Notas iniciais
Obrigada a todos que estão comentando, isso impulsiona. Continuem... Acho que daqui mais uns 4 capítulos a Fanfic tomará corpo, então aí começarão os capítulos maiores. Espero que gostem.

Narrador

– Onde está o príncipe Edward? Eu imaginei que ele quisesse conhecer minha filha.

Carlisle empalideceu e sentiu seu corpo tremer. Hoje, com certeza, Esme teria um filho a menos para lhe dar preocupação.

– Ele teve um pequeno contratempo, meu amigo. Você sabe como as coisas do reino são imprevisíveis. Mas não se preocupe, logo ele se juntará a nós. Edward está ansioso para conhecer a futura noiva.

Charlie fingiu acreditar na desculpa esfarrapada de Carlisle, no entanto sua carranca denunciava que não havia gostado, nenhum pouco, daquela resposta.

Todavia, não retrucou, somente dobrou os dois braços, oferecendo um a sua rainha e o outro a sua filha. Sua cabeça fervia. As coisas não tinham começado como ele imaginava.

Porém como bom monarca que era, escondeu os sentimentos raivosos numa máscara de alegria e carisma. Aquele momento era importante para suas filhas. A aceitação dos súditos de Angelus era essencial para que elas tivessem um futuro promissor.

Por isso, quando entrou naquele conversível: sorriu, acenou, bateu palmas. E nem foi preciso que pedisse para que sua família seguisse seu exemplo, Renée, Rose, Alice e Bella eram carismáticas e agradáveis por natureza.

Então, quando toda aquela festividade chegou ao fim Charlie e suas meninas quase gemeram de tanto alívio. Alice, Rosálie e Bella tinham os pés dormentes e já não sentiam os braços de tanto que os esticaram para acenar a multidão de pessoas que as esperavam.

Quando por fim chegaram ao castelo e ouviram as ordens que Esme pronunciava a “quatro ventos”, quase deram pulinhos de tanto alívio.

– Charlote?

Esme chamou.

– Acompanhe as princesas aos seus aposentos, elas precisam descansar para o jantar, que será servido pontualmente as 21 hs.

As três concordaram, e seguiram a velha senhora, pelo lugar a fora.

Charlie e Renée também se recolheram.

Carlisle sem perder tempo e já com os nervos “a flor da pele”, gritou a plenos pulmões.

– Dimitri... Pegue sua arma e encontre Edward. Cace-o como se você estivesse em busca de um animal, encontre-o e nem que seja amarrado traga-o para mim, revire cada pedra desse reinado, só não me apareça aqui sem aquele bastardo.

E ainda esbravejando como um comandante em plena guerra, o rei encarou a esposa e se pôs a reclamar.

– É melhor que seu filho apareça minha rainha, pois se eu notar aquele olhar de decepção, na face de Charlie, é bem capaz que eu mesmo o encontre, e o torture até morte, por ter me feito passar por tamanho constrangimento. Pergunto-me a Deus, todos os dias, em que parte eu errei, para merecer as barbaridades que seus filhos me infringem.

Esme não respondeu. A rainha apenas virou as costas e foi para a cozinha supervisionar os preparativos para o jantar. Ela se acertaria com o marido mais tarde. Carlisle andava muito nervoso e “boca suja” e quando ele dava esses “pitis” somente uma boa noite de sono no sofá, resolveriam o problema.

Dimitri sem esperar por mais gritos, rodopiou a passos largos e começou a sua caçada, ao rebelde príncipe...

Pov Bella

Descansar!!! Bem que eu tinha tentado, no entanto, dormir, nunca fora uma de minhas maiores virtudes. Eu não sabia se a falta de sono era devido à insônia crônica, já diagnosticada e amiga de toda noite, ou se na verdade, era culpa da vida corrida e dos “gritos” dos mil pensamentos que dominavam minha mente.

Por isso, quando ouvi leves batidas, na porta, eu não me surpreendi. O único problema é que eu ainda me sentia cansada e levemente irritada, por tudo que estava acontecendo em minha vida.

Contudo, eu conhecia minha irmã. Alice não era do tipo que entendia e que se solidarizava com minhas preocupações. Ela teimava em dizer que, ao contrario de todo mundo, o que ela fazia era não se deixar ser intimidada e ludibriada pelos meus pequenos e profundos olhos castanhos, orgulhosamente herdados de vovó Marie. E se minha tinha uma coisa que era admirável em minha Lice, era a sua capacidade de não se deixar vencer, nem pelos outros, nem pelo cansaço. Por isso, que depois de três longos minutos de insistentes batidas, que curiosamente aumentavam a intensidade e diminuíam a distância uma da outra, a vencida fui eu.

Abri a porta.

– Bellinha do meu coração, quanta demora, não vá me dizer que já estava devorando aqueles livros chatos, na verdade não me importa, o que importa mesmo é que Rose e eu vamos fazer um “tour” pelos jardins do castelo, na ilustre companhia do príncipe Emmett e do príncipe Jasper, e como não vivemos sem você, e te amamos mais que Coca- Cola eu vim, pessoalmente, te buscar pra ir junto com a gente, e só pra constar, “não” não é uma alternativa de resposta para você..

Quando eu já estava me preparando para expor a ela os meus argumentos, para ficar bem ali descansando, ela simplesmente me ignorou, agarrou minha mão e imediatamente começou a me arrastar porta a fora.

– Nem tente recusar Bella, você não vai ficar “infurnada” aí. Afinal, você e eu temos que conhecer nosso futuro lar.

Se a intenção dela era me incitar e estimular a achar aquilo interessante, em algum momento eu teria que conta- la que ela estava entrando por um caminho totalmente errado.

Mudar para Angelus era, dentre tantas dificuldades, uma das que mais me preocupava.

No entanto, eu conhecia as regras, e desobedece- las, não era uma opção. Então, rendi-me a minha irmã, pois, se tem uma coisa que Alice sabe fazer, é mandar. E nós como bons familiares que somos, nos alegramos em fingir que obedecemos, as loucuras de Alice.

Passamos, de novo, pelo corredor imenso, descemos a deslumbrante escadaria e fomos ao encontro de Rose, e dos seus acompanhantes, que diga- se de passagem, já estavam babando pelas estonteantes Rose e Alice, vulgo minhas irmãs.

– Que bom que veio Bella, eu jurei para Emmett e Jasper, que você não viria.

Emmett e Jasper? As coisas estavam bem evoluídas ali, nem formalidades tinham mais?

– Até parece que você não conhece Alice, Rose. Desde quando não, é resposta pra ela? Pode ir se acostumando Jasper, minha irmãzinha, consegue tudo o que quer, por bem ou por mal.

Alice pôs língua pra mim, fez careta e suspirou divertida.

– Consigo mesmo...

Os príncipes, se entreolharam e sorriram divertidos. Se tudo desse errado, pelo menos disso podíamos nos orgulhar, nós os divertíamos. Isso era bom, não era? Sei lá! Por via das dúvidas era melhor apaziguar a situação. O que eu menos precisava agora era contrariar o rei Charlie, meu pai.

–Nos desculpem, às vezes nos deixamos levar, mas fiquem tranquilos, somos assim, só quando estamos sozinhas, longe de qualquer súdito. Meu pai foi bem rigoroso quanto à educação de minhas irmãs, elas sabem se comportar como verdadeiras rainhas, quando preciso.

– Não!!!!

Jasper se apressou em falar.

– Vocês não têm que se desculpar, e essa espontaneidade de vocês que nos fascina. Lembra muito a nossa vida há algum tempo atrás.

– Algum tempo atrás?

Rose, como boa argumentativa que era, aproveitou o gancho e deu início a uma conversa.

– Sim. Jaspes, Edward e eu costumávamos ser como vocês, divertidas, cúmplices, no entanto as obrigações do reino nos afastou e hoje somos muito mais irmãos que amigos de verdade.

E assim se deu início a uma conversa sobre obrigações, amizade, família e algumas coisas “frívolas” a mais.

E eu? Eu, com certeza, seria vela, pois eles já se olhavam e conversavam como sê se conhecessem a anos.

Educadamente, os príncipes, ofereceram seus braços as minhas irmãs, e eu mais uma vez, mês senti excluída e um pouquinho irritada. Afinal, onde estaria o irmão deles?

Eu não sabia, e decidi não ficar me torturando por isso. Na hora certa ele apareceria, e só cabia a mim a decisão de aceitar suas desculpas ou não.

O mais certo a fazer então era aproveitar o ar e a beleza do passeio que os filhos de Carlisle nos proporcionavam.

E a cada passo que eu dava, a admiração aumentava. Os jardins eram perfeitos. Flores de todas as espécies cobriam cada parte daquele pedaço de céu. Jasper ia explicando e argumentando que a rainha, cuidava pessoalmente do jardim, e que as grandes variações se davam pelo simples fato, de que para ela, não importava em que estação estivéssemos, nos jardins do castelo, sempre teria uma flor florescendo e alegrando o ambiente. Fiquei fascinada, mamãe iria adorar aquele lugar, ele era umas três vezes maior que os jardins de Forks.

Ainda extasiada, me dei ao luxo de caminhar mais um pouco ao lado deles, mas a certo ponto do passeio fui, estrategicamente, ficando para trás. Eu queria dar liberdade as minhas irmãs e ao mesmo tempo, precisava ficar sozinha para colocar as ideias em ordem.

Por isso, me dirigi para o lado oposto do jardim, até parar em uma região mais afastada e tranquila. Essa parte parecia um grande campo de passeio. Árvores milenares, cobriam uma vasta área, o gramado verde se estendia até o horizonte, tudo ali levava a uma calmaria ensurdecedora e só os pássaros ousavam a quebrá-la.

Contemplei o lugar, a paz que eu tanto procurava e almejava, tinha residência fixa ali.

Sem me conter, sentei-me no chão, firmei meus braços no mesmo, e joguei meu pescoço pra trás, fazendo assim com que os poucos raios de sol que penetravam as árvores, tocassem meu rosto em uma carícia quente e reconfortante.

Deus como era bom!

Em casa eu nunca fazia isso, na verdade, eu nunca tinha tempo pra isso.

Depois de minutos ali, naquela contemplação, escutei passos ao longe, no entanto me recusei a abrir os olhos. Com certeza, devia se Alie, ou Rose, já vindo ao meu encontro.

– O mundo está acabando?

Uma voz lindamente rouca se pronunciou.

Abri os olhos assustada, aquela pessoa parada a minha frente, não era uma de minhas irmãs.

E aquelas orbes, incrivelmente e intensamente verdes, não deixavam dúvidas, aquele lindo espécime, que me encarava e secava de cima abaixo, era verdadeiramente o meu prometido e futuro príncipe- marido.

Notas finais
Comentem, por favor. Beijos... Lua, obrigada pelo carinho.