Três Príncipes, Três Princesas
9 Surpreenda-me
Notas iniciais
Edward
E exatamente como a rainha havia ordenado, na hora marcada Emmett, Jasper e eu estávamos a postos. Banhados, perfumados e bem vestidos, somente esperando os convidadas descerem para darmos início ao evento que selaria de uma vez por todas o nosso futuro.
Meu coração parecia um tambor de escola de samba, daquelas bem barulhentas lá do Brasil. Eu sentia a tensão e a ansiedade emanarem de mim e dos meus irmãos, seria agora ou nunca. O destino havia sido camarada comigo e me dado uma nova chance, então eu não seria estúpido e a abraçaria com “unha, carne e dentes”, e que Isabella se preparasse para ser conquistada, pois era exatamente isso que eu planejava fazer com ela. Eu mostraria aquela garota linda, que eu era merecedor de seu voto de confiança.
O passar dos minutos só contribuíam para meu estado de nervos se aflorarem. Já estávamos em cima da hora marcada por mamãe e nada deles, eu começava a me desesperar, o medo de que eles pudessem ter mudado de ideia tomava meus pensamentos.
Mas, então, de repente “como música para meus ouvidos” o toc toc, de suaves, delicados e tranquilos saltos começaram a soar no alto das escadas. E assim, sem esperar pela voz de comando de nossos pais, meus irmãos e eu nos colocamos a postos, afim de receber nossos convidados.
Primeiro desceram Charlie e Renée, como respeitosos e bons anfitriões que éramos, nos curvamos à frente deles.
Meus olhos não acreditavam no que estavam presenciando.
Deus, como a rainha era bonita, tá explicado de onde as filhas herdaram tanta exuberância.
Depois deles, veio Rósalie, se eu gostasse de loira acho que até arrumaria uma encrenca com meu irmão, mas sinceramente, elas não faziam o meu estilo, no entanto eu tinha que “dar o braço a torcer”, Rósalie era uma das mulheres mais lindas que eu já tinha visto na vida.
Emmett, mais que depressa, ofereceu seu braço a ela, que com um sorriso perfeito aceitou e se afastou.
Logo desceu Alice. Linda! Uma coisinha pequena e com cara de brava. Algo me dizia que nós iríamos nos dar super bem.
Jasper repetiu o gesto de meu irmão e ela também enrolou o braço ao dele. Quando passaram por mim, a baixinha estirou a língua pra fora. Rolei os olhos e sorri para a expressão de espanto que os pais dela fizeram ao ver a atitude infantil da filha.
E por último, mas fechando com “chave de ouro”, veio ela...
Eu não tinha palavras, ou melhor, acredito que não exista, em qualquer idioma que seja, uma palavra que definisse a “minha” linda princesa.
Não sei se era pelo vestido azul, justíssimo, num corpo perfeito, se era pelos saltos, que com certeza a deixaram um pouquinho maior, se era pelos lindos cabelos castanhos soltos e em uma sincronia perfeita, se era pelo sorriso tímido, que brincava em um rosto completamente bonito e corado, ou se era pelo simples fato de ela ser perfeita.
Uma bonequinha!
A graciosidade, com que ela desceu me deixou muito mais que encantado.
“Deus do céu”! Ela era belíssima! A personificação de “Afrodite”. E era fato, eu teria sérios problemas com Isabella, pois não tê-la ao meu lado, não era uma opção.
Eu não conseguia me perdoar por eu ter demorado tanto para reivindica-la para mim. Como pude ser tão desatento e obtuso, eu devia ter acompanhado o seu crescimento e desenvolvimento ao longo de todos destes anos, agora eu me recriminava por isso.
Ainda atônito estendi a mão para ela.
– A princesa me dá honra de acompanhá-la até a sala de jantar?
Ela hesitou por um minuto e quando eu achei que era verdadeiramente a hora de começar a suplicar seu perdão, de joelhos, ela me surpreendeu, outra vez. Isabella simplesmente, levantou a cabeça trocou um olhar cúmplice com mamãe e delicadamente estendeu a mão para mim.
– O príncipe, pode me chamar de Bella.
E foi então que voltei a respirar, ela havia me dado “a” oportunidade.
O toque de seus dedos, em minha palma, eram quentes e aconchegantes. Imediatamente meu corpo reconheceu o dela. E eu só queria toma-la para mim.
– Só se a princesa me chamar de Edward.
Ela sorriu, e eu fiz uma nota mental de sempre fazê-la sorrir, ela ficava ainda mais bonita sorrindo.
Caminhamos devagar, eu precisava de mais tempo ao lado dela.
E quando, infelizmente, chegamos à sala de jantar, eu como perfeito cavalheiro que sou, graças a mamãe, puxei a cadeira para que ela se sentasse.
Esme havia, estrategicamente, mandado colocar uma mesa com apenas 10 lugares, eu não tinha certeza, mas acho que a intenção dela era que ficássemos mais próximos.
Papai sentou-se na “cabeceira”, com mamãe a sua direita e Emmett a sua esquerda, Jasper sentou-se ao lado de mamãe, enquanto eu fiquei ao lado do “cabeçudo”.
É a noite seria longa.
Na outra ponta sentou-se Charlie, com Renée a sua direita e Rósalie a sua esquerda, Alice sentou-se do lado da mãe e minha Bella ao lado da loira do Emmett, ou seja fiquei ao lado de Alice e Jasper ao lado de Bella.
– É em situações como essa que eu odeio ser o mais velho.
Murmurou emburrado, nosso irmão mais velho. Com certeza ele era o mais prejudicado da noite.
– Emmett!
A espontaneidade de meu irmão às vezes irritava meu pai, mas não posso negar, ele nos divertia.
Depois de todos acomodados, papai que parecia “pisar em ovos” com mamãe, deu a ordem para que nosso jantar se iniciasse.
– Faça as preces para nós, querida.
Mamãe contemplou cada um, antes de abaixar a cabeça e começar a recitar belas palavras.
– Senhor! Essa é a primeira vez que nossa família está completa nessa mesa, por isso te peço que seja a primeira de muitas. Peço-te ainda pela união de nossos filhos. Que o Senhor lhes presenteie com amor, saúde, respeito, carinho e felicidade. Ah! E sem me esquecer, que eles tenham muitos filhos para que nossa casa se encha de alegria em breve. Agradeço-te também Senhor, pela mesa farta e por me proporcionar a alegria de compartilhar com todos, o sentimento de plenitude que vivo hoje. Posso dizer ao Senhor meu Pai, que sou uma mulher realizada. Obrigada! Assim seja. Amém.
Bella, Alice e Renée se emocionaram com as palavras, os olhinhos marejados delas, eram uma graça.
Papai, orgulhoso e corajoso, acariciou a mão de Esme, ato que não foi bem recebido por ela. Acho que ele estava com mais problemas do que eu naquela noite,
Então depois de toda essa cerimônia, Charlote e a equipe da copa e cozinha invadiram a sala de jantar e passaram a dispor na mesa uma série de pratos bonitos e requintados.
Tudo corria tranquilo, mamãe havia se superado. O Shepherds Pie (torta feita com carne de carneiro moída, com legumes e purê de batatas), estava divino, apesar de que, como era uma comida típica de Angelus, eu não sei todos aprovaram. Por isso, acredito que Esme tenha pensado a mesma coisa, pois logo em seguida foi servido um fantástico Boeuf Bourguignon (carne de vaca cozida em vinho da Borgonha, durante muitas horas), um tradicional prato da culinária Forkiana.
A conversa durante o jantar foi um tédio. Somente Carlisle e Charlie conversaram. Os assuntos burocráticos dos reinos estavam em pauta a todo instante.
No entanto quando já estávamos na sobremesa, deliciando-nos com uma torta de maça, Esme, sutilmente, encarou meu pai, que a contra gosto resolveu nos incluir no assunto. Afinal, o motivo desse evento era a nossa aproximação com as filhas de Charlie.
Agradeci com o olhar a Esme, porque eu, não sei meus irmãos, estava louco para saber um pouco mais da vida e intimidade de minha “futura família”.
– Então Rósalie, seu pai me contou que você faz carros exclusivos. Como funciona isso? Uma profissão um tanto “diferente”, para uma princesa, você não acha?
Vi a garota empinar o nariz orgulhosamente e encarar meu pai. Não sei o motivo, no entanto algo me dizia que ela seria perigo.
– Não vejo porque, majestade. Eu não faço nada mais do que desenhar as modificações de um modelo. É claro, que sem tirar a sua originalidade, e no mais só fiscalizo pra ver se tudo está se saindo de acordo com o meu projeto e o desejo do cliente.
– E quanto custa um carro desses, Rose?
Emmett estava curioso e eu também.
– Depende muito do que você quiser modificar, já que cada carro desses é único. Um não muito trabalhado sai de torno de “F$ 1.600.000,00. (Um milhão e seiscentos Forkians)”.
– Uau...
Alice riu da maneira como Jasper se expressou.
– Eu até que gostaria de ver um desses.
– E vocês verão.
Charlie se dirigiu a Emmett.
– Digo, se esses casamentos se concretizarem mesmo, eu terei que mandar os exclusivos de Rose e Alie. Então vocês verão os delas.
– Somente os de Alice, Rose? Por que não o de Bella também? Ela não pretende trazê-lo?
Minha mãe fez a pergunta que eu queria fazer. Um arrepio tomou meu corpo. Ela ainda tinha dúvidas.
– Responda a Esme querida.
Olhei para a mulher a minha frente, ”a minha mulher”, pois, era fato, se ela não fosse minha, não seria de mais ninguém.
– Eu não tenho um. Rose e Alie, ganharam os exclusivos delas, como presente de formatura, e como eu não me formei ainda...
Linda. Uma graça. Deu de ombros como se aquilo fosse à coisa mais banal do mundo, e se minhas fontes não estivessem muito enganadas, Bella já havia se formado sim.
Guardei essa dúvida para esclarecer mais tarde, pois a atenção se voltava para meu sogro outra vez.
– Rose começou nessa empresa para estagiar e depois como projeto final de seu curso, desenhou e, com o meu apoio financeiro, montou o protótipo. Os professores dela ficaram fascinados com a ideia, e no fim a empresa gostou tanto do resultado que acabou contratando-a. Ela é a melhor no que faz, e como só cuida do designer do carro, só vai à fábrica para os retoques finais. Os outros procedimentos ela vistoria de casa mesmo, via internet.
Nós estávamos boquiabertos e Charlie e a esposa pareciam orgulhosos demais de suas crias.
A fascinação era tanta que estávamos sedentos por mais informações.
– E você Alice, como decidiu por sua profissão?
A baixinha se pôs a falar, “pelos cotovelos”, assim que mamãe terminou a pergunta.
A atenção agora estava voltada para Alice.
– Bom, eu sempre gostei de alta costura. Ficava maravilhada, com cada novo catálogo da Vogue, Prada e tudo mais. Só que eu sonhava mais alto, então comecei a desenhar as nossas próprias roupas, e então, “buumm”, tudo aconteceu. Fiz faculdade de moda, me formei, abri meu ateliê, lancei a marca Swan’s, e hoje estamos disputando por igual, com todas essas marcas famosas que eu tanto admirava.
– Eu já ouvi falar que a marca tem duas linhas Alice, isso é verdade?
– Não é bem isso Esme, nós temos a Swan’s, que é o carro chefe de nossa marca, com roupas mais trabalhadas e com um toque a mais de sofisticação. E temos a Swan’s Days, que é a linha mais básica de nossa grife, com jeans, malha e tudo que se usa no dia a dia. Bella é minha cliente “vip” nessa linha.
Olhei para a linda morena, que sorria para a irmã. Ela tinha mesmo o perfil de uma garota fã de jeans. Simples e básica, mas sem perder a sensualidade.
– E quando você se casar, sua marca vai mudar de nome Alice?
Charlie se assustou com a pergunta de meu pai, mas Alice, como era de se esperar “daquela baixinha” se “saiu bem”.
Virei fã da garota.
– Claro que não, Carlisle. Uma vez Swan, sempre Swan. Todavia, acredito que o acréscimo de Cullen será bem vindo a nossa marca. Swan’s e Cullen’s, soa bem para mim.
– Preparem-se, minha Alice vai adotá-los.
Renée se pronunciou cheia de orgulho da filha.
– Agora estou curioso, todas tem uma história por trás da escolha da profissão e você Bella, como chegou à medicina?
Olhei atento para ela. Se os sites que eu visitei mais cedo não estivessem mentindo, a história seria interessante e ouvi-la de sua própria boca, seria melhor ainda.
– Ok, a minha história nem é tão interessante assim, mas vamos lá. Na verdade Carlisle, você já ouviu o conto do patinho feio, não é?
Meu pai assentiu e Charlie franziu o cenho em desagrado. Também não me agradou a maneira como ela se depreciou.
– Pois bem, eu já estava me formando no colegial e não tinha a mínima ideia do que queria da vida. Meu pai já tinha uma estilista e uma designer de carros, o que mais ele poderia querer? Então, um dia, quando já estava “nos finalmente” do colegial, fizemos um projeto, e nele visitamos uma casa para repouso de idosos. E ali, vendo e conversando com os responsáveis pelo lugar, eu notei que a maior dificuldade encontrada por eles, era em conseguir uma assistência médica de qualidade. E foi assim que eu decidi. Como não fui beneficiada com a beleza, graça e dons esfuziantes de minhas irmãs, eu me destacaria fazendo o bem ao próximo e como prêmio me sentiria completamente realizada e ainda faria meu pai, um pouquinho mais conformado com sua caçula.
Eu fiquei momentaneamente incrédulo e boquiaberto perante o relato dela. Como assim, não tinha os dons das irmãs? O que ela estava dizendo?
– Posso saber por que, você disse que não possui os dons das suas irmãs?
Verbalizei.
Renée se ajeitou na cadeira, esperando a resposta de Bella para a minha pergunta.
– Ora príncipe! Olhe para elas.
Eu fiz o que ela pediu e sinceramente, não vi nada demais. Lindas, mas não tanto como ela.
– Estou olhando.
Alice riu baixinho para minha resposta sarcástica.
– Certo. Então vamos lá. Loira, olhos verdes, corpo escultural, Rose é pra mim uma das mulheres mais lindas e requintadas desse mundo.
Emmett riu, concordando e inflando o peito presunçoso.
– Alice não fica atrás. Morena, olhos igualmente verdes, pequena, com curvas delineadas, encantadora.
Jasper também concordou. No entanto Charlie não estava nada feliz com o rumo que a conversa tomava.
– Pare de se menosprezar Isabella. Nós já tivemos essa conversa mais de “um milhão” de vezes.
Charlie disse ríspido. E ela, timidamente, abaixou os olhos, não vendo logo em seguida o semblante de arrependimento dele, por ter chamado a atenção dela.
– Suas irmãs são mesmo muito bonitas Bella. No entanto, eu peço desculpas, mas, tenho que confessar uma coisa...
Ela me encarou e eu tive a impressão de que seus olhos estavam marejados. Deus, ela era sentimental, eu teria que tomar muito cuidado com as minhas palavras e atos.
– Eu acho as morenas, de olhos e cabelos castanhos com curvas acentuadas, muito mais interessantes, desejáveis e belas.
Ela abriu um sorriso lindo pra mim e seu rosto passou de um branco pálido a um vermelho corado.
Linda... e seria minha.
Charlie sorriu e suspirou aliviado para minha resposta, acho que depois dessa eu poderia contabilizar “uns pontinhos a mais”, com o sogro. Minha mãe também parecia imensamente feliz comigo.
– Feliz agora, Bella? Por Deus! Eu odeio quando você faz isso.
Olhei Alice de soslaio. Ela estava irritada e pronta para começar uma discussão.
– Alice!!
Charlie a advertiu, todavia a baixinha nem ligou e pôs se a falar.
– Mas é verdade, papai. Bella não se acha bonita, nem inteligente o suficiente, comparado a Rose e eu. E essa resignação dela me incomoda. Ela citou nossas belezas físicas, no entanto não contou a Carlisle, Esme e aos príncipes do que é capaz.
– Alice....
Bella tentou interferir.
– Não Isabella, fique quieta! Suas irmãs já expuseram as vidas delas, agora é a sua vez. Prossiga Alice.
Charlie calou-a. Bella de novo baixou os olhos. Lamentei. Ela estava prestes a chorar.
– Bella se menospreza, no entanto, ela não conta que tem o “QI” elevadíssimo. O maior lá de casa, pra ser mais exata. Essa garota que vocês estão vendo, aos dez anos de idade, já havia terminado o Ensino regular. Todos os nossos professores avançaram Isabella de série. E surpreendentemente, aos 11 anos Bella já estava matriculada na “UFEMF”, a melhor universidade de medicina de nosso reino. E de novo, ela teve seus estudos avançados, pois seu desempenho e dedicação eram extraordinários, portanto aos 13 anos ela já havia eliminado todas as matérias teóricas do curso. Então, quando nossa irmã entrou na fase da residência, o coordenador do curso e o reitor da universidade entraram em contato com papai e deixaram-no saber que ele tinha em casa um gênio. Assim, Bella mais uma vez teve seus estudos adiantados...
Eu estava “boaquiaberto”...
– E para orgulho de todos, nossa irmãzinha não parou por aí, graças a interferência e responsabilidade de papai, ela começou a atuar no hospital como residente no período da manhã, aos treze anos e com quinze ela terminou, tanto a residência como sua primeira especialização “Pediatria”, pois segundo ela as tardes e noites eram tediosas demais, sobrava tempo para estudar. Ou seja, ela já estava formada e com uma especialização, com quinze anos de idade. E como ela é Bella Swan, uma especialização só não a satisfez e ela está agora, terminando sua segunda especialização “Neuropediatria”, portanto no final desse ano, essa garota, que vira as noites pra estudar ou que some por passar horas e mais horas em orfanatos e casas de repouso, já terá no currículo de medicina o título de “Pediatra e Neuro- pediatra”.
Um silêncio sepulcral foi-se instalado na nossa mesa. Todos, inclusive eu tentávamos absorver a torrente de informações. Minha garota mantinha a cabeça baixa. Eu não conseguia compreender o porquê.
Deus! Ela era fantástica!
– Bella você...
– Por favor, hoje não. Será que nós podemos falar disso depois. Eu não me sinto confortável agora.
Olhei para ela e tentei decifrar suas palavras. Não consegui.
Todavia eu “estava em dívida” com minha princesa, e se ela queria adiar o assunto, eu o faria.
Sorri e acenei, com a cabeça, para ela.
– Você tem razão. Vamos voltar a esse assunto depois.
Papai percebendo o desconforto dela e dos demais, interferiu.
– Ok. Já que terminamos o jantar, por que não passamos a sala para tomarmos um café? Assim podemos continuar a conversar e nos conhecermos um pouco mais.
– Café?
Emmett torceu o nariz e fez uma careta. Foi impossível não sorrir. Até minha princesa esboçou um sorrisinho.
– “Ah não brinca”, pai.
Formal demais a ideia de meu pai, e parece que meus irmãos compactuavam com meus pensamentos. Eu não via a hora de ficar sozinho com aquela mulher e desvendar e sugar dela tudo que a mesma me oferecesse.
Jasper também pensou assim.
– Ah pai, nós estávamos pensando, ainda está muito cedo e hoje no Arn, haverá um showzinho ao vivo, muito convidativo. Então, se vossa majestade permitir, é claro, gostaríamos de levar as princesas até lá. Vir a Angeles e não conhecer a casa de shows do Arn, é um sacrilégio.
Eu não sei se Charlie gostou da ideia de Jasper, mas eu e Emmett tratamos logo de persuadi-lo.
– É bem perto daqui Charlie. E te garantimos que não haverá problema algum.
– Nós não demoraremos muito, e se você achar que convêm, levaremos alguns seguranças conosco.
Ele não respondeu, apenas olhou, especulativamente, para a esposa.
E eu, secretamente, torcia para que ele dissesse sim. Eu necessitava, a todo custo, ficar sozinho com Isabella Swan.
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