Troublemaker
10 Melhores Amigos
Notas iniciais
Naquela mesma segunda aconteceria os testes de seleção dos times dos diversos esportes da Fairy Tail. Não seriam todos ao mesmo tempo, mas haviam alguns horários que batiam. Por exemplo, o teste de seleção da equipe principal de basquete e o pessoal de equitação fariam o teste ao mesmo tempo, o que era bem triste, porque eu queria ver quem seria o sortudo a ficar com o corcel.
Apesar de eu ser o capitão do time, ainda assim tinha que participar da seleção. E, se houvesse algum problema ou aparecesse alguém que provasse ser melhor para o time, o treinador poderia definir outro capitão. O que eu esperava mesmo que não acontecesse.
A seleção do time de basquete era o primeiro no horário das extracurriculares. Eu já estava na quadra com meu uniforme, treinando arremesso de três pontos, e dava um frio na barriga conforme mais pessoas apareciam e enchiam as arquibancadas. Mesmo que eu fosse bom o suficiente para me garantir,praticamente a Fairy Tail inteira tinha se mobilizado para assistir á esse momento.
Dando uma olhada breve, surpreendi-me ao ver Lisanna sentada ali, logo na frente, junto com algumas amigas. Como eu era insistentemente chato, claro que fui até onde ela estava, tentando andar do modo mais galante e convincente possível.
— Quantas cestas quer que eu faça pra você, Lis? – Interrompi a conversa que estava tendo com suas amigas. Lisanna se incomodou com isso, mas suas amigas claramente não, já que os sorrisos que abriram chegaram quase na orelha.
— Está muito enganado se acha que vim aqui pra te ver jogar. – Ela respondeu mal humorada, cruzando os braços e olhando para todos os lados, menos pra mim.
— É mesmo?! Porque eu duvido que seja por outro motivo. – Falei rindo.
Ah, mas eu faria ela voltar a falar comigo!
Voltei para a quadra, vendo que Gray e Jellal já tinham chegado, e ficamos batendo bola um para o outro até que o treinador começasse o jogo.
Primeiro faríamos uma série de pequenas provas, como andar em meio a cones e depois correr, enquanto quicávamos a bola, depois marcar cestas de arremesso de três pontos, arremesso de dois pontos, e mais outros exercícios. O treinador anotaria nosso desempenho e já faria a desclassificação de alguns para serem os reservas dos que ficariam no banco. E logo em seguida haveria sorteio dos dois times, para fazer uma breve partida de sete minutos em cada período, que ao invés de serem quatro como normalmente, seriam apenas dois.
Assim que acabaram as provas físicas, o treinador nos deus cinco minutos para nos entregar os resultados. E durante esse tempo, as líderes de torcida decidiram aparecer para “torcer por nós”, mais conhecido como “distrair os jogadores usando saia curta”. E dessa vez eu nem ao menos poderia me excluir dessa lista, porque, vou ser bem sincero, Lucy estava mais gostosa do que nunca.
Mesmo que a roupa fosse igual para todas, parecia que Lucy ficava muito mais bonita que as outras. Sem contar o decote… Por Kami, o que eu não daria pra tirar aquelas roupas com meus dentes.
— Ei, babaca. Fecha a boca! – E recebi uma bolada na cabeça.
Virei pra trás, e observei que uma parte do time ria de minha cara.
— Vai, Natsu! Paga cinquenta! – Um deles começou a zombar.
Revirei os olhos, lamentando que aqueles idiotas estivessem presenciando esse meu momento vergonhoso de fraqueza.
— Parece que alguém está com ciúmes da sua atenção exagerada em cima da loirinha. – Jellal comentou, olhando brevemente para a arquibancada e depois me mandando um sorriso debochado.
Pelo jeito que Jellal era, não foi preciso nem ao menos dizer nomes, porque eu já fazia ideia sobre quem ele falava e meu olhar foi direto para a albina da primeira fileira.
A impressão que eu tive foi que só faltava sua boca espumar, de tão vermelha que ela estava, com os braços cruzados e fazendo uma espécie de bico. E eu tinha certeza que não estava vermelha por vergonha.
— Primeiro você a beija, depois fica secando a amiga na frente dela. Você manda muito bem com as garotas, Natsu. – Gray me deu tapinhas nas costas.
— Não a beijei com intenções amorosas. – Me alterei. Droga, quantas vezes eu teria que explicar aquilo? – Foi no calor do momento, só isso. Um beijo de amigos.
— Então diga isso a ela, porque não parece que vocês estão em sintonia nessa parte. Claramente ela levou esse beijo como algo a mais.
Encarei Gray por alguns minutos e ele me olhava como se dissesse “acredite em mim, sei do que estou falando”, e depois olhei para Lisanna de novo, analisando aquela reação com outros olhos. Era isso possível? Havia chances do Fullbuster estar certo?
Aquilo definitivamente não era momento para eu me preocupar com essas coisas. Havia o jogo de seleção ainda pra fazer e eu não poderia me distrair.
E então o treinador finalmente nos chamou para dispensar três jogadores, e depois escolheu eu e Gray para sortearmos nossos times. Cada um de nós éramos capitães de nossas equipes, e isso significava que eu poderia perder meu “cargo” para ele, se o treinador achasse que Gray saísse melhor liderando sua equipe do que eu a minha.
Era a primeira vez que Gray ficava contra mim em uma partida, e ainda mais pra ter uma oportunidade de ser o capitão. Nós dois ficamos um tanto apreensivos inicialmente, mas não havia muito o que fazer, era a escolha do treinador.
Começamos a sortear, um de cada vez, as pessoas que ficariam em nossos times, e Jellal acabou caindo com Gray. Além disso, os dois mais altos e fortes pararam em seu time, então eu saí em grande desvantagem.
Nos reunimos com o árbitro no meio do campo, apertamos nossas mãos e desejamos boa sorte um para o outro.
— Vou arregaçar você, Dragneel.
— Não conte com isso, Fullbuster.
E então o jogo começou.
A bola foi lançada para o alto, e ao pularmos, eu a acertei primeiro, mandando para meu time. Todos foram rápidos ao recebê-la, e Loke foi o primeiro a pegar, jogando em seguida para Raiko. Raiko me deu uma breve olhada e corri para a frente, dizendo para que avançasse. Ele veio logo atrás de mim, junto com o restante do time. Jogou a bola para Sho, mas foi interceptado por Jellal.
Se havia uma coisa que Jellal não era tão bom assim, era em ser rápido. Gritei para que meu time permanecesse na frente, e corri atrás do Jellal para marcá-lo, roubando a bola facilmente.
Mas não era como se o time do Gray estivesse facilitando para mim, logo os dois mais altos estavam me marcando. E foi assim que tentei arriscar uma cesta, no meio do campo, e apesar de não ter entrado, Loke estava na ponta e pegou o rebote, marcando nossos primeiros dois pontos. A equipe do Gray não se deu ao luxo de perder tempo, então logo estavam atacando.
O primeiro tempo não foi difícil, mas também não foi fácil. Fomos para um breve intervalo de dois minutos com meu time vencendo por dois pontos.
Chamei meu time para uma breve rodinha, agradecendo o esforço de todos e incentivando-os para se doarem ainda mais no segundo tempo, dando algumas dicas do que cada um poderia fazer e quem poderiam marcar. Logo depois fui buscar minha garrafa d’água, que coincidentemente estava perto das líderes de torcida. E foi então que eu percebi que elas estavam divididas em dois “times”.
Observei aquele da qual Lucy estava e dei uma risada sacana, aproximando-me ligeiramente.
— Deixa eu adivinhar. Está torcendo para o time do Gray?
Ela fez uma careta e virou o rosto, fingindo que eu não estava ali e que não tivera me escutado.
— Quanta insolência, loirinha. Não acredito que não está me dando apoio. – Ri debochado.
Lucy continuou me ignorando, e eu ouvi o apito, avisando que o jogo voltaria para o segundo tempo.
Posicionei-me novamente no meio de campo, e gritei um incentivo ao meu time, que gritou de volta, claramente motivados.
— Eu estou empolgado! – Sorri grande, encarando Gray a minha frente, que também sorria.
— Não se chateie se eu apagar o seu fogo, Natsu. – Ele me respondeu.
Não dei a mínima, já que a bola estava no ar, e novamente na posse do meu time. O time do Gray podia ter a força, mas o meu tinha a velocidade.
No terceiro lance do meu time, acabei fazendo uma cesta de três pontos, e corri pela quadra um tanto próximo das torcedoras do time do Gray, apontando para Lucy e sinalizando que a cesta fora para ela. A loirinha ficou ruborizada e eu acabei rindo, além de escutá-la me xingando. Lucy definitivamente era alguém interessante para se provocar.
De volta ao jogo, os brutamontes que me cercavam a todo momento não foram muito eficientes em grande parte do tempo, e eu não consegui evitar o instinto de capitão, os dizendo o que deveriam fazer.
— Não se afobe, Hiroshi. – Falei com o que me marcava, enquanto quicava a bola continuamente no chão, parado. – Está me vendo assim? Quando você vier me marcar, não foque tanto em mim. Quanto mais perto você estiver, menos você vê. Não esqueça de cobrir suas laterais, é por isso que eu passo tão facilmente por você. – E então eu lhe driblei, indo direto para a cesta e marcando mais dois pontos. O olhei de novo e ele sorria amarelo. – Viu o que falei? Preste atenção aos lados.
Ele acenou com a cabeça e foi para a sua posição, retomando o jogo para o ataque de seu time.
O segundo tempo foi infinitamente mais disputado, e infelizmente meu time perdeu, com cinco pontos de diferença. Gray e Jellal não perderam tempo em vir me provocar.
O treinador nos pediu cinco minutos antes de dar a relação do time principal e os reservas, e enquanto isso eu me joguei na quadra após pegar minha garrafa d’água, bebendo deitado e mais derramando tudo no meu rosto do que conseguindo acertar minha boca.
Gray sentou ao meu lado e permaneceu em silêncio por um tempo, bastante pensativo.
— Acha que o treinador vai me por de capitão? – Perguntou baixo, me olhando sério.
— Por que está me perguntando isso? – Ri de sua careta, sentando-me também.
— Você é melhor do que eu, soube lidar com meu time melhor do que eu. Seria erro do treinador te tirar desse cargo.
— Qual é cara, está com crise de identidade agora? – Lhe dei tapinhas nas costas. – Você nem ao menos sabia que iria ficar de capitão do time adversário, não dava pra esperar um resultado excelente.
— Um bom capitão sabe lidar com o time até mesmo nos momentos inesperados. – Ele revidou, citando uma frase que eu costumava dizer quase sempre.
— Ok, ok. Me pegou. Mas eu acredito que o treinador estava te preparando para quando eu tiver que me ausentar de algum jogo, colocando você de capitão.
— Se ausentar? – Ele me olhou espantado. – O que houve? Você vai parar de jogar?
Ri alto, jogando a cabeça para trás. O jogo deve ter lhe subido a cabeça, já que Gray não estava raciocinando muito bem, pelo jeito.
— Estou falando se eu sofrer uma contusão e tiver que sair do jogo, você sabe. Esse tipo de “ausentar”. Eu não vou sair, Fullbuster. – Revirei os olhos. – Ainda pretendo ganhar minha bolsa na faculdade.
— Oh, então finalmente se decidiu sobre isso? Quem foi que te fez mudar de ideia? – E ele olhou sugestivamente para Lucy.
Fiz uma careta.
— Não essa loira, foi outra. – Eu não admitiria em voz alta, nem se fosse ameaçado, que fora Layla que me fizera mudar de ideia, após me contar o quanto Erza e Igneel me elogiavam. Esse tipo de coisa era difícil demais para o meu ego.
— Outra loira? Eu perdi alguma coisa por aqui? – Ele gesticulava com a mão fazendo círculos entre nós, apontando para mim e para ele. E pensando um pouco, seus olhos se arregalaram, e depois voltaram ao normal, dando espaço a um sorriso de maníaco, que era basicamente o que Gray era. – Layla. Não acredito que foi ela!
Não neguei e tampouco confirmei. Apenas me joguei no chão, colocando os braços atrás da cabeça, esperando que o treinador nos chamasse.
E diferente do que imaginei, ele não nos chamou para uma rodinha para nos dar nomes, ele falou em alto e bom som em um microfone e uma caixa de som enorme que ficava em uma das extremidades da quadra, chamando a atenção de todos na arquibancada.
— Gostaria de agradecer a todos os que participaram com vontade nesse jogo, vocês continuam cada vez melhores. – E uma salva de palmas foi ouvida pelos estudantes, atrapalhando o treinador a continuar falando. – A Fairy Tail não está aqui para perder, portanto não há dúvidas que o time principal será composto somente pelos melhores. Olhei cada um de vocês e atribui pontuações conforme suas performances. Portanto, o time principal terão como participantes: Gray, Jellal, Loke, Hiroshi e Natsu. O restante são os reservas. Sobre o capitão do time… – E então ele fez uma pausa dramática, da qual até os estudantes ficaram temerosos. Aposto que nem ao menos respiravam, já que se formou um silêncio absoluto. – Gray foi ótimo, mesmo sendo sua primeira vez… Mas por algumas razões, Natsu continuará como capitão, e você irá substituí-lo quando o Dragneel não estiver em campo. – E desligando o microfone, o treinador deu como encerrado aquele momento, e logo a gritaria voltara e a animação para o próximo turno de testes começou.
Gray me deu um rápido abraço, dizendo que eu merecia, e comemorando por estar no time principal, já se animando antecipadamente pelo campeonato que estava por vir.
Nos dirigimos até o vestiário e tomei um banho com pressa, já que a seguir seria o teste da equipe de tênis e eu queria ver Lisanna jogando. Tênis era uma das modalidades que mais rendia jogos na Fairy Tail, principalmente porque eram muitos jogadores e somente dois a cada partida. Lisanna já tinha se classificado entre os quatro melhores, agora estava numa espécie de mata-mata.
Já com meu uniforme da escola novamente, sentei-me na primeira arquibancada, exatamente no lugar onde Lis estava antes. Já haviam retirado as cestas de basquete, e agora ajeitavam a rede no meio da quadra. Dois jogadores já estavam com suas raquetes e pingando as bolas no chão, e eles pareciam tão nervosos quanto eu quando começou a chegar a plateia. A diferença era que a plateia já estava ali.
Gray logo veio se sentar ao meu lado, acompanhado por Jellal.
— Vai falar com a Strauss depois do jogo? – Gray perguntou.
— Não sei. Vou dizer o que? “Hey Lis, fiquei sabendo que você gosta de mim né?!”. – O encarei procurando por uma resposta, mas ele parecia tão confuso quanto eu. – Eu vivo brincando com ela sobre essas coisas, dela ser minha namorada de mentirinha, e de repente não era brincadeira alguma da parte dela? Digo, ela é a minha melhor amiga. As coisas não deveriam ser assim.
— Deveriam ser como, então? Vocês estão sempre grudados, e como você mesmo disse, vive fantasiando um namoro entre vocês. – Ele deu de ombros. – Você a iludiu sem querer.
— Ela é minha melhor amiga, Gray.
— E o que isso tem a ver? Até parece que nunca viu melhor amigo se apaixonando por melhor amigo.
— O que está insinuando com isso? Você está apaixonado por mim? – Apesar de eu ter falado brincando, acabou saindo uma pergunta séria, e ele me olhou espantado.
— Por Kami, Natsu. Leve a conversa a sério. – Ele revirou os olhos, dando-me um soco no ombro. – Você é uma linda garota com esses cabelos rosas, mas não faz meu tipo, perdoe-me.
— Vai se foder, Fullbuster. – Soquei seu ombro de volta.
Ele sabia que eu não gostava quando falavam sobre meu cabelo, mas é claro que ele pouco se importava com isso.
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Após o fim do jogo da Lisanna, da qual ela conseguiu a classificação para o campeonato, tentei conversar com ela, mas ela se dirigiu rapidamente para o vestiário, fingindo que não me ouvira gritando escandalosamente pela quadra. Houveram mais alguns jogos depois, como o teste da equipe de vôlei, de natação, e de futebol, mas acabei saindo logo após o jogo da Lis terminar.
Como Lucy e eu saímos no mesmo horário, indo para o mesmo destino, ela acabou indo junto comigo com todo o mal humor que ela aparentava quando ficava ao meu lado – era incrível como a loirinha era legal com todo mundo e fazia questão de não me incluir nisso. – Mas, claro, ela fez questão de andar atrás e diversos passos longe de mim, como se não me conhecesse.
Era desanimador imaginar que, a partir de algum dia muito mais próximo do que eu imaginava, eu teria que aguentá-la fazendo isso diariamente, já que provavelmente iríamos juntos para a escola.
— Lucy… – Arrisquei uma conversa. Por sorte a rua estava vazia, então não teria problemas conversar com alguém relativamente distante e ser comparado com um louco por parecer estar conversando sozinho. – Você gosta de Magnólia? Ou prefere Nova Iorque?
Continuamos andando por alguns minutos e ela ficou em silêncio. Olhei para trás, para ver se ela havia me ouvido, e seu rosto estava pensativo. Agora estava mais próxima também.
— Sinto falta das minhas amigas em Nova Iorque, mas prefiro Magnólia. – Finalmente disse.
Amigas, hm?!
— E namorado?
Agora já ao meu lado, ela me olhou com o cenho franzido.
— Por que quer saber sobre mim? O que planeja fazer, Dragneel? – Perguntou desconfiada.
Bom, ela tinha suas razões. Até mesmo eu me perguntava por que de repente estava tão interessado em sua vida.
— Nada, só… Curiosidade. – Dei de ombros. – Você vai morar debaixo do meu teto e eu percebi que sequer te conheço. É motivo pra eu desconfiar, certo?! Você pode muito bem ser uma serial killer.
Ela gargalhou alto, fazendo-me admirá-la por ter a risada mais gostosa que eu já ouvi.
— Eu estudava em um colégio interno para garotas, não tinha muito contato com homens que não fosse meus poucos vizinhos. – Admitiu em voz baixa, ruborizando um pouco. – Não tive namorado.
O papo teria se prolongado, talvez, se já não tivéssemos chegado em minha casa. Abri a porta e entrei, sendo recebido por Layla, que passava com alguns objetos decorativos para enfiar em algum outro lugar da casa que não estivesse com o toque Heartfilia.
— Okaeri, Natsu, Lucy.
Próximo capítulo:
— O que acha de entrar como meu pajem? Junto com Lucy?
— O QUÊ?! – Lucy derrubou os talheres de novo, recebendo olhares repreensivos da mãe.
— Pajem? – Perguntei, fazendo uma careta. – Mas isso não é coisa de criança?
— Bem, sim… Mas não tem crianças na sua família, tampouco na minha. E seria lindo vocês entrando juntos, participando do casamento tanto quanto eu e Igneel. Esse é um momento para nós todos. Por que não pensa a respeito?
(...)
— Você… Você é um idiota! – E entrou rapidamente no banheiro, fechando a porta com força e fazendo-me rir com aquela reação.
Aproximei-me da porta e dei breves batidas.
— Te vejo no jogo, loirinha?
— Vai a merda, Dragneel! – Ela gritou de volta.
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