True Love
12 Sentimentos
Notas iniciais
–Oi, ocupada? – pergunta Stefan entrando no meu quarto.
–Estudando – reviro os olhos.
Ele fecha a porta e se aproxima.
–Eu vou visitar meu irmão, e achei que voce...
–Sim, eu quero ir – digo animada.
Adoro crianças e principalmente o Damon. Ele é tão alegre e com certeza vai me deixar mais para cima, e me fazer esquecer todos esses problemas.
Ele sorri.
–Está indo agora? – pergunto.
–Hã... Sim, mas se quiser te espero.
–Ok, vou me arrumar.
–Tá, te espero lá em baixo – ele sai do quarto.
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Saímos do carro, vamos até a porta e ele toca a campainha.
A porta se abre e Damon aparece.
–Stef! – grita ele correndo para os braços do irmão e com um sorriso enorme.
–Oi moleque – diz Stefan abraçando-o com um sorriso no rosto.
Damon se afasta e olha para mim.
–Elena! – ele me abraça.
–Oi – digo.
Ele se afasta.
–Damon, quem está... – diz a tia de Stefan aparecendo na porta – Stefan, oi – ela o abraça – nem sabia que voce viria – ele se afasta.
–Foi de ultima hora – diz.
–Elena, certo? – ela pergunta.
–Sim – ela me cumprimenta.
–Entrem, por favor.
Entramos e ela nos guia até a sala.
Sentamos no sofá.
–Querem alguma coisa? Água? Café? Suco?
–Suco – diz Stefan.
–Para mim também – digo.
–Tudo bem – ela vai até a cozinha.
–E ai? Está gostando daqui? – pergunto a Damon que está em pé na nossa frente.
–Sim, aqui é muito legal, eu tenho vários brinquedos.
–Sério? – pergunto.
–Sim! – diz entusiasmado.
–Tem se comportado? – pergunta Stefan.
–Sempre me comporto – diz convencido.
Dou uma risada.
–Voce é igual ao seu irmão – digo.
–Ei! Como assim? – diz Stefan me dando uma cotovelada.
–Os dois são convencidos – digo encarando-o.
Ele revira os olhos.
–Não sou convencido.
–Ah não?
Ele me encara e fico encarando-o, fazendo nossos olhos encontrarem a boca do outro.
–Aqui está o suco de vocês – diz Hanna entregando os copos e fazendo a gente sair do nosso “transe”.
–Obrigada – agradeço.
Ela senta no sofá a frente ao nosso.
–Então, como se conheceram? – pergunta ela.
Me engasgo com o suco. Como assim se conheceram? Não somos um casal!
–O que? – ele pergunta assustado.
–Voces não namoram?
–Não! – respondemos juntos.
Ela se assusta.
–Ah me desculpa... É que vocês parecem um casal... Esquece – diz sem graça.
–Tudo bem – digo.
Um silencio constrangedor fica na sala, fico olhando para baixo e bebendo o suco.
–Stef, vem ver meu quarto – diz Damon puxando-o.
–Tá – Stefan se levanta e deixa ser guiado por Damon.
Fico olhando-o se afastar.
–Gosta dele né? – pergunta Hanna.
–O que? – olho para ela.
–Desculpa me intrometer, mas vejo o jeito que um olha para o outro...
–Não, não, somos somente amigos, nada além disso – digo.
–Acho que ele queria algo a mais do que isso – diz ela.
Sorrio e abaixo a cabeça envergonhada.
–Somos só amigos – olho para ela.
Tudo bem que eu tenho uma atração física e sexual pelo o Stefan, mas eu amo o Matt, é com ele que eu planejo meu futuro, não com o Stefan.
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–Está a fim de ir a algum lugar? – pergunta Stefan, enquanto nos dirigimos até o carro.
–O que acha de ir tomar um Milk shake? – pergunto.
Ele sorri.
–Acho ótimo – diz.
Entramos no carro e vamos até uma lanchonete.
–Ele está conseguindo passar pela a morte do pai muito bem né? – digo.
–Mais do que eu imaginava, acho que ele está sendo mais forte do que eu – ele abaixa a cabeça e vejo cair uma lágrima em sua calça jeans.
Seguro sua mão e acaricio.
–Sorria, sorria por ele – digo.
Ele olha para mim.
–Sei que ele não quer te ver triste, muito menos triste por causa dele.
Ele concorda com a cabeça.
O carro para, saímos, entramos na lanchonete e fazemos o pedido.
–Então, me conte alguma coisa sobre voce.
–Como assim? – pergunta ele.
–Eu já te contei tantas coisas sobre mim, fala alguma coisa sobre voce.
–O que quer saber?
Penso.
–Sobre o Stefan pegador.
Ele dá uma risada.
–O que quer saber sobre esse cara?
–Se ele já se apaixonou?
–Já.
–Por quem?
–Já faz um bom tempo, era uma garota da minha rua... Ela era linda e inteligente – ele para de falar.
–E?
–Ela tinha um namorado.
–Ah nossa – tá por essa eu não esperava.
–Foi o meu primeiro amor e também o último.
Estranho.
–Por quê?
–Porque quando ela soube que eu era apaixonado por ela, ela começou a me provocar, a me fazer sofrer por causa dela, sabe?
–Está brincando? Mas que vadia!
–Nem me fale.
–Quantos anos voce tinha?
–Uns 20 anos.
–Então voce nunca namorou?
–Não.
Ah meu Deus! Como assim?
–Sério?
–Sim, não acredito no amor, então só saio com mulheres.
–Não devia pensar assim – digo.
–Mas para mim o mundo é assim, quem se apaixona se ferra.
Encaro-o.
–Uma hora você irá se apaixonar e vai ver que será a melhor sensação do mundo.
–Não sou do tipo romântico, não sirvo para namorar.
–Ah voce é.
–O que?
–O jeito que voce trata seu irmão, as pessoas que ama, mostra que voce tem seu lado romântico e que pode sim amar alguém.
Ele suspira.
–Tá, eu posso amar alguém, mas quem se apaixonaria por mim? Eu só trago sofrimento e dor!
–Não fala assim, voce é corajoso, romântico, sarcástico, metido – rio – protetor, carinhoso, eu poderia ficar o dia inteiro falando das suas qualidades... — olho nos seus olhos — Stefan voce é um cara incrível, que faria qualquer mulher se apaixonar por voce, disso eu não tenho duvida.
Ficamos nos olhando, em silencio, como se não tivéssemos o que falar. Sua expressão é de surpresa e pelo clima que está rolando agora podíamos se beijar.
–Aqui está – diz a garçonete colocando os Milk shakes na mesa.
–Obrigada – digo.
–Obrigado – diz ele.
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POV Stefan
–Hoje foi muito bom, sério eu precisava de tudo isso – diz Elena, enquanto caminhamos até a entrada da casa.
–Eu imaginei que precisava, afinal está estressada desde que está nesse rolo com o Matt, então a melhor pessoa para acalmar é o Damon.
–Sim, ele é um garoto incrível, mas estou falando dessa tarde com você – diz com um sorriso – não sei como você consegue, só sei que quando eu estou com você eu esqueço os problemas.
Meu coração acelera. Elena para de me deixar tenso!
–Sempre que precisar – dou um sorriso.
Entramos em casa.
–Vou subindo, estou bem cansada... Te vejo amanhã, boa noite.
–Boa noite.
Ela se afasta e sobe as escadas.
Sigo em frente, até chegar ao meu quarto, tomar um banho e cair na cama.
Agora eu já tenho certeza, eu a amo. É difícil admitir isso, porém é a verdade, quando ela me disse “Stefan voce é um cara incrível, que faria qualquer mulher se apaixonar por voce, isso eu não tenho duvida”, não sei o que aconteceu, mas eu coração acelerou e minhas mãos começaram a formigar, eu senti algo que eu nunca senti antes. Eu a amo, eu amo uma mulher que nunca poderia me amar, uma mulher que é incrivelmente bonita e que nunca queria ter algum tipo de relacionamento comigo, uma mulher que tem uma vida totalmente diferente da minha... É a maior idiotice que estou fazendo na minha vida! Nunca queria que acontecesse isso, mas eu amo tudo nela, seu sorriso, seu jeito de rir, seus olhos, seu corpo, seu jeito de ser sexy, eu amo ela por inteiro. Isso nunca aconteceu comigo, ela me pegou desprevenido e roubou meu coração, sem ao menos eu perceber... E agora é só esperar para sofrer por ela.
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–Stefan? Stefan? – escuto uma voz feminina e suave no meu ouvido, seus lábios deslizam levemente pela a minha orelha, fazendo eu me arrepiar. Abro os olhos devagar e vejo Elena sentada ao meu lado, sorrindo para mim.
–Elena? O que faz aqui? – pergunto com uma voz rouca por causa do sono.
–Estou aqui para fazer o que tenho vontade á muito tempo – ela sobe em cima de mim e me beija.
Meu corpo estremece e só consigo sentir o gosto do seu beijo, fui pego desprevenido, mas não vou perder essa chance. Minhas mãos vão direto para suas coxas e aperto-as, enquanto me beija vai dando mordidas no meu lábio ao mesmo tempo. Ela afasta seu rosto do meu, me olhando com um olhar pervertido, tiro minha camisa. Ela tira sua blusa sensualmente e puxa seu cabelo liso para trás, me deixando cheio de tesão, a puxo contra mim violentamente e a beijo apaixonadamente. É como se agora eu tivesse conseguido o que eu sempre quis, e nunca quero mais sair daqui, desse momento.
Escuto um barulho, como se fosse o barulho do meu despertador. Abro os olhos, sento na cama, olho ao meu redor e vejo que ela não está mais no meu quarto. Tento processar tudo o que tinha acontecido. Foi um sonho. Suspiro e dou um soco na cama, passo minha mão na minha testa que está suando. Como eu queria que fosse verdade, que ódio por eu ter sonhado com isso, parecia tão real... Estou suando e meu corpo está quente, é como se ela ainda estivesse aqui, me deixando excitado e com muita vontade de tê-la para mim.
Preciso tomar um banho!
Levanto da cama e vou para o banheiro. Vou para debaixo do chuveiro e tomo um banho gelado, fecho os olhos e eu ainda a sinto em cima de mim, me beijando loucamente e me olhando daquele jeito como ela me olhou no dia em que nos beijamos enquanto estávamos bêbados, é como se eu sentisse seu cheiro e seu corpo deslizando sob o meu... Essa mulher vai me levar a loucura, estou apaixonado por ela e não consigo tira-la da minha cabeça.
Saio do chuveiro, pego a toalha e saio do banheiro, abaixo a cabeça para prender a toalha na cintura, enquanto caminho até meu quarto, mas esbarro em alguém, minha toalha cai no chão, olho para frente e vejo Elena. Ela olha para o meu pênis e faz uma cara de surpresa, e tampa os olhos.
–Meu Deus, desculpa – diz com os olhos tampados e gaguejando – ai não acredito nisso! – diz nervosa.
Pego a toalha e enrolo na cintura.
Tudo bem estou morrendo de vergonha. Já não bastava eu ter um sonho erótico com ela, gora esbarro na a mesma e minha toalha cai no chão.
–Pode destampar o olho – digo.
Ela me olha. Vejo que está vermelha de vergonha.
–Desculpa, eu sou muito desastrada...
–Não, tudo bem, afinal é normal uma pessoa sair do banheiro e acabar ficando nua na frente de outra – digo.
Começamos a rir e depois das risadas pararem, ficamos nos olhando.
–Eu vou indo – digo finalmente tirando o clima tenso.
–Tá – diz.
Desvio dela e vou para o meu quarto.
Coloco meu uniforme e deixo a gravata pendurada, como sempre não consigo amarra-la direito e estou com vergonha de pedir ajuda a Elena, depois do que aconteceu hoje. Saio do quarto e vou até a cozinha, onde a encontro em pé em frente ao balcão bebendo café, ela olha para mim e me cumprimenta com um movimento com a cabeça, faço o mesmo. Pego uma caneca e coloco café, vou até ela e fico parado ao seu lado, olhando para frente, sem coragem de olhar para ela. Percebo que ela vira para mim, mas continuo a olhar para frente.
–Olha, sei que foi bem esquisito o que aconteceu hoje – olho para ela – mas não precisa ficar esse clima tenso, ok?
–Hã... Tá, é que meio impossível de não ficar.
–Eu sei... Afinal eu vi seu pênis – ela bate a mão na testa – mas que merda que eu tô falando?
Começamos a rir.
–Por que esses acontecimentos constrangedores e esquisitos tem que acontecer com a gente? – pergunto.
–Não sei – diz ainda rindo.
Ela suspira e olha para o seu relógio.
–É melhor irmos, se não vou me atrasar – diz ela pegando a bolsa.
–Ei, preciso de ajuda – digo apontando para a gravata.
Ela dá um sorriso e solta a bolsa no balcão. Se aproxima de mim e dá o nó bem levemente e lentamente. Nossos rostos estão tão próximos, que eu sou capaz de fazer uma loucura. Ela termina o nó, mas continua bem perto de mim, então levanta seu rosto para me olhar e fico olhando-a. Se fizermos qualquer movimento, nos beijamos.
–Bom dia – escuto a mãe de Elena descendo a escada.
Ela se afasta rapidamente de mim e olha para a mãe.
–Bom dia filha – ela dá um beijo na bochecha de Elena e olha para mim – bom dia Stefan.
–Bom dia – digo.
–Temos que ir, estou atrasada – Elena pega a bolsa e a sigo.
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