Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeey amores da minha vida!!!!!! Como vocês estão? Eu gostaria de encher o saco de vocês nas notas iniciais, mas fica só nas finais mesmo! ;D Esse capítulo vai em especial para todos os que deixaram uma review no capítulo passado me dando um up, vocês são nota dez! ♥ Espero muito que gostem, então, boa leitura *-*

– Espera… Então você matou aula pra andar a cavalo? Mas desde quando você anda a cavalo? – Gray me questionou, após eu contar o que houvera com Lucy horas atrás.

– Caralho, Gray, esquece os cavalos. Ela me ameaçou, você não escutou?

– Quem diria que o capitão do nosso time de basquete entende de equitação… Aliás, isso me lembra que você não deveria matar aulas, não é mesmo, capitão?! – Jellal comentava zombeteiro.

Aqueles dois eram irritantes!

– Quando é que vocês vão prestar atenção no que digo? – Me exaltei, jogando a bola que estava em minha mão na direção deles.

Já havia acabado as aulas, e estávamos na quadra da escola, esperando o resto do time chegar junto com o treinador. Já vestíamos o nosso uniforme, e eu praticava o arremesso de três pontos enquanto os dois patetas mal escutavam o que eu dizia.

– Sim, sim. Você é um babaca com a loirinha, ela só quer o melhor para o seu pai, e ela é a vilã. Eu prestei atenção no que você disse, Natsu. – Gray me jogou a bola de volta. – Vamos retomar para a parte que você me explica o porquê de ser tão implicante com ela.

Apenas o ignorei e voltei aos arremessos. Claramente eles não iriam entender o meu lado, e pra ser sincero, eles não precisavam se envolver nisso. Era a minha vida, meus problemas.

Não levou muito tempo para que o resto do time e os reservas chegassem, com o treinador logo em seguida, e então começamos os nossos treinos.

Dentro de uma semana seriam feitos testes para definir o time principal que participaria do campeonato anual, não só em basquete, mas em todos os esportes que a Fairy Tail oferecia como extracurriculares. Por conta disso, nossos treinos estavam sendo intensivos, até porque já estávamos próximos da temporada de jogos. O treinador contava comigo para montar o melhor time, e nesse dia em especial, eu apenas fiquei observando sentado ao lado do velhote. O treinador pedia dicas, falava nomes, e eu expunha minha opinião.

Estava tudo indo certo, até as líderes de torcida entrarem em uma das extremidades da quadra. Todos os meninos pararam o jogo apenas para observá-las e soltar comentários obscenos, como se nunca tivessem visto uma garota de saia curta na vida. Revirei os olhos, pegando o apito do treinador pra assoprar no ouvido de cada um dos babacas, até eu perceber algo que me deixou, no mínimo, chocado.

Lucy estava entre uma das líderes de torcida. Inclusive, ela era a que estava sendo mais secada pelos meninos, mesmo que ainda não estivesse usando o uniforme das torcedoras.

O que diabos ela achava que estava fazendo ali?

Respirei fundo e contei até dez, tentando manter a calma. Ela invadia minha casa, minha escola, minha classe, e agora a minha quadra. O que, Kami-sama, eu havia feito de tão errado? Sério, por que eu tinha que receber tamanho castigo?

A calma não veio e tive que descontar minhas frustrações no apito e em gritos.

– Quero todos pagando cinquenta flexões! Agora!

– Ah, qual é Natsu, não está falando sério né?! Vamos voltar ao jogo, pessoal. – Max, um dos garotos que sempre ficava no banco, ousou responder.

– O capitão do time é quem mesmo? – Perguntei, esperando por respostas, mas ninguém sequer abriu a boca. – Ótimo, foi o que pensei. Todo mundo no chão, vamos. Não me lembro de ter dito que poderiam parar o jogo pra ficar ofendendo as torcedoras, isso é para deixarem de ser idiotas.

E enquanto eles faziam as flexões, joguei o apito na direção do treinador, que me olhava completamente chocado com o que eu havia feito, e fui até onde as líderes estavam se aquecendo.

– O que estão fazendo aqui? – Perguntei para Cana, que por mais absurdo que parecesse, era a chefe de torcida e coreógrafa delas.

– Nós tivemos problemas com o pátio que usávamos para os ensaios. O diretor nos mandou vir até aqui.

– Não podem ficar aqui, estão tirando a concentração dos jogadores.

– Se eles não conseguem controlar o pinto, a culpa não é nossa. – Uma das meninas respondeu, fazendo pose de quem voaria no meu pescoço a qualquer segundo.

– Olha, Natsu, eu também não queria ter que vir pra cá, mas nós precisamos muito fazer os testes pra recrutar novas meninas. Hoje é o último dia. Os jogos logo vão começar e precisamos estar ensaiadas.

Respirei fundo, criando um enorme discurso de ódio na cabeça para quando me encontrasse com o diretor. Não adiantaria discutir com Cana, elas não sairiam dali muito cedo. Era frustrante quando as coisas não saiam do modo que eu queria, e ultimamente isso estava acontecendo até demais para o meu gosto.

Só foi uma certa loira aparecer.

Cana resolveu ignorar minha presença e começou a passar instruções para as novatas que iriam fazer o teste, e então meu olhar fulminante foi direcionado para Lucy, que se alongava á uns sete passos de mim.

Se havia algo que eu queria muito naquele momento, era vê-la tentando passar no teste e passando vergonha. Se eu não estava enganado, líder de torcida era a única extracurricular com vagas abertas naquela época do ano, e essa deveria ser a razão para ela estar tentando entrar. Porque, sejamos francos, Lucy não tinha jeito pra torcedora em hipótese alguma. Deveria ser uma nerd que se daria muito bem no clube de xadrez ou de debate, e para não ficar com a extracurricular em branco no boletim ela estava tentando aquilo.

Pois bem, que tentasse, mas eu iria ser o primeiro a rir quando ela estivesse passando vergonha.

Então Cana juntou mais duas líderes de torcida da equipe e começou uma coreografia, dizendo que as novatas deveriam decorar e dançar em seguida. Os passos eram fáceis e até os brutamontes do meu time conseguiriam realizar aqueles movimentos, então não me surpreendi quando praticamente todas conseguiram fazer a coreografia com êxito. Depois Cana passou outra sequência, e aumentou um pouco a dificuldade. E então fez uma última dança, mais longa e com mais movimentos complicados, com algumas acrobacias inclusas.

Nesse momento eu já estava de braços cruzados e um sorriso sacana no rosto, pronto pra dar as palmas mais escandalosas e irônicas da minha vida quando as participantes errassem tudo, principalmente a invasora. E digamos que, após assistir aquele desastre, eu realmente deveria ter dado essas palmas, se não fosse pela decepção de que, a única pessoa que eu torcia pra se ferrar, fez tudo do jeito mais profissional e perfeito possível.

Aquela dança era difícil e irrealizável! E ela tivera feito como se estivesse soletrando o abecedário. Até mesmo Cana e as meninas de sua equipe ficaram boquiabertas, e Lucy começou a ruborizar ao perceber que toda a atenção, naquele momento, estava direcionada a ela e em como ela fora incrível.

– Ela só pode estar de brincadeira…

– Como ela decorou isso de primeira?

– Você pergunta como é que ela decorou? Está mais pra como foi que ela executou isso aí!

E esses eram os comentários que começaram a serem escutados antes de começar uma baderna. Elas me fariam mesmo usar o apito novamente? Porque eu não teria dó só por serem garotas.

– Heeeeey! Calem a boca, piranhas! – Cana gritou extremamente alto, fazendo um silêncio extremo se alojar na quadra. Nem mesmo as respirações eram escutadas. – Ótimo. Agora escutem. Todas vão ter uma segunda chance de fazer essa coreografia de novo. Menos a loirinha peituda. Você já está no time garota, meus parabéns.

E corada, Lucy se postou entre eu e Cana de cabeça baixa. Acredito que a vergonha era tanta que ela sequer percebera que era eu quem estava ali.

– Ela pode te chamar de loirinha peituda na frente de toda a equipe de torcedoras, as novatas e a equipe de basquete e nada acontece. Eu elogio seus peitos na frente de dois amigos e levo livrada na cara.

Automaticamente a vergonha que Lucy sentia se transformou em raiva, já que ela me direcionou um olhar que provavelmente arrancaria minha cabeça se ela tivesse super poderes.

– Vai a merda, Dragneel.

Ri baixinho e fiquei vendo Cana fazer a coreografia de novo, enquanto as novatas faziam caretas em determinadas partes.

– Você era líder de torcida em Nova Iorque?

Aquela era uma pergunta que eu não queria ter feito, mas simplesmente saiu. E não era como se eu quisesse ser simpático com Lucy, mas fui. Eu estava ficando impotente ao lado dela, e isso me desagradava um bocado.

Ela pareceu me analisar por alguns segundos antes de responder, e eu provavelmente estava fazendo uma careta, já que estava pensando em quão babaca inútil eu ficava quando falava com ela.

– Eu era a chefe das líderes, e também fazia ginástica artística.

– Líder de torcida, ginasta, jóquei, o que mais? – Fui numerando nos dedos, realmente impressionado.

– Não sou jóquei, só sei andar a cavalo. Você sabe mais coisas, tem todas aquelas técnicas e química com o corcel. Me faz questionar o que é que você sabe mais. Capitão do time de basquete, que está mais para sargento até onde vi, e é praticamente um jóquei. Mais alguma coisa?

– Ah, com certeza. – Sorri sacana, aproximando-me de seu rosto e sussurrando em seu ouvido – Sou excepcionalmente bom na cama.

Lucy me deu um empurrão e revirou os olhos ao escutar aquilo, enquanto eu ria.

– Aposto que tem mestrado e doutorado no curso de babacas também.

– Claro que sim, já se esqueceu que foi você que me deu aula? – Mandei-lhe uma piscadela e lhe dei as costas antes que me xingasse, me dirigindo até onde estava meu time, que já tinham terminado as flexões. – Até hoje a noite, Luce.

Não me pergunte por qual motivo, razão ou circunstância eu me despedi daquela forma, porque, sinceramente, nem eu mesmo sei o que deu em mim. Apenas fingi que não dissera nada e juntei o time para uma conversa. Depois do castigo eles claramente estavam querendo me arrebentar, e eu até entendia, mas eu só fazia o que um capitão faria.

– Quando vocês forem capitães da equipe de vocês, poderão fazer o mesmo. Enquanto isso, apenas me escutem e obedeçam. As torcedoras ficarão aqui durante todo o nosso tempo de treinamento, e eu espero mesmo que isso não seja motivo para distrair vocês, ou eu vou fazer questão de piorar o castigo, e não vai ser para um, vai ser para todos. Nosso campeonato está para chegar, e antes disso teremos o teste de seleção. Quero que escolham os times novamente e comecem um novo jogo. Gray, Loke, escolham seus times.

Logo coloquei-me ao lado do treinador e fiquei observando os jogadores, vez ou outra desviando o olhar para as torcedoras, ou mais especificamente, para uma certa loirinha. Era realmente incrível como ela tinha talento para aquilo. E uma flexibilidade que me fazia delirar só de imaginar como seriam as coisas com Lucy na cama.

Um dia eu iria ficar sabendo.

~*~*~*~*~

– E você conseguiu passar no teste então?! – Lisanna pulava no meio da calçada, pouco se importando com quem passava a olhando de soslaio. – Isso é incrível, Lu!

– Ah, não foi nada. Não era muito difícil, várias garotas passaram também. – Lucy nos presenteava com sua falsa humildade.

– Ah, por favor. Você no treino só faltava esfregar na cara de todas as meninas que passou de primeira. – Comentei, revirando os olhos.

– É mesmo? E como sabe disso? Estava me observando, Dragneel? – Lucy se postou em minha frente, andando de costas e sendo ousada o suficiente para usar minha frase contra mim.

– Se você tropeçar e cair, saiba que eu vou rir muito e não vou te ajudar. – Ergui as mãos pra cima, deixando claro que eu torcia pra que ela caísse.

– Olha só vocês dois, já brigando como dois bons irmãos. – Lisanna comentou.

Sim, foi um comentário infeliz, e ela se arrependeu no mesmo segundo que proferiu, uma vez que eu e Lucy lhe mandamos olhares fuzilantes.

– Nunca mais ouse dizer algo assim! – Apontei em seu rosto, tentando parecer o mais ameaçador possível. Mas a verdade era que eu não conseguia ficar bravo de verdade com Lisanna, ela era minha melhor amiga desde que eu entrara na Fairy Tail. – Aliás, ainda não entendi por que Lucy está indo pra minha casa junto conosco. Não me lembro de tê-la convidado.

– Oras, Dragneel. Foi você mesmo que disse que ela já iria para sua casa hoje. Que diferença faz ela ir com a mãe ou nos acompanhando?

– A diferença é que, se ela fosse com Layla, eu teria que aturá-la por menos tempo. Ela indo conosco me da um total de zero de folga da Lucy. E eu realmente estou precisando ir para um lugar onde ela não esteja.

– Não fale de mim como se eu não estivesse aqui, idiota. E não é como se eu gostasse de sua presença também. Só vim por consideração à Lisanna.

– Vocês dois realmente vão ficar se cutucando até chegarmos na mansão dos Dragneel? – Lisanna suspirou, parecendo cansada de ouvir nós dois.

A albina tinha a terrível mania de chamar minha casa de mansão, já que para ela era extremamente grande e espaçosa para apenas quatro pessoas.

Bom, agora não mais.

Após ela dizer isso, ficamos quietos até chegarmos. E o caminho não era tão longo, logo o silêncio não durou por muito tempo.

– Tadaima, minna. – Gritei ao abrir a porta.

– Okaeri, Natsu. – Meu pai me cumprimentou de longe, provavelmente da cozinha. – Está com fome? – Ele perguntou, aparecendo na sala. – Oh, Lisanna, okaeri.

– Tadaima, Igneel. – Ela correu para lhe dar um abraço, como sempre.

Aquilo era algo que Lisanna sempre fazia quando encontrava meu pai, e algo que meu pai nunca se acostumara, mesmo após tantos anos.

– Tadaima, Igneel. – Lucy falou baixinho, um tanto acanhada por aparecer ali sem Layla e Michelle.

E Igneel pareceu ainda mais surpreso do que nunca, vendo Lucy ali conosco. Se eu o conhecia bem, provavelmente ele deveria estar pensando em mil hipóteses, incluindo as que eu era um bom filho e estava querendo me dar bem com Lucy, e que eu estava querendo ser um bom irmão para ela. Mas ele estava enganado. Muito enganado!

– Okaeri, Lucy! Que bom que Natsu te trouxe. Estou realmente surpreso que vocês estejam juntos.

Não foi por escolha minha, velhote.

Mas ao invés de dizer isso, eu apenas sorri amarelo.

– Natsu disse que minha mãe viria jantar aqui hoje, então não quis dar trabalho a ela em ter que me buscar na escola. – Ela respondeu sorrindo, parecendo simpática.

Você poderia enganar qualquer um, Heartfilia, mas não a mim.

– Sim, sim. Layla virá aqui hoje. Temos notícias para vocês! – Igneel sorria grande, como se ele tivesse acabado de virar milionário e comprado algumas ilhas de presente para a família.

– Layla está grávida! – Eu conclui alto, colocando as mãos na cabeça e segurando meus cabelos de forma desesperada. – Mas o que foi que você fez, Igneel? Eu falei pra se proteger! E agora você vai ser pai! De novo! Será que não entra na sua cabeça que já tem mais filhos do que deveria e ainda está trazendo mais duas pra casa? – Segurava a gola de sua camisa, completamente exaltado.

– Não é nada disso, Natsu. Layla não está grávida, de onde tirou essa ideia maluca? – Igneel retirava minhas mãos de sua camisa, revirando os olhos.

– Ah, ufa! Pelo menos um pouquinho de senso ainda sobrou nessa cabecinha.

– O que está querendo dizer com isso, Natsu? – Igneel me olhou desconfiado, erguendo uma das sobrancelhas.

– Nada. Nadinha, pai. O senhor é demais!

– Pai! Natsu já chegou? Se ele fugir desse jantar de novo, eu vou arrebentar a cara dele quando o encontrar! – Erza esbravejava descendo as escadas, congelando completamente ao ver eu, Lisanna e Lucy na sala. – Lucy? – Ela perguntou, se aproximando para checar se era realmente Lucy ali, e não sua imaginação. Depois me olhou, um tanto espantada, e mandou olhares desconfiados para Igneel.

– Erza-san. – Lucy a cumprimentou, sorrindo.

As duas deram um longo abraço, e essa foi minha deixa para puxar Lisanna para a cozinha e ignorar ambas.

Lis se sentou em uma das banquetas, apoiando-se na bancada, enquanto eu buscava na geladeira os doces que prometi que lhe daria.

– O que você aprontou no jantar ontem pra todos estarem desconfiados com você e Lucy juntos? – Lis perguntou, sem rodeios.

Ela realmente me conhecia.

– Ela invadiu meu quarto enquanto eu tomava banho, e eu fiquei pelado na frente dela. Só isso. – Respondi, dando de ombros.

– Só isso? – A albina me olhou desconfiada, sorrindo de lado. – Não foi só isso. O que aconteceu depois?

Lhe entreguei um dos doces estranhos que eu não fazia ideia do nome e ela colocou direto na boca, sem ao menos questionar o que era. Provavelmente se eu perguntasse, ela diria algo como “foi Igneel quem fez, não preciso perguntar pra saber que é bom”.

– Digamos que Layla ficou sabendo que a filhinha dela gosta de admirar homens nus enquanto invade o quarto deles. – Respondi rindo.

– Você é muito cafajeste, Dragneel. – Lis gargalhava. – Por Kami-sama, Lucy chegou na Fairy Tail por dois dias e já te viu nu, as meninas de lá vão matá-la quando ficarem sabendo disso.

– Não passe vontade, Lis, sei que você está no topo dessa lista. Aliás, me faria um grande favor sumindo com a Heartfilia do mapa.

– O que há de errado com isso, Natsu? – Ela perguntou de repente, deixando-me confuso. – Digo, o casamento do Igneel, a Lucy vindo morar aqui com a irmã. Por que é tão contra isso tudo?

Sentei-me ao seu lado e suspirei alto, jogando meus braços sobre a bancada e me debruçando neles.

– Estamos bem sem elas. – Respondi meio abafado, por estar com o rosto tampado.

– É mesmo? Eu não me lembro de ver Igneel tão feliz desde aquela época. Você sabe, Natsu, ele sofreu muito com a morte de sua mãe.

Além do Gray, Lisanna era a única que tinha tanta liberdade para falar da minha família, desse e de tantos outros modos. Por essa razão eu não ficava chateado com algo que ela me dizia com relação ao passado. Mas isso não mudava o fato dela ter tocado em um assunto delicado, e isso me incomodava.

– Vamos mudar de assunto, Lis. – Disse sério, mas sem grosseria. – Como foi seu treino hoje?

Mas ela não pareceu feliz com minha atitude, então bufou alto e segurou em meu rosto, aproximando-se bastante, olhando-me com firmeza.

– Por que você continua insistindo em guardar todos esses sentimentos contigo? Isso é frustrante, Natsu. Estou aqui pra te escutar e já cansei de te dizer isso. Guardar isso tudo por mais tempo só vai ser pior. – E então me soltou, enchendo a boca dos docinhos estranhos.

– Sei disso, Lis. Sei disso.

– Então por que não me diz as coisas?

– Não é tão simples quanto você possa imaginar. Não dá pra descontar em ti sentimentos que você sequer entende.

– Bom, você sabe meu número quando mudar de ideia. – Ela respondeu, se levantando e alongando-se brevemente.

– Já vai embora? – Protestei, levantando-me também. – Qual é, Lis. Você não está aqui nem quinze minutos.

– Seu pai vai receber a noiva e as enteadas para um jantar especial, não quero atrapalhar. Aliás, o treino foi cansativo. Te vejo amanhã na escola?!

Assenti, um tanto triste, e Lis me deu um beijo na bochecha, abraçando-me em seguida. Atribui o abraço e a segui até a porta, despedindo-me com um aceno breve.

Eu sabia que Lisanna tinha ficado chateada por eu não ter lhe contado o que ela queria, mas não era tão simples assim.

Próximo capítulo:

– Vamos nos casar em dezembro, daqui três meses. – Layla informou, tão feliz quanto qualquer outro ali que não fosse eu.

(...)

– Natsu! – Zeref parecia surpreso ao ouvir minha voz ao invés da voz da de Lisanna. – Onde você está, seu idiota?

(...)

– É pra isso que servem os amigos. – Ela sussurrou, devolvendo-me um beijo terno no pescoço.

Tomado pela adrenalina daquela sensação boa, naqueles braços calorosos, tomei seus lábios nos meus, apoiando uma de minhas mãos em sua nuca, entre seus cabelos.

Notas finais
Siiiiiiiiim, agora haverá ceninhas dos próximos capítulos, porque eu sou do tipo que adoro uma provocação! ;D O que acharam desse capítulo? õ/ O que acham que Natsu realmente sente sobre tudo isso, com o casamento? O QUE SERÁ QUE ACONTECERÁ SEMANA QUE VEM? Enfim, estou ansiosíssima para saber o que vocês estão achando da história até agora. Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que comentaram e estão acompanhando troublemaker, isso me deixou bastante animada. Para quem achou que eu estava fazendo drama no capítulo passado sobre poucas reviews, foi só um pequeno desabafo, ok gente?! >.< Vcs me deixaram desacostumada com pouquinhas pessoas falando o que acham do capítulo, e quando aconteceu, isso fez eu achar que a história realmente não estava agradando SAHUASHUs' Mas eu fico muito feliz que pensei errado, porque o apoio de vocês foi maravilhosamente incrível! Fez minha semana! ♥ Semana que vem, apenas se vocês quiserem, eu posto um especial de natal (e vai o capítulo 5 tbm, ñ se preocupem), até porque, na outra semana, quinta-feira vai ser véspera de ano novo, e eu estarei viajando, ou seja, não teremos capítulo! Troublemaker entrará em um pequeno hiatus, mas voltaremos normalmente dia 07/01, ok?! ;D Então me digam, querem o especial de natal? Outra coisinha, leram o capítulo 466 de Fairy Tail que saiu nessa quarta, pela manhã? o/ O que acharam? Confesso que quase dei uma choradinha com a cena do Natsu e do Happy :'( Chega de tagarelar! Obrigada pelo apoio, obrigada por lerem e até semana que vem ;D