Trovões e Raios de Sol
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordei naquela manhã, graças aos raios de sol, que insistiam em bater em meu rosto.
- Maldito Sol. – falei enquanto levantava da cama.
Tomei um rápido banho, penteei meus cabelos e coloquei meu uniforme. Hoje eu teria que ir à escola. Não ia há dias.
Caminhei lentamente até a escola enquanto comia uma fruta.
- Hoje temos uma aluna nova, que foi transferida devido à sua mãe, que mudou de emprego. – disse a professora. – Ela chegou ao Japão mês passado, então sejam pacientes com ela.
- Olá... – era uma garota meio estranha. Era estrangeira e seus cabelos eram loiros – meu nome é Beatriz... – e sabia falar muito bem em japonês.
- Sente-se ali, por favor. Vamos começar a aula.
Ela se sentou ao meu lado e sorriu para mim. Eu desviei o olhar e comecei a olhar para a lousa, mas, por algum motivo, eu não conseguia parar de observar a tal de Beatriz.
A aula finalmente havia acabado. Arrumei minhas coisas e me preparei para ir embora. Enquanto caminhava em direção à minha casa, percebi que Beatriz estava logo atrás de mim.
- Ah, desculpe. É que a minha casa é nessa direção, mas acho que me perdi.Você conhece esse endereço? – perguntou, mostrando-me o papel com o endereço.
- Hm... Siga-me... – Ela morava no mesmo prédio que eu. Seria minha nova vizinha.
- Então, Mari-chan! Você mora aqui com seus pais? – Bia disse enquanto entrávamos no elevador.
- Eles morreram há seis meses. – falei enquanto apertava o botão. – Sétimo andar. Seu apartamento é do lado do meu. Não sabia que os novos vizinhos já tinham chegado.
- Ah... Desculpa... – falou olhando para seus sapatos. – E obrigada. Desculpa por não ter te cumprimentado antes. Eu nunca te vi por aqui...
- Tudo bem. Já me acostumei. – falei enquanto a encarava. Pensando bem, ela era bem bonita. – E seus pais?
- Ah, minha mãe está trabalhando. Meu pai não está aqui. Ficou na Alemanha trabalhando. Eles se separaram.
- Sinto muito por você. – falei enquanto a porta do elevador abria e nós saíamos.
- Então, até mais – Beatriz ia falando, quando de repente, escutamos alguns trovões. – Ai não... Começou a trovejar... – reparei que ela começou a tremer.
- Tem medo de trovões? – Eu era bem direta.
- É, acho que é por que minha gata morreu depois que um raio caiu nela... Depois disso, eu não podia ouvir um barulho de trovão que já achava que começaria a cair raios pelo céu. – Deu um pequeno riso, meio amedrontada.
Outro trovão caiu, e ela se agarrou em meu braço. Fiquei paralisada por alguns instantes. Tinha algo errado. Meu rosto começou a ficar vermelho e meu coração disparou. Será que eu também fiquei com medo de trovões?
- Er... Se quiser pode ficar um pouco na minha casa... – falei enquanto pegava minha chave e abria a porta. – Até passar a chuva.
- Sério? Obrigada! Mas acho melhor não... Vou te atrapalhar... E preciso arrumar a ca... — foi cortada por outro trovão. – Obrigada pelo convite! – disse entrando rapidamente em minha casa, me arrastando pelo braço.
- Ei... Solte-me... Preciso preparar algo para comermos.
- Ah! Obrigada! Eu te ajudo! – disse me soltando. Entramos rapidamente na cozinha. Novamente começou a trovejar. Ela ficou com medo e eu a abracei. Senti seu corpo ficar mais quente. Estava muito bonita com o rosto vermelho. – Ei... Obrigada. – Beatriz disse por fim.
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