Notas iniciais
Eu escrevi esse cap pelo celular, então não tenho uma noção do tamanho que ficou. boa leitura :D

Aiko e Yuka me esperavam na entrada da escola:

–Bom dia Sae — cumprimentou-me Aiko.

– Bom dia, vejo que veio preparada para receber o aluno novo — eu ri. Aiko estava usando meias 7/8 brancas, uma microssaia azul marinho (essa era a cor do nosso uniforme), uma camisa branca de mangas curtas e um suéter cinza, seus cabelos castanhos estava presos em um rabo de cavalo auto. Dava para perceber que os lábios dela estavam avermelhados e seus olhos azuis estavam destacados por cílios longos e pálpebras rosadas.

– Ela veio pra arrancar o coração dele e levar uma bronca do diretor — Yuka riu auto enquanto arrastava a mim e Aiko para dentro da sala.

Todas as meninas estavam ansiosas para conhecer o aluno novo.

– Todas queriam ser você na aula de música — Yuka comentou

– Não tem nada de mais, eu apenas farei um trabalho escolar com ele — Entrei na sala e fui para minha carteira observar o céu que esta claro, até que o Ichimoku-sensei chegasse.

– Sae, por que você é sempre tão... Como posso falar... — Apesar de serem minhas amigas, elas viam que eu ficava observando o horizonte muitas vezes.

Observar o céu me fazia lembrar de todos os momentos felizes que tive na infância.

– O que a Yuka quer dizer é: por que você não se interessa em garotos Sae? — Aiko usou a pergunta de Yuka a seu favor.

– Não sei, nenhum deles atrai minha atenção — Falei me lembrando de uma das conversas sobre casamento que a mamãe tivera com a Yae pouco antes de morrer.

De nós duas, Yae era a que tinha mais chance de casar, por ser aquela que viveria mais. Sabendo disso, eu nunca me interessei dessa forma por garoto algum.

– Bom dia meninas e meninos — Ichimoku-sensei chegou vibrantemente na sala como sempre. Ele é professor de química e trazia consigo uma energia muito boa. Ele é muito querido por seus alunos, inclusive por mim.

Uma curiosidade interessante é que o Ichimoku-sensei não está presente em todas as aulas, há dias que ele não aparece e eu sou a única a perceber isso.

– Muito bem, vamos começar a matéria de hoje — Ichimoku-sensei começou a escrever no quadro diversas fórmulas, que conhecia e sabia muito fazer.

***

Estávamos na metade da aula de química, quando eu ouço o barulho de passos vindo em direção a porta:

"Uma garotinha de 12 anos de idade estava escondida atrás de uma árvore. Ela estava encolhida,abraçando os joelhos e com a cabeça enterrada nos mesmos. Ela fazia o máximo de silencio possível para que ninguém a encontrasse. Sem que ela percebesse, um garoto de 13 anos se aproximava dela e, com ela de costas pra ele, a abraçou:

– Ahhh — Choramingou a garota — Itsuki, você me assustou.

– Desculpe-me por ter te assustado. — Itsuki sorriu para a mais nova e a ajudou a se levantar — Mas, eu achei você Sae!

Os dois jovens riram e saíram correndo de mãos dadas."

Havia me voltado a mente uma lembrança muito querida.

E quando a porta estava se abrindo, de repente me veio a imagem da cena que eu mais odiava e também a mais triste:

"Eu queria ver o Itsuki uma ultima vez antes do ritual. Eu abri a porta do armazém em que haviam prendido ele e fiquei em estado de choque com o que eu vi: O corpo do Itsuki estava pendurado no teto com uma corda em seu pescoço.

– É tudo nossa culpa, se não tivéssemos fugido — Eu chorava desesperadamente achando que eu era a culpada daquilo ter acontecido — Se eu tivesse seguido em frente então..."

A porta é aberta, e para minha surpresa, quem entra na sala é a pessoa de quem eu estava me lembrando:

– Itsuki — falei baixo o suficiente para que apenas eu pudesse ouvir.

Ele entra na sala e entrega um bilhete ao Ichimoku-sensei. Enquanto o ele lia o bilhete, o olhar de Itsuki ronda pela a sala inteira com um sorriso discreto no rosto.

– Então é você a quem todos esperavam animados — Disse Ichimoku-sensei rindo — Pessoal, esse é Itsuki Tachibana, ele será seu novo colega.

Todos disseram "Bem Vindo".

– Muito bem sr Tachibana, gostaria de se sentar ao lado da srta Kurosawa? — Ichimoku-sensei estendeu o braço em minha direção.

Sem hesitar, Itsuki veio se sentar na carteira que ficava ao meu lado, e se virou para mim e sorriu. Em resposta, eu também sorri.

Eu queria saber porque ele estava ali, porque não havia se tornado uma borboleta com Mutsuki; mas o sentimento de felicidade que eu sentia naquele momento era maior que tudo. A vontade que eu tinha era de abraça-lo e dizer o quão feliz estava com sua presença, mas tive de conter essa vontade, pois estávamos no meio da aula.

Eu me sentia sozinha desde que começara a viver nesse mundo novo, mesmo com Aiko, Yuka e Tsuin eu me sentia solitária, eu gosto delas, mas elas não sabem tudo o que já passei. Itsuki sabia, e já tentara me ajudar uma vez, infelizmente, ele foi castigado por isso.

Itsuki sempre foi meu grande e melhor amigo, eu podia dizer sem vergonha alguma, que o considerava um irmão mais velho, tudo que eu queria é estar com ele e que ele fosse feliz.

Por sermos irmãs gêmeas, eu e Yae só tínhamos amizade com Itsuki e Mutsuki, que também eram gêmeos. Na vila, gêmeos só podiam ter amizade com gêmeos. Era proibido que tivéssemos amigos normais, mas mesmo assim, Itsuki sempre foi muito sociável, Yae também era. Apenas eu e Mutsuki que éramos os mais tímidos.

Notas finais
Como ficou?