idiota.
― Eu sei, mas você está longe de casa...
― Meu casamento continua valendo mesmo à distância.
Então as amigas de Rock Lee chegaram. Embora bonitas, Neji não havia achado muita graça nelas, pelo visto Rock Lee preferia as magricelas, resquícios da sua paixão juvenil pela Sakura. As moças sentaram-se ao lado de Rock e Neji pensou que se o amigo quisesse poderia pegar as duas. Ficaram lá conversando e bebericando quando no meio do assunto foi mencionado o fato de Neji ser casado e muito fiel à esposa.
― É claro que ele é fiel, ela é lindíssima – uma das jovens disse.
― Você conhece a Hinata? – Rock Lee perguntou espantado.
― O nome dela é Hinata? Eu pensei ter ouvido Tenten.
Rock Lee riu, Neji ficou constrangido. As moças pensaram que Tenten fosse a esposa dele, estavam ainda se recuperando desse momento, quando Tenten chegou. Ao invés dos tradicionais coques que usava, ela estava com os cabelos soltos. Neji nunca imaginou que eles fosse tão longos e ondulados, um brilho incrível, pareciam muito macios e exalavam um delicado perfume.
Ela sentou-se ao lado de Neji e as meninas trocaram olhares e deram algumas risadinhas.
― O que foi? Perdi alguma coisa? – ela perguntou bem humorada.
― Nada não, é só que você foi confundida com a senhora Hyuuga – Rock Lee brincou.
Neji ficou mais vermelho do que nunca, o riso das garotas aumentou e Rock tomou mais um gole do seu refrigerante. Tenten poderia se fingir idiota, mas ela saberia sair daquela situação muito bem.
― Você sabe que eu não teria essa honra, não é Lee-san?
Rock sabia de tudo o que acontecera entre os dois e ficou calado, Neji ficou mais vermelho ainda e as moças perceberam que haviam remexido uma velha ferida. Todos fizeram seus pedidos e comeram conversando bastante sobre diversos assuntos. Rock parecia muito entrosado com as garotas, com certeza a noite dele não terminaria ali. As suspeitas de todos se confirmaram quando ele deixou o local acompanhado da loira, e da morena também. O que Neji mais temia aconteceu, agora ele estava sozinho com aquela mulher linda e desejável, à quilômetros de distância da sua fria esposa e para piorar nunca esteve numa seca tão prolongada.
― É... pelo visto nosso amigo se deu bem.– Tenten disse terminando de bebericar seu suco.
― Pois é.
― O feio com duas e você com nenhuma? Nunca vi isso acontecer antes.
― Ele é um cara carismático apesar de tudo, e eu sou casado...
― ... e fiel – Tenten concluiu.
Ficaram em silêncio, Tenten terminou de beber. Neji somente a observava pelo canto do olho. Se tivesse enchido a cara poderia dizer a si mesmo no dia seguinte que a culpa foi da bebida. Mas ele não bebera uma gota de álcool e ela pelo visto também não.
― Bem eu vou indo, amanhã partiremos cedo – Tenten disse levantando-se.
Neji levantou-se e acompanhou em silêncio. Pararam em frente à porta do quarto dela e ficaram se olhando. Neji a queria, naquele momento ele queria Tenten mais do que qualquer coisa que jamais quis na vida, mas ele a rejeitara no passado, ele não tinha direito de tentar nada com ela, muito menos o que queria, uma noite nada mais, somente para matar a sua fome de um corpo de mulher.
― Boa noite, Neji. – Tenten disse abrindo a porta e entrando.
― Amanhã...
Ele não concluiu a frase, agarrou-a para um beijo e entrou no quarto fechando rapidamente a porta atrás de si. Dentro do cômodo, ele beijou a moça com ardor e erguendo uma das pernas dela afastou a calcinha e penetrou-a de uma vez. Tenten soltou um grito curto e o segurou pelos ombros. Neji se arremetia contra ela com força, a respiração entrecortada mostrava que ele estava fora de si pelo desejo. Tenten sentia dor, ela não esperava isso do seu idolatrado Neji, mas estava gostando, ela sempre soube que debaixo daquela cobertura rígida e polida, ele era quente daquele jeito. Neji levantou a outra perna dela e Tenten o abraçou com as pernas, dessa maneira ela estava completamente aberta para ele, Neji pôde enterrar-se no corpo dela com mais força ainda, enquanto as mãos agarravam os quadris largos da moça e a boca sugava-lhe urgente. Rápido e quente como começou, o líquido escorreu para dentro de Tenten. Ambos deixaram os exaustos corpos caírem sobre o chão e ali ficaram até que o arrependimento começasse a fazer efeito.
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