Troublemaker
23 Uma Noite Com Ela
Notas iniciais
Se tinha algo que eu odiava, era fazer lição de casa. E pior ainda era quando era lição de inglês. Já era um porre fazer as lições na escola, e os professores insistiam em passar atividade pra casa? Aquilo era injusto.
Fiquei em meu quarto sentado por longos minutos em frente às questões da atividade, e quanto mais eu pensava em adjetivos, pronomes e advérbios, mais eu sentia vontade de me enforcar. Aquilo era chato demais!
Ok, é verdade que eu precisaria ter um inglês fluente quando me transformasse em um jogador profissional, mas o que aquela lição chata da escola iria me proporcionar em meu conhecimento linguístico além de me fazer odiar inglês? Qual é, quando nós nascemos e vamos crescendo, nossos pais não vem nos ensinando o que é uma preposição e o que é um substantivo pra aprendermos a falar. Eles nos ensinam as palavras ao indicar um objeto, e assim vamos aprendendo.
Mas não, na escola tinha que ser tudo do jeito mais complicado possível.
Observei Michelle passando pelo corredor, e gritei por ela. Bom, ela morou toda sua vida nos Estados Unidos, não?! Então certamente ela poderia me ajudar.
— O que você quer, Natsu-nii? – Ela se apoiou em meu ombro, olhando para o meu caderno.
— Preciso de ajuda com essa porcaria de lição de inglês. Será que você poderia me dar uma forcinha? – Fiz minha melhor cara de cachorro pidão, e ela me olhou divertida, sorrindo.
— Eu estou de saída agora, mamãe tá querendo me empurrar pra ir procurar alguma coisa do casamento… – Ela falou, claramente insatisfeita e revirando os olhos. – Por que não pede pra Lucy? Vocês são da mesma sala, não é?! Ela já deve ter feito isso, então vai ser mais fácil pra ela te ajudar. – E sorriu maliciosamente. – E além do mais, eu tenho certeza que você ia preferir a ajuda dela do que a minha.
— Lá vem você com suas suposições sem fundamento. – Revirei os olhos.
— Vamos ver o que é sem fundamento em breve, então… – Ela me deu uma piscadela, se retirando do meu quarto. – Lucy está no quarto dela. – Avisou, fugindo do meu campo de visão.
Embora parecia realmente uma ideia tentadora ir perturbar Lucy, ainda assim não fui de imediato. Era uma lição qualquer, afinal. Eu poderia não fazê-la, simplesmente, e pegar as respostas com meus amigos no outro dia, segundos antes do professor chegar na sala.
Entretanto, aquela vontade de querer chamar Lucy começou a me incomodar. E não era um simples incomodo, era daqueles que se eu não fizesse o que eu queria, eu não iria conseguir dormir a noite. E eu definitivamente queria chamar Lucy pra me ajudar!
Certo, eu iria chamá-la então.
Levantei-me, carregando comigo meu caderno, um lápis e uma borracha, e fui até a porta de seu quarto. Fiquei lá em frente durante longos segundos, ou talvez até minutos. Do lado que eu estava, conseguia ouvir uma música animada saindo de algum lugar de lá de dentro, e em minha cabeça eu conseguia imaginar Lucy dançando como uma criança animada. E certo de que isso estava acontecendo, abri a porta afim de pegá-la no flagra.
Mas Lucy não estava dançando.
Na verdade, ela estava se alongando no chão. E Kami, que visão do paraíso, ela vestia somente um sutiã e um pequeno short.
— Natsu! – Ela soltou um gritinho histérico, rapidamente se levantando e puxando seu travesseiro para tampar minha visão privilegiada. – Bata na porta antes, idiota! – Falou realmente brava e corada. Muito corada!
— Desculpa, como é que eu ia saber que você estava assim? Michelle disse que eu podia vir aqui te chamar sem problemas. – Dei de ombros, me fazendo de desentendido. Claro que Michelle não dissera aquilo, mas eu não iria assumir a culpa, ainda mais quando queria pedir ajuda.
— Me chamar pra quê? – Ela tentou soar um pouco legal, mas eu ainda podia perceber o timbre irritadiço em sua voz.
— Eu preciso de ajuda com a lição de inglês que o professor passou hoje. – Expliquei, tentando soar o máximo possível convincente.
Ela parecia surpresa ao ouvir aquele tipo de pedido vindo de mim, e ponderou por alguns segundos.
— Tá. – Lucy suspirou, com uma expressão indecifrável de quem tinha acabado de ser derrotada com argumentos inteligentíssimos. – Eu posso te ajudar. Mas não no seu quarto. Na sala de jantar, na cozinha ou na sala.
Foi impossível segurar o sorriso que surgiu em meu rosto após ouvir que ela me ajudaria.
— Por que não em meu quarto, Luce? – Sorri maliciosamente, e ela me olhou feio.
— Saí logo daqui, peste! Deixa eu me ajeitar e me espere lá embaixo.
Saí contra minha vontade, fechando a porta, e desci até a sala, esperando sentado pacientemente no sofá.
Curiosamente Lucy demorou mais do que eu imaginei, mas logo ela estava lá, com uma calça de moletom rosa e uma regata preta, fazendo-me suspirar decepcionado por tão pouca exposição de pele.
— Ok, no que exatamente você precisa de ajuda? – Ela se sentou ao meu lado, dando uma olhada em meu caderno. – Você nem ao menos começou? – Perguntou incrédula, me olhando decepcionada. – Você acha que eu vou fazer tudo, é Dragneel?!
— Claro que não. Eu sei escrever, Luce. Só não entendo nada dessas porcarias que estão na questão. Eu só preciso que me explique. – Dei de ombros. – Ou passe a resposta e facilite tudo. – Sorri cínico, levando uma almofadada no rosto.
— Vou facilitar uns tapas em você, folgado. – Ela falou emburrada.
— Por Kami, Lucy. Você tem que respeitar os mais velhos, não me destratar.
— É só um mês de diferença, e você é homem, logo sua maturidade é pouca comparada á minha.
— Não tenho tanta certeza sobre isso. – Cruzei os braços, a desafiando com o olhar.
— Não precisa ter certeza, está comprovado cientificamente. – Ela desdenhou, me olhando convencida. – Agora preste atenção que eu vou te explicar as questões.
E Lucy ficou tagarelando por longos e longos minutos. Ela já tagarelava normalmente e eu já estava acostumado, mas naquela situação era diferente, porque ela estava falando sobre a lição, e embora eu até tenha prestado atenção nos primeiros minutos, depois só fiquei pensando em quando entrei em seu quarto e ela estava de sutiã.
Mentalmente eu ficava imaginando como minhas mãos ficariam segurando seus seios. Eles eram grandes, então provavelmente uma mão só não daria conta pra cada um. A não ser que Lucy estivesse deitada, então ficaria um pouco mais fácil.
Kami, Lucy deitada na minha cama era uma cena linda demais de se imaginar.
Será que doeria se eu mordesse um de seus seios, só um pouco? Ou apertasse com força? Ou…
— Natsu! Você está escutando o que eu estou falando? – Ela sibilou nervosa, e eu engoli em seco, porque sabia que ela iria desistir se eu dissesse que não.
— C-claro, Lucy.
— É mesmo?! E o que foi que eu disse pra você ficar tão vermelho assim? – Perguntou divertida, cutucando minha bochecha com seu indicador. – Estava pensando sobre quando entrou em meu quarto, não é?! Você é um pervertido, Dragneel. Aí está a prova que eu sou muito mais madura. Aliás, até a Michelle deve ser mais madura que você.
Embora ela falasse aquilo com muita convicção, também estava corada, principalmente após ter falado sobre o momento constrangedor em seu quarto e eu sequer negar que pensava mesmo naquilo.
Ué, o que eu poderia fazer?
— É difícil manter a concentração quando você está conversando grego comigo, e foi inevitável não pensar em você se alongando. Eu invejo sua flexibilidade, Luce. – Dei uma piscadela, fazendo-a corar ainda mais.
— Eu desisto! É impossível falar com você, Natsu! – Ela se levantou rapidamente, andando rápido até as escadas.
— Não, Lucy! Espera! Me desculpa! – Corri atrás dela em meio a um ataque de risos, já que suas caretas eram sempre ótimas. Segurei em sua mão quando ela já estava na metade dos degraus e ela olhou para trás irritada, provavelmente querendo me fuzilar. – Olha, eu sei que eu sou um idiota, mas me dê uma chance, tá legal?! Eu ainda estou me acostumando com sua presença em minha casa, e droga, Lucy, você é linda! – Admiti, fazendo-a corar ainda mais, ao mesmo tempo que parou de forçar tentar soltar sua mão da minha. – O que acha de sair comigo algum dia?
— O quê??? – Ela soou extremamente surpresa e arregalou seus olhos, me olhando como se eu fosse um louco.
— Não assim, você está pensando tudo errado. – Ri de seu desespero. – Eu sei que você ainda pensa coisas nada legais sobre mim, e eu gostaria de mudar isso. E eu te disse aquele dia no quarto do Zeref, não disse?! Então o que acha da gente sair, como dois irmãos?
Ela ficou me encarando por longos minutos, e algo em sua expressão me dizia que ela estava esperando eu dizer que era brincadeira. Mas eu continuei sério, tentando parecer bem convincente. Eu não estava brincando sobre sairmos como dois irmãos, afinal. Eu iria agir e cuidar dela como eu faria com a Michelle ou a Erza, por exemplo.
— Está falando sério? – Lucy perguntou desconfiada, com o cenho franzido.
— Seríssimo! Iremos onde você quiser, fazer o que você quiser, e eu até pago por tudo. A única condição pra você é que vai ter que me dar uma chance de mostrar que eu não sou o ser humano terrível que se passa em sua cabeça. – E sorri, vendo-a titubear e quase concordar comigo. – É claro, eu posso ser um pouco pervertido, afinal eu sou homem, mas não é como se eu pensasse em coisas assim o tempo todo. – Dei de ombros.
Ainda assim não obtive uma resposta instantaneamente, mas com o silêncio e o constrangimento, notei que ainda segurávamos nossas mãos, e percebi novamente o quanto era agradável aquele toque. E quando olhei para Lucy, ela ainda estava corada, também olhando para nossas mãos juntas.
— Ah, e-eu v-vou pensar nisso. – Respondeu, e puxou sua mão com pressa, subindo para o seu quarto sem olhar para trás.
—Obrigado pela ajuda com a lição, Luce. – Falei alto o suficiente pra que ela escutasse, me divertindo com aquela situação.
***
Como eu havia planejado, deixei a lição sem fazer para pegar as respostas com alguém na sala em qualquer outro dia antes da aula de inglês.
Eu teria que pedir desculpas a Lucy por fazê-la perder tempo tentando fazer algo impossível, que era me ver concentrado em terminar alguma lição. Não era como se eu fosse um total estúpido também, as regras do diretor eram claras de que minhas notas precisavam no mínimo estar um pouco acima da média para que eu continuasse o capitão do time, e até mesmo no time, e claramente eu as obedecia.
Depois que Igneel, Layla e Michelle voltaram, trazendo comida de restaurante para o jantar, fomos todos comer na sala de jantar, mas Lucy sequer ousou me encarar.
Michelle, que ficou de lavar a louça enquanto eu secava, não perdeu tempo em começar seu questionário, tendo cuidado o suficiente para falar baixo, para que ninguém se intrometesse.
— O que você aprontou, Natsu-nii? – Ela me encarou desconfiada, franzindo o cenho.
— Por que eu aprontaria? – Fingi não entender qual era o ponto dela, e Michelle me encarou ainda mais impaciente.
— Eu falo pra você ir pedir ajuda pra Lucy, e quando eu volto ela sequer olha pra você. O que aconteceu?
— Nada do que você está pensando, acredito. – Dei de ombros, rindo da cara de maliciosa que ela fazia. – Eu não sabia que você podia ser tão perversa. – A repreendi, recebendo um revirar de olhos e uma língua, como prova de sua boa educação.
— Eu conheço minha irmã, ela não ficaria assim por pouca coisa. Alguma merda você fez, e eu adoraria que você facilitasse e me dissesse logo. – Falou, me dando um peteleco na testa.
— Mas o que diabos vocês aprenderam nos Estados Unidos? As Heartfilia não sabem respeitar os mais velhos não? – Devolvi o peteleco, fazendo-a rir. – Eu a chamei pra sair pra que nós possamos nos conhecer melhor. – Respondi, como se não fosse nada demais.
— Você a chamou para um encontro??? – Ela perguntou alto demais, e precisei olhar para todos os lados e verificar se ninguém estava por perto.
— Isso, grite mais alto, quem sabe Layla não escute também. – Revirei os olhos.
— E Lucy aceitou? – Perguntou rápido, me ignorando completamente. – Mas não faz sentido, por que ela teria vergonha de te encarar então?
— Ela não me respondeu, na verdade. Disse que vai pensar. – Suspirei. – E não é como se fosse um encontro, é somente para que ela saiba que eu não sou um cara mal. Eu vou tratá-la como eu faço com você, só isso.
— Eu estou achando que você quer é dar muitos beijos na Lucy. – Falou baixo, com a intenção que eu não escutasse, mas não adiantou muito. E aquilo me fez gargalhar.
— Eu não sei… Só sei que sua irmã está me deixando louco.
***
Antes de me deitar, tomei um rápido banho, porque era sempre melhor pra dormir depois.
Totalmente nu, me dirigi até o meu guarda roupa para que pudesse pegar uma cueca box. Desde que as Heartfilia chegaram em casa, era muito raro eu dormir nu, porque o receio da Michelle invadir meu quarto a qualquer momento era enorme.
Deitei-me com uma fina coberta, aliviado que ainda não estávamos no inverno. Fiquei pensando em sobre como o amanhã seria mais um dia cheio, em como o dia de hoje havia sido doido, e na provável resposta da Lucy.
Ela não poderia fugir pra sempre de me dar uma resposta, não é?! Morávamos juntos, afinal.
E tirando minha atenção de tudo o que eu pensava, sem ao menos bater na porta, alguém entrou de fininho no meu quarto, tendo todo o cuidado do mundo para fechar a porta sem fazer barulho, para provavelmente não me acordar.
Não ousei me mexer, esperando entender o que a tal pessoa pretendia fazer.
Escutei os passos cautelosos e senti meu colchão afundando, com o peso de alguém sentando-se bem ao meu lado, e rapidamente reconheci o cheiro de avelã.
Continuei quieto, esperando.
Suas mãos vieram em meu rosto com certo cuidado, e algo encostava e fazia cócegas em minha bochecha. O que era aquilo?
— O que está fazendo, Luce? – Perguntei, testemunhando o pequeno susto que ela tomou.
— Meu Deus, Natsu… – Ela soou surpresa, provavelmente esperando que eu estivesse dormindo.
Segurei suas mãos para pegar seja lá o que ela segurava, e notei ser uma faixa.
— O que é isso? O que você planeja fazer comigo, loirinha?
Lucy puxou rapidamente a faixa de minha mão, não me dando chances de pegar outra vez.
— I-isso é p-pra você n-não me ver… – Ela falou em um sussurro, recuando um pouco.
— A luz está apagada, eu já não estou te vendo. – Respondi o óbvio, esperando suas próximas ações.
— Mas você me reconheceu… – Continuou sussurrando. – É s-só p-pra eu ter certeza…
— Certeza que não vou te ver?
— É.
Eu realmente não estava entendo absolutamente nada do que estava acontecendo, mas nada disse.
Suas mãos voltaram ao meu rosto, e para ajudá-la, levantei minha cabeça o suficiente para que ela conseguisse amarrar aquela faixa em mim.
Sentir suas mãos passando em meus cabelos, mesmo que não fosse exatamente pra me fazer carinho, foi uma sensação gostosa. Eu estava apreciando aquilo, mesmo não sabendo qual era o propósito.
— Por que está fazendo isso? – Dessa vez perguntei também em um sussurro, e a ouvi suspirando.
Lucy demorou um tempo para falar ou se mover, o que me fez pensar que ela estava desistindo do que quer que fosse que veio fazer. Me matar, talvez? Ela estava percebendo que eu não era de todo ruim e desistiu de me matar.
Ótimo, um ponto para o meu charme.
— P-preciso t-testar algo.
Senti suas duas mãos pousando sobre o meu peitoral, e ela colocou um pouco de força, aproximando-se de mim. Também senti seus cabelos encostando em meu rosto, e sua respiração muito próxima de minha boca. Ela deu um longo suspiro, como se estivesse pensando duas vezes antes de fazer qualquer coisa.
— Lucy…
— Não. Fica quieto. Você tem feito todas essas provocações, seu idiota. – Ela soou frustrada, arranhando-me levemente. – Eu não sei porque eu tenho pensado em te beijar nos últimos dias, mas eu definitivamente vou dar um fim nisso.
— Lucy…
E afim de me calar antes que eu dissesse qualquer outra coisa além de seu nome, seus lábios tocaram os meus em um instante, deixando-me surpreso porque ela realmente estava fazendo aquilo.
Não demorou muitos segundos e logo ela se afastou minimamente. Toquei suas mãos para que ela não saísse de perto, e diferente do que imaginei, ela não tentou se afastar. Ao contrário, soltou suas mãos das minhas e as levou até as minhas bochechas delicadamente, e me beijou de novo, dessa vez com mais vontade e com menos medo.
Eu não sabia muito bem o que pensar numa situação como aquela, porque eu nunca cheguei a imaginar que realmente fosse acontecer. Principalmente naquela noite.
Lucy me beijando? Porque ela queria? Aquilo era demais pra processar.
Seu cheiro de avelã me deixava ainda mais maluco, e tentei aproximá-la mais. Lucy abriu a boca e entendi aquilo como uma deixa para que eu pudesse aprofundar o beijo, tomando total controle.
Levei uma de minhas mãos até o seus cabelos, enroscando meus dedos de forma deliciosamente provocadora em seus longos fios loiros, e com a outra mão me apoiei na cama para que pudesse me colocar sentado.
Eu estava amando aquela sensação de poder senti-la tão intensamente. Seu toque cuidadoso, seu jeito inexperiente de beijar, seu hálito gostoso, seu cabelo macio.
Eu já havia cogitado aquela experiência antes? Se não, acredito que agora eu seria capaz de pensar nisso todos os dias.
Imprevisivelmente, Lucy também enroscou uma de suas mãos em meus cabelos, e sentou em meu colo, sem quebrar o contato do beijo.
Na verdade, quem o fez fui eu.
— Luce… Eu estou quase nu, e você… Você está me provocando demais. – Falei em meio a ofegos.
— O que? – Ela soou surpresa, e se eu não estivesse com a venda, provavelmente iria observar uma Lucy checando se o que eu dissera era verdade. – Como você é um tarado.
— Ei. Quem foi que começou tudo isso? – Perguntei cínico, abraçando-a e beijando seu pescoço de forma provocante, dando mordiscadas de leve, mas que provavelmente ficariam marquinhas depois.
— Natsu… – Ela gemeu baixinho, me deixando ainda mais excitado, mas me empurrava os ombros levemente.
— Não vamos passar disso, Lucy… – Prometi para acalmá-la. – Só me dê um último beijo. – Sussurrei em seu ouvido, notando ela se arrepiar.
E prontamente atendendo ao meu pedido, seus lábios tocaram os meus com delicadeza e…
O despertador começou a tocar escandalosamente.
O susto que tomei foi enorme, e me levantei da cama em um pulo.
Chequei o horário no celular e notei que estava de manhã, na hora de me arrumar para ir pra escola.
Olhei para todos os lados e não encontrei absolutamente nada que indicasse que Lucy esteve aqui, nem a faixa em meu rosto.
Aquilo fora… Um sonho?
Fale com o autor