True Love
10 Arrependimentos
Notas iniciais
Largo o telefone no chão, fico parado, tentando processar o que acabei de saber. É como se meu coração estivesse se despedaçando, e eu sinto essa dor. Todos os momentos que eu passei com o meu pai volta como um flash, fazendo eu me lembrar principalmente das várias vezes que o fiz chorar ou briguei com ele. Eu falhei com ele também, eu falho com todos que eu amo, e agora que eu o perdi, me sinto culpado. Olho para Damon e meus olhos enchem de lágrimas.
–Stefan? – pergunta Elena – o que aconteceu?
Abraço Damon e começo a chorar.
–Meu Deus, não pode ser – digo soluçando de chorar, fico negando com a cabeça sem parar, não consigo acreditar que mais uma pessoa que eu amo foi tirada da minha vida.
–Stef? O que foi? – pergunta Damon se afastando.
–O papai... O papai... – não consigo falar. Meu irmão era tão apegado ao meu pai, mais do que eu, não sei se ele aguentaria, mas não posso esconder ou mentir sobre isso, ele tem que lidar com tudo isso.
–O que aconteceu com o papai?
Olho para Elena. Ela entende o que aconteceu.
–Não – diz ela colocando a mão na boca.
–O papai ele sofreu um acidente de carro e... Ele está com a mamãe agora – digo tentando ser mais delicado o possível.
–Não, Stef, não! É mentira isso! Não! – ele começa a gritar.
Abraço-o.
–Não! Stefan! O papai não pode ter morrido! Não! – ele chora desesperadamente.
Não consigo parar de chorar, está doendo tanto, e ver o meu irmão desse jeito me machuca mais ainda. Mas preciso acalma-lo, preciso que ele aguente tudo isso, então vou ter que demonstrar que isso não é uma coisa ruim e só depois eu posso me destruir em lágrimas e dor. Quando a nossa mãe morreu, ele tinha cinco anos, não sofreu tanto porque ele era tão pequeno, mas agora não sei se vou conseguir acalma-lo.
Afasto-me dele e seguro seu rosto, secando suas lágrimas.
–Não, não – diz ele repetidamente.
–Damon, me escuta – ele olha para mim – não precisa chorar, pensa como ele está feliz agora, ele encontrou a mamãe, os dois estão juntos de novo.
–Mas ele não está com a gente – ele continua a chorar.
–Quem disse que ele não está? Ele e a mamãe estão aqui com a gente, agora, protegendo e cuidando de nós dois.
–Eu queria ver eles.
–Eu também – minhas lágrimas lutam comigo para poderem descer, mas controlo-as — mas não conseguimos e sei que os dois não querem ver voce chorando, ou sofrendo.
Ele tenta se acalmar.
–Ele está com a mamãe?
–Está, ele está com ela, lembra que a única coisa que ele queria era ter a mamãe? Agora ele a tem – acaricio seu rosto. Meu coração dói tanto.
–Ele deve estar bem feliz – diz ele sorrindo.
–Com certeza – dou um pequeno sorriso, pois não consigo dar um maior – e os dois não querem te ver assim, voce pode sentir falta deles, mas saiba que os dois sempre estarão com voce, sempre.
–Será que eles estão aqui?
–Tenho certeza que sim, e estão muito orgulhosos por voce ser esse garoto forte.
Ele me abraça.
–Espero que ele esteja feliz lá no céu – diz Damon.
–Eu também.
–Eu te amo, papai – diz ele baixinho.
Tento segurar minhas lágrimas.
Ele se afasta.
–Quando você quiser vê-lo, pegue uma foto dele e feche os olhos – algumas lágrimas descem pelo o meu rosto – ai você poderá vê-lo e falar com ele.
–Sério? – ele fica animado.
Concordo com a cabeça.
Sua expressão fica preocupada.
–Com quem eu vou morar? – pergunta ele.
Suspiro.
–Comigo – digo.
Ele sorri.
–Sério?
–Sim – digo.
Não importa o que eu tenha que fazer, não irei abandonar meu irmão, farei o impossível para cuidar dele, ele precisa de mim agora e eu mais ainda, ele já sofreu muito nesses oito anos de vida, não vou fazê-lo sofrer mais.
–Katie – grita Elena.
–Sim senhora – aparece a empregada.
–Leva o Damon para tomar um lanche?
–Vem cá, vamos fazer um lanche bem gostoso?
–Tá – Damon corre até Katie e os dois saem da sala.
Olho para o chão e começo a chorar.
–Ei – Elena segura minha mão – vai dar tudo certo.
–Eu perdi o meu pai e minha mãe.
Ela se aproxima e me abraça.
–Está doendo tanto, uma hora ele estava aqui, agora não mais! – digo soluçando.
–Estou aqui com voce, escutou? Irei com voce aonde voce for – ela acaricia minha cabeça.
–Como poderei cuidar do Damon? Não sou boa influencia, não consigo cuidar dele.
–Vamos dar um jeito, ok?
Afasto-me dela e olho para ela.
–Não sei se consigo.
–Eu confio em voce, sei que voce pode – ela seca minhas lágrimas – sei o quanto deve estar doendo, mas voce precisa ser forte, pelo o seu irmão.
–Provavelmente vou fazer alguma besteira, não sei lidar com a dor.
–Se me deixar te ajudar – ela segura minha mão – eu não deixarei voce fazer nada de errado.
Concordo com a cabeça.
Fecho os olhos e deixo as lágrimas descerem.
–Eu perdi meu pai, ele morreu – digo.
Ela põe suas mãos em meu rosto e acaricia.
–Voce o perdeu, não faça seu irmão também o perder, seja um pai para ele.
–Não sou capaz de fazer isso – abaixo a cabeça.
–Você é capaz de fazer tudo, você é um homem incrível, vai ser o melhor pai e irmão para o Damon, eu tenho certeza disso. E se precisar de mim, sempre estarei aqui para te ajudar.
–Mas...
–Stefan, eu confio em você – ela diz confiante me olhando nos olhos.
Nunca ninguém me disse isso, só minha mãe, somente minha mãe acreditava em mim desse jeito. Não sei como ela consegue ter tanta confiança em mim, e isso me faz ficar cada vez mais louco por ela.
–Vem cá – ela me abraça.
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Alguns dias depois
–Calma, vai dar tudo certo – diz Elena.
–Será? Como vou conseguir a guarda do meu irmão, sendo que eu tenho um péssimo histórico?
Depois que soube da morte do meu pai, no dia seguinte fizemos o velório e depois o enterro. Elena pagou tudo e planejou tudo, eu não queria, mas ela fez questão de fazer tudo aquilo, afinal eu não teria tanto dinheiro para fazer um velório e um enterro digno ao meu pai, então acabei aceitando.
–Eu acredito em voce – ela sorri.
Sorrio.
Só ela para me acalmar e me fazer pensar no melhor, mesmo que as circunstancias provem o contrário.
–Senhor Salvatore? – chama meu advogado.
Levanto-me com Elena e entramos em uma sala, sentamos na mesa e começamos a conversar sobre a guarda do meu irmão. Vejo minha tia Hanna do outro lado da mesa, ela é irmã da minha mãe e madrinha de Damon. Eu confio muito nela, mas eu quero o meu irmão, não quero que ele fique com mais ninguém além de mim.
–Acredito que a criança tenha que ficar com Hanna Salvatore, tia e madrinha de Damon Salvatore, porque o irmão da criança, Stefan Salvatore, não tem capacidade para cuidar de seu irmão – o advogado da minha tia, tira uma folha de sua pasta — se puxarmos a ficha dele, vemos que aqui contem roubos, agressões, uso de drogas...
Elena segura minha mão, olho para ela, ela olha para mim e dá um sorriso. Respiro fundo e tento me acalmar.
Depois de algum tempo, chega a conclusão.
–Está decidido que a guarda legal de Damon Salvatore, será de Hanna Salvatore, tia do menino.
–O que? Não! – levanto-me.
–Stefan – diz Elena tentando me acalmar.
–Não, por favor, ele é meu irmão precisa de mim.
–Desculpe, senhor Salvatore, essa é a nossa decisão.
Olho para Elena, ela se levanta e me abraça.
–Ele vai estar em boas mãos, com certeza ela cuidará bem dele – diz Elena.
–Mas eu queria ficar com ele, queria...
–Eu também queria, mas temos que aceitar – ela se afasta – tenta se acalmar.
Olho para a minha tia.
–Querido, sabe que eu trato Damon como um filho, vou cuidar muito bem dele e quando voce quiser poderá visita-lo, mas todos nós temos consciência que voce não teria chances de cuidar dele direito – diz ela e então me abraça – sinto muito pelo o seu pai, era um grande homem – ela se afasta.
Concordo com a cabeça.
Ela sai da sala.
Suspiro.
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Estou sentado na minha cama e olhando as fotos do meu pai. Ainda não faz muito tempo que ele morreu, mas sinto uma falta dele tão grande. A única pessoa que me faz continuar forte é o Damon, porque sem ele não sou nada. Perdi os meus pais e é como se uma parte de mim fosse tirada, toda a dor que eu ainda sinto pela a morte da minha mãe, se duplicou pela a morte do meu pai. O pior é que eu me sinto culpado, porque se não fosse por minha causa ele não teria vindo até aqui e não teria sofrido o acidente, talvez isso tudo seja a minha culpa, agora meu irmão está com a nossa tia e pelo menos ele está feliz, mas ainda sente falta do nosso pai.
–Oi – escuto a voz de Elena.
Olho para a porta e a vejo, ela fecha a porta e senta ao meu lado.
–O que foi? – pergunta ela.
–Meu pai... Sinto muita falta dele – digo chorando.
Ela seca minhas lágrimas.
–Lembra quando voce recebeu a noticia da morte dele? E voce teve que acalmar o Damon, para ele não sofrer com isso?
–Sim.
–Por que não diz tudo aquilo para si mesmo? Afinal parte disso é verdade.
–Eu não consigo – digo abaixando a cabeça – nada o que eu dizer para mim mesmo, irá trazê-lo de volta.
Ela levanta a minha cabeça.
–Com certeza a única coisa que seu pai e sua mãe quer agora, é que voce sorria e viva a sua vida, e que não fique sofrendo por eles. Eles não querem te ver infeliz, querem ver o filho deles sorrindo – ela dá um sorriso acolhedor — querem que você seja forte e que se lembre de que eles te amam.
Tento me acalmar, mas algumas lágrimas ainda se atrevem a descer pelo o meu rosto.
–Seja forte e não fique remoendo sua dor, eles não querem isso.
Abraço-a.
–Obrigado, obrigado por tudo – digo – voce foi a única pessoa que me deu mais força durante esse tempo, obrigado.
–Não precisa me agradecer – ela se afasta – eu fiz o que um amigo deve fazer pelo o outro – dou um sorriso — o que acha de sair e beber um pouquinho?
–Não estou no pique, quero ficar aqui chorando e...
–Por isso mesmo que eu te chamei, para esquecer tudo isso e se divertir um pouco.
–Elena, não estou com cabeça para isso.
Ela me encara.
–Já faz uma semana que ele morreu Stefan, você sofreu todo esse tempo, se divirta um pouco, por ele – ela dá um sorriso.
–Com esse sorriso não dá para negar.
Ela ri.
–Me encontra lá fora daqui a meia hora – ela se levanta e sai do quarto.
POV Elena
Desço as escadas e o vejo lá embaixo, ele me olha e vejo que está impressionado.
–Nossa – diz.
–O que?
–É que... Voce está muito linda.
Sorrio meio envergonhada.
–Obrigada – caminhamos até o carro.
O vejo ir para o banco do motorista.
–Ei, não! Hoje voce é meu convidado, não vai dirigir – digo.
Entramos no banco de trás, digo para o motorista dirigir até uma balada.
–Sinto que vou estragar a noite, não estou muito animado – diz ele.
–Só tenta esquecer tudo, esqueça todos os seus problemas.
–Tá, vou tentar.
O carro para, saímos. Ele dá o braço, seguro nele.
Entramos na balada.
–Voce sempre vem aqui? – pergunta ele.
–Eu vinha quando eu era solteira, faz um bom tempo que não venho – digo gritando por causa da alta musica.
O seguro pela a mão e o puxo até o bar.
–Duas cervejas, por favor – peço ao barman.
–Está querendo me embebedar? – pergunta ele.
–Talvez – digo.
As bebidas chegam, pego a garrafa e bebo tudo em um só gole.
–Uma tequila – peço.
Ele fica me olhando surpreso.
–O que foi? Não consegue beber? – o provoco.
–Está me desafiando?
Balanço os ombros.
Ele bebe em um gole.
–Tequila – ele pede.
Sorrio e ele sorri também.
Bebemos tanto que até perdi a conta, então o puxo para a pista de dança.
Começo a dançar sensualmente, ele só fica me olhando.
–Sério que vai ficar só olhando? – pergunto.
–É uma ótima visão.
Dou um soco no braço dele.
–Idiota – grito rindo.
Coloco suas mãos em minha cintura e tento fazer com que ele dance, e consigo.
A cada vez mais nossos corpos se juntam e suas mãos deslizam da minha cintura para as minhas coxas, e vice e versa. Ele me puxa contra si com força, ficamos nos encarando, meu nariz encosta no seu. Eu posso estar bêbada, mas sei a consequência dos meus atos.
Afasto-me.
–Preciso de mais bebida – digo e vou até o bar, ele me segue – vodka! – grito para o barman.
–Duas – pede Stefan.
Olho para ele, e a única coisa que consigo pensar é nele sem camisa e eu o beijando loucamente. Respiro fundo e bebo o copo com vodka. Ele faz o mesmo.
–Mais duas – peço.
Ele se aproxima de mim, passa as suas mãos pela as minhas coxas e sussurra no meu ouvido.
–Podíamos ir para outro lugar, não acha? – meu corpo estremece, ele olha para mim.
Quer saber? Dane-se!
Coloco o dinheiro no balcão do bar, seguro na mão de Stefan e o levo até a limousine que está em frente a balada. Entramos.
–Para casa senhorita? – pergunta o motorista.
–Sim – digo, fecho a janela que o motorista pode ver os passageiros de trás.
Ele começa a dirigir, viro-me para Stefan, coloco minha mão em sua nuca, o puxo e o beijo. Subo em cima dele, deixando minhas pernas uma de cada lado, beijando-o loucamente, nos beijamos como se nunca mais pudéssemos fazer isso. Ele passa suas mãos em todas as partes do meu corpo, que me faz delirar, dou um chupão em seu pescoço e ele puxa minha boca de volta a sua. Ele morde a minha orelha e sussurra.
–Voce não perde por esperar – diz.
Olho para ele.
–Voce vai ter a melhor noite da sua vida – digo.
Ele sorri e me beija de novo.
O carro para. Paro de beija-lo, pego minha bolsa e saio do carro, Stefan vem logo atrás de mim.
Abro a porta devagar e vejo que tudo está escuro, não tem ninguém acordado. Pressiono Stefan na parede e o beijo, ele me põe em sua cintura e sobe até meu quarto. Me joga na minha cama e sobe em cima de mim, ele morde o meu pescoço e tiro sua camiseta, ele me beija, arranho sua nuca e ele dá um gemido abafado pela as nossas bocas estarem juntas. Essa sensação de perigo e tesão juntos está me deixando cada vez mais excitada, quero ele para mim, não vejo a hora de arrancar toda a sua roupa. Ele traz um lado selvagem meu que eu nunca senti, e eu estou adorando isso. O empurro, pulo da cama e corro até meu banheiro, ajoelho no chão e vomito na privada.
–Voce está bem? – pergunta ele cambaleando.
–Deve ter sido a bebida – digo.
–Ah... – ele deita na minha cama e adormece.
Levanto-me, lavo meu rosto, escovo meus dentes e me jogo na cama, adormeço.
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Abro os olhos com dificuldade e com dor, por causa do sol entrando no meu quarto. Minha cabeça está explodindo! Sento-me na cama e olho para o meu lado. Dou um grito.
–Ah! O que foi? – pergunta Stefan acordando assustado.
Ele olha para mim e olha ao seu redor.
–O que eu estou fazendo no seu quarto? – ele massageia a cabeça.
–Eu também não sei – digo.
–Se lembra de algo? – pergunta ele confuso.
–Fomos para a balada... Bebemos muito, muito mesmo... – digo tentando me lembrar, porque eu não me lembro mesmo!
–E então voltamos para cá – diz ele.
–Nos beijamos no carro – digo.
Percebo que ele se lembrou.
–Que merda! – diz ele.
–Ah meu Deus! Não acredito que fiz isso! – digo – como vou explicar uma coisa dessas para o Matt? Meu Deus!
Começo a me recordar de tudo, lembro do que aconteceu aqui nesse quarto... Eu trai o Matt! Eu quase transei com o Stefan! Mas que merda que eu fiz da minha vida? Estou com tanta vergonha de olhar na cara dele, mas ele é meu amigo e temos que resolver tudo isso.
–Quase transamos – diz ele.
–Eu sei, se eu não tivesse passado mal... Bem, eu estaria me sentindo mais culpada do que estou agora – olho para seu pescoço e vejo a marca do meu chupão. Como fiz aquilo?! E me lembro do que eu senti na noite passada, todo o tesão e paixão que eu senti, meu corpo chega a ficar quente, mas então respiro e tento não me lembrar.
–O que foi? – pergunta ele tocando no pescoço.
–Ah, não é nada.
Ele se levanta e vai até o espelho.
–Caramba! – ele olha para mim – voce é meio selvagem, não?
Meu rosto arde de vergonha, abaixo a cabeça e tampo meu rosto.
–Você quase rasgou minha nuca! – diz ele com um sorriso malicioso, se aproximando de mim.
Encaro-o.
–Tá parei.
Dou um gemido e começo a andar de um lado para o outro.
–Calma, vamos resolver isso, tá? – diz ele.
–Como? Voce está tudo bem, mas e eu que namoro? Talvez ele nunca me perdoe.
–Lena, vai dar tudo certo... Afinal é tudo minha culpa.
–Sua culpa?
–É, se eu não estivesse sofrendo pelo o meu pai, não teríamos ido...
–Não! Não se culpe! Foi minha culpa, eu que tive a ideia.
–Não foi culpa de ninguém! Afinal estávamos bêbados, não sabíamos o que estávamos fazendo.
Pior que eu sabia o que eu estava fazendo, mas é melhor esquecer.
Suspiro.
–Mas... E se ele terminar comigo? – meus olhos se enchem de lágrimas.
–Não vai.
–Mas e se? – uma lágrima escorre.
Ele me abraça.
–Se ele te amar de verdade, vai entender.
–Eu o amo tanto, não posso viver sem ele – digo chorando.
–Tenho certeza que ele vai entender.
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