Notas iniciais
Apreciem sem moderação...

Edward

— Pare! O que pensa que está fazendo? O helicóptero está do outro lado. Pare imediatamente, isso é uma ordem! Bella precisa de um médico.

Não dei ouvidos aos impropérios de meu sogro. Bella estava protegida em meus braços e eu corria, com um louco, para o andar de cima.

Minha esposa não precisava de um médico, pelo menos não no momento. Eu a conhecia, ela estava exausta e muito provavelmente sem se alimentar.

Ela me confidenciara que tem se sentido mal esses dias e que tem comido pouco e dormido muito.

Ela saberia o que ela tinha, claro que saberia. Eu só precisava que acordasse para que déssemos o próximo passo. Eu nunca mais faria algo sem a consultar antes. Com muito custo havia aprendido a lição.

— Edward? Filho?

— Agora não, mãe. Levem Alice e Rosie para o hospital. Assim que Isabella se reestabelecer iremos também. Agora nos deixem em paz. Sei o que estou fazendo.

Continuei correndo e é obvio, uma pequena comitiva me seguia, de muito perto, diga-se de passagem.

Por que ninguém me ouvia nesse mundo?

— Alice precisa mesmo de um médico. Estamos indo, com o sem você e Isabella, Edward. Se decida logo.

Sem parar para olhar para Jasper, acenei em concordância. Ele que fosse para “o raio que o parta”.

— Renée vá com as meninas, Carlisle te acompanhará. Preciso evitar que Charlie e Edward se matem.

Pude ouvir minha sogra concordar com mamãe com uma resposta curta. Porém meu pai...

— Mas, Esme...

— Não me desobedeça, homem. Temos três filhos precisando de nós. Faça sua parte e acuda dois enquanto entendo o que se passa com o maluco do seu filho mais novo.

Ao longe eles mantinham uma pequena discussão enquanto eu subia, de dois em dois, os degraus que me levariam ao quarto de Bella.

— Se algo acontecer a minha filha eu terei o prazer de matá-lo com minhas próprias mãos, garoto. Você perdeu o juízo, só pode.

Atravessei a porta do quarto e delicadamente descansei Bella na cama.

Corri para o banheiro e peguei o vidro de álcool que já havia visto lá outras vezes.

— Ah, você fez medicina e eu não sabia? Interessante.

Continuei fingindo não ver nem ouvir Charlie. Ele não me tiraria do sério, não naquele instante.

Despejei o líquido nas mãos e esfreguei nos pulsos e tornozelos de Bella. Ela já havia me explicado que esse era o primeiro passo para se trazer uma consciência de volta em casos de emergência.

— Filho... O que você...

Derramei mais um pouco, voltei a friccionar as mãos e levei até perto do nariz de minha mulher.

— Acorde, meu amor. Estou aqui...

Charlie resmungou mais uma vez e eu ia continuar com o procedimento quando Bella enrugou o nariz, franziu a testa e respirou fundo.

A minha linda faneca dando o ar de sua graça junto com a consciência dela.

— Graças a Deus.

Sentei-me na beira da cama e trouxe parte de seu corpo para meu colo, sentando-a.

— O que aconteceu? Estou meio zonza.

— Você desmaiou. Está tudo bem? Sente alguma coisa? Precisa nos dizer se estiver sentindo algo.

Ela negou com a cabeça, bem devagar. Estava abatida e branca, feito um papel.

— Diga a seu marido que você precisa de um médico, querida. Ele não quis me ouvir. Diga a ele que saúde vem em primeiro lugar e que nunca um paciente pode responder por seu bem estar.

Um pouco mais consciente, ela forçou mais o corpo para cima, se situando de onde e com quem estava.

Charlie e Esme, que não haviam ido com os outros, nos olhavam com cautela.

Ele já insistindo para que Bella me rechaçasse.

— Rosie e Alice?

Perguntou, sem nem responder ao pai. Sempre colocando os outros em primeiro lugar.

Como não amar essa mulher?

Ao mesmo tempo em que me sentia embevecido com seu altruísmo, me sentia enraivecido. Custava pensar só um pouquinho mais em si?

— Fique tranquila, querida. Elas estão a caminho do hospital. Está tudo bem. Você fez um ótimo trabalho. Pode ficar despreocupada.

— Agora é sua vez, filha. Vou ligar para o hospital e pedir um helicóptero com UTI. Um médico precisa dar uma boa olhada em você.

No mesmo instante que respirou aliviada pela resposta de minha mãe, Bella se irritou com a fala do pai.

Charlie já se levantava e rumava para a porta.

Ah, que pena! Ele não conhecia a filha que tinha.

— Eu preciso é de um banho para relaxar, pai. Não seja absurdo. Só estou cansada. O desmaio foi, com certeza, uma queda de pressão. Não ouse tirar o helicóptero do hospital. Uma vida pode se perder por causa de um capricho seu. Estou bem.

Charlie parou onde estava e voltou seus olhos para ela, ele estava enfurecido.

— Você comeu hoje?

Acariciei o rosto cansado, mas tão lindo. Eu queria, mais que tudo, estreita-la em meus braços. Porém, precisava desviar aquela conversa. Não queria que eles tivessem um embate agora e justamente por minha causa.

Nunca fora minha intenção me colocar entre pai e filha.

— Não.

Respondeu baixinho e meio hesitante. Ela sabia o quanto sua alimentação nos preocupava.

A maldita anemia era nosso medo constante.

— Então é isso. Edward me contou que não tem se sentido bem e nem se alimentado direito. Tome um banho. Vou pedir para prepararem e trazerem algo nutritivo para você.

— Vocês estão malucos se pensam que vou deixar um desmaio de minha filha passar em branco. Bella precisa de cuidados e é isso que ela terá agora. Ou você vem por bem ou vem por mal...

Ah não, sogro! Por esse caminho não. Bater de frente nunca era um bom caminho a se seguir com Bella.

— Saia, pai.

Ordenou surpreendendo a mim e principalmente a ele.

— Quê?

Com muita coragem, ela se deitou mais em meu peito e levantou a cabeça para que seus olhos encontrassem os meus. A intensidade do ato me fez perder o fôlego. Ela parecia querer me dizer algo.

— Eu vou tomar banho, comer, descansar um pouco e depois irei até o hospital ver como Rosie, Lizzie e Alice estão. Elas precisão de ajuda médica, eu não. Quero ficar sozinha com meu marido, Charlie. Pode fazer isso por mim?

No fim da fala ela voltou sua atenção para o pai.

Chocolate contra chocolate, teimosos e muitos sérios, a ponto de faiscarem.

— Eu sou seu pai, me respeite.

— E eu sou sua filha adulta, casada e completamente sã. Posso tomar minhas próprias decisões. Sei quando meu corpo pede por alguma coisa e no momento ele pede pelo seu dono. Respeite-nos também, por favor.

Abracei-a com mais força porque Charlie fechou as mãos em punho e crispou os lábios para conter a fúria.

Bella havia dito a ele que eu era dono de seu corpo? Putz! Não haveria, no universo, homem mais feliz e orgulhoso que eu no momento.

— Faça o que bem entender então. Só não se esqueça de que está em minha casa e que eu mando aqui.

— Se o senhor achar melhor, podemos partir imediatamente. Foi essa mesma falta de liberdade que nos fez nos mudarmos para nossa própria casa em Ângelus.

Eles voltaram a se enfrentar. Eu podia jurar que vi uma pontada de decepção, dor e medo nos olhos dele. No entanto, Bella se manteve irredutível. Até que ele...

— Faça como bem entender. Lavo as minhas mãos.

E sem mais uma palavra, Charlie baixou a postura e saiu do quarto. Quase senti pena dele. Eu sabia, por experiência própria, o que era brigar com Bella. O problema é que, para ele, aquilo parecia novidade. O poderoso rei nunca me pareceu tão pequeno e magoado.

— Hunf! Odeio o que acabei de fazer. Mas, quem ele pensa que é?

— Seu pai?

Perguntei brincando e beijando sua testa.

— De que lado você está? Não o defenda, Edward. Ele é meu pai, não meu dono.

— Eu sei, minha vida. Eu sei... Pare de pensar nisso agora. Ele e você esfriarão a cabeça e depois conversarão com calma. Só relaxe agora. Você me deixou louco de preocupação com esse desmaio.

Ela fechou os olhos e voltou a se recostar em mim.

— Vou colocar a banheira encher para vocês e depois vou até a cozinhar providenciar alguma refeição. Precisam de mais alguma coisa?

— Não, mãe. Obrigado por tudo. Pode ir para o hospital. Sei que a senhora também está ansiosa para conhecer Lizzie mais de perto. Bella e eu iremos para lá assim que terminarmos aqui.

— Não tenham pressa. Bella precisa descansar. Ela foi fantástica hoje.

Mamãe, exalando orgulhos por todos os poros, se aproximou a acariciou o rosto de minha princesa.

Por Deus! Por que ela não saia logo? Eu precisava conversar com Bella imediatamente.

— Nos atualize quanto às novidades, minha sogra? Estarei aqui, mas meu coração está apertado de preocupação.

— Prometo que ligo assim que tiver conferido todas as três. Agora descansem.

Esme se abaixou, beijou a testa dela e se dirigiu para o banheiro. Ela estampava um sorriso bobo no rosto, como se soubesse de algo.

Eu estava deixando alguma coisa passar?

Vai entender as mães.

Bella e eu, ficamos na mesma posição até que Esme voltou, me acenou um pequeno adeus, e então saiu.

Estávamos a sós... Graças a Deus. Era hora de descobrir o que estava acontecendo de verdade.

— Você está bem, minha vida? Agi como um louco e te carreguei para cá. Algo me dizia que não era para te levar para o hospital ainda. Enganei-me? Preciso saber se errei.

Bella

Respirei fundo, acho que pela milésima vez naquele dia, e só então abri os olhos.

Forcei meu corpo para cima, me sentei, virei e fiquei de frente para ele.

Eu precisava sondar a situação antes de contar-lhe o que descobrira.

Deus! Como eu estava com saudades.

— Você fez bem, meu amor. Estou bem, na verdade, mais do que bem. Sei exatamente o que tenho. Não preciso de um médico para diagnosticar isso. E não queria que ninguém soubesse antes de você. Mas, creio que devemos parar em uma farmácia a caminho do hospital, preciso de uma resposta mais precisa e talvez de um remédio para enjoo.

Os olhos, mais verdes, intensos e brilhantes do que eu me lembrava, não me deixaram nem um instante. Ele me observava e absorvia o que eu acabara de relatá-lo.

E então, poucos segundos depois o “click” veio.

A compreensão já estava ali.

Edward, assim como eu, já sabia o que eu tinha.

— Diga em voz alta, princesa. Acalme meu coração. Eu preciso ouvir você proferindo as palavras, realizando o meu sonho. Me fazendo o homem mais agraciado de todo o universo.

As mãos dele seguraram as minhas.

Senti a boca secar, a garganta fechar e os olhos se encherem de lágrimas.

— Você...

Aproximei-me mais e coloquei suas mãos sobre minha barriga.

As lágrimas, minhas e dele, rolavam soltas. A emoção dominando todo o quarto e a nós também.

— Você vai ser pai, meu rei. Eu estou grávida, meu amor. Muito grávida.

Edward

Ah Deus!

Grávida. Minha Bella, minha vida, minha rainha, estava esperando um filho meu. O símbolo mais generoso de nosso amor.

— Vo... Você tem certeza?

Minha visão estava embaçada e eu sem palavras. Só consegui encostar a testa da dela e respirar seu cheiro. O aturdimento tomando conta de mim e de meus pensamentos.

Eu estava ouvindo certo? O que havia feito ao Pai para merecer tão grande presente? Precisava me lembrar de agradecer, de joelhos, por tão maravilhosa graça.

— Tenho. Minha menstruação já devia ter vindo, ela é muito certinha. E além do mais, tenho todos os sintomas: sono, enjoos, irritação. Percebeu como tratei meu pai? Eu me conheço. Além do mais, vejo isso todos os dias. Estou muito grávida, Edward. Só preciso de uns exames para certificar de quanto tempo, apesar de já ter minhas suspeitas também.

Beijei seu rosto secando suas lágrimas. Ela não devia se preocupar, nem chorar. Era nosso momento.

— Obrigado, princesa. Obrigado. Sou o homem mais feliz do mundo agora.

Apertei as mãos contra a barriguinha lisinha dela que já abrigava nosso presente de Deus. Estava sem ação, completamente maravilhado e sem saber como agir.

Ela merecia um presente.

— Você está feliz?

— Feliz não é a palavra que representa o que estou sentindo. Estou exultante, Bella. Bestificado, maravilhado. Eu amo você.

Num impulso, tomei a boca dela na minha, com fúria, paixão e muito, muito amor.

— Ah Edward!

As mãozinhas delicadas vieram para meu cabelo. Forcei seu corpo para baixo e me deitei por cima dela. Eu precisava beija-la, acaricia-la, venera-la de algum modo. Ela me daria um filho.

— Minha linda, você será a mamãe mais linda que esse mundo já viu. Ah, Bella...

Solucei escondendo a cabeça em seu pescoço. Eu precisava de minha dose diária de seu cheiro.

— Ai.

Quê?

Retesei-me e me levantei imediatamente. Eu havia mesmo depositado todo o meu peso em cima dela? Onde estava com a cabeça? Precisava ter mais cuidado a partir de agora.

— O que foi? Te machuquei? Dói aonde? Preciso te levar para o hospital, seu pai estava certo. Eu sou um inconsequente mesmo.

Apalpei cada pedaço do corpo dela examinando qualquer coisa que parecesse em desacordo.

Bella riu de meu desespero.

— Se acalme, amor. Estamos bem. Você só estava um pouquinho pesado para um corpo cansado e com fome, como o meu.

— Ah...

Respirei aliviado.

— Então vamos cuidar desses seus probleminhas.

Antes que ela percebesse minhas intenções e protestasse a peguei no colo e a carreguei para o banheiro.

A hidro estava ligada e uma fina camada de vapor inundava o ambiente.

— Um banho é prioridade agora. Você está um tanto “salgadinha”, princesa. Creio que isso não faça bem para nosso bebê.

Brinquei a colocando sobre seus próprios pés.

Vislumbrei meu sorriso no espelho, ele iluminaria Ângelus por um mês inteiro.

— Acho que “curtir” com a mamãe também não seja do agrado de nosso bebê. Não é, amor? Diga para o papai que isso não é legal.

Então ela baixou a voz melodiosa e voltou a acariciar a barriga, como se conversasse com ele.

Sem esperar por sua autorização e maravilhado com o momento, arranquei a camiseta do corpo dela e também aquelas calças apertadas.

Ela podia usar aquilo?

O sutiã e a calcinha logo se juntaram as outras peças em algum canto.

— Oi, meu amor...

Sem me conter, ajoelhei-me de frente para ela e beijei o local sagrado que abrigava nosso pequeno milagre.

Deus! Como eu havia sonhado com nós assim.

— Fique tranquilo aí tá. Cresça e se fortaleça. Enquanto isso, cuidarei da mamãe e preparei tudo para quando você chegar. Papai ama você, anjo.

Bella acariciou meus cabelos e voltou a chorar. Percebi que seu corpo se inclinava um pouco para frente e que ela tremia um pouquinho mais.

Ela não estava firmando-se nos próprios pés.

Eu precisava dar um jeito naquilo.

— Venha. Vamos cuidar de você agora.

Peguei em sua mão e a guiei até a banheira. Assim que entrou e se sentou, foi minha vez de arrancar as roupas e me juntar a ela.

Eu sabia que não podíamos nos demorar, mas aquele era o nosso momento, e nada mais importava.

Sentei-me atrás dela e a puxei para que descanse em meu peito.

Massageei, de leve, suas costas, desfazendo todos os nós e tensões que encontrei pela frente. Seria assim sempre, ainda mais agora, cuidaria dela de todas as formas possíveis. Bella teria uma gravidez calma e marcante.

— Não me olhe assim, Edward. Não sou uma divindade. Sou sua mulher que agora espera um filho seu.

— Eu discordo...

Avaliei a pele branquinha de textura sedosa, os cabelos escuros, grandes e levemente encaracolados nas pontas, os olhos castanhos e de um brilho inexplicável.

Ela era muito mais que uma deusa.

A minha deusa, dona da minha vida que viera ao mundo para dar sentido a tudo.

— Por que não quer ir para o hospital? Confio em você, sei que se conhece e tem certeza da gravidez. Mas, por que não quer fazer um exame laboratorial agora? Nossas famílias ficarão em êxtase quando contarmos.

Baixei a boca e beijei seu ombro, pescoço, orelha. Eu precisava de uma distração, porque se continuasse a encara-la daquele jeito, certeza de que começaria a babar.

— Prefiro fazer isso quanto estivermos em casa.

Mais uma vez, sorri bobamente para a resposta dela. Quantas vezes mais ela me surpreenderia naquele dia?

Bella considerava Ângelus sua casa, não Forkian.

Agora que Charlie me mataria mesmo.

— Esse momento é de Emm e Rosie. Não quero atrapalhar. Logo poderemos ter o nosso. Deixe que eles aproveitem.

Assenti e beijei seus cabelos. Eu a entendia, claro que entendia. Nossos irmãos mereciam desfrutar de sua alegria. Logo compartilharíamos com eles a nossa.

E além do mais, melhor assim, porque eu temia que se contássemos a novidade aqui, Charlie surtaria de alegria e talvez até tentasse impedi-la de voltar comigo.

Não precisávamos de uma terceira guerra mundial agora, não é?

— O que acha que é?

Perguntou quando voltei a acariciar sua barriga com as mãos ansiosas. Será que eu conseguiria parar de tocá-la em algum momento durante os próximos meses?

— Hum! Isso importa?

— Para seu irmão sim.

Meio apreensiva ela lembrou a loucura de Jasper e as pressões que vinha fazendo em Alice.

— Para mim não. Meu irmão é um babaca. Seremos felizes com o que Deus nos presentear.

Acalmei-a. Mas, meus olhos já vislumbravam uma pequena garotinha de olhos castanhos, gênio forte e superdotada de inteligência, correndo pela nossa casa.

Deus! Eu estava perdido...

Esme

— Posso entrar?

Renée acenou positivamente. Ela estava sentada ao lado de uma Rósalie rendida pelo sono e cansaço. Porém, uma aura de felicidade e beleza parecia emanar dela.

— Como ela está?

Os olhos da sogra de meus filhos estavam derretidos de tanto amor, creio que os meus não estavam muito diferentes.

— Está bem. Ângela a examinou e disse que Bella fez um ótimo trabalho. O pediatra também já examinou Lizzie e disse a mesma coisa. Mas, você sabe como minhas meninas são. Rósalie só descansará de verdade quando Bella der uma boa olhada nela.

Aproximei-me mais e acariciei os longos cabelos loiros da esposa de Emmett.

— Bella?

Perguntou como quem não quer nada, mas, eu podia sentir a pontinha de preocupação na voz dela.

— Deve estar tirando um cochilo agora. Logo estará aqui. Ela não se perdoará se ficar muito tempo longe. Essa intimidade e ligação delas é lindo, sabia?

Renée sorriu e se encostou mais na poltrona, relaxando como quem sabe que fez um excelente trabalho.

— Carlisle?

— Está com Emmett e Charlie. Meu marido chegou agora a pouco e o arrastou para fora. Eles precisam fazer um pronunciamento oficial.

Quem sabe conhecer a neta não acalmasse os ânimos daquele rei metido a soberano.

Eu tinha esperança que com o nascimento dos netos Charlie dividisse um pouco do amor louco que sente por Bella.

Acho que me enganei.

— Alice e Jasper?

Voltei a falar tentando levar a mente noutra direção.

— Estão a dois quartos daqui. Mas, não precisa preocupar, ela e o bebê estão bem. Alice é forte.

Ah eu sabia! Só sendo uma Swan forte para conseguir aguentar essa fase estranha e complicada de Jasper.

— Nossa família está crescendo, Esme.

Levantei a cabeça e a encarei tentando transmitir o que eu já imaginava estar acontecendo com nossos caçulas.

— Está mesmo, Renée. E se prepare, porque a tendência é aumentar...

E que Deus nos ajudasse a domar Charlie e seu ciúme. E Jasper e sua loucura e ganância.

Notas finais
Pronto! Agora vocês podem ficar felizes. Sonho de Edward e de vocês realizado com sucesso. Se preparem para se apaixonar ainda mais pelo nosso príncipe. Semana que vem não tem capítulo. Minha sobrinha está se formando na Universidade e temos uma semana de festividades pela frente. Obrigada a todas pelos comentários da semana passada. Eu amei.