Notas iniciais
Oi meu amoreeees! Estou bem feliz que a fic chegou a 2000 visualizações OBRIGADAAA! E também fiquei bem feliz pelo último capítulo, teve muitos comentários, obrigada gente pelo carinho e continuem assim hahaha. Mais um capítulo para vocês chorarem haha, boa leitura!

Abro meus olhos com dificuldade, e percebo que cai no sono. Olho para a cama de Stefan e vejo Damon. Abro um sorriso. Ele corre até mim e me abraça. Então olha para o irmão e sua expressão fica triste.

–Ele vai ficar bem? – pergunta ele.

–Vai – digo – seu irmão é forte, ele consegue passar por qualquer coisa.

–Ele parece que morreu – diz.

–Não, ele só está dormindo – digo tentando acalma-lo.

Ele senta na cama e fica olhando para o irmão.

Levanto-me e sento ao seu lado.

–Você pode segurar a mão dele assim – seguro a mão de Stefan – e conversar com ele. Com certeza ele iria adorar escutar você – digo tentando conter as lágrimas.

–Ele vai me escutar?

Concordo com a cabeça, então entrego a mão de Stefan para Damon, levanto-me da cama e vou até Hanna, tia dos dois, que está na porta do quarto.

–O que os médicos disseram? – pergunta ela preocupada.

–Bom, ele entrou em coma e só Deus sabe quando ele vai acordar.

Ela olha para o sobrinho, abaixa a cabeça e então olha para mim novamente.

–Ele já sofreu tanto nessa vida, não merecia isso – diz.

–Eu sei – concordo.

Ela me analisa.

–Parece cansada, passou a noite aqui?

–Sim.

–Não quer ir em casa? Descansar...

–Não, eu irei ficar com ele até ele acordar.

Ela suspira.

–Querida, não sabemos quando ele poderá acordar, pode ser amanhã, ou daqui á um ano. Não pode ficar todo esse tempo aqui.

–Posso. E vou, estou decidida, ninguém me tira daqui, não irei abandona-lo.

–Seus pais sabem que está aqui?

–Não. Eles já ligaram milhares de vezes, mas não atendi.

–Eles podem estar preocupados...

–Elena! – escuto uma voz feminina irreconhecível.

Olho para trás e vejo minha mãe, meu pai e Matt se aproximando.

–Querida, está tudo bem? – minha mãe pergunta me dando um abraço apertado.

–Está sim mãe, calma.

Ela se afasta e me analisa.

–O que faz aqui? Deveria estar na faculdade.

–O Stefan – olho para ele de fora do quarto, minha mãe olha na mesma direção – ele sofreu um acidente e acabou entrando em coma.

–Ah meu Deus – diz ela assustada.

Meu pai se aproxima e me abraça, depois Matt se aproxima de mim e me dá um selinho.

–Por que não me avisou? Eu estava ficando louco de preocupação – reclama Matt com suas mãos em meu rosto.

–Desculpe – digo e o abraço.

Sentir o seu abraço e seus beijos me deixam melhor, mas a única coisa que eu queria agora era um abraço e um sorriso do Stefan, só queria isso e mais nada.

Afasto-me dele e pergunto ao meu pai.

–Cadê o Jeremy?

–Trabalhando, ele nem sabe que você tinha sumido.

–Ah, melhor assim.

–Filha, como ele está? – pergunta minha mãe.

–Acredito que esteja bem, mas não sabemos quando ele vai acordar – abaixo a cabeça – ou se ele vai acordar – minha voz treme, olho pra minha mãe – ele se machucou muito, talvez ele não acorde – algumas lágrimas descem pelo o meu rosto.

Minha mãe me puxa e me abraça, acaricia minha cabeça e tenta me consolar.

–É capaz de eu nunca mais vê-lo rir ou falar... Talvez eu nunca possa mais abraça-lo – caio no choro.

–Calma filha, vai dar tudo certo – diz minha mãe.

Ela se afasta, seca minhas lágrimas.

–Vamos para casa, você precisa tomar um banho e relaxar.

–Não, eu não sairei daqui – digo.

–Elena, você precisa sair daqui – diz meu pai – precisa ir para a faculdade.

–Já disse que não vou sair!

–Amor... – Matt segura minha mão, mas eu solto.

–Eu não vou sair daqui, tudo bem?! Eu vou ficar aqui com ele! Em todos os momentos que eu precisei dele, ele estava lá, agora é a minha vez de retribuir! Ele é meu amigo, e eu NUNCA irei abandonar ele! Não importa o que vocês digam, eu sei o que eu farei e nem vocês, e nem ninguém me tirará daqui! –

–Filha acalme-se – diz minha mãe tocando no meu braço, me esquivo.

–Vocês não sabem o que estou passando! Eu tenho um amigo que está em coma, que eu nem sei quando ele vai acordar, ou se ele vai sobreviver a tudo isso! – grito tanto que todos ao meu redor ficam me olhando – ficarei aqui até ele acordar, ou até o último suspiro dele! Pode durar meses, ou anos, não me importo, irei ficar com ele, ninguém vai me impedir!

Minha mãe se afasta e fala com uma enfermeira.

– Afinal eu sou maior de idade e posso fazer o que eu quiser, então não tentem me controlar! Estou sofrendo, e só sei pensar no pior, então parem! Parem de tentar tomar decisões sobre mim, porque eu NÃO VOU SAIR DAQUI! – vejo que tem alguns enfermeiros se aproximando de mim, eles seguram meu braço – o que vão fazer?! O que pensam que irão fazer?! – grito desesperadamente e me debatendo – parem! Parem agora! – eles enfiam uma agulha no meu braço – o que é isso?! Me soltem! – tudo começa a girar, meu corpo fica fraco, meus olhos começam a fechar e sinto meu corpo tombar sobre os enfermeiros.

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Acordo, olho ao meu redor e vejo que estou no meu quarto. Ainda tudo está girando e estou meio tonta, mas tento entender o que aconteceu. Olho para a minha frente e vejo Matt sentado, me olhando.

–Você está bem? – pergunta ele.

Sento-me na cama com dificuldade.

–Acho que sim – digo com a voz fraca – o que aconteceu?

–Você começou a surtar no hospital, então os enfermeiros te doparam.

–O que? Eu fui dopada?

Ele concorda com a cabeça.

–Não acredito que minha mãe fez isso.

–Foi preciso, você estava fora de si.

Suspiro.

–Preciso voltar ao hospital – Matt coloca sua mão sobre a minha.

–Não.

–Que?

–Não vou deixar, você ainda está fora de si! Está sem ir à faculdade e está totalmente cansada.

–Até você?

–Quero o seu bem.

–Mas o Stefan está lá sozinho.

–Para com isso! – ele se levanta da cama – por que se preocupa tanto com ele?! Ele está em coma, não tem o que você fazer! Parece que está apaixonada por ele!

–O que?! Agora deu para você dar seus ataques de ciúmes?

–Não é ciúmes! Eu só estou preocupado, porque minha namorada quase teve um ataque por causa de um cara. Você estava chorando horrores, estava falando dele daquele jeito e ainda passou a noite com ele no hospital, quer que eu pense o que?!

–Sério isso?! Olha Matt, não estou com paciência! Não vou ficar escutando você falar assim de mim e muito menos dele, sai daqui.

–O que?

–Quero que saia do meu quarto! – grito.

Ele dá as costas e sai nervoso, batendo a porta.

Sinceramente foi muita indelicadeza dele! Eu estou sofrendo por causa de um amigo e ele fica com ataques de ciúmes? Não estou com cabeça para isso.

A porta abre e vejo minha mãe entrar.

–Sério que você fez isso comigo?! – grito nervosa com ela.

–Filha, calma.

–Calma? Você me dopa e me traz para casa, sendo que eu tenho um amigo em coma no hospital!

Ela suspira e senta na cama.

–Eu estou preocupada com você.

–Preocupada?

–Filha, eu vi o seu desespero hoje, você estava totalmente preocupada e desesperada por causa do Stefan, você olhava para ele com um jeito diferente e fala dele de um jeito que eu nunca ouvi você falar do Matt...

–Aonde você quer chegar com isso? – como assim? Ela acha que eu estou apaixonada pelo o Stefan? Não! Ele é como um irmão para mim, só que meio diferente, porque sinto uma atração sexual muito grande.

–Quero dizer que, você está gostando desse rapaz, gostando de um jeito romântico e Elena, você precisa controlar isso!

–Controlar o que?! Eu não sinto nada por ele! – minto.

–Ah não? Elena, sou sua mãe, não sou burra, te conheço mais do que qualquer um e sei que você está sendo atraída por ele, e não vou deixar você estragar sua vida! Você está na faculdade de medicina, isso já não era uma coisa que eu e seu pai queríamos, mas sabemos que é importante para você e que trará um ótimo futuro, e namora com um homem bem renomado e que trará um futuro brilhante para você, e vocês dois se amam. Mas não vou deixar que um marginal entre na sua vida, e tire tudo isso de você só porque tem um rostinho bonito!

–Primeiro: eu não estou apaixonada pelo o Stefan, segundo: não fale dele desse jeito, e terceiro: você não manda em mim!

Vejo que ela não esperava por essa resposta.

–Eu sou sua mãe, e eu posso mandar em você!

–Ah é? Já sou bem grandinha e não preciso de papai e mamãe para dizer qual vai ser meu futuro, e se eu me apaixonar pelo o Stefan, vou ficar com ele e não importa o que você pense! Mas não, eu amo o Matt, então fique feliz com isso e se me der licença – levanto da cama – tem um amigo me esperando – ponho meu sapato e pego minha bolsa.

–Elena! Não se atreva a sair desse quarto! – grita minha mãe.

Saio e bato a porta.

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Chego ao hospital, pergunto a enfermeira se Stefan está bem e ela diz que sim, e que Damon e Hanna já foram. Entro no quarto, fecho a porta e o vejo do mesmo jeito, uma lágrima desce pelo o meu rosto. Aproximo-me da cama e sento ao seu lado. Fico observando-o e acaricio seu rosto.

–Por que você me deixa assim? – pergunto, mesmo sabendo que não vou ter resposta – mesmo em coma continua lindo e sexy – dou um sorriso – sabia que você pode estragar minha vida né? Meus pais iriam me odiar – rio – mas para a minha sorte tenho um namorado que pode segurar meus sentimentos – continuo acariciar seu rosto – porque se não fosse ele, eu já estaria loucamente apaixonada por você.

Continuo a observa-lo e admira-lo, como pode ser tão bonito e tão sexy? Isso mexe totalmente com o meu emocional. Não sei o que ele tem, só sei que isso está me deixando cada vez mais louca por ele.

–Com certeza você não vai se lembrar disso, então por isso eu farei – me aproximo devagar de seu rosto, coloco minha mão sobre o seu rosto e acaricio. Então pressiono meus lábios sobre os seus e sinto como uma corrente elétrica percorrendo minhas veias. Escuto o barulho do medidor de batimentos aumentar, afasto-me lentamente e olho para o medidor, seu coração está acelerado. Sorrio – então você sentiu isso né?

Levanto-me da cama, saio do quarto e vou até uma máquina de comidas.

–Onde ele está? – escuto uma mulher.

–Ele está naquela sala.

–Obrigada – escuto o barulho do salto da mulher bater no chão, viro-me e olho para ela. Uma roupa bem apertada e com o longo cabelo loiro balançando. Então ela entra no quarto de Stefan.

Quem é ela? Deixo para comer depois, então vou até a porta do quarto dele e a observo.

–Meu Deus! – diz ela impressionada – como você veio parar aqui? Aposto que arrumou briga né? – ela abre um sorriso e dá um beijo nele.

Faço um barulho com a boca para chamar sua atenção.

Ela olha para mim.

–Você é a enfermeira? Não se preocupe, sou a namorada dele.

Mas o que?!

–Namorada? – pergunto.

–Querida, com licença – entro no quarto — não sou enfermeira, sou amiga dele.

–Amiga? – ela fala com um tom de deboche – é uma das ficantes iludidas dele?

–Como é que é?! Não, sou amiga dele, e você quem é?

–Namorada dele, eu já disse.

–Stefan não tem namorada.

–Então “amiga” dele, ele mentiu para você.

–Pelo o tom de vadia que você fala, acredito que seja a Katherine.

Ela dá um sorriso sínico.

–A única – diz se achando – e não te dei o direito de me chamar de vadia, nem sei quem é você.

–Elena, e não tô nem ai, o jeito que você fala e anda já mostra que é uma vadia, então eu quero que saia daqui, agora.

Ela ri.

–Querida não vou a lugar nenhum!

–Será que vou ter que chamar a segurança para tirar a vaca daqui?

Ela se aproxima de mim nervosa e levanta a mão, dou um passo para trás.

–Olha patricinha sem sal, não sei quem é você e não me importo quem você seja, mas eu posso arregaçar sua cara.

Rio.

–Você se acha muito né? Acha que ele se importa com você?

–Não acho, e você acha que ele se importa?

–Sim, eu acho.

Ela ri.

–Parece que a iludida aqui é você né? A única pessoa com quem ele se importa é o irmão, os outros são só restos – diz ela.

–Então parece que você não o conhece tão bem.

Ela revira os olhos.

–Já estou perdendo a paciência com você, então pode sair daqui? – grita ela.

–Não vou sair, e sim você, porque senão eu chamarei os seguranças! Afinal você iria adorar né? Porque não pode ver um homem que já vai pra cima dele.

Ela dá um tapa na minha cara.

–Sua vaca, você não sabe com quem está falando! – grita ela.

Dou um tapa na cara dela.

–Muito menos você! – digo.

Ela me olha furiosa.

–O que está acontecendo aqui?! – pergunta a enfermeira na porta.

–Essa mulher entrou aqui – digo – não dei autorização.

–Desculpe, senhorita Gilbert, ela tinha dito que era namorada dele...

–Não dei permissão, então não pode deixar entrar – digo nervosa.

–Desculpe, senhorita pode me acompanhar? – ela pergunta a Katherine.

–Não vou a lugar nenhum, e desde quando você pode autorizar quem pode ou não entrar?!

–Porque eu que o coloquei aqui, e este é um hospital particular, estou pagando e está tudo no meu nome, então ou você sai, ou chamo a segurança.

Ela joga o cabelo para um lado.

–Você vai se arrepender por ter feito isso – ela sai rebolando.

–Estou morrendo de medo – ela me olha furiosa e então sai do quarto.

Fecho a porta e me jogo na poltrona.

–Stefan, você vai me pagar por isso – digo gemendo de dor – essa vadia tem uma mão forte – digo massageando meu rosto.

Eu sei que eu poderia deixa-la aqui, mas não vou deixar a vagabunda que fez ele sofrer por anos e só agora veio se preocupar com ele, e nem sei o porque. Ele merece ter visitas de pessoas que realmente o ama e que se preocupa com ele.

Deito na cama ao seu lado, coloco um braço em cima dele e dou um beijo em sua testa.

–Não vejo a hora de você acordar – digo em seu ouvido.

Então me aconchego no travesseiro dele e adormeço.

Notas finais
E ai? Matt sofrendo de ciúmes e a mãe da Elena descobrindo tudo. Fight entre Elena e Katherine, amo. Quero mais haha. E esse beijo dona Elena? E todas as declarações? Gente amo isso. Comentem o que acharam, beijos amorecos!