Troublemaker
1 Uma Loirinha
Notas iniciais
Estou extremamente empolgada com essa ideia que tive, e só Deus sabe o quanto foi difícil me controlar pra não postar cedo o/ (E não funcionou muito bem, pq cá estou)
Primeiramente, queria dedicar esse capítulo para a fofa da WhiteFoxie, que desenhou a capa dessa fic pra mim e vem me dando apoio em todas as minhas fics ♥
Segundamente, é a primeira vez que eu tento um universo alternativo com Fairy Tail, então eu estou um pouco apreensiva, mas acredito que está ficando bem legal.
Terceiramente, essa fanfic esta sendo postada aqui e no social spirit ;P
Enfim, sem enrolar mais, boa leitura *-*
7h30 da manhã.
Meu celular tocava escandalosamente sobre o criado mudo, indicando que era mais um dia infernal de aula. Nada me preparava psicologicamente para as segundas-feiras.
Levantei-me com o mau humor casual das manhãs de aula e segui minha rotina diária. Antes de seguir para a escola, passei na cozinha e cumprimentei meu pai e meus irmãos mais velhos, pegando uma maça e já me apressando pra sair. Mas antes fui interrompido por Zeref.
– Natsu... Por favor, não esqueça da noite de hoje! Você sabe que isso é importante para o papai.
Revirei os olhos, sendo lembrado de que, a partir daquela noite, minha vida tomaria um rumo completamente diferente. Tudo viraria de ponta cabeça.
– Vou ver o que posso fazer... – Sussurrei, dirigindo-me até a porta novamente.
Mas outra vez a mão firme de Zeref me parava no caminho.
– Eu estou falando sério, Natsu! Se não fizer isso por bem, vai fazer por mal! E eu mesmo me certificarei disso.
Suspirei, me dando por vencido. Quando Zeref apelava para força física, ele sempre ganhava, e aquela ameaça era exatamente isso. Eu odiava quando ele fazia algo assim.
– Tanto faz... Não sou eu que vou me casar, de qualquer forma.
– Mas elas querem te conhecer hoje. Além do mais, elas se mudarão para casa, nada mais justo do que uma conversa e apresentações antes, não acha?! Já deu de fugir desses encontros, Natsu.
Sem prestar mais atenção ao que ele continuava falando, apenas me mandei para a escola. Por sorte (ou azar mesmo), não ficava muito longe, apenas uns cinco quarteirões, e era uma das melhores escolas particulares de Fiore.
Logo na entrada da escola Gray me esperava junto com Jellal. Cumprimentei os dois com nossos toques e entramos na Fairy Tail, sendo recebidos com sorrisinhos de várias garotas. Nós éramos os mais populares dali, principalmente pelo fato de finalmente estarmos no último ano. Aquilo dava uma credibilidade maior entre todas as pessoas.
Andamos até nossos armários para pegar o material das primeiras aulas enquanto conversávamos futilidades sobre o fim de semana, até eu esbarrar em uma garota, fazendo-a derrubar tudo o que carregava em mãos, de forma bastante desajeitada, diga-se de passagem.
– Perdoe-me, eu não vi voc... – E então travei no meio da frase ao notar algo ao me abaixar para ajudá-la. – Por Kami-sama, que belos peitos... – Não consegui evitar falar, com o olhar vidrado naquelas belezinhas extremamente fartas, recebendo logo em seguida uma livrada na cara.
– Seu pervertido! Quem você pensa que é pra falar assim comigo? – Ela gritava histérica, pegando suas coisas rapidamente.
– Hey! Isso doeu! – Reclamei.
Tentei ajudá-la novamente, mas ela bateu em minha mão, negando qualquer tipo de ajuda.
– Hey loirinha, só quero ajudar.
– Pois fique bem longe de mim, seu tarado! – Ela esbravejou, apontando o indicador em meu rosto, quase encostando em meu nariz. E ao pegar todas as suas coisas, foi andando em direção contrária à que eu estava.
Levantei-me rindo, não acreditando no que tinha acabado de acontecer. Ela definitivamente deveria ser uma novata, nunca vi uma loira tão bonita e gostosa naquela escola.
– O que foi isso, Natsu? – Gray questionou, acompanhando a loira dobrar o corredor.
– Pois é, o que foi isso... – Sorri sem graça, com uma das mãos atrás da cabeça.
– Que bunda... – Jellal comentou baixinho, e eu e Gray rimos daquilo.
– Já a viu aqui antes? – Perguntei a eles, recebendo resposta negativa de ambos.
Fizemos hora pelo corredor, aproveitando para flertar com algumas das alunas mais novas, e nos dirigimos para a sala alguns minutos depois, quando o sinal tocou.
– Olha só, que sorte grande. Vejam só onde a novata foi parar. – Jellal comentou, apontando para a loira de mais cedo, que parecia deslocada demais em um canto da nossa sala.
Não era surpresa, aliás. As aulas já tinham começado fazia quase quatro meses, e estávamos todos enturmados. O que ela fazia ali naquela época do ano era algo a se questionar.
– Acho que vou ajudá-la a se enturmar com nossa sala. – Sorri sacana para os dois, que riram de volta, soltando algo como "você não presta mesmo, Natsu", e foram se sentar nos nossos lugares de costume, que ficavam do outro lado da sala.
Dirigi-me até onde a loira estava, depositando minha bolsa na mesa de trás de onde ela estava. Inicialmente ela não notou minha presença, já que olhava distraidamente pela janela, mas eu fiz questão de mudar aquilo.
– Bom dia, loirinha desastrada. – Falei em alto e bom som, enrolando uma mecha de seu cabelo em meus dedos.
Percebi que ela se assustou ao ouvir a minha voz e se sobressaltou ao notar meu ato.
– Não toque em mim, pervertido de uma figa! – Ela me ameaçou, retirando seus cabelos dali e apertando forte meus dedos, uma vez que virou-se de frente para mim rapidamente.
– Acho que já entendi o que você pensa sobre mim, não precisa ficar repetindo o tempo inteiro. – Falei, revirando os olhos, deixando-a ainda mais irritada, se é que era possível. – Aliás, meu nome é Natsu, e o seu?
E como resposta, ela apenas virou as costas pra mim, cruzando os braços e bufando. Gargalhei alto diante daquele ato, sem querer chamando a atenção do restante da sala, que já estavam todos ali.
Não tentei fazer nada mais porque o professor entrou na sala. Era aula de inglês e eu realmente precisava prestar atenção nela, já que minhas notas não estavam lá grande coisa. E pra variar, eu houvera recebido ameaças dos meus irmãos. Eles chegavam a ser mais assustadores que meu pai.
– Vejamos, há uma aluna nova conosco hoje. – O professor constatou, olhando calorosamente para a loirinha, que se remexeu um tanto desconfortável a minha frente. – Quer vir aqui na frente se apresentar pra turma? – Ele perguntou, mas em um tom bem claro que aquilo era mais uma ordem do que uma pergunta.
– C-claro… – Ela respondeu baixinho, de modo que só eu escutei. Andou um tanto acanhada até a frente da sala, ao lado do professor, e se apresentou timidamente. – Meu nome é Lucy. Lucy Heartfilia. Acabei de me mudar para o Japão, espero que me recebam bem.
Então ela morava em outro país? Isso explicava seu pequeno sotaque.
– Certo, obrigado Lucy, pode se sentar agora.
E sem mais, o professor já começou a passar lição no quadro negro, recebendo reclamações de quase toda a sala.
– Precisei que um professor te chamasse para se apresentar para saber seu nome… Aliás, belo nome, Luce…
– Lucy, idiota. Lucy!
Mesmo de costas pra mim eu podia imaginar a cara brava que fazia, e ri baixinho, tomando nota do que o professor escrevia no quadro negro.
Logo após uma explicação do que estava no quadro, o professor pediu para fazermos atividades no livro, como forma de estudarmos para a prova da próxima semana.
– Lucy, sente-se com alguém para acompanhar as atividades dos livros enquanto não arranja os seus. – O professor falou de seu lugar.
Lucy novamente ficou sem graça, olhando ao redor da sala, vendo quem poderia ser a boa alma que faria aquilo por ela. E então seus olhos sem querer fitaram os meus, e ela se emburrou ao me ver com o queixo apoiado sobre minha mão e sorrindo de forma sacana para ela.
– Eu não mordo, juro. – Falei, tentando soar de forma sedutora.
– Não sentaria com um pervertido como você nem que fosse minha última e única opção. – Ela se virou novamente, deitando-se sobre os braços acima do caderno.
– Olha, me desculpa ok, aquele comentário saiu sem querer. Mas não é como se fosse mentira. É como dizem, Luce, coisas boas precisam ser apreciadas né.
– Lucy, imbecil! – Ela gritou, um tanto alto demais. – Não ouse dizer mais nada sobre isso, ou eu te arrebento.
E eu não consegui evitar gargalhar com aquilo. Aquela loirinha era realmente muito divertida.
– Lucy-san, não ligue para esse idiota. Quer sentar-se comigo? – Uma albina apareceu ao nosso lado, sorrindo docemente para Lucy. – Você não muda mesmo, né Natsu?!
– Não fiz nada demais, Lis… – Sorri divertido, recebendo outro sorriso de volta.
– Minha mesa fica um pouco afastada da sua, Lucy-san, mas você pode trocar de lugar com a Cana, ela poderia conceder o lugar dela por alguns minutos até que você termine essa lição. Aliás, me chamo Lisanna, é um prazer.
– Muito obrigada, Lisanna-san. Eu faria qualquer coisa para ficar longe desse louco tarado. – Lucy se levantou rapidamente, pegando seu material e sendo acompanhada por Lis até o lugar que a albina falara.
– Aé?! O que foi que esse idiota aprontou dessa vez?
E então as duas começaram a tagarelar como se fossem velhas amigas.
Acabou que até o fim das aulas Lucy ficou no lugar de Cana, e a morena sentou-se a minha frente, me perturbando de todas as formas possíveis. Talvez devesse ser karma por ter irritado Lucy aquele tantinho.
No fim, acabei ficando na escola para as extracurriculares, onde eu era capitão do meu time de basquete, na qual Gray e Jellal jogavam também. Estávamos em treinos incessantes, já que estava para chegar um campeonato importante junto com outras escolas da região.
Antes que o treino terminasse, avistei na arquibancada cabelos bastante chamativos, que fizeram eu perder atenção da partida e perder um ponto importante para a vitória do meu time.
O que diabos Erza estava fazendo ali?
Andei até ela, ignorando completamente as queixas dos jogadores e do treinador, e ao dar uma breve olhada para trás, revirei os olhos ao notar que Jellal babava olhando minha irmã. Idiota mesmo.
– O que faz aqui? – Perguntei, bagunçando meus cabelos molhados de suor.
– Estou me certificando de que não vai fugir.
Protestei em um quase sussurro, irritado com aquela ação desnecessária.
– Qual é, Erza…
– Eu te conheço, Natsu. Sei que fugiria na primeira oportunidade, por isso estou aqui. Te levarei para casa e ficarei de olho em você.
– Você e Zeref estão me tratando como se eu fosse uma criança. – Reclamei, já me retirando dali para voltar para a quadra.
– Porque você age como uma. E onde pensa que está indo?
– Voltar para o meu treino, ué…
– Não mesmo, estamos indo para casa agora.
– Erza, por favor, não faz isso… O treino nem acabou ainda e eu precis…
E antes que eu pudesse terminar minha frase, Erza passou por mim e se posicionou de frente para o time de basquete, que estavam todos com os olhos brilhando e com babas escorrendo pela lateral da boca. Completamente babacas.
– Espero que não se importem se eu levar Natsu um pouco antes do treino acabar. Nós temos um compromisso realmente importante hoje, e eu preciso que ele esteja em casa mais cedo.
Todos os idiotas concordaram como se estivessem hipnotizados, e até mesmo o treinador estava daquela maneira.
– Tudo o que você desejar, Erza-sama. – Jellal suspirou.
Não pude evitar de jogar a bola em sua cabeça, fazendo-o despertar do transe. Aquilo me irritava.
– Pare de secar minha irmã, retardado. – Esbravejei. O que havia de errado com eles por adorarem tanto Erza? Ela era um monstro, assustadora, o que eles faziam não tinha o menor sentido. – Todos vocês, voltem ao treino. Eu vou arrancar as bolas de cada um se continuarem desse jeito! – Os ameacei. E realmente funcionou, já que todos voltavam em suas posições.
O único que realmente não ficava como um cachorro sem dono na frente de Erza era Gray, que convivia na minha casa e conhecia o quão demônio ela poderia ser, já que vivia nos batendo. E ele veio até o meu lado, me puxando para o canto.
– Compromisso? É aquele lance do seu pai e a…
– Sim, é. – Confirmei antes dele ousar terminar a frase, fazendo uma careta.
– Cara, você não deveria ficar feliz pelo seu pai estar casando de novo? Quero dizer, ele parece muito bem ultimamente…
– Não é isso Gray, é que… Igneel realmente tinha que arranjar uma mulher com filhas? Minha casa já não será somente minha, vai ter gente estranha morando lá pelo resto da minha vida e eu não quero ter que dividir minhas coisas com mais ninguém… Já basta ter que aturar Erza e Zeref, não acha?!
– Olhe pelo lado bom, pelo menos você não precisará se mudar para a casa delas. Ia ser muito pior, não acha?
Considerei aquilo que Gray disse e pensei sobre. Pela primeira vez ele tinha razão em algo.
– É, cara… Pelo menos isso. De qualquer forma, tenho que ir agora… Meu pai resolveu fazer um “jantar especial” – falei fazendo aspas no ar, deixando claro meu desprezo sobre aquilo – e ele insistiu que eu participasse. Parece que meus irmãos já conhecem a mulher e as filhas dela, só falta eu.
– Boa sorte então. Qualquer coisa, me mande uma mensagem. – Gray bateu em minhas costas, voltando à quadra já que o estavam chamando.
Erza estava na porta do ginásio e me fuzilava com os olhos caso eu decidisse correr para longe naquele momento e fugisse dela. Vontade não faltava, isso era verdade. E aquela era a primeira vez que eu conheceria as três mulheres que entrariam em minha casa e invadiriam minha vida de uma forma que eu jamais aprovaria.
E sim, eu também tivera fugido daquilo por meses. Sempre que a noiva de meu pai vinha para nossa cidade, ele marcava um jantar conosco e eu arranjava um jeito de me esconder de meus irmãos para não ser arrastado para aquilo. A verdade era que eu não queria que meu pai se casasse. E não queria ganhar “irmãs” novas. Eu estava feliz com a vida que levava, e queria que continuasse daquele jeito.
Notas finais
Esse primeiro capítulo foi mais como um prólogo mesmo... Próximo capítulo as coisas já ficam um tantinho mais interessantes *w*
Mas e o que vocês acham? Quem será a noiva de Igneel? E quem serão as irmãs? Como Natsu vai reagir a esse jantar e primeiro encontro? E o que será que vai acontecer entre Lucy e Natsu no dia seguinte na escola?
Muitas perguntinhas...............
Até quinta que vem o/
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