Notas iniciais
Oi meus amores! Espero que gostem do capitulo, boa leitura!

A campainha toca. Vou direto a porta, suspiro e abro a porta com as mãos tremendo.

–Oi amor – diz Matt dando um selinho – o que aconteceu? Estou preocupado, voce me disse que tinha algo sério a falar comigo.

Fecho a porta, andamos até a sala.

–Elena?

–Não sei como falar isso – digo – estou me sentindo tão mal.

Ele se aproxima e coloca suas mãos em meu rosto. Ele está preocupado.

–Sabe que pode me contar qualquer coisa.

Engulo seco.

–O Stefan está passando por uma situação bem difícil ultimamente, e então eu quis tentar anima-lo levando ele para beber.

Vejo que ele continua a me olhar atentamente e não para de acariciar meu rosto.

–Bebemos mais do que devíamos, então... Então... – olho para o chão.

Seus dedos param de se movimentar pelo o meu rosto, olho para seus olhos e vejo que ele entendeu.

–Nos beijamos... E quase transamos – fecho os olhos e abaixo a cabeça.

Ele tira suas mãos lentamente do meu rosto.

Não tenho coragem de olhar para ele, não sei se conseguirei.

Respiro fundo e levanto a cabeça.

Nos seus olhos azuis estão todos cheios de lágrimas. Ele mostra que está machucado e despontado.

–Entenda que eu não sabia o que fazia... – toco em sua mão, mas ele retira rapidamente.

–Não acredito que voce teve coragem de fazer uma coisa dessas comigo – diz ele.

Lágrimas descem pelo o meu rosto.

–Eu tinha bebido muito e...

–Não use a desculpa que estava bêbada! Porque muitas vezes fazemos coisas “erradas” quando bebemos, mas na verdade aquilo não é errado e sim é uma coisa obscura que voce sempre quis.

–Eu não queria nada...

–Pensa melhor, veja o que voce sente realmente e depois vem falar comigo – ele dá as costas para mim, seguro seu braço, ele olha para mim.

–Está terminando comigo?

–Estou dando um tempo para nós dois... Na verdade para voce – ele se solta e vai embora.

Coloco a mão na boca, abaixo a cabeça e começo a chorar desesperadamente.

Dói tanto, cada palavra e cada expressão de dor dele está na minha mente, estou me sentindo tão culpada, já namoro com ele á mais de 1 ano e eu faço isso? Mas se eu for parar para pensar no que ele disse “Porque muitas vezes fazemos coisas “erradas” quando bebemos, mas na verdade aquilo não é errado e sim é uma coisa obscura que voce sempre quis”, é verdade, infelizmente é verdade. Nunca percebi, mas o Stefan é um lado obscuro meu, que eu o desejo muito, porém sei que não é o certo. Não posso terminar com o Matt por causa de uma atração física ou sexual, não vou!

–Elena? – escuto a voz de Stefan, levanto a cabeça, o vejo parado.

Corro até ele e o abraço.

–Não deu certo – digo soluçando.

–Calma, dê um tempo a ele.

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Já faz mais de uma semana que eu e Matt estamos dando um tempo. Confesso que estou bem triste e destruída, não consigo fazer nada, só pensar no sofrimento que eu estou fazendo ele passar.

–Ei, levanta daí agora! – me assusto com Stefan entrando no meu quarto.

–Ah não, me deixa – me enfio debaixo do cobertor.

Ele pula em cima de mim, dou um grito e começo a rir.

–Sai daí debaixo, senão vou ficar aqui te esmagando! – grita ele.

–Tá, eu saio – ele sai de cima de mim e eu saio debaixo do cobertor – feliz?

Ele me encara assustado.

–O que foi? – pergunto.

–Voce está bem mal.

Suspiro.

–Me diga algo que eu não saiba.

–Vamos sair? Se divertir?

–Como da última vez? Não obrigada.

Ele bufa.

–Precisa ser tão grossa assim?

–Preciso! Afinal tudo isso que eu estou passando é por sua culpa!

Vejo que ele se machucou com isso, mas não ligo. É a verdade! Desde que ele chegou aqui, minha vida virou de cabeça para baixo.

–Agora vai me culpar?

–É! Porque se voce não estivesse choramingando pelo os cantos, nada disso teria acontecido!

Sua expressão fica séria, ele se levanta da cama.

–Obrigado pela a sua sensibilidade – ele sai do quarto e bate a porta com força.

Deito novamente, ponho meu fone de ouvido e fico escutando musicas tristes. Choro até meu rosto cansar de chorar. Nunca sofri tanto desse jeito, afinal nunca me senti tão culpada como agora.

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Abro a porta do meu quarto para sair, mas acabo batendo de cara em um peitoral. Stefan. Olho para cima e o vejo.

–O que quer? – pergunto bem grosseiramente.

–Vim ver se a senhorita vai sair hoje – ele diz ironicamente e ao mesmo tempo grosseiramente.

–Não irei, dá para sair da minha frente?

–Claro, esquentadinha – ele não sai.

Empurro-o para o lado e desço as escadas.

Vou até a cozinha, pego uma garrafa de whisky e encho um copo. Dou um gole.

–Bebendo? Hum, muito bem – diz Stefan.

Olho para ele.

–Para de me encher o saco, tá?

–Não estou te enchendo o saco, vim pegar água – ele vai até a geladeira e pega uma garrafa de água – quero distancia de voce.

–Que ótimo, porque eu também quero – bebo outro gole.

–Boa noite, miss simpatia – diz ele saindo com o copo de água e entrando no quarto.

Miss simpatia? Sério que ele vai ficar brincando com a minha cara? Não sei como gastei tanto tempo com ele.

POV Stefan

Acordo com um barulho de um vidro quebrar na cozinha. Pulo da cama. Corro para a cozinha e vejo sangue. Ligo a luz e vejo Elena sentada em um canto, com a perna cortada. Ela está chorando e gemendo de dor.

Corro até ela, me ajoelho em sua frente.

–Voce está bem? – pergunto.

–Minha perna, está doendo muito – diz com dificuldade.

Percebo que ela está muito bêbada.

–Fica aqui, já volto.

Pego um kit de primeiro socorros que tem na casa, consigo tirar os cacos de vidros que tem na perna dela e fazer um curativo.

–Vem cá – a pego na colo e subo com ela até seu quarto.

Deito-a na cama, passo a mão na sua cabeça e dou um beijo em sua testa.

Como eu consigo ser atraído tanto por ela? Cada vez mais é pior! Talvez eu esteja me apaixonando por ela, e eu nem saiba.

Dou as costas para a cama, mas sinto sua mão segurar a minha. Olho para trás.

–Fica comigo? – pergunta.

Sorrio.

–Claro – digo.

Deito ao seu lado. Ela deita sua cabeça em meu peitoral, a envolvo em meus braços e fico acariciando sua cabeça, até ela cair no sono.

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POV Elena

A luz que entra no quarto, me faz acordar. Vejo que Stefan ainda está aqui, abro um sorriso instantaneamente.

Sento-me na cama e a dor de cabeça vem.

Vou para o meu banheiro, tomo um banho e tomo um remédio para a dor. Meus machucados na perna ainda doem, não consigo andar direito.

Saio do banheiro e o vejo sentado na minha cama.

–Como voce está? – pergunta ele.

–Com muita dor – sento ao seu lado.

Ele olha para a minha perna com curativos.

–Como se cortou?

–Sei lá, eu estava nervosa, taquei o vidro de whisky no chão e escorreguei no liquido, e acabei me cortando com o que já tinha no chão.

Ele sorri.

–Só voce mesma – diz ele.

Balanço a cabeça.

–Obrigada, se não fosse voce, sei lá o que tinha me acontecido.

–Segunda vez que salvo sua vida.

–Sim – sorrio.

Suspiro arrependida.

–O que foi? – ele pergunta e segura minha mão.

–Eu falei que tudo isso era sua culpa...

–Não se desculpe, está tudo bem.

–Não está tudo bem, falei do seu pai como se não significasse nada. Me desculpa, desculpa mesmo.

Ele sorri e concorda com a cabeça.

–Tudo bem, sei que estava nervosa, Miss simpatia.

Rio.

–Sacanagem – digo.

–Ué é um elogio – diz com ironia.

–Com certeza – digo rindo.

Dou um beijo em sua bochecha e acaricio sua mão.

–Obrigada – sorrio para ele.

Notas finais
E ai? O que acharam? Contem-me nos comentários, gosto de saber a opinião de vocês, beijos!