Tsuinzu No Ai
3 Perguntas
Notas iniciais
Um interrogatório e um flashback
Durante o dia inteiro, em todos os intervalos entre as aulas, todos faziam um circulo ao redor do Itsuki e lhe perguntavam de tudo:
– Quantos anos você tem? — Yuka pediu– 16 — respondeu Itsuki.–Você repetiu algum ano? — Yuka–Não, é que eu entrei na escola um ano atrasado — Itsuki.– De onde você veio? — Daichi,um garoto esportista, perguntou.– Eu morava na região próxima à represa Minakami. — Itsuki.É mesmo, há anos construíram uma represa bem em cima da vila Minakami, vila onde eu nasci.– Como conseguiu convencer sua mãe a te deixar descolorir o cabelo? — Eiji perguntou, ele era um garoto de óculos e muito brincalhão.– Eu não moro com ela, nem com meu pai — Itsuki parecia um pouco tímido ao pronunciar essas palavras.Os cabelos brancos de Itsuki eram resultado do ritual.– Tu mora sozinho? — Daichi– Não, eu vivo com a Chitose — Itsuki.– Quem é ela?- Aiko parecia estar com ciúme.– É minha irmã mais nova — Itsuki – Quantos anos ela tem? — Eiji– 8 — Itsuki – Você tem mais irmãos? — Yuka– Eu tinha um irmão gêmeo... — Itsuki – Como assim você "tinha"? — Daichi– Quando tínhamos 15 anos ele sumiu, talvez tenha se afogado na represa... Não sei... — Itsuki tinha um olhar triste.Essa história foi inventada, porque ele não podia simplesmente falar que teve que "matar o irmão gêmeo".Esse era o ritual que deveríamos ter feito, mas a Yae e o Itsuki não queriam.–Eu sinto muito... — Falei pois sentia falta de Mutsuki.– Não há porque se lamentar, como a Chitose diz: mesmo que não possamos toca-lo, ele esta conosco — Itsuki sorri.– Belas palavras da sua irmãzinha, Tachibana-kum — Yuka– Muito bem. Pulando esses pensamentos tristes: Katsuki-sensei está chegando, vamos pros lugares — Eiji batendo palmas.O dia havia passado rapidamente, já estávamos na última aula.– Boa tarde turma — Katsuki-sensei olhou para Itsuki e sorriu — Você deve ser Itsuki Tachibana, estou certo?– Sim senhor — Itsuki – Muito bem, eu quero que formem grupos de 6 pessoas. — Katsuki-sensei– Mas o senhor não ia fazer trabalho em dupla? — Perguntou Aiko.– Eu ia, srta Suzume, mas iam ser grupos de mais com poucas pessoas, então faremos em 6, ok? — Katsuki-senseiTodos formaram seus grupos, Aiko, Yuka e eu sempre fazíamos os trabalhos juntas então nos reunimos. Daichi e Eiji vieram conosco também e eu convidei Itsuki para se juntar a nós:– Tachibana-kun, quer vir com a gente? — Eu fiz muita força para não chama-lo pelo primeiro nome, era tão difícil pra mim fazer isso já que não tinha esse hábito.– Claro Kurosawa-San — Itsuki sorria pra mim sempre que eu falava com ele.– Certo, o trabalho será o seguinte: cada grupo deverá compor una melodia para apresentar para a turma inteira; vocês não podem escolher uma música famosa para apresentar,tem que ser uma composição original de vocês; ela tem que ter vocal e instrumental. O tema é livre, podem fazer sobre o que quiserem. Boa Sorte. Comecem — Katsuki-sensei– Muito bem, nós faremos sobre o quê? — Daichi– Podemos fazer uma canção de amor — Yuka– Mas existem muitas canções sobre amor, poderíamos fazer algo um pouco diferente — Eiji– Concordo, tem que ser sobre amor mas, com algo amais... — Aiko– Não sei não Suzume-San... — Yuka sabia o "algo amai" de que Aiko falava.Logo os quatro começaram a discutir sobre o tema da música. Eu e Itsuki estávamos em silêncio enquanto pensávamos sobre o que fazer. Eu ficava olhando pra ele e esperando que a criatividade me viesse a mente. Mas eu me lembrei de uma música que só eu e Itsuki conhecíamos, mais precisamente, da primeira vez que eu a ouvi:" Yae, eu e os Gêmeos Tachibana estávamos brincando próximo a entrada da vila quando vimos uma borboleta vermelha brilhante saindo de dentro de uma espécie de posso (com cordas sagradas ao seu redor). Aquela borboleta era linda, mas também assustava um pouco. Ela se aproximou de nos quatro, eu me escondi atrás se Mutsuki,que tinha posto a mão no ombro de Itsuki, eu estava de mãos dadas com Yae. Do nada ouvimos um som, uma melodia confortante e ao mesmo tempo parecia pressionar alguém a fazer algo. Mas esse som era apenas instrumental.Ficamos ali parados admirando aquele som por alguns segundos até que aquela borboleta foi embora e Kureha apareceu:– O que fazem aqui? — Ela perguntou sem muita emoção.– Nós estávamos ouvindo aquela borboleta — Eu falei agarrando o braço de Mutsuki– O que exatamente vocês ouviram? — Kureha– Uma música... Diferente... — Mutsuki– Uhnn... — Kureha– O que é essa música? — Itsuki– É uma música que só pode ser ouvida por gêmeos, uma canção que simboliza sua união. — Kureha– Como assim? — Yae– Na hora certa. — Kureha foi embora"Devíamos ter 8 e 9 anos porque eu mal me lembrava daquilo e naquela época Kureha morreu ( se me lembro bem ela morreu com 25 anos), eu lembro que ela desapareceu e foi dada como morta pelo papai.Anos se passaram e eu descobri sobre o que a canção falava e seu nome significava " borboleta.
Eu não podia usar aquela musica para nosso trabalho escolar, então a partir dela, eu comecei a compor minha própria canção. Uma canção que expressava os meus sentimentos secretamente. Peguei o caderno de Itsuki e escrevi "Kurenai" que significava "vermelho escuro".– Eu gostei da sua ideia Kurosawa-San — Itsuki parecia saber a origem da palavra que escrevi.
Notas finais
Kureha é uma personagem que aparece no modo casa dos horrores em Fatal Frame Deep Crimson Buterflay
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