True Love
9 Surpresa
Notas iniciais
Chegamos a mansão, saio do carro com Elena e Matt. Os dois entram em casa, enquanto eu tiro a minha mala e a dela. Pego as duas e entro.
Vejo Elena abraçando a mãe e o irmão.
–Como foi a viagem querida? – pergunta sua mãe.
–Foi ótima, depois eu te conto tudo.
–Tudo bem – diz ela sorrindo.
–Cadê meu pai?
–Na empresa.
–Ah, depois eu falo com ele... Vou subir estou bem cansada.
Elena vai até a escada, vou atrás dela.
–Quer que eu leve a sua mala? – pergunto.
–Tudo bem – diz.
Levanto a mala para subir as escadas.
–Não precisa, eu levo – diz Matt.
Olho para ele e depois olho para Elena.
–Tudo bem, Stefan, vai descansar – diz Elena.
Entrego a mala a Matt.
Ele sorri para mim, dou um sorriso bem falso. Os dois sobem.
Sei que eu não deveria criar raiva dele, mas estou. Primeiro ele faz com que a Elena me deixe plantado sozinho, e agora está até fazendo os meus serviços! Admito que estou com ciúmes! Mas quem sou eu para tentar competir com um filho de papai, com cabelos loiros e olhos azuis? Sou um simples empregado, drogado e assaltante.
Vou para o meu quarto. Coloco a mala em um canto do quarto, tiro minha camiseta e deito na cama.
Sinto que minha vida vai virar de ponta cabeça, porque estou achando que vou acabar me apaixonando pela a Elena, uma pessoa que namora e que nunca me veria mais do que um amigo! E o que vai acontecer? Vou simplesmente me fuder, sofrendo por ela sendo que ela só quer minha amizade. E por mais que eu tente não gostar, eu acabo gostando mais dela, seu jeito de sorrir, o seu perfume, seu jeito de agir, seu jeito de ajudar as pessoas, e ver o lado bom nelas, isso cada vez me faz me apegar a ela. Ela foi a única pessoa que viu o meu lado bom, ela e o meu irmão, todos os outros só me jugavam, mas ela desde o começo viu o bem em mim, mesmo eu tentando mostrar o contrário. Igual a ela eu nunca irei encontrar, Elena é uma mulher única e quem conseguir ter o coração dela, é um cara de sorte.
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–Stefan? – escuto uma voz feminina.
Abro meus olhos com dificuldade, olho e vejo Elena sentada em minha cama.
–Desculpe por te acordar, é que eu tenho uma surpresa para voce – diz ela com um sorriso.
–Tudo bem – sento na cama, meio sonolento – o que é?
–A surpresa está lá fora – ela se levanta e vai até a porta.
Levanto-me, visto uma camisa e sigo-a. Ela para e vejo meu pai e meu irmão.
Um sorriso instantaneamente abre em meu rosto, Damon corre em minha direção, o pego no colo e o abraço.
–Senti tanta sua falta, Stef – diz ele.
–Eu também – não consigo conter minhas lágrimas.
O aperto o máximo que eu posso, já deve fazer uns cinco meses que eu vim para cá, e desde que eu sai de casa não vi o meu irmão.
O ponho no chão.
–Por que está chorando? – pergunta ele.
Ajoelho-me.
–Estou chorando de felicidade – ele seca as minhas lágrimas.
Olha ao redor.
–Aqui é tão grande e bonito – diz ele.
Elena se ajoelha.
–Quer conhecer a minha casa? – pergunta ela.
–Sim, quero! — diz ele animado.
Ela se levanta, dá um sorriso para mim, segura mão de Damon e sai com ele pela a casa.
Levanto-me, vou em direção do meu pai e o abraço.
–Oi filho.
–Oi pai – afasto-me.
–Estou vendo que voce está bem melhor – diz ele.
–É... Eu acho que essa casa me faz bem.
Ele fica surpreso.
–A casa? Ou alguém que mora aqui?
Sorrio.
–Ela é uma ótima mulher, se importa com voce.
–Somos só amigos, pai.
–Mas voce quer mais né?
–Seria bem impossível não acha? Uma mulher que faz faculdade, namora um cara de uma família bem rica, iria trocar ele por um drogado sem futuro que nem eu?
–Não fala assim, filho. Se voce ama alguém, não importa as circunstancias, voce fica com essa pessoa.
–Não a mereço.
–Merece, porque voce pode dar um de durão, mas é um homem de grande coração e capaz de amar alguém.
–Não posso, voce sabe que não posso.
–Não acredito que vai levar para a sua vingança, ou seja, lá o que for!
–Eu estaria traindo ela.
–Não estaria, ela te amava filho, ela gostaria de te ver feliz, não importa com quem.
Abaixo a cabeça.
–Vamos interromper? – pergunta Elena com Damon.
–Não, claro que não – digo.
–Eu vou indo – diz meu pai.
–Por quê? – pergunto.
–Tenho que resolver umas coisas, depois eu volto para buscar o Damon.
–Não se preocupe senhor Salvatore, o motorista leva o Damon mais tarde – diz Elena.
–Ah, tudo bem – diz ele.
–O motorista está ai na frente para o senhor.
–Obrigado – ele agradece, me abraça e vai embora.
Vou até Damon e Elena.
–E ai conheceu a casa? – pergunto a ele.
–Sim, e a Elena me disse que vai mostrar o jardim.
Olho para ela.
–Quer vir? – ela pergunta.
–Sim – seguro a outra mão dele e vamos até o jardim.
–Ali atrás tem cachorros, gosta de cachorros? – pergunta ela.
–Sim, eu amo cachorros – diz Damon animado.
Vamos até um canto do jardim, onde tem alguns cachorros presos em coleiras.
–Posso brincar com eles? – pergunta Damon.
–Claro — diz ela.
Ele corre até eles.
–Parece que ele gostou bastante de voce – digo.
–Ele é um bom menino.
Fico olhando para ela. Como ela pode ser tão doce e tão linda? Essa mulher mexe comigo, que eu nem sei como ela consegue.
–O que foi? – ela pergunta.
–O que?
–Voce está me olhando... De um jeito diferente.
–Eu? Não, não.
Ela sorri.
–Gosta de cachorros?
–É... Não muito – digo meio tenso.
Ela me analisa.
–Espera, voce tem medo de cachorros? – pergunta ela.
–Não é medo... É meio...
Ela começa a rir.
–Não acredito que tem medo de cachorro.
–Para de rir!
–Tá, vou tentar – diz ela ainda rindo.
Reviro os olhos.
–Qual é o problema? Todo mundo tem medo de alguma coisa.
–Mas nunca pensei que Stefan Salvatore, o que mete medo em todo mundo, teria medo de cachorros – diz ela com ironia.
Fico encarando ela, enquanto ela ri.
–Voce nunca vai esquecer isso né? – acabo rindo da situação.
–Não – ela não para de rir.
–Lena, vem ver isso – diz Damon a puxando.
Ela vai com ele e os dois ficam fazendo carinho nos cachorros.
Agora ver ela desse jeito com meu irmão, os dois se divertindo e rindo, me faz querer ela mais e mais. Parece que a cada dia eu me sinto mais atraído por ela. Mesmo sem eu pedir, ela trouxe as pessoas que eu mais amo aqui, ela é tão especial e tão incrível, que qualquer um pode se apaixonar por ela.
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–Vamos assistir um filme? – pergunta Damon.
–Vamos – diz Elena.
Caminhamos até a sala, Damon senta no meio do sofá, sento ao seu lado. Elena coloca um desenho no DVD e senta ao lado de Damon.
Durante o filme inteiro eu e ela ficávamos trocando olhares e sorrisos.
Mesmo ela namorando outro cara, eu sei que temos uma química, e que ela também sabe, vejo o jeito que olha para mim, ela pode tentar esconder, mas nós dois sabemos o que sentimos.
–Senhorita Gilbert, tem um homem no telefone a procura do Stefan – diz uma empregada.
–Pode entregar a ele – diz Elena.
Estranho.
Pego o telefone.
–Senhor Salvatore? – escuto uma voz masculina que não conheço.
–Sou eu, quem é?
–Meu nome é Thomas, sou médico do hospital de Mystic Falls, e recebi seu pai hoje.
–Meu pai? – meu coração acelera.
–Sim, ele sofreu um acidente de carro e foi socorrido pela a ambulância – levanto-me do sofá — tentamos de tudo para salva-lo, mas os ferimentos eram muito graves e infelizmente não conseguimos, o seu pai faleceu, sinto muito.
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