True Love

8 De volta a Mystic Falls


Notas iniciais
Oi meus amores! Obrigada a todos que comentam, isso me deixa muito feliz e motivada, obrigada vocês são uns amorzinhos haha. Enfim, boa leitura a todos!

O meu celular desperta, acordo e sinto algo sobre mim, olho para a minha cintura e vejo o braço de Stefan, dormimos de conchinha! Ah que merda! Já não bastava o clima que teve ontem, ainda tem que acontecer isso?

Estico meu braço em direção do dele, o seguro e tento tirar, mas ele se mexe e retira o braço rapidamente, sento na cama e desligo o despertador, olho para ele e ele olha para mim.

–Desculpa, por eu ter colocado meu braço...

–Tudo bem, voce estava dormindo – digo me levantando.

Ele concorda com a cabeça, vou para o banheiro.

Saio do banheiro e o vejo em pé, só com a calça, olho e logo desvio o olhar, antes que eu comece a babar em cima dele.

–Mais tarde, a gente poderia assistir a um filme ou, sei lá... – diz meio tímido.

–Claro – sorrio para ele, vejo que ele ficou feliz com a minha resposta.

Pego minha bolsa.

–Volto mais tarde, tchau – digo saindo do quarto para eu ir á faculdade.

–-------------------------------------------------------------------

–Oi – digo entrando no quarto, olho para a minha cama e o vejo somente com um short.

Mordo meu lábio e suspiro, retiro meus olhos daquela visão e me concentro em qualquer outra coisa.

–Oi – diz.

Ponho minha bolsa em cima da poltrona, sento na cama e tiro meu sapato.

–Está cansada? Parece bem tensa – diz.

–É... Foi bem estressante – digo passando minha mão em meu ombro, ele está bem doido.

–Está com dor?

–Meu ombro, está doendo um pouco – dou um gemido.

Sinto suas mãos em meu ombro, meu corpo paralisa. Consigo sentir seu abdômen encostando em minhas costas.

–Minha mãe me ensinou – ele começa a fazer massagem em meu ombro — fazer massagem quando voce está tenso ou exausto... Talvez eu possa te ajudar.

Meu corpo relaxa, mas ao mesmo tempo está congelado pelo os toques dele em meus ombros. Ele me deixa tão excitada e sem ar, e ainda tão perto de mim, com suas mãos... Elena, acalme-se! Fecho os olhos e só fico sentindo seus toques.

–Obrigada – digo.

–De nada – sussurra em meu ouvido, me fazendo sentir sua boca deslizar pela a minha pele.

Meu corpo estremece, me levanto da cama, saio em direção ao banheiro.

–Vou tomar um banho, daqui a pouco conversamos – fecho a porta.

Vou em direção ao espelho, vejo meu rosto suando e meu corpo está bem quente, ligo a torneira e passo água em meu pescoço.

Respiro devagar.

É como se eu sentisse cada toque dele até agora, como ele mexe comigo! Não sei como, mas ele mexe comigo de algum jeito, me deixando sem ar e nervosa.

–----------------------------------------------------------

–Mais um filme? – pergunta ele.

–Não, acho que podíamos conversar – digo sentada ao seu lado na cama.

–Sobre o que quer conversar? – pergunta.

–Não sei se posso, mas voce que sabe se quiser me responder isso.

–Pode perguntar.

–Hã... Quando voce voltou naquele dia lá em casa atrás do seu colar... Voce disse que sua mãe faleceu, o que aconteceu com ela? Voce nunca me fala dela.

Ele suspira.

–Ela morreu por causa de um câncer.

Ele abaixa a cabeça.

Seguro sua mão.

–Pode falar – digo.

Ele olha para mim.

–Ela era uma mulher fantástica, a melhor mãe que uma pessoa podia ter... Sempre me ensinando a ser uma pessoa melhor, me ensinando a cuidar do meu irmão... – ele abaixa a cabeça – eu era tão apegado a ela, que quando ela morreu era como se arrancasse um pedaço do meu coração – ele olha para mim, seu olho está vermelho e lágrimas escorrem pelo o seu rosto – eu a amava tanto.

Ponho minha mão em seu rosto e seco suas lágrimas, mas a cada vez mais desce mais lágrimas.

–Ela era a mulher da minha vida, minha protetora, minha heroína, minha mãe... – ele para e começa a chorar.

O puxo e o abraço, ele chora em meus braços, enquanto acaricio sua cabeça.

–Calma, pode chorar – digo.

–E no que eu me tornei? Tudo o que ela não queria. Tudo o que ela tinha medo em que eu me tornasse, eu falhei com ela – diz soluçando.

–Não, voce não falhou com ela... Voce só não sabia lidar com a morte dela, não se culpe por nada.

Ele se afasta, seca as lágrimas e levanta da cama, pega sua camisa e vai em direção à porta.

–Stefan? Aonde vai? – pergunto indo atrás dele.

–Tomar um ar – ele sai e fecha a porta.

O que aconteceu? Eu disse alguma coisa errada? Talvez ele precise de tempo, acho que ele nunca se abriu com ninguém.

–-----------------------------------------

A porta se abre, olho e o vejo entrando no quarto, olho para o relógio e está marcando 3:25h da madrugada.

Ele me olha.

–Por que está acordada?

Levanto-me.

–Porque eu estava preocupada com voce – me aproximo dele e sinto um cheiro, maconha.

Seguro seu rosto e olho, vejo que está com os olhos vermelhos e pesados, sem contar o cheiro forte.

–Voce não se drogou de novo, né?

–E se eu tiver?

–Ah não! Stefan, não!

–Elena, para tá? Eu faço o que eu quiser!

–Não, não vou deixar!

Ele bufa e tenta ir para o banheiro, mas empeço a sua passagem.

–Por que foi se drogar? Estávamos conversando...

–Conversando? Eu estava chorando no seu colo!

–Tá idaí?

–Homem de verdade não faz isso, estava parecendo uma criancinha atrás da mamãe.

–Stefan, voce é humano, acabou chorando isso não tem nada demais!

–Não posso chorar em frente de uma mulher, muito menos no colo, não sou homem o suficiente.

–Um homem de verdade chora, um homem que tem sentimentos...

–Não tenho sentimentos.

–Não precisa bancar o durão e o cara sem coração, eu sei que voce tem um lado bom.

–Lá vem voce – diz revirando os olhos.

–Para de bancar o durão e para de ficar destruindo sua vida!

–Elena, me deixa!

–Será que voce nunca vai me escutar? Stefan, venho tentando te alertar, mas parece que nunca adianta!

–Ah estão voce acha que vou mudar por sua causa?

–É o que eu venho tentando.

Ele ri.

–Eu não mudei pelo o meu irmão, que é a pessoa que eu mais amo na vida, imagine se eu vou mudar por sua causa, uma pessoa que não vale nada para mim, com quem eu não me importo. Elena, voce não é nada para mim.

Tá essa doeu e muito! Nunca pensei que ele poderia falar uma coisa dessas para mim, dizer que eu sou nada para ele? Isso doeu demais, e minha vontade chorar é tão grande. Mas continuo a olhar para ele.

Meus olhos enchem de lágrimas e fico olhando para ele.

–Parece que eu consegui calar sua boca né? – diz e vai para o banheiro.

Fecho os olhos e deixo as lágrimas descerem, coloco minha mão em minha boca e abaixo a cabeça.

Como isso pode ter machucado tanto? Ele é como se fosse meu melhor amigo, uma pessoa com quem eu me importo e estou disposta a fazer tudo para ajuda-lo, mas parece que eu não significo nada para ele, só uma pessoa qualquer! Só não entendo o porquê de ele arriscar a vida dele por mim naquele dia, talvez ele possa estar mentindo para mim.

Sento na cama e espero ele sair.

Depois de alguns minutos, ele sai com a toalha pendurada no ombro e com um short.

–Ainda está ai? Vai tentar me dar lição de moral de novo?

–Se eu não significo nada para voce, por que arriscou sua vida naquele dia?

Ele fica me olhando calado.

–Porque se eu deixasse eles te matar, eu seria preso, afinal fui avisado mais cedo, então eu seria cumplice de tudo.

Levanto da cama.

–O que? Voce sabia? – como assim ele sabia de tudo? Ele poderia ter evitado tudo aquilo, mas não evitou.

–Ele me avisou e me chamou para participar, só que eu disse que não, então eu pensei que isso ia demorar um tempo, não que seria naquele mesmo dia.

–Por sua causa quase fui morta!

–Bom isso não é problema meu né?

O que? Como ele pode ser tão frio? Não pensei que ele poderia ser desse jeito, parece que estou conhecendo o verdadeiro Stefan.

Fico olhando para ele e ele para mim.

–Enfim vou dormir, a não ser que você queira continuar olhando para a minha beleza – ele dá um sorriso sínico.

Dou as costas para ele, deito em minha cama e apago a luz do abajur.

É parece que não significo nada, mas mesmo assim não vou desistir dele, não vou! Mesmo que meu coração esteja apertado e doido, não vou largar ele.

–-------------------------------------------------------------------------------------

Saímos do quarto com as nossas malas, já estamos voltando para Mystic Falls.

Entramos no elevador.

–Não quer que eu leve a sua mala? – pergunta ele olhando para mim.

–Não precisa, afinal voce não liga para mim mesmo – digo sem olhar para ele.

Ele bufa.

–---------------------------------------------------

Já faz alguns minutos que entramos no avião e que ele já começou a decolar. Não falei nada com Stefan, ele só fica me olhando, porém eu nem olhar na cara dele estou olhando.

–Sério que vai ficar com raiva de mim? – pergunta ele ao meu lado.

–Por que voce se importaria? – continuo a olhar para frente.

–Isso já está me enchendo o saco.

–Sério? Que pena.

–Pelo menos olha para mim – diz segurando minha mão.

Solto minha mão da dele rapidamente.

–Olha, aquele dia eu estava drogado e nervoso, eu tinha acabado de abrir meu coração para a primeira pessoa na minha vida – olho para ele – foi bem esquisito, porque nunca chorei ou abri meu coração a alguém, então foi bem constrangedor, ainda mais lembrando da minha mãe, e então eu acabei falando bobagens e agindo como um idiota, me desculpa... Voce nem sabe o quão voce é importante para mim.

Abro um sorriso.

–Por que voce tem que ser tão encrenqueiro? – pergunto.

–E por que voce tem que ser tão persistente?

Rimos.

Deito minha cabeça em seu ombro.

–Fiquei bem magoada, não minta mais pra mim ouviu?

–Pode deixar – diz ele com um tom irônico, ele dá um beijo em minha cabeça.

É tão bom ter ele por perto, ele pode fazer coisas bem ruins, mas é uma ótima pessoa. E sinceramente não sei como minha vida seria sem ele, me divirto muito e ele sempre me faz sorrir, mesmo que brigamos bastante, ele é muito importante para mim.

–----------------------------------------------------------------

POV Stefan

–Teve também um dia que eu coloquei pasta de dente no protetor solar do Jeremy – diz ela rindo.

–Ah voce não fez isso! – digo rindo.

Já desembarcamos do avião, estamos indo para a saída do aeroporto.

–Voce tinha que ver a cara dele... – ela para de falar e olha para um ponto fixo.

Olho na mesma direção e vejo o cara loiro namorado dela.

Ela solta a bolsa no chão e sai correndo, ela o abraça e o enche de beijos.

Vendo ela daquele jeito, sorrindo e beijando outro cara, me dá ciúmes. Sei que eu não deveria sentir, e estou com raiva de mim mesmo, porém sinto. Ela fica tão feliz com ele e a sua cara ao vê-lo nunca vi ela daquele jeito, ela o ama de verdade.

Pego a bolsa jogada no chão, suas malas e me aproximo dos dois.

Ele olha para mim.

–Esse é o famoso Stefan? – pergunta ele.

–Famoso? – olho para ela.

Ela sorri.

–Ela sempre fala de voce, sobre tudo o que aconteceu.

–Ah.

–Desculpe, meu nome é Matt – diz ele erguendo a mão.

Olho para sua mão, não queria aperta-la, mas não vou criar raiva dele por namorar a mulher por quem eu estou sentindo algo.

–Stefan – aperto sua mão.

Ele solta a minha mão, põe o abraço em volta da cintura de Elena e sai andando com ela.

Tá, eu estou me sentindo bem ignorado, estávamos rindo e conversando e quando ele chega, ela me larga e corre para os braços dele. Fiquei com raiva sim, mas eu tenho que saber que uma mulher dessas nunca teria nada com alguém como eu.

Notas finais
E ai? O que acharam? Me digam se gostaram ou não, vocês comentarem me deixam informada do que estão achando da fic, então quem não comenta, por favor, comente! Beijos!