Notas iniciais
Oi.... Meninas, postando hoje, porque amanhã estarei viajando. Semana que vem o capítulo sairá só mais no final da semana. Beijos. Obrigada a todos os comentários e espero que mais gente comente. Beijos. Espero que gostem.

Bella

– O mundo está acabando?

Uma voz lindamente rouca se pronunciou.

Abri os olhos assustada, aquela pessoa parada a minha frente, não era uma de minhas irmãs.

E aquelas orbes, incrivelmente e intensamente verdes, não deixavam dúvidas, aquele lindo espécime, que me encarava e secava de cima abaixo, era verdadeiramente o meu prometido e futuro príncipe- marido.

Forcei minha a mente a me obedecer e estreitei mais minha visão.

Foi meu grande erro. Ali, naquele lindo lugar, eu acabara de descobrir que havia me perdido. Eu sabia, só de olhá-lo que Edward Cullen seria minha perdição.

Eu tinha consciência que precisava lhe dar uma resposta, por isso ignorei meus instintos de auto- preservação e lhe respondi.

– Não que eu saiba. Por quê?

Ele sorriu de lado.

Deus! E que sorriso! Na verdade Edward inteiro era de babar, ele era alto, provavelmente, 1,90m ou 2,00m mais ou menos, tudo isso distribuídos em um corpo magro, porém torneado, e eu podia jurar que por baixo da camiseta preta um peitoral definido se escondia. Os cabelos, apesar de revoltos e desalinhados (o que faria Alice perder o juízo), eram de uma cor indefinida, algo entre o loiro e o cobre e pareciam intensos e sugestivamente macios. Os braços e aparentemente as pernas eram fortes e bem trabalhados, o que me fez pensar, em que tipo de atividade física ele praticava. Enfim, ele era inteiro mais que lindo, não que eu tivesse muita experiência, no entanto que mulher que não sabe identificar um homem bonito?

– Moça?

– Oi? Desculpe-me, o que você disse?

Senti meu rosto esquentar. Eu tinha divagado aqui, secando o cara.

– Eu te perguntei se o “Armageddon” tinha finalmente chegado?

Ah! A conversa fiada.

– E eu te respondi que não. De onde você tirou essa ideia absurda?

– Ué, imaginei que os fins dos tempos haviam chegado, pois até os anjos do céu, já estão aqui.

Ele sorriu maroto, contemplando em mim os efeitos da própria gracinha.

– Claro, claro, um galanteador, era tudo que eu precisava e merecia para completar esse dia.

Edward segurou uma risada baixa, acho que meu humor negro o divertia. Contudo, ele não se deixou abater e continuou a puxar conversa.

– Edward Cullen, a seu dispor.

Se eu tinha alguma dúvida...

– E eu sou...

Eu já estava pronta pra usar todo o discurso, de boa e educada princesinha de Forkian, que nossa mãe nos fez decorar por dias e dias sem cessar, entretanto Edward me cortou, os planos dele, felizmente, ou não, eram outros.

– Não Espere! Não fale! Deixe-me adivinhar....

O príncipe de Angelus descansou a mão direita no queixo e se colocou a pensar. Seu olhar astuto me analisava de cima a baixo e de baixo a cima.

E dessa forma, depois de um tempo, ele surpreendentemente, pegou minha mão e me fez rodar em volta de mim mesma, fazendo assim com que eu desse uma “voltinha” enquanto ele avaliava meu todo.

– Humm!! Você com certeza não é daqui. Se fosse eu te reconheceria. Branquinha, longos cabelos castanhos, olhos também castanhos, profundos e inocentes, boca suculenta, que me faz querer perder todo o juízo que mamãe pacientemente me deu. Corpo delineado e bem cuidado, prontinho pra ser adorado e “apalpado”. É, sem dúvida, eu nunca esqueceria alguém assim tão, como posso dizer, magnificamente, marcante. É moça bonita, eu evidentemente, quero seu telefone.

Fiquei em dúvida, será que magnificamente no vocabulário dele era sinônimo de bonita ou de “dá pro gasto”?

Se ele me achou bonita, acabo de crer que vou me casar com um louco. Como assim, o cara sai cantando todas as garotas que ele acha interessante? Será que ele pede o telefone de todas as moças que acha atraente? Com que propósito ele faz isso, se ele é nada mais, nada menos que compromissado, quase noivo? Sei lá, “cada doido com a sua mania”.

Continuei calada, a brincadeira estava divertida. Eu só queria saber quando ele ia “cair na real” e desconfiar que eu era a sua Isabella Swan.

– Lógico! Como eu não pensei nisso antes, sou muito lento às vezes. É claro que eu sei quem você é.

Ele se exaltou e eu corei, finalmente ele tinha me reconhecido.

– Com toda certeza que você deve ser uma das damas de companhia da minha digníssima futura esposa.

O tom sarcástico que ele usou para me denominar não me passou despercebido, me deixando assim em estado de alerta. Por essa causa, resolvi puxar mais a língua dele, dando corda “pra ver se ele se enforcaria”.

– Esposa? Você está noivo?

Perguntei fingindo espanto e descrença por saber que ele tinha um compromisso.

– É esposa. Você não imagina a minha sofrida estória de vida, no entanto, está falando, nesse momento, com o infeliz prometido da fútil, feia e gorda princesa de Forkian. Meu pai e o pai dela querem me obrigar a honrar um acordo, que eles insanamente assinaram quando ainda éramos bebê. Entretanto, atesto que se deram mal. Meu pai vai aprender uma lição hoje.

Ele completou gargalhando. E eu ainda meio zonza por causa das palavras ácidas e ásperas, me fiz de indiferente e perguntei.

– Por que diz isso?

– Por quê? Porque neste momento, o poderoso rei de Angelus, deve estar louco atrás de mim. Ele queria que eu fosse recepcionar a” baranguinha”, da minha noivinha, porém eu não fui. E só para pirraçá- ló mais, passei a tarde toda me esbaldando em um prostíbulo, delicioso e bem frequentado, nas imediações do castelo.

Senti meu sangue gelar, era com ele que eu iria me casar. Uma pessoa que brincava de guerrinha com o pai, uma pessoa que não se dignou a conhecer a provável futura esposa, uma pessoa que julgava sem conhecer.

Oh Deus! Eu passaria mal em pouco tempo. A enxaqueca tinha voltado com força total.

– Mas então, me conta. Como ela é?

– Ela?

Perguntei. Um zumbido invadia minha cabeça e eu não conseguia, por “lei nenhuma”, colocar as ideias em ordem.

– É. A minha tal noiva?

– Você não a conhece?

Masoquistamente eu quis ouvir mais.

– Não! Óbvio que não. Meu pai diz que ela é bonita, todavia eu sei que ele mente. Certamente ela é rechonchuda, tem um nariz bem grande, e na ponta uma imensa verruga preta. Você acha que eu vou me casar com isso? Nunca! Meu pai que me arrume outra ou se case com ela ele mesmo, porque eu? Acredito que acabei de conhecer uma pretendente bem mais perfeita e competente para o cargo de mais nova e bela, princesa Angelus.

Ele piscou pra mim, tentando jogar charme. Enquanto a “boba” aqui, tentava a todo custo conter as lágrimas que estavam prestes a jorrar de todos os lados.

– Por que você a julga tão mal se nunca a viu?

– Oras porque, moça bonita. É claro que essa minha noiva deve ser uma “baranga”, pois só sendo muito feia e burra pra se dignar a aceitar um casamento arranjado.

Sacudi a cabeça tentando espantar as lágrimas.

– Sabe, Edward, eu infelizmente discordo de você. Acredito que essa sua noiva, seja mesmo é uma pobre menina- princesa, que quer, acima de qualquer coisa, agradar o amado pai, e para isso ela é capaz de colocar os próprios interesses de lado. No entanto provavelmente você não terá o prazer de confirmar as minhas palavras, ou suas teorias, pois há essa hora a princesa já deve ter voltado pro seu mundo de “futilidades”, como você mesmo disse. Pois, se você não foi à recepção, é bem provável que eles já tenham desistido do acordo e voltado para o reino de Forkian.

– Então, azar o meu, não é moça bonita? Não, acho que não, na verdade acho que hoje acordei com muita, mas muita, sorte mesmo.

Já sentindo o limite me dominar. Empurrei ligeiramente meus ombros para trás, forçando o ar a entrar mais devagar.

Inesperadamente vi por detrás dele, que Alice e Rósalie, juntamente com seus acompanhantes, vulgo irmãos do idiota que me sobrou, vinham a nosso encontro.

Protetoramente cruzei os braços e suspirei longamente, eu precisava sair dali antes que elas me vissem daquele jeito, deduzissem o que tinha acontecido e então partissem para uma guerra declarada.

– Com licença, eu preciso ir. Foi mesmo um grande desprazer, te conhecer. Eu espero mesmo, que nunca mais nos encontremos e desejo, de verdade, que você se case com uma mulher extremamente linda e que ela lhe coloque um belo par de chifres, pois é isso que você merece.

Coloquei-me de pé, e sem esperar pela resposta dele, corri para o castelo. As lágrimas já desciam, como grandes cascatas, incontrolavelmente.

O que eu mais e só queria agora, era voltar pra casa e me afundar em minha cama.

Não que chorar fosse realmente resolver meus problemas, entretanto eu era daquelas que acreditava que depois das lágrimas a razão vinha com força total. E então, eu entenderia o porquê de estar me sentindo tão mal, por causa de umas palavras idiotas, proferidas por um príncipe mais idiota ainda, estarem doendo tanto. Pois, em questões sentimentais a brilhante princesinha de Charlie, não era perita.

Definitivamente o mais certo a fazer, seria voltar para casa, ligar para Jacob, esperar sua chegada e somente depois de me esconder e aconchegar em seus braços, eu me daria o direito de chorar, pensar e então quem sabe depois de tanta lamúria, eu voltasse a levar em conta a proposta que meu lindo amigo e futuro rei de Pushian, havia me feito.

Notas finais
Gostaram? Beijos. Comentem...