True Love
6 Proposta
Notas iniciais
Concordo com a cabeça e entro no quarto, fecho a porta e olho para ela, a vejo deitada na cama, com alguns curativos no braço e no rosto, mas ainda sim continua linda. Aproximo-me.
Olho para ela e sorri, segura a minha mão.
–Obrigada... Stefan, não sei como te agradecer...
–Não precisa.
–Preciso... – lágrimas descem pelo o seu rosto – você arriscou sua vida para me tirar de lá, poderia ter fugido ou ter fingido que não sabia de nada, mas – coloco minha mão em seu rosto para secar suas lágrimas, ela coloca sua mão em cima da minha – você foi lá, sozinho, e me salvou... Eu te devo tudo.
–Não me deve nada, não me arrependo pelo o que eu fiz, faria de novo.
Sorrio. Tiro minha mão de seu rosto.
–Por um momento eu pensei que voce iria me machucar – diz.
–O que?
–Eles começaram a falar com voce e... – ela suspira – eu me sinto tão mal por ter pensado isso.
–Ei, não se sinta. Um cara como eu, teria que duvidar mesmo... Mas quero que saiba que em nenhuma circunstancia eu te machucaria, nunca!
Ela sorri e vejo que ficou sem jeito. Ficamos nos olhando, não consigo parar de olhar para seus lábios.
–Voce está melhor? – pergunto quebrando o silencio.
–Estou... Só com algumas dores, mas estou sim – ela analisa meu rosto – está machucado – ela toca em meu rosto e o aproxima do seu – seu rosto está machucado precisa de um curativo.
–Não, estou bem.
–Stefan, pode inflamar ou algo do tipo...
–Se preocupa com você, estou bem, juro.
Ela me encara, mas concorda com a cabeça. Voltamos a nos olhar, mas meu rosto perto do seu.
Ela me atrai tanto, ficar olhando para ela me traz felicidade, ver o seu sorriso... Não sei o que está acontecendo comigo, talvez eu esteja ficando louco.
–Elena?! – grita um homem entrando desesperado no quarto.
Afasto-me rapidamente dela, ele senta ao lado dela, segura sua mão e dá um beijo na sua testa.
–Meu amor, você está bem? – pergunta ele.
“Meu amor”?
–Estou.
–Tem certeza? Voce está com o rosto machucado – diz ele acariciando o rosto dela.
–Estou bem – ela sorri.
Vejo que é o namorado dela.
–Bom, eu vou saindo – digo.
–Obrigada por tudo – diz ela sorrindo.
–De nada – saio do quarto.
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Alguém bate na porta.
Levanto-me da minha cama e abro a porta, vejo Elena.
Ela me observa.
–Pelo jeito não adianta falar né? – diz rindo.
–Mal abito... Mas estou no meu quarto.
–É... – ela fica sorrindo para mim e eu para ela, parecemos dois idiotas.
–Então? – pergunto.
–Eu vim falar com você... É que desde o sequestro não falei direito com você, porque minha semana estava uma loucura e...
–Tudo bem, não precisa se explicar.
–Queria agradecer de novo, sinto que você fez uma grande coisa por mim e eu não fiz nada.
–Não precisa fazer nada... Só fique segura, só peço isso.
Ela sorri.
–Tem certeza?
–Absoluta, afinal eu que te coloquei em perigo.
–Não diz isso...
–Eu que te coloquei naquele estado, foi toda a minha culpa e... Isso está me consumindo – abaixo a cabeça.
–Stefan... – ela levanta meu rosto e me olha nos olhos – não foi sua culpa, tá? Voce foi lá e me tirou de lá, se não fosse voce eu poderia estar morta...
–Mas eu que te pus lá...
–Stefan, não se culpe, por favor, faz isso por mim.
Por que sempre que ela diz “faz isso por mim”, eu faria qualquer coisa? Essa mulher está me levando a loucura e sinto que vou acabar me dando muito mal nisso.
–Tudo bem – digo.
Sorri.
–Então eu vou deixar você descansar – ela dá um beijo em minha bochecha – boa noite.
–Boa noite.
Ela dá meia volta e caminha até as escadas.
POV Elena
Bato na porta de Stefan.
Nada.
–Stefan? Preciso ir para a faculdade – digo batendo, abro a porta – Stefan? – observo o quarto, vazio.
Fecho a porta e pergunto dele para os empregados, mas ninguém o viu.
Será que ele foi visitar o pai dele?
Pego meu celular e ligo para ele.
–Elena?
–Stefan? Cadê você?
Ele começa a rir.
–Estou por ai – diz com uma voz esquisita.
–Onde você está?
–Chapado, completamente chapado – diz rindo. Escuto outras risadas.
–O que? Está drogado?!
Não acredito que ele voltou a fazer isso! Ele tinha parado, pelo menos eu nunca mais vi nada, não quero vê-lo se destruindo novamente.
–Não... Eu estou me divertindo.
–Me diz onde você está, vou busca-lo!
–Acho que não vai dar – ele desliga o telefone.
Ah não! Preciso encontra-lo!
Pego um táxi e vou até a comunidade dele. Esse é o único lugar que consigo pensar em que ele possa ter ido. Saio do carro e caminho até sua casa, bato na porta.
–Senhorita Gilbert? – aparece o pai dele.
–Oi, eu estou procurando o Stefan.
–Como assim? Ele não está na sua casa?
–Não... Eu liguei para ele e ele estava... Meio fora de si.
Ele revira os olhos.
–Não acredito!
–É eu também fiquei bem nervosa com isso... Por acaso você sabe onde ele está?
–Com certeza no fim dessa rua – ele apontou – vamos lá.
–Não precisa, eu o levo, pode ficar.
–Mas você pode se machucar...
–Garanto que não vou.
–Tem certeza?
–Sim, obrigada – dou as costas para ele e caminho na direção que ele me informou.
Vejo um grupo de homens jogados no chão, fumando e bebendo. Vejo Stefan. Aproximo-me.
–Stefan! – grito.
Ele olha para mim
–O que pensa que está fazendo? – pergunto.
Todos se levantam, ele se aproxima de mim.
–Estou me divertindo, não vê? – diz com maconha na mão.
Retiro da sua mão e a jogo no chão.
–Isso era meu! – grita nervoso, fazendo seu corpo ficar bem perto do meu.
–Que pena, não é mais!
Ele fica bravo.
–O que vai fazer? Bater em mim? – pergunto nervosa.
Ele se afasta.
–Não! Eu só quero que vá embora!
Alguns homens se aproximam de mim.
–Acho que ela é uma boa diversão para nós – diz um acariciando meu rosto, retiro sua mão violentamente.
–Não encoste essa sua mão suja em mim – digo.
Outros começam a se aproximar e passar a mão em mim.
–Tirem suas mãos de mim! – grito empurrando-os.
–Ah qual é? Não quer se divertir com a gente? – pergunta um deles.
–Se encostarem um dedo nela eu acabo com vocês! – grita Stefan afastando-os de perto de mim.
–Por quê? Essa vadia é tão gostosa...
–Não fala dela assim! – grita ele dando um soco na cara do homem que disse isso.
–Vou acabar com você! – grita o homem nervoso.
–Stefan, vamos – puxo-o pelo o braço.
–Me deixa acabar com aquele idiota! – grita Stefan.
–Não, vem comigo! – digo puxando-o.
Começamos a nos afastar daquele beco.
–Esses são seus amigos? – pergunto.
–Não, eles só me vendem as drogas.
–As drogas que você deve?
Ele para de andar.
–Por que tem que se intrometer tanto na minha vida?
Paro e olho para ele.
–Eu quero te ajudar! Só isso!
–Mas eu não pedi ajuda! Será que não percebe que você só me traz problemas? Primeiro foi no dia que você contou para o seu pai sobre mim, e então acabei tendo que trabalhar na sua casa, ai depois você é sequestrada e eu quase morri por sua causa – meus olhos se enchem de lágrimas — e agora quase entro em outra briga... Voce só me traz problemas, me deixa em paz!
–Então é isso? Eu só te trago problemas?
–Exatamente!
–Ótimo! Por que você faz o mesmo comigo! Fica ai, faça a sua vida ser um inferno e ser destruída pelo o que você faz! Afinal fui uma idiota em confiar em você e tentar ajuda-lo, pensei que eu poderia ajuda-lo, eu acreditei em você... Mas a única coisa que você fez foi me decepcionar! – dou as costas para ele e saio andando.
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–... Tá bom amor, te vejo amanhã, te amo – digo falando com Matt no telefone.
–Eu também te amo – diz.
–Boa noite – desligo.
Entro no meu quarto, fecho a porta e viro-me e vejo Stefan sentado na minha cama.
–Stefan? – digo assustada.
–Oi – diz ele com uma cara de arrependimento.
–O que faz aqui?
–Vim te pedir desculpas.
–Não quero ouvir suas desculpas.
Ele se levanta e se aproxima de mim, dou alguns passos para trás.
–Olha eu sei que passei uma semana sem vir trabalhar...
–Ah sério? Nem percebi!
–Eu estava errado... Não sei o que deu em mim para eu ter feito aquilo e acabar brigando com você.
–Stefan, durante essa semana disse para o meu pai que eu tinha te dado férias, menti para ele para eu não ver você ir para a cadeia, e sabe o que fui? Uma idiota! Por que eu te ajudei? Deveria ter ferrado com você...
Ele coloca sua mão no meu rosto, fazendo-me parar de falar e só sentir o seu toque. Meu coração acelera, meu corpo treme e fica gelado. Ele me deixa nervosa e faz eu perder todos os sentidos.
–Eu sou um cara complicado... Voce percebeu isso quando me conheceu, mas mesmo assim acreditou em mim e não desistiu! Voce foi a única pessoa em todos esses anos que acreditou em mim e que viu o melhor em mim, e eu acabei te afastando e te machucando... Elena me perdoe me deixa voltar para cá.
–Por que quer voltar?
Ele respira fundo.
–Por sua causa.
Minha respiração fica ofegante. Como assim? Meu Deus, esse homem está me deixando louca, parece que ele fosse um lado negro meu, e esse lado negro o quer me beijando e fazendo coisas a mais.
Ficamos nos olhando.
–Lena? – escuto a voz de Jeremy.
Stefan tira sua mão do meu rosto rapidamente e se afasta.
Olho para Jeremy.
–Stefan? Ele não tinha tirado férias?
–Sim, mas voltou hoje.
–Por que ele está aqui?
–Por que... Por que...
–Eu vim contar a ela que eu voltei – diz ele.
–É – concordo.
–Vou indo – diz ele saindo do quarto.
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–Pai, vou ter que viajar por causa da faculdade – digo.
–Viajar?
–É para estudar... Enfim, coisas da faculdade, vou amanhã.
–Ah tudo bem, mas você vai levar alguém?
–Não.
–Acho que é melhor você levar alguém, um segurança.
–Segurança?
–É... Filha, fomos assaltados e depois você foi sequestrada... Não posso te perder.
Suspiro.
–Tá.
–Tem alguém que voce queria levar? – pergunta.
Penso.
–Stefan.
–O que? O marginal?! – pergunta confuso.
–Pai, ele me salvou de três homens, acredito que ele consiga me proteger.
–Mas...
–Ou é ele, ou vou sozinha!
Ele fica parado, me olhando.
–Tá! Mas se ele não aceitar, voce vai com outro.
Concordo com a cabeça, vou até a cozinha e o vejo comendo.
Vou em sua direção.
–Oi – digo.
–Oi – diz.
–Então... Preciso de voce.
–De mim?
–É que vou viajar com a faculdade e meu pai cismou que preciso ir com um segurança, então escolhi voce.
–Não sou segurança.
–Sei que não, mas sabe proteger uma pessoa... E voce é em quem eu confio.
Ele fica me olhando.
Esses olhos verdes... Elena se concentre!
–Então voce aceita? Ah só para dizer, vou passar uma semana fora, ou seja, voce ficaria essa semana na sua casa, afinal eu estaria viajando... Mas pode escolher, sei que vai escolher sua família...
–Vou com você – diz.
–O que?
–Eu escolho ir com você.
Não acredito no que ele disse! Ele escolhe viajar comigo, do que ficar com a família dele? Eu sinceramente, não sei o que pensar, só estou bem surpresa, e tenho que admitir fiquei um pouco feliz.... Mas temos uma relação de trabalho e no máximo de amizade! Não quero ser nada a mais, afinal eu amo o Matt e o Stefan é um cara muito complicado, tem uma vida totalmente diferente da minha.
–Está brincando?
–Não estou.
Abro um sorriso.
–Obrigada – abraço-o.
Afasto-me e vejo seu sorriso, e não paro de olhar para ele, até me tocar que estou olhando demais e que está ficando estranho.
–Então te vejo amanhã cedo, ok? – pergunto cortando todo o clima.
–Ok.
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