Troublemaker

6 Igneel e Layla


Notas iniciais
Oláaaaaaaaaaaaa pimpolhos da Ryuu-san! Como foram as festas de fim de ano de vocês? *O* Sentiram minha falta? o/ Estou de volta com o primeiro capítulo do ano! E é um capítulo de tretinhas... SAHUSAHUSAUs' Não tenho muito o que dizer, a não ser por agradecer a todo o carinho que vocês estão me dando, seja com review, favorito, acompanhamento... Vocês são incríveis, obrigada! ♥ Espero que aproveitem o capítulo de hoje! Boa leitura *-*

Na quinta-feira eu acabei faltando na escola, com nenhuma força psicológica para lidar com pessoas depois do sonho que tive. Passei a manhã inteira dormindo, e acordei somente às quatro da tarde. Mandei mensagem ao treinador dizendo que ainda estava mal de saúde e ele acabou relevando, por conta da tarde anterior. As Heartfilia também não apareceram em casa, e eu não vi meu pai ou irmãos, já que permaneci trancado em meu quarto jogando vídeo game.

– Ei, Natsu. Está melhor cara? – Gray me esperava na entrada da Fairy Tail na sexta-feira, como habitualmente, junto com Jellal.

Os cumprimentei com nosso toque e fomos entrando na escola.

– Ah, não se preocupe. – Apenas murmurei.

– Quer conversar sobre isso mais tarde? Ir na minha casa a noite pra gente jogar vídeo game? Faz um tempo que não fazemos isso, e amanhã é sábado. – Gray insistiu.

– Não é como se tivéssemos tempo. – Dei uma risada fraca.

– Pois então vamos arranjar. Depois do treino nós passamos na sua casa pra você pegar algumas roupas e você dorme lá comigo.

Gray disse aquilo de uma forma tranquila, o mais natural possível, mas ele ter dito em voz alta foi um tanto estranho, e não só para mim e Jellal, mas para algumas pessoas que estavam por perto.

– E o que é que você pretende fazer com o Dragneel, Gray? – Jellal insinuou maliciosamente, dando uma gargalhada.

O moreno piscou algumas vezes e percebeu a brecha de sua frase, ficando completamente embaraçado. E quase nu, já que sua camisa foi parar em algum lugar aleatório, menos em seu corpo.

– Olha, Gray… Eu entendo que você tenha uma forte atração física por mim, e quem é que não teria?! Mas eu gosto de mulher, saca?! Inclusive, se você parasse de fazer streap ia ser muito bom, eu já disse que não vou te pagar por isso.

– Deixa de ser idiota, Dragneel. – Ele revirou os olhos. – Sinceramente, você quer ir pra casa ou não? Porque eu posso avisar o Igneel de que você está animadíssimo para uma festa em “família”.

Bem no meu ponto fraco.

Muito obrigado, Fullbuster. Muito obrigado.

– Mas você é um otário mesmo. – Fiz careta, fazendo-o rir.

– Aliás, a Lucy foi falar com você nesses dias? – Jellal perguntou. – Eu vi ela te fazendo sinal na quarta de que queria conversar mais tarde, vocês chegaram a se falar?

– Não, ainda bem. Minha quarta foi uma merda, cara. Se ela tivesse vindo me procurar pra ter uma conversa, eu ia mandar ela de volta para Nova Iorque sem sequer precisar de um avião.

– Não precisa partir pra violência também, Natsu. – Gray avisou, tentando me acalmar. – Houve algo entre vocês na outra noite?

– Não exatamente com Lucy, foi mais com a mãe dela.

– Não me diga que vocês discutiram? – Jellal reagiu incrédulo.

– Eu não discuti com ninguém, muito pelo contrário. Eu fugi de uma discussão. Enfim, não quero conversar sobre isso. Não aqui.

– Ok. Então está marcado, você vai dormir lá em casa hoje. – Gray concluiu.

– Que falta de educação, Fullbuster. Não vai convidar o Jellal? – Lhe dei um tapa na cabeça.

Gray começou a gaguejar, Jellal congelou no lugar e eu fiquei sem saber o que foi que eu perdi.

– Ahn… O Jellal… Estará ocupado essa noite. – Gray finalmente respondeu.

– Ocupado? – Perguntei desconfiado. De novo os dois me escondendo coisas. – Ocupado batendo uma? Você pode fazer isso todos os outros dias do ano, Jellal. Vamos lá.

– Quem sabe outro dia. – Jellal desconversou.

O sinal tocou para a primeira aula e o alívio que se formou no rosto dos dois foi bem questionável. Eu precisava descobrir o que estavam aprontando.

Fomos para a sala de aula e nos sentamos em nossos lugares, apenas aguardando o professor do primeiro período. Eu estava distraído mexendo em meu celular, até que alguém bateu forte a palma sobre minha mesa, me assustando levemente.

– Eu vou arrebentar a sua cara, Dragneel!

Pouquíssimas pessoas eram corajosas o suficiente para falarem comigo daquela forma, e nenhuma delas estudava na Fairy Tail, então levantei meus olhos da forma mais incrédula possível e me surpreendi ao deparar-me com enormes olhos castanhos, extremamente próximos de mim.

– Me perdoe, o que disse? – Fingi não ter escutado, fazendo a cara mais sonsa possível para irritá-la.

– Minha mãe quer cancelar o casamento, e por culpa de quem? Ah, claro, do mimadinho de cabelos rosas aqui! – Ela continuava gritando, apontando para meu rosto.

Pelo jeito ela não se importava que as pessoas ficassem sabendo de nossas vidas, já que a sala toda nos encarava e ela não deu a mínima.

– O que diabos eu tenho a ver com isso? Ela quer cancelar o casamento? Ótimo, melhor pra mim! – Ousei falar, levantando-me para intimidá-la com minha altura.

E o que veio a seguir foi algo que eu nunca preveria. Lucy deu um tapa em meu rosto, tão forte que eu já conseguia sentir o vermelho se formando e minha bochecha inchando.

– Você é um babaca! – Ela continuou avançando em cima de mim, socando meu peitoral diversas vezes. Então Gray apareceu pra pará-la e Lisanna apareceu para segurar seus braços. – Você é um imbecil, está me ouvindo?! Se esse casamento acabar, Igneel vai te odiar pra sempre, idiota!

A esse ponto Lisanna e Gray já a tinham levado para fora da sala, e eu continuei perplexo. O casamento acabar? Igneel me odiar?

Jellal veio ao meu lado perguntando se eu estava bem e se queria água ou um gelo para por no rosto, e eu apenas recusei, sentando-me e fingindo que nada havia acontecido.

O clima na sala ficou tenso desde então, e as aulas foram um porre. Lisanna e Gray voltaram meia hora depois, pedindo desculpas pelo atraso com o professor e sentaram-se. Lis me mandou olhares indecifráveis, e Gray me perguntou se eu conseguiria lidar com as aulas depois daquilo, mas apenas o ignorei. Já a loira só voltou depois do intervalo, e não ousou me encarar em momento algum.

~*~*~*~*~

Depois do treino, Gray me acompanhou até minha casa para eu pegar minhas coisas. Assim que cheguei, me deparei com Erza descendo as escadas, e quando percebeu minha presença, apenas me olhou com desprezo. Zeref descia logo em seguida e suas feições também não estava lá das melhores.

– Natsu. – Ele se surpreendeu ao me ver.

– Zeref. O que houve?

Ele suspirou alto, pensando no que dizer.

– Layla está lá em cima com papai. Ela disse que quer romper o noivado.

Então era verdade o que Lucy havia me dito.

Apesar de tudo, aquilo fora uma notícia que me chocou.

– Por que?

– Não aja como se você se importasse. – Erza ralhou, dando meia volta e me segurando pelo colarinho de forma raivosa. – Isso está acontecendo por causa de você e suas atitudes inconsequentes. Quando você vai passar a se importar com os outros ao invés de só olhar o próprio umbigo? Você acha que papai vai lidar como, se eles se separarem?

– Erza. – Igneel chamou sua atenção, como se dissesse para se calar. Pousou suas mãos sobre as dela, e ela me soltou. Ele estava próximo de nós junto de Layla e eu mal pude ouvi-los chegando. Nenhum dos dois sorriam ou pareciam animados. – Não diga essas coisas ao seu irmão.

– O quê? – Erza ficou um tanto irritada ao ouvir aquilo. – Como não? Você sabe que é verdade! Ele precisa deixar de ser criança logo.

– Deixe que com o seu irmão eu lido, nós iremos conversar. – Ele a avisou, nem duro e nem bravo. Apenas em um tom calmo que era muito raro de ver Igneel usando.

Se havia algo que eu sabia que não era bom sinal, era quando meu pai dizia de forma absurdamente calma que iria conversar comigo. Aquilo me assustava mais do que quando Erza ou Zeref usavam de violência para conseguir algo.

Quando dei por mim, percebi que Gray ainda estava ali. Ele logo se apressou em se despedir e dizer que nosso vídeo game ficava para outro dia, e me desejou boa sorte.

Layla aproveitou a deixa e resolveu ir também. Sua despedida com Igneel foi simples, apenas um “tchau” e um “nos falamos amanhã”, e isso foi tudo. E quando ela se afastou com o carro, Igneel fechou a porta e me olhou sério, encarando-me durante longos segundos, até por fim se pronunciar.

– Para o meu escritório.

E se havia algo que eu queria fazer naquele dia, com certeza era sumir.

Se arrependimento matasse, eu já estaria estirado ao chão da sala naquele momento. Desejei não ter passado em casa para pegar minhas coisas, e sim ter ido direto pra casa do Fullbuster.

Não esperou que eu me pronunciasse, apenas seguiu o caminho até seu escritório. Ele ficava no porão, que fora todo reformado justamente para servir de área de trabalho para Igneel. Meu pai andava na frente e eu apenas o seguia, tentando me preparar mentalmente para tudo o que estava por vir, mas sem sucesso algum. E eu nem preciso lembrar que na noite retrasada eu havia furado o jantar com ele. Ou seja, eu estava duplamente ferrado.

– Espero que não saia correndo enquanto conversamos. – Ele disse, ainda com o mesmo jeito calmo e assustador.

Apenas acenei com a cabeça, mas não era como se ele fosse ver, já que estava de costas.

Sentei-me em uma das duas cadeiras dispostas de frente para sua enorme mesa de trabalho, com diversos papéis, um notebook e coisas de escritório. Igneel era advogado, mas ultimamente não estava trabalhando com tanta intensidade quanto antes. Diminuíra o nível de seus casos e não se importava mais em participar de casos importantes, já que ele tinha bastante dinheiro na conta e nós não vivíamos em luxo.

– Não se preocupe. – Apenas respondi, esperando que ele se sentasse.

– Estava cansado quarta? O treino foi exaustante? Ontem também não cheguei a te ver, você está bem, filho? – Ele perguntou, primeiro se referindo ao jantar.

Só havia duas ocasiões que Igneel me chamava de filho. Uma era quando ele queria pedir um favor da qual eu dificilmente aceitaria. Outra era quando ele queria me passar um sermão. E definitivamente eu preferia que ele me pedisse um favor.

– Me desculpe, pai. Eu realmente queria ir ao jantar, mas quarta foi um dia complicado. – Respondi. Não estava mentindo, afinal.

– Não precisa se desculpar, eu entendo. Você está treinando duro para o campeonato e ainda todas essas coisas acontecendo em casa.

Igneel estava começando a ficar compreensivo demais, o que não era bom.

– Pai, por que o senhor sempre enrola para chegar ao ponto? – Perguntei direto, esperando que aquilo acabasse logo.

Ele respirou fundo, parecendo saber que eu faria algo assim a qualquer momento.

– Há algumas coisas que eu queria conversar com você, por isso te chamei aqui. Faz algum tempo que não temos um tempo só para nós, Natsu. – Ele respirou fundo de novo, me olhando profundamente. – Quero que seja sincero comigo agora, pode ser?

Ele esperou que eu respondesse, e balancei a cabeça em positivo.

– Por que fugiu na noite que dei aquela notícia?

Eu não sabia muito bem como reagir àquela pergunta, já que eu não estava acostumado a ter Igneel tirando satisfações, e sim Erza ou Zeref.

Titubeei por alguns segundos, não sabendo o que responder. Pela primeira vez estava difícil encontrar mentiras aceitáveis, e dizer a verdade era a única justificativa plausível para lhe dar.

– Quer que eu refaça a pergunta? O que te incomoda tanto, Natsu? É o casamento em si? É Layla? Eu te garanto que se passar um tempo com ela você vai mudar de ideia, Layla é…

– Não, pai! Não é nada disso. – Fechei os olhos, respirando fundo. Quanto mais eu pensava no real motivo, mais eu ficava chateado. E a conversa só tinha acabado de começar. – Você realmente não se lembra, não é?! – O olhei sério, esperando que ele me respondesse.

Provavelmente o peguei de surpresa, já que Igneel esperava uma resposta, e não uma pergunta de volta. Me olhou de modo questionador, como se quisesse dizer “está brincando comigo, Natsu?”.

– Não me lembro do que? Seja mais específico.

– Sabe, pai… Eu realmente admiro muito o senhor e tenho um respeito enorme por você, mas algumas coisas são realmente questionáveis. Quero dizer, o senhor não está fazendo nada do que me disse uma vez. Como acha que eu posso lidar com isso? Como posso acreditar nesse casamento com Layla? – Deixei claro em meu tom o quão indignado estava.

– Sobre o que está dizendo, Natsu? Eu realmente não estou entendendo o seu ponto. O que eu te disse que não estou fazendo? O que quer dizer de Layla? Esta supondo que ela está casando comigo com outras intenções? – Ele ficava cada vez mais confuso, talvez até desesperado por não saber do que eu falava.

– Minha mãe, Igneel! É dela que eu estou falando! – Bati em sua mesa com força, o assustando. Eu não estava irritado. Ainda não. – Como posso acreditar no que diz se você mentiu sobre mamãe pra mim? – Eu já não aguentava mais guardar aquilo. Igneel estava noivo há seis meses, era tempo demais que eu vinha guardando aquelas palavras. – Você vivia me dizendo que só há um amor pra vida toda, que ele é forte e verdadeiro e nós faríamos de tudo pra mantê-lo para sempre, pois era algo precioso. Você se lembra disso, Igneel? Você se referia a mamãe como se ela fosse uma rainha, e eu realmente a via desse jeito, porque você me ensinou assim. Você dizia amá-la com toda a força, e falou que eu deveria ser ainda melhor que você para a garota que eu encontrasse. Mamãe se foi e então você encontrou Layla. E agora vocês vão se casar! Se casar, Igneel! Algo que você me disse que só era pra fazer com aquela que amávamos verdadeiramente! O que aconteceu? Você não amava mamãe o suficiente? Ou está mentindo para Layla?

Eu simplesmente disse, como se estivesse me livrando de um enorme peso, mas a reação de Igneel não fora bem o que eu esperava. Sua feição estava raivosa e seus punhos estavam fechados sobre a mesa. Ele estava bravo, muito bravo, e aquilo era algo que eu deveria ter medo.

– É isso o que pensou de mim todo esse tempo? Acha mesmo que nunca amei Miyuki? – Sua voz grossa parecia ter ficado ainda mais grossa, de forma assustadora. Ele se levantou, dirigindo-se a minha frente com passos pesados, e por um momento eu achei que ele iria me bater. – Que droga, Natsu. Eu nunca deixei de amar sua mãe. Nunca! Nem mesmo agora! Como pôde pensar essas coisas absurdas? Eu também sinto a falta dela, merda!

Então ele se afastou, sentando-se em sua cadeira novamente, respirando fundo diversas vezes e bagunçando seus cabelos, com a cabeça jogada pra trás. E só então eu soltei a respiração, da qual sequer notara que estava presa. E também notei que lágrimas rolavam por meu rosto.

– Eu não sabia que pensava algo assim. – Ele voltara a falar, dessa vez um pouco mais calmo, mas agora estava claramente chateado. – Me desculpe, nós deveríamos ter conversado antes. Eu não quero tomar decisões importantes assim se isso estiver afetando a felicidade dos meus filhos. Sua felicidade vem acima de qualquer coisa, Natsu. Me perdoe por ignorar isso.

Se eu esperava por aquilo? Absolutamente não.

Deixei que o silêncio se instalasse e ele se acalmasse. Eu também precisava me acalmar. Não estava realmente irritado, mas eu estava chateado. Odiava imaginar que meu pai não amara minha mãe, porque isso me machucava. Eles eram os meus pais, afinal. Ver seus pais vivendo uma grande mentira durante todo o casamento era algo que magoaria qualquer filho.

– Nunca deixei de amar Miyuki, Natsu. – Igneel voltara a falar, agora decidido a manter contato visual comigo. – Eu nunca menti para você sobre amar alguém. Ela se foi, mas o amor que eu sinto por sua mãe continua o mesmo. E Layla sabe disso. Mas isso não quer dizer que eu também não a ame. O casamento é só para firmar esse amor, entende?! – Então ele veio ao meu lado novamente, passando a mão em meus cabelos e se ajoelhando para conseguir me olhar nos olhos. Suspirou fundo antes de dizer uma das frases que me deixaria marcado para o resto da vida. – Eu também sinto falta de sua mãe, Natsu. Ela tinha os olhos mais lindos de Fiore, e você os herdou. – Ele sorriu fraco. – Por favor, não guarde mais sentimentos tão fortes só pra si por tanto tempo. Você pode falar comigo a hora que quiser, sou seu pai ainda, oras.

E sem que fosse dito qualquer outra coisa, nos abraçamos forte. Eu realmente sentia falta desse contato com meu pai.

Ficamos assim por longos minutos, e eu senti que as coisas poderiam melhorar. Não sei como. Ainda haveriam muitas dificuldades, mas enquanto eu tivesse meu pai comigo, eu poderia lidar com algumas situações.

– Só quero que faça algo. – Falei, assim que nos soltamos.

– Claro, qualquer coisa! – Igneel respondeu com sinceridade.

– Você tem certeza do que está fazendo, Igneel? O casamento, eu digo. Ama mesmo Layla? Você sabe, isso vai ser uma grande mudança, não só pra vocês dois, mas pra todo mundo.

– Parece até um adulto falando desse jeito. – Ele zombou, rindo.

– Estou falando sério, pai. Me responde. O que a Layla é para o senhor? Acha mesmo que o casamento vai dar certo?

– Eu amo ela, Natsu. Não mais do que amei sua mãe, mas definitivamente eu a amo. Ela apareceu na hora certa, e alegrou meus dias. Layla é meu sol nascente.

Respirei fundo, preparando-me psicologicamente para dizer o que precisava ser dito. Se meu pai estava feliz, quem seria eu para estragar tudo? Ele era minha base, e se a base estivesse arruinada, o que seria de mim?

– Então se case, faça o que achar melhor! Não quero ser o responsável por estragar a felicidade de vocês. Mas, por favor, mude a data do casamento. Case em novembro, case em janeiro, ou em abril, tanto faz. Só mude a data.

Primeiramente, o sorriso que Igneel soltou foi enorme, o que o deixou ainda mais bonito do que ele era pra idade que tinha. Depois ele pareceu analisar meu pedido, tentando entender do porquê eu não querer que fosse em dezembro. E então ele pareceu lembrar.

– Sim, claro. Eu vou conversar com Layla sobre isso. Vamos mudar a data. – E sorriu novamente. – Mas eu também tenho uma condição pra você.

Revirei os olhos. É claro, eu não poderia simplesmente entregar minha benção, Igneel tinha que me pedir algo.

– Tem relação com as Heartfilia, não é Igneel?

Ele riu alto, como se tivesse sido pego no flagra. Eu sabia.

– Não com todas, somente Layla por enquanto. Eu quero que saia com ela qualquer dia desses, pra vocês se conhecerem. E só então, se você aprová-la, eu me caso.

E o modo como ele me olhava, cheio de expectativas, me fez querer me afundar e sumir.

– Ah, qual é pai?! Você quer que eu saia com sua segunda mulher? E ainda está colocando essa responsabilidade nas minhas mãos? Não posso fazer isso!

– Vamos lá, filho. Estávamos indo tão bem. Isso é importante pra mim. Como eu disse, eu não posso tomar decisões importantes assim sem levar em conta a opinião dos meus filhos. Se você não gostar dela, como é que vai ser a relação de vocês dentro de casa quando ela se mudar e nos casarmos? Por isso preciso que saia com ela e se conheçam.

– Pai, eu… Vou pensar sobre isso, ok?!

E então Igneel sorriu pra mim, sem insistir mais.

Próximo capítulo:

– Olha, Natsu, me desculpe, mas eu estou apaixonado por ela, tá legal?! E eu pretendia fazer uma declaração, mas você estragou tudo. – Ele se levantou para ficar cara a cara comigo.

(...)

– O que houve aqui? – Perguntei atônito para o nada, mas mesmo assim obtive uma resposta.

– Papai quis fazer algumas mudanças com Layla, as coisas novas são delas. Em breve as Heartfilia se mudarão permanentemente.

(...)

– Natsu, eu… Ahn… Será que poderíamos sair pra jantar? Eu adoraria conversar com você.

Notas finais
E então??? :D O que acharam? Como será que Natsu vai lidar com Layla daqui pra frente? o/ Aliás, vocês leram o capítulo 467 do mangá? Estou desmaiada até agora >->o Gente, semana que vem eu irei viajar... Não sei que dia vou e nem o dia que volto, mas é bem provável que eu não esteja aqui na quinta-feira pra postar capítulo novo... Enfim, eu vou postar o mais breve possível que eu voltar de viagem, não se preocupem... É só pra avisar mesmo! Se vocês quiserem conversar comigo, ganhar spoilers, saber de novas histórias que estou escrevendo (ALIÁS, VEM SHORT FIC NOVA EM BREVE!), segue lá no twitter @ryuukaji Juro que não mordo! Grandes beijos! Até a próxima *3*