True Love
18 Hospital part. 2
Notas iniciais
Mais um dia normal no hospital, estou sentada na poltrona e mexendo no celular. Até que escuto algumas batidas na porta, olho e vejo a enfermeira.
–Senhorita Gilbert, tem um homem que diz que é amigo do paciente, posso manda-lo entrar? – pergunta ela.
Concordo com a cabeça.
Entra um homem bem atraente, com os cabelos de um tom castanho claro e com olhos verdes, sem falar em seu sorriso.
–Elena, certo? – pergunta ele se aproximando.
–Isso, e você é?
–Klaus, amigo de infância do Stefan – ele me cumprimenta, então olha para a cama – é grave o caso dele?
–Mais ou menos, quanto mais tempo ele demora a acordar, mais grave fica – digo preocupada.
Ele se aproxima do amigo.
–Obrigado pelo o que está fazendo por ele.
–Que nada, ele é meu amigo também e merece todo o carinho e conforto – ele dá um sorriso — será que você poderia ficar com ele por algum tempo? É que eu quero ir para casa e tomar um banho – pergunto.
–Tudo bem, sem problemas, pode demorar o quanto precisar, ficarei aqui com ele.
Sorrio.
–Obrigada – pego minha bolsa e saio.
Entro em meu carro e dirijo até a casa de Caroline.
–Oi amiga – ela me dá um abraço apertado.
–Oi – digo me aconchegando em seu abraço.
–E ai como está as coisas?
Me afasto e entro.
–Nada bem – digo colocando minha bolsa sobre a mesa e me jogando no sofá – estou totalmente exausta e nada do Stefan acordar.
Ela senta ao meu lado.
–Os médicos não disseram mais nada?
Nego com a cabeça.
–A cada dia que passa, eu vou perdendo a esperança – meus olhos se enchem de lágrimas, mas as contenho.
–Calma, tenho certeza que dará tudo certo.
–Eu espero.
–E o Matt?
Suspiro.
–Estamos brigados desde aquele dia, ele foi completamente frio e insensível.
Ela me olha como se não concordasse completamente com a minha frase.
–O que foi? – pergunto.
–Olha eu não quero defende-lo, ou dizer que ele estava certo, muito pelo o contrário, mas se ponha no lugar dele, você e o Stefan estão como carne e unha, sem contar que vocês se pegaram.
–Quando estávamos bêbados!
Ela me encara.
–Sério isso? Lena, qualquer um percebe que você olha para ele de um jeito diferente.
–Como assim?
–É meio difícil de explicar... Mas é que o seu olhar é como “eu estou louca por você, mas não dá para ficarmos juntos”.
–Como é que é?! – pergunto quase rindo.
–É sério! – diz ela.
–Você está louca!
–Ah sério?
Reviro os olhos.
–Lena fale a verdade para mim.
Olho para ela e vejo que ela quer saber da verdade.
–Tá, ele é o meu melhor amigo, eu posso dizer que eu o amo, como amigo, mas eu tenho sim um desejo por ele, olhar nos olhos dele é como se me atraísse para beija-lo – começo a falar gesticulando com as mãos- e quando ele me toca, eu sinto meu sangue borbulhar por dentro e meu coração bater tão forte, eu começo a suar, eu fico completamente nervosa.
–Imagino, ele é um gato.
–Eu sei, e isso piora tudo! Eu já o vi sem camisa milhares de vezes, e quase babei em cima dele, e naquela hora a única coisa que eu conseguia imaginar era eu e ele na cama – ela fica espantada – eu sei que isso é loucura, mas nunca me senti desse jeito, nem com o Matt.
Fico esperando uma resposta, mas ela fica calada.
–Pelo amor de Deus, diga alguma coisa!
Ela respira fundo.
–Você está ferrada!
–Que?
–Elena, você vai acabar se apaixonando por ele, tudo agora é só desejo e sexo, mas aos poucos você vai se apaixonar, e quando isso acontecer não vai ter ninguém para te impedir de ir atrás dele, nem o Matt.
Abaixo a cabeça e passo minhas mãos pelo o meu cabelo. Respiro fundo e tento processar tudo isso que está acontecendo na minha vida. Olho para ela.
–E se for tudo somente desejo? Pode ser algo passageiro.
–Não é. Tudo indica que é, mas o jeito que você olha para ele, isso muda tudo.
Dou um gemido e me jogo para trás.
–Sinceramente não tem como piorar minha vida – digo olhando para o teto.
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Estou dentro do carro voltando para o hospital. Depois de uma longa conversa com a Caroline e um longo banho, estou aqui pensando em casa coisa que ela me disse “Elena, você vai acabar se apaixonando por ele, tudo agora é só desejo e sexo, mas aos poucos você vai se apaixonar, e quando isso acontecer não vai ter ninguém para te impedir de ir atrás dele, nem o Matt.”, e se isso mesmo acontecer? O que será da minha vida? Não sei se o Stefan é o tipo de cara com quem eu quero casar ou ter filhos, não por ele ser uma classe inferior a minha, isso não me importa, o que me importa é os problemas dele, drogas, assaltos, assassinatos e muitos mais problemas, esse é o tipo de pai que eu quero dar aos meus filhos? São tantas perguntas que me deixam com dor de cabeça, eu queria esquecer tudo isso, mas não consigo.
Caminho pelo os corredores do hospital, até eu virar o corredor do quarto do Stefan e me deparar com o Matt, segurando uma caixa e sentado em uma cadeira. Me aproximo, ele olha para mim e se levanta.
–O que está fazendo aqui? – pergunto.
–Eu pensei em tudo o que aconteceu, em todas as besteiras que eu te falei e então eu percebi, sou um completo idiota – solto um sorriso – eu totalmente frio com você, sendo que você tem um amigo em coma no hospital e eu tendo ataques de ciúmes, sendo que eu não preciso ter ciúmes de vocês dois – e toda a conversa que eu tive com a Caroline volta em minha mente, eu estou meio que mentindo para o Matt, mas não irei estragar meu relacionamento com ele por causa de hipóteses – eu vim aqui te pedir desculpas e te dizer que eu sou um mané, mas um mané que te ama tanto que tem medo de perder, e acaba fazendo besteiras. Eu te amo, me desculpa – abraço-o instantaneamente. Ele dá um gemido – você está me apertando muito – rio.
–Aguente o meu abraço, mané – ele ri.
Me afasto e o beijo.
–Nunca mais faça isso, escutou? – pergunto.
Ele concorda com a cabeça e o beijo novamente.
–Eu trouxe os seus preferidos – ele mostra a caixa de bombons.
Um sorriso ainda maior abre em meu rosto.
–Você é o melhor namorado do mundo sabia?
–Eu sei disso – diz se gabando.
Faço uma careta.
–Metido – abro a caixa e pego um bombom – você não deveria estar trabalhando na empresa do seu pai? Afinal você foi promovido por ele e está em um cargo muito importante.
–Tirei um dia de folga.
–Folga?
–Digamos que ele não sabe, mas digo foda-se, a única coisa que eu quero fazer é passar a tarde em um hospital com a minha namorada – diz com um sorriso maravilhoso.
Sorrio e o beijo.
Três semanas depois
Eu e Hanna estamos no canto do quarto observando Stefan e Damon.
–Sabia que eu sou o melhor jogador de futebol da minha sala? – diz Damon falando com o irmão desacordado – todo dia eu me esforço para ser igual a você.
Lágrimas escorrem pelo o meu rosto, olho para Hanna e vejo que ela está nas mesmas condições que eu.
–Ele não pergunta do irmão? – pergunto a ela.
Ela se recompõe das lágrimas e me olha.
–Todos os dias ele chega perto de mim e pergunta: “tia meu irmão vai acordar?”, então eu respondo “sim, querido”, ai ele “quando? Eu já não tenho meu pai e nem minha mãe, será que vou perder meu irmão?”, e eu simplesmente eu não sei o que dizer, eu acabo chorando, porque como uma criança de somente oito anos já sofreu tanto assim? Isso me parte o coração.
Olho para cama e vejo Stefan com os olhos fechados. Parado e só respirando por aparelhos, e se isso durar por anos? E se ele nunca mais acordar? O que será do Damon? O que será de mim? E de repente todas as minhas memórias com ele voltam.
–Lena você viu meu celular? – pergunta Stefan entrando na sala.
–Não – digo tentando segurar o riso.
Ele me olha direto nos olhos.
–Você está mentindo! – diz ele.
–O que?! – pergunto – eu não peguei, eu juro!
Ele me encara.
Levanto do sofá e levanto as almofadas.
–Viu? Não está comigo.
Ele se aproxima e toca nos meus bolsos. Meu corpo se arrepia. Então volta a me olhar nos olhos.
–Cadê?
–Eu não peguei.
–Elena Gilbert, não minta para mim!
Solto uma risada.
–Não peguei.
–Você acabou de se entregar! – ele me pega e me põe no ombro, vejo tudo de ponta cabeça.
Começo a gritar e a rir.
–Vai me dizer onde está? – ele pergunta.
–Não está comigo – não consigo parar de rir.
–Sua mentirosa – diz e começa a rodar.
Grito desesperadamente.
–Eu vou vomitar! – grito rindo.
–Não estou nem ai.
–Tá, eu falo – ele para de girar, então rio – não está comigo.
Ele bufa e me joga no sofá. Ele me encara.
–Lena...
–Stefan...
Ele ri, sobe em cima de mim. Meu Deus o que ele vai fazer em cima de mim?! Fico parada olhando seus movimentos. Então ele começa a fazer cócegas sem parar. Grito desesperadamente, me debato, então ele segura meu braços, aproxima seu rosto do meu, fazendo nossos narizes encostar e então sinto sua mão em minha barriga. Meu corpo contrai ao sentir o toque de sua mão quente, deslizando pela minha barriga e fazendo minha respiração fica ofegante, mas não paro de olha-lo em seus olhos, então ele puxa o celular do meu quadril, onde estava preso entre o meu short e meu quadril, mostra o celular e se afasta. Mordo o lábio tentando não rir.
–Viu? Eu sabia que estava mentindo – ele sai de cima de mim.
Sento-me no sofá.
–Você é muito sem graça – digo emburrada.
–Você é muito chata – diz com uma voz engraçada, fazendo nós dois rir.
Ele sai da sala, e recupero todo o meu folego que perdi naquele momento. Meu rosto estava tão perto do dele, nossos corpos grudados um no outro, sua mão deslizando lentamente pela a minha barriga propositalmente e me fazendo delirar, era isso que ele queria, sem contar que em todo esse momento eu fiquei hipnotizada naqueles olhos verdes, sem desgrudar deles e nem eles dos meus.
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