Notas iniciais
Oi meus amores! Estou aqui com uma fic nova, e espero que gostem! E tenho uma novidade, cada capítulo vai ter uma prévia, ou seja, voces vão poder ver mais ou menos o que irá acontecer no próximo capitulo! As prévias vão estar no meu canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCbwMELjV4rZhLIJYT72H4qA
Espero que gostem de fanfic e que me ajudem a cada capítulo com comentários... Enfim, boa leitura!

Desço os degraus da grande escada da mansão, vejo Matt lá em baixo. Aproximo-me dele, dou um selinho nele.

-Voce está linda – diz ele.

-Obrigada – sorrio.

Entrelaço nossas mãos e entramos na sala de jantar.

Hoje está sendo o aniversário do meu irmão Jeremy, ele está fazendo 18 anos, então reunimos a família para um jantar. Essa noite vai ser muito especial, afinal Jeremy virou adulto e vai começar a trabalhar na empresa do meu pai. Nossa família há anos tem uma empresa de advocacia chamada Gilbert, sempre os filhos quando completa 18 anos vão trabalhar na empresa, menos eu, não quis ser advogada, segui a carreira da medicina, já faz quatro anos que estou na faculdade, no começo meus pais não aceitaram, mas depois viram que é o que eu quero.

Sento ao lado de Matt a mesa, onde todos estavam nos esperando.

-Bom, já que todos estão aqui, podemos começar – diz meu pai na ponta da grande mesa – hoje está sendo uma data muito especial para mim, meu filho está se tornando um homem, que um dia vai comandar as empresas Gilbert – ele levanta a taça de champagne – ao Jeremy.

-Ao Jeremy – todos levantam sua taça e dá um gole.

-Estou muito feliz de esse dia ter chegado, todos esses anos vivi sonhando com hoje e esse dia chegou – diz Jeremy – sei que não irei desapontar meu pai – ele segura a mão de nosso pai – e que farei o possível...

Ouço um estrondo. A porta da frente sendo arrombada.

-Meu Deus, o que é isso?! – grita meu pai se levantando.

Olho para os lados, e então vejo cinco caras. Todos com uma máscara, só aparecendo os olhos e com armas em suas mãos.

-Todo mundo para o chão! – grita um.

Meu deus! O que eu faço? Não consigo mexer um musculo do meu corpo.

-Elena, vem – Matt me puxa pelo o braço, nos agachamos, ele envolve seu braço em minhas costas, para eu me sentir segura – vai dar tudo certo – diz sussurrando em meu ouvido.

-O que querem? – pergunta meu pai com as duas mãos levantadas, enquanto todos estão abaixados.

-Dinheiro! Queremos dinheiro! – grita um.

-Tudo bem, posso leva-los até o cofre – diz meu pai calmamente.

-Vai logo, antes que eu estore seus miolos! – grita outro.

Meu pai sai da sala e dois homens o segue. Os outros três ficam apontando a arma para todos nós.

-Ei! Desgruda dela! Deixa eu ver suas mãos! – grita um com Matt.

Ele se solta de mim e levanta as mãos. Fico de cabeça abaixada.

Estou com tanto medo, que não consigo olhar para o assaltante.

-Levante suas mãos, garota! – ele grita comigo.

Olho para ele e levanto as mãos. Em seus olhos verdes vejo frieza e nenhum arrependimento.

-Ótimo, se tentarem qualquer coisa eu atiro! – ele grita.

Abaixo a cabeça.

Depois de alguns minutos meu pai volta com os outros dois homens, que estão com várias sacolas cheias de dinheiro e joias.

-Já podemos ir, vamos! – um deles grita e todos saem correndo.

Levanto-me do chão abalada e me tremendo.

-Calma – Matt me abraça – calma, já passou.

Começo a chorar.

-Estou muito assustada – digo.

-Estou aqui com você, não se preocupe – ele dá um beijo na minha bochecha e se afasta.

Ele seca as minhas lágrimas.

-Vai ficar tudo bem – diz ele.

Concordo com a cabeça.

-Voce está bem, querida? – pergunta meu pai atrás de mim, viro-me para ele e o abraço.

-Estou – digo.

-Acalme-se, quem fez isso vai pagar – diz ele.

Afasto-me dele.

-Eles te machucaram? – pergunto.

-Não, estou bem.

Sorrio.

Ele vai para seu escritório, junto com alguns tios meu.

-Voces estão bem? – pergunta minha mãe.

-Sim – digo.

-Estamos bem – diz Matt.

-Deus, estou tão assustada – diz minha mãe.

-Eu também – digo.

POV Stefan

Chegamos ao bairro de Tyler, com as sacolas cheias de dinheiro e joias.

-Quanto acha que conseguiu? – pergunto a Tyler, que é o líder da gangue.

-Muito, aquela família é podre de rica – diz ele sorrindo.

Sorrio.

-O melhor é ver a cara de medo deles – diz Tyler rindo.

-E a ainda dizem: ”por favor, não me mate, por favor” – digo rindo muito.

Todos riem.

Chegamos à casa de Tyler, entramos.

Colocamos as sacolas sobre a mesa, e despejamos tudo o que tem dentro.

-É muito dinheiro! – grita Enzo.

-Vamos dividir – diz Tyler separando para cada um.

-O que?! Só isso? – grito.

-É, e não reclame.

-Preciso de mais! Com isso não dá para comprar comida lá para casa e nem pagar os traficantes – digo.

-Isso é problema seu! Stefan, você acabou de entrar para a nossa gangue, não ganha muito, se contente com o que tem – diz Tyler.

-Acabei de entrar?! Faz dois anos que estou aqui! – grito.

-Dois anos? Estou a oito anos, e todos os outros também, então tem que receber isso.

-Quer saber? Vão para o inferno! – pego a minha parte e saio de seu apartamento.

Já assaltei tantas vezes com eles e só ganho essa mixaria?! Sei que os outros caras já estão nisso há muito tempo, mas preciso de mais! Todos eles vivem em casas e apartamentos bons, já eu moro em uma comunidade, mal tenho comida. Vivo com o meu pai e meu irmão, minha mãe foi assassinada há tres anos, e sou eu quem põe dinheiro em casa. Meu pai trabalha em um bar que não ganha mais de 500 reais por mês, e meu irmão mais novo só estuda, então tive que entrar para o mundo do crime, não que seja tão ruim, eu gosto cada vez mais, afinal assaltamos famílias ricas, e isso me traz um sentimento de vingança ao que eles fizeram. Preciso do dinheiro para dar comida há minha família e para pagar as drogas que eu compro.

Chego em casa e vejo meu pai sentado em uma cadeira, ele olha para mim preocupado e ao mesmo tempo bravo.

-Onde estava Stefan?! – grita se aproximando.

-Não te interessa – digo desviando dele, ele me segura pelo o braço e arranca a sacola da minha mão.

-O que é isso?!

Fico calado olhando para ele.

-O que é isso?!

-O dinheiro da nossa comida!

-Não acredito que foi roubar de novo!

-É o único jeito de conseguir dinheiro!

-Não, têm várias outras maneiras! Não precisa entrar para uma gangue!

-Fazendo o que? Trabalhando em um bar? Ganhando no máximo 500 reais?!

-É bem melhor do que ser um bandido!

-Eu roubo de gente que já tem dinheiro demais! Não vai fazer falta.

-É assim que justifica? Essas pessoas conseguiram o dinheiro delas com esforço, que é o que você tem que fazer!

-Não sou mais um garotinho para mandar em mim! Já tenho 25 anos pai! E não reclame do que eu faço, porque é com o dinheiro que eu roubo nós conseguimos comer!

-Isso não é verdade!

-O que está acontecendo? – pergunta Damon saindo do quarto.

-Damon, volte para o seu quarto, agora! – grita meu pai.

-Mas...

-Agora!

Ele entra no quarto.

-Não é verdade? O dinheiro que você ganha usamos para pagar a luz e a água, somente!

-Stefan, não quero você com essa gangue! Já faz anos que você nisso, alguma hora vai acabar sendo morto ou preso!

-Isso não vai acontecer, sou bom no que faço.

-É bom? É bom em sair com uma arma e ameaçar pessoas? Não quero que continue com isso!

-Não pode mandar em mim.

-Posso! Uma hora você vai acabar matando alguém!

-Eu já matei pai... E posso dizer que foi uma sensação boa de vingança.

Ele dá um tapa na minha cara.

-Acha que isso é vingança?!

-Sim! Por que o que eles fizeram foi uma injustiça!

-Não te criei assim! Voce é um bandido e drogado.

-Esse é o seu filho, papai – digo ironicamente, pego minha sacola e entro no meu quarto, onde dorme eu e Damon.

Sento na cama, onde ele está deitado.

-Voce assaltou outra casa hoje? – pergunta Damon.

Olho para ele, uma criança de sete anos, meu irmão, que dou a minha vida por ele.

-Sim... Mas faço isso por você e pelo o papai – digo.

-Não precisa fazer isso – diz ele.

-Eu preciso, Damon. Eu gosto de fazer isso, ninguém pode me mudar.

-Mas...

-Me escuta – seguro sua mão – estude para ser um bom homem, não siga os meus passos, tente ter uma vida boa... Sei que o que eu faço não é coisa boa, mas é minha escolha, e não quero de forma alguma que você faça o mesmo.

Ele concorda com a cabeça.

Abraço-o.

-Eu te amo – digo.

-Eu também te amo – diz ele.

Desde os meus 17 anos entrei para o mundo das drogas, e nunca mais parei. É o meu vicio, não quero parar, meu pai já tentou, mas não adianta, esse sou eu e não quero me mudar, ninguém pode. Devo muito dinheiro há traficantes, eles são muito perigosos, me ameaçam e ameaçam minha família, sempre estou em divida, nunca consigo pagar tudo, mesmo roubando.

Sinceramente quando eu fiz meu assalto pela a primeira vez, me senti muito aliviado e feliz, nós assaltamos essas pessoas ricas, que não precisam do dinheiro por já ter demais, e que menospreza gente do nosso tipo. Já matei um homem em um assalto, quando o matei não tive nenhuma piedade e nenhum arrependimento, a única coisa que eu senti foi que eu vinguei o nosso sofrimento.

----------------------------------------------------------------

-Voce tem que me levar na escola! – diz Damon me acordando.

Abro os olhos e o vejo todo arrumado, com a pequena mochila rasgada nas costas.

Levanto-me, tomo um banho e o levo para a escola.

-Sabe o que eu quero ser quando crescer? – ele diz enquanto vamos a caminho da escola.

-Não, o que é?

-Quero ser médico, poder salvar vida de muitas pessoas.

Sorrio.

Fico tão feliz que meu irmão tem esse pensamento em mente, tudo o que eu faço não quero que ele faça, quero que ele tenha um futuro, que tenha uma vida.

-Chegamos.

Ele solta minha mão.

-Tchau, Stef – ele dá um beijo na minha bochecha e sai correndo para a escola.

Sei que sou uma pessoa fria e horrível, mas a única pessoa nesse mundo que muda isso é o meu irmão, o único que vê meu lado bom e por quem eu mais me importo.

Coloco minha mão no bolso da minha calça e vejo que meu colar não está.

Droga! Devo ter deixado cair na casa dos Gilbert. Preciso voltar lá, esse colar é muito importante para mim, não posso perdê-lo nunca!

Notas finais
Deixem o seu comentário! Beijos!