True Love

30 Aniversário


Notas iniciais
Oi meus amores! Mais um capítulo novinho em folha, meio atrasado, mas está ai. Me desculpem pelo último capítulo meio sem graça, mas foi o que saiu né? Mas aposto que vão gostar desse. Boa leitura!

–Chegou o grande dia – digo.

–Você fez um belo trabalho – diz Stefan olhando o jardim – com certeza ele vai amar.

Sorrio.

–É o que eu espero – digo.

Ele olha para mim orgulhoso e com um dos seus mais belos sorrisos. Põe suas mãos em meu quadril e me puxa contra si, logo me beija.

–Com licença, senhora – escuto uma voz feminina, desgrudo meus lábios dos de Stefan, olho para meu lado e vejo uma das garçonetes do Buffet – tem convidados chegando.

–Ah obrigada – dou um sorriso.

Ela concorda com a cabeça e sai.

–Me diz como consegue ficar tão bonita assim? – pergunta Stefan com um sorriso bobo.

–Talvez seja uma coisa natural minha – digo sarcasticamente.

Ele ri e dá um selinho demorado. Afasta nossos lábios, entrelaçamos nossas mãos e vamos até a porta que direciona ao jardim, vejo um casal.

–Oi tia Marian – diz Stefan abraçando a mulher.

–Oi querido, como vai? – eles se afastam.

–Vou muito bem – ele olha para o homem ao seu lado e o cumprimenta com um aperto de mãos.

–E o Damon? – pergunta ela.

–Ainda não chegou – responde ele.

Ela me olha e dá um sorriso doce.

–E quem é essa moça tão bonita? – pergunta e logo dou um sorriso.

–Essa é a Elena, a dona da casa, que organizou toda festa e minha namorada – diz ele passando seu braço em minha cintura.

–Ficou muito bonita a decoração – ela me cumprimenta com um beijo.

–Obrigada, fiz o máximo que pude.

Ela sorri e olha para o sobrinho, e depois olha para mim.

–Vocês formam um casal muito bonito, aguardo o convite do casamento – diz ela.

Eu e Stefan rimos.

–Obrigada – digo – sintam-se a vontade – os dois passam por nós e se sentam em uma das cadeiras espalhadas pelo jardim.

–Sua tia é um amor – digo.

–Ela é, espera conhecer as outras – diz ele fazendo uma careta.

Rio da careta.

Depois de alguns minutos aparece um homem sozinho, acho que tem a idade próxima a de Stefan.

–Dylan! – diz Stefan feliz e cumprimenta o homem com um toque dos dois. Provavelmente são bem próximos.

–E ai seu trouxa! – diz Dylan.

–Cara quanto tempo – diz Stefan.

–Eu sei, andei meio ocupado, sou um homem de negócios – diz ele se gabando.

–Ah tá, e eu nem te conheço! – diz Stefan zombando.

Dylan olha para mim e abro um sorriso instantaneamente.

–Quem é essa gracinha? – ele pergunta com um olhar malicioso e se aproximando de mim.

“Gracinha”? Sério isso? Não acredito que vou ser cantada e assediada em um aniversário infantil.

Stefan fica em minha frente e põe a mão no peito de Dylan, para fazê-lo parar de andar.

–Nem pense em olhar para essa daqui – diz Stefan.

–Ah por quê? Ela é tão gostosa.

Espanto-me com o que ele disse, só espero que isso não dê em briga, por favor, Deus!

–É minha namorada – diz Stefan.

–Tá e o que isso tem a ver comigo? – pergunta Dylan.

Merda, merda, merda...

Stefan começa a rir.

–Você continua o mesmo mané de sempre – diz ele dando um soco no ombro de Dylan.

Dylan ri.

–Só digo para ficar de vigia na sua mina, porque senão... – diz ele saindo e me olhando.

Mina? Só rindo mesmo, mas percebo que tudo isso é uma brincadeira dos dois, então relaxo.

Stefan me olha.

–Eu realmente pensei que vocês fossem sair no tapa – digo.

–Com o Dylan? – ele pergunta – nunca! Eu e ele sempre fomos assim, ele é bem pegador, mas quando se trata de mulher dos outros, ele cai fora.

–Ele é o que seu?

–Primo, convivemos desde que nasci.

–Até que ele é bonito – digo olhando-o em um canto do jardim – eu não o dispensaria – dou de ombros.

Stefan me encara.

–Ah é?

–É, o achei bem atraente, talvez eu dê uma chance – sorrio.

Ele me puxa pelo meu quadril e começa me beijar, sinto meus pés saírem do chão, começo a rir.

–O que você vai fazer? – pergunto com nossos lábios ainda grudados.

–Te prender em algum lugar e te soltar só quando o Dylan for embora.

Jogo a cabeça para trás e rio.

–Isso não me impediria de nada – digo encarando-o.

Ficamos nos encarando, até que eu ponho minha mão em sua nuca e junto nossas bocas de novo.

Depois de alguns minutos, alguns convidados chegam e Klaus também. Stefan o cumprimenta com um toque e o abraça. Klaus olha para mim e o abraço.

–Nossa quanto tempo não nos vemos? – pergunto.

–Nem sei – diz ele e nos afastamos.

Ele nos olha.

–Sabia que isso ia acontecer – diz ele.

–O que? – pergunta Stefan.

–Vocês ficarem juntos, era só questão de tempo.

Nós dois sorrimos.

–Tem comida? Eu estou morrendo de fome – diz Klaus.

Rio.

–Tem sim, está ali – digo apontando para um canto do jardim.

Ele se afasta da gente.

–Você sabe que horas ele vai chegar? – pergunta Stefan.

–Falei com a Hanna para vir umas duas horas depois do começo da festa, como é uma festa surpresa para o Damon, tem que ter todos os convidados aqui.

–Estou ansioso para ver a cara dele – diz com um sorriso.

–Eu também.

Sinto duas mãos em meus olhos.

–Ai meu Deus! – digo me assustando.

Coloco minhas mãos sobre as mãos em meus olhos, sinto o cheiro do perfume e logo reconheço.

–Jeremy – digo.

–Ah que droga! – ele reclama e tira suas mãos de meus olhos.

Viro-me rapidamente em sua direção e o abraço.

–O que faz aqui? – pergunto.

–Eu disse que vi esse menino algumas vezes aqui, achei legal trazer um presente e comer um pouco, porque festa de criança só tem comida boa.

Afasto-me de seu abraço e dou um tapa em seu ombro.

–Você é um esfomeado!

Ele dá de ombros.

–Não posso fazer nada se gosto de comer – diz.

Dou uma risada. Ele olha para Stefan e o cumprimenta.

–Quero que saiba que eu fico muito feliz por você e pela minha irmã, eu nunca a vi tão feliz assim na vida, espero que continue fazê-la feliz, senão eu vou ser obrigado a... – tampo a boca dele.

–Ele quer dizer que aceita nós dois namorarmos – digo.

Ele revira os olhos e tiro a minha mão de sua boca.

–Bom já sabe se fizer algo de mal a ela...

–Prometo que não farei – diz Stefan.

Jeremy concorda com a cabeça, dá um beijo em minha bochecha e anda pelo jardim.

–Acho que é melhor eu não te machucar – diz ele fazendo uma careta.

Dou uma risada.

–É melhor, senão você arranjará encrenca.

Ele se aproxima de mim.

–Só vou sair do controle se você me trair com meu primo – diz.

Dou um sorriso e envolvo meus braços em seu pescoço.

–Então se prepare para ver meu irmão bem furioso – digo.

Ele sorri, aproxima seus lábios do meu, pressiona e sinto sua língua percorrendo pela minha boca, afasto minha boca da sua.

–Aqui não – digo.

–Por quê? – pergunta tristonho.

–Tem milhares de crianças.

–Elas podem aprender com a gente – ele aproxima sua boca da minha e esquivo.

–Não, de jeito nenhum mocinho – digo colocando meu dedo em sua boca – depois – digo e me afasto dele, vou falar algumas tias dele.

Provavelmente eu já conheci metade da família do Stefan, todos eles são bem simpáticos e me trataram muito bem, infelizmente ele não pode ser acolhido do jeito que eu fui pela minha família.

–Posso rouba-la por um minuto? – pergunta Stefan segurando minha mão.

–Pode – diz sua madrinha dando um sorriso.

Ele me puxa, me fazendo levantar da cadeira onde eu estava sentada, conversando com a madrinha dele. Stefan me guia até uma parte do jardim onde não tem cadeiras ou mesas para atrapalhar, ou seja, no meio do jardim. Ele põe sua mão em minha cintura e a outra ele entrelaça com a minha, apoio minha outra mão em seu ombro e dançamos lentamente, de acordo com a música que está tocando. Apoio minha cabeça em seu outro ombro, fecho os olhos e só me concentro nesse pequeno momento que estamos tendo.

–Como você consegue me deixar tão tranquila e ao mesmo tão feliz, rapidamente? – pergunto com minha boca bem próxima ao seu ouvido.

–Talvez seja porque você me ama demais, e ai fica tão apaixonada que se sente assim – diz convencido.

Tiro minha cabeça de seu ombro e olho em seus olhos.

–Para de ser convencido! – digo.

–Sei que eu sou irresistível, muitas mulheres disseram isso para mim.

–Ah é mesmo? – digo arqueando uma sobrancelha.

–Sim, mas não se preocupe você não é a primeira.

Começo a rir.

–Não sei como consegue ser tão convencido.

–Nem eu – ele ri e volta a fitar meus olhos.

Ficamos alguns minutos nos olhando, até que eu quebro o silencio.

–Isso me lembra daquela noite no meu aniversário.

–Sim, foi inesquecível – diz ele sorrindo.

–Como eu queria reviver tudo novamente.

–E eu – diz com uma cara de malicia.

–Ei! – dou um tapa em seu braço – estou falando da dança.

–E eu do nosso beijo bem quente.

Rio.

–Você é muito safado.

–E eu te amo – diz.

Sorrio e dou um selinho nele. Sinto o celular vibrar no pequeno bolso do meu vestido. Paro de dançar, o pego e atendo.

–Alô? – digo.

–Oi Elena, é a Hanna, estamos chegando.

–Oi Hanna, tudo bem, vou falar com o pessoal.

–Ok, beijo.

–Beijo.

Desligo e olho para Stefan.

–Damon está chegando – digo.

–Ótimo – diz.

Falamos aos convidados que ele está chegando e para ficarem em silêncio, peço para desligarem a música e ficamos quietos esperando-o. Depois de alguns minutos, escuto a porta da frente e ouço a voz de Damon, Hanna o trás até o jardim e quando ele aparece, todos gritam “surpresa!” e vejo que ele está completamente surpreso com tudo isso e abre um sorriso enorme. Ele pensou que almoçaria com Stefan hoje, mas tudo isso foi parte do nosso plano. Ele corre até o irmão, o abraça.

–Isso tudo é para mim?

–Sim, isso tudo é seu – diz Stefan, Damon solta dos braços de Stefan e olha para mim, e me abraça.

–Feliz aniversário! – digo.

–Obrigado por tudo isso, Lena.

–De nada.

Ele se afasta e olha ao redor, ainda não está acreditando e vai em direção de alguns parentes.

–Obrigada Elena, nem sei como agradecer – diz Hanna.

–Não precisa – digo.

Ela sorri.

–Sabia que ele ia gostar – diz Stefan passando seu braço pela minha cintura e logo dando um beijo em minha bochecha. Ele está tão feliz em ver o irmão assim.

–Fico muito feliz por ele ter gostado – digo acariciando seu rosto.

–Obrigado, meu irmão nunca teve algo desse tipo.

–Não precisa agradecer.

Ele sorri.

–Sabia que vocês dois iriam ficar juntos – diz Hanna.

Nós dois olhamos para ela e sorrimos.

–Era só questão de tempo – complementa ela.

–Sim – concordo.

–Só não foi antes, porque a Elena ficou de frescura.

–Ei! Eu estava confusa.

–Aham, sei – diz ele.

Hanna ri.

Stefan se afasta de nós.

–Obrigada Elena – diz ela.

–Não me agradeça pela festa – digo.

–Não por isso, mas pelo que você faz pelo Stefan.

–Como assim?

–Faze-lo tão feliz, depois da morte do pai dele, ele teria desabado, mas você estava ao lado dele e não deixou, sem contar que ele parou com as drogas por sua causa, então eu só tenho que te agradecer.

Sorrio.

–Não precisa, eu faço tudo isso porque eu o amo.

Ela sorri e vai atrás de Damon. Depois de algum tempo, Stefan volta e Damon aparece.

–Stefan, preciso da sua ajuda – diz ele.

–O que foi? – pergunta Stefan.

–Está vendo aquela menina? – pergunta Damon apontando para uma menina ruiva – eu gosto dela, eu queria saber como falar com ela.

Fico surpresa com a pergunta dele.

–Ela é bem bonita – diz Stefan.

–Eu sei, mas como vou falar com ela?

–Chega nela e fala que ela está muito bonita, a elogie, converse um pouco e chama-a para assistir uns desenhos – tento segurar a risada – ai você vê se ela aceita.

–E se ela não aceitar?

–Parte para outra, afinal você é bonito, consegue qualquer uma.

–Eu sei – ele dá de ombros.

Deus como essa família é convencida!

–Agora vai lá garanhão – diz Stefan dando um tapinha nas costas de Damon.

Damon concorda com a cabeça e vai atrás da menina. Stefan se vira em minha direção e eu começo a rir.

–Agora você é cupido? – cruzo os braços.

–Sempre que posso – diz ele – afinal tenho que ensinar ao meu irmão truques, ele tem que ser igual a mim.

–Ah não, não faça isso com o menino – digo ironicamente.

Ele ri.

–Fala isso, mas me ama demais – diz convencido.

Dou um sorriso.

–Bem, isso é verdade – digo.

Rimos juntos.

Passamos a tarde conversando com a família de Stefan e também nos divertimos muito com Damon, e sei que ele também amou à tarde de hoje. Nos despedimos do ultimo convidado.

–Agora é nossa hora de ir – diz Hanna.

–Ah não, me deixa ficar aqui – reclama Damon.

–É tia, deixe-o passar essa noite aqui – diz Stefan.

–Mas ele nem tem roupa para dormir – diz Hanna.

–Eu dou uma camisa e um short meu, relaxa – diz Stefan.

–Por mim sem problema, eu iria adorar – digo.

–Tá, tudo bem – diz Hanna – mas amanhã você tem que ir, porque no dia seguinte tem aula.

–Tudo bem – concorda ele.

–O motorista vai te deixar – digo.

–Obrigada – ela sorri, dá um beijo em seus sobrinhos e um abraço em mim, então vai embora.

–Vamos para o meu quarto? Podemos dormir lá e assistir um monte de filmes – digo.

–Tá – diz Damon animado.

–Vou achar uma roupa para ele, já subimos – diz Stefan.

–Tudo bem – subo para o meu quarto, tomo um banho e ponho um pijama. Quando saio do banheiro, vejo os dois deitados na minha cama – nossa já estão aqui? – pergunto.

–Tomamos banho e ainda chegamos antes de você – diz Stefan.

–Eu tinha que tirar a maquiagem – digo dando de ombros e vou para cama, e deito ao lado deles. Damon fica no meio de nós dois.

–Damon fica na ponta da cama – reclama Stefan.

Começo a rir.

–Por quê? Eu gosto de ficar no meio!

–Mas eu gosto de ficar ao lado da minha namorada!

–Para vocês ficarem se beijando? Nem rola – diz Damon.

Estou rindo tanto, que estou perdendo todo o ar. Ver esses dois discutindo é a coisa mais engraçada.

Stefan encara Damon e Damon faz o mesmo.

–Daqui não saio – diz Damon cruzando os braços.

–Você é insuportável! – reclama Stefan.

Damon dá a língua para ele e olha para a TV.

–Pararam de brigar? – pergunto.

–Sim, pode por o filme – diz Stefan.

Aperto o play e assistimos ao filme. Assistimos uns três filmes, mas na metade do segundo Damon caiu no sono.

–Boa noite – sussurra Stefan.

–Boa noite – sussurro e desligo o abajur ao lado da minha cama.

Ele se levanta da cama, dá a volta e chega ao meu lado. Senta na beirada da cama e me beija. Apoio minhas mãos em seu cabelo e fico deslizando-as levemente por ele. Perdemos o ar e ele afasta sua boca da minha.

–Queria dormir aqui do seu lado – ele faz uma cara de triste.

–Temos muitos dias para isso – digo acariciando seu rosto.

Ele concorda com a cabeça, se levanta, dá a volta na cama e deita nela. Viro para o outro lado da cama e adormeço.

Notas finais
E ai? O que acharam do capitulo? Bem levinho e nada de tretas, mas toda essa paz logo, logo acabará e voltará todo o tormento de antigamente, preparem-se hehe, planejo grandes coisas. Enfimm, amores comentem pelo amor, amo ler comentários, nem que sejam pequenos, só mostrem suas opiniões, pf! Aguardo vocês no proximo capitulo, beijos!