Troublemaker

15 Especial: Gray Fullbuster


Notas iniciais
Heeey amores! Estão bem? o/ Sei que ninguém me esperava hoje, eu nem avisei vocês quando ia postar esse especial :P Mas é porque eu não tinha certeza se eu ia conseguir terminar a tempo... Mas ainda bem que consegui, porque esse especial é bem importante pra vocês entenderem certos pontos o/ Lembram do capítulo passado, que o Natsu disse que a última vez que se encontrou com a Juvia foi quando eles estavam no primeiro ano do colegial? Pois bem, esse especial é daquela época, dois anos atrás o/ E apesar de ser um especial do Gray, vai ser narrado pelo Natsu.... ;D Eu espero muito que gostem ♥ Boa leitura *3*

— Ela já está chegando? – Gray parecia ansioso e nervoso, andando de um lado para o outro com o celular em mãos.

Não deu pra escutar o que a pessoa do outro lado da linha dissera, mas o sorriso que ele dera, facilmente entendemos que foi uma resposta positiva.

— Certo, Ur. Eu vou arrumar… Sim… Eu sei… Você já disse isso… Sim, mas... Mas você… Deixa eu terminar de falar, Ur! Tá. Tá bom. Até mais tarde.

E quando se virou, vendo que eu e Lisanna olhávamos atentos para ele, Gray desfez o sorriso, fazendo uma careta emburrada.

— Ah, por favor… Nós dois sabemos como você está afim da sua prima, não tem o porquê disfarçar. – Lisanna zombou, fazendo-o bufar.

— Não é nada disso!

— É o que então? – E então peguei meu celular e coloquei na orelha, virando-me sorridente para Lisanna. – “Ela já está chegando, Ur? Por favor, diga que sim! Eu amo tanto a Juvia, mal vejo a hora de poder encontrá-la de novo!” – Tentei imitar a voz do meu amigo, fazendo Lis gargalhar e Gray me dar um soco.

— Vá se foder, Dragneel.

— Não fique assim, Gray. O que há de errado em amar? Você vai nos chamar para sermos seus padrinhos de casamento, não é?! – Lisanna o abraçou forte, sendo totalmente ignorada por um Gray carrancudo.

— Você vai me chamar pra ser o padrinho do seu casamento com o Dragneel também? – Ele retrucou.

— Não diga bobagens. – Lis revirou os olhos.

— Eu preciso arrumar as coisas aqui em casa, e como vocês dois estão desocupados demais me atormentando, então vão me ajudar.

Como eu realmente não tinha mais o que fazer e Gray só estaria livre pra jogarmos vídeo game depois da limpeza, então eu e Lisanna limpamos a casa junto com ele. Fiquei com a cozinha, Lis com a sala, e Gray ajeitou o andar de cima e o quarto de hóspedes. Quando terminamos, fizemos um breve lanche e subimos para o seu quarto, pra ficar jogando até que Ur voltasse com Juvia, sua prima que estava vindo de outra cidade visitar a família Fullbuster.

Juvia não era exatamente sua prima de sangue, já que Gray era adotado. Sua mãe foi assassinada e seu pai sumiu do mapa, após muitas suspeitas de que fora ele quem matara sua própria esposa. Mas antes de sumir, Silver deixou Gray com uma amiga de extrema confiança, que acabou adotando-o como se fosse realmente seu filho. Além do Gray, Ur também tinha adotado um outro garoto, chamado Lyon, e tinha uma filha de sangue, a diaba da Ultear. Diante toda essa confusão que era sua família, ele pouco se importava se gostar da Juvia era algo errado ou não, já que eles não tinham relação consanguínea. Mas não era como se o idiota assumisse que gostava dela.

De qualquer forma, seus olhares á ela diziam muita coisa.

Quando ele ouviu a porta se abrindo, desceu em um piscar de olhos, tão rápido que eu e Lisanna a princípio sequer entendemos. Quando descemos também, Gray estava parado como uma pedra na ponta da escada, e Ur passava por ele sorridente segurando algumas malas, falando para Juvia se sentir em casa e tudo o mais. Foi quando percebi, Juvia estava junto com Lyon, e eles estavam de mãos dadas.

Aquilo com certeza explicava porque Gray estava tão paralisado e chocado, sem sequer esboçar uma reação, um sorriso, ou qualquer coisa.

Lisanna também percebeu, já que colocou as mãos nos ombros do nosso amigo e o levou gentilmente até a cozinha, onde Ur estava.

Passei rapidamente pela Juvia e pelo Lyon, cumprimentando-os com um aceno, e segui Gray e Lisanna.

Desde muito tempo, Gray e Lyon tinham suas desavenças. Gray também tinha muitas desavenças com Ultear, mas mesmo assim um cuidava do outro como bons irmãos. Com Lyon era totalmente diferente. Não tinha sequer uma relação agradável. Quando os dois ficavam juntos em um mesmo cômodo, era certeza que rolaria farpas por ali.

— Ei, Gray. Você tá legal? – Perguntei baixo, para que Ur não ouvisse.

— Esquece, cara. – Ele suspirou, claramente decepcionado.

Olhei incerto pra Lis, mas ela também estava tão decepcionada quanto ele. Embora nós tirássemos sarro do Gray, ambos torcíamos para que Juvia e ele dessem certo algum dia. Se nós dois, os amigos, estávamos abalados com aquilo, quem dirá Gray, que agora estava sofrendo uma desilusão amorosa.

— Você arrumou o quarto que a Juvia vai ficar, Gray? – Ur perguntou, guardando algumas coisas na geladeira.

— Sim, Ur.

— Ótimo. – E então ela olhou para nós e viu a expressão caída de Gray. – O que aconteceu, filho? – Foi até o seu lado, acariciando seus cabelos.

Apesar de Ur não ser sua verdadeira mãe, eles tinham bastantes similaridades. Os cabelos pretos, o nariz e muitas de suas expressões faciais e corporais.

E nós dois, apesar de ainda termos apenas quinze anos, éramos quase maiores que Ur.

— Nada, mãe… – Aquele era um dos raros momentos que eu ouvia Gray chamando Ur de mãe. Eu convivia com ele praticamente todos os dias, e juro que dava pra contar nos dedos as vezes que ele a chamou assim. – Eu vou subir pra jogar com o Natsu e a Lis.

— Não vai ficar fazendo companhia para Juvia? Você estava tão animado com a chegada dela…

— Ela já está muito bem acompanhada… – Ele respondeu azedo, saindo da cozinha.

Eu não sabia muito bem como reagir, mas percebi que Ur já sabia de tudo com aquele olhar que ela estava fazendo. Bom, é claro que ela sabia, mães sempre sabem de tudo.

— Eu vou me certificar de que ele não faça besteiras, tia Ur. – A avisei.

Ela sorriu, puxando-me para um rápido abraço, e beijando o topo de minha cabeça.

— Claro, filhote. Se precisar de algo, eu estou aqui.

Desde antes de mamãe morrer, Ur cuidava de mim como mais um de seus filhos, – o que não era muito difícil, já que eu estava sempre em sua casa desde que conheci Gray; E Ur era realmente incrível, eu a amava tanto quanto minha própria mãe, – e esse nosso laço só se intensificou depois, já que ela foi a que mais me apoiou e me ajudou com meu luto. Ur era a segunda pessoa que eu mais recorria quando passava por problemas.

Puxei Lis pela mão para irmos até o quarto de Gray, e passamos lá o dia todo, jogando e tentando fazê-lo se distrair e esquecer que sua prima estava, aparentemente, junto com seu odiado meio-irmão.

~*~*~*~*~

Passou-se uma semana desde que Juvia tinha chegado em Magnólia. Como estávamos em período de férias, eu acabei dormindo esses dias na casa do Gray. Lisanna não dormiu lá conosco, mas aparecia pela tarde para ficarmos juntos.

Durante essa uma semana, Gray tentou várias alternativas para chamar a atenção de Juvia, e em muitas delas ele se saía muito bem, mas logo Lyon aparecia e estragava tudo. Os dois começavam a discutir e então Lyon puxava Juvia para longe, para ficarem sozinhos. E então Gray bufava, o xingava e tentava se segurar pra não quebrar toda a louça nova da Ur na cabeça dele. E então sobrava pra mim tentar acalmá-lo, e falhar quase sempre.

— Cara… Eu desisto. – Ele disse, de repente.

— Olha só… Pra quem nem gostava da prima, você está se importando demais com esses dois… – Murmurei, recendo um olhar ameaçador.

— Cala a boca! Você sempre soube, a Ur sempre soube, o Lyon sempre soube… E ele definitivamente está fazendo isso pra me estressar. Eu duvido que ele goste da Juvia.

— Você acha que ele está com ela somente pra te provocar?

— Claro! Por que mais seria?

— Talvez, quem sabe, ele também goste dela… – Respondi, tomando cuidado para não levar um murro, que era bem provável que acontecesse. Mas ele só suspirou, fazendo cara de “duvido muito”. – De qualquer forma, ele vai embora logo. E então seu caminho vai ficar livre.

Lyon estudava em outra escola, em outra cidade, e seu calendário escolar era um pouco diferente do nosso. Enquanto nós iríamos ter praticamente um mês de férias, ele teria apenas duas semanas.

— Mas eu não quero ser a segunda opção, Dragneel. Se for pra ser assim, eu prefiro que eu não seja nada.

~*~*~*~*~

Havia passado um mês desde então. Nossas férias estavam no fim, apenas com um fim de semana sobrando antes de ter que encarar mais uma segunda-feira acordando cedo e encarando professores chatos. Juvia ainda estava na casa do Gray, já que suas aulas começariam apenas na outra semana, e ele fez exatamente o que disse. Gray simplesmente desistiu de qualquer coisa com sua prima, mesmo depois que Lyon foi embora, e mesmo quando ela o procurava para saírem juntos ou se divertirem fazendo qualquer coisa.

Nesse meio tempo, acabei virando amigo da Juvia, e descobri que ela era muito legal e nunca tinha sequer namorado com Lyon. Mas argumentar isso com o Gray era a mesma coisa que conversar com as paredes. Ele ficava bravo quando escutava eu mencionar o nome dela ou sobre o momento em que estivemos juntos. Ele simplesmente se enciumava, como um idiota, e não me deixava dizer nada.

Naquele último fim de semana livre, nós tínhamos uma festa para ir antes que começassem as aulas. Igneel não estava sabendo que eu iria, e provavelmente me mataria se soubesse. A desculpa que usei era que iria dormir na casa do Gray – de novo. E Ur também não sabia que iríamos para uma festa. Aliás, ela achava que iríamos dormir na casa da Lisanna.

Por uma brincadeira do destino, Juvia acabou descobrindo que nós estávamos planejando ir em uma festa sem o consentimento de nossos pais, e nos ameaçou – mesmo sendo minha amiga. A única alternativa para nos salvarmos era a convidando para ir conosco, mas Gray estava se recusando com todas as forças.

— Caralho, Gray! Ela vai contar pro Igneel! Você tem ideia do que ele vai fazer comigo? E depois eu ainda vou ter que me justificar pro Zeref e pra Erza! Eles vão me comer vivo!

— Eu não quero que ela vá! – Ele simplesmente disse.

— E quer ver eu me foder?

— Claro que não…

— Então a chame pra ir.

— Natsu…

— Não me venha com essa. Você sequer precisa ficar com ela na festa. É só a gente entrar, despistar ela no meio das pessoas, e pronto!

Ele me encarou, incerto sobre essa decisão.

— Confie em mim. Ela não exigiu nada de ter que ficar ao nosso lado a noite toda, só pediu para nós a convidássemos. Então você convida, ela vai conosco, e lá nós fugimos. Simples.

— Tem certeza disso?

— Absoluta!

E então, como combinado, Gray chamou Juvia para ir conosco, e ela ficou extremamente animada. Fomos juntos, dividindo um táxi, e quando chegamos na casa, que era de um colega da escola, logo nos misturamos com a multidão de corpos dançantes e conseguimos evitar a companhia de Juvia. Apesar de eu não gostar muito da ideia de deixá-la sozinha no meio daquele pessoal, ela também havia me ameaçado, então eu estava bem chateado. Ela bem que merecia ficar perdida no meio daqueles bêbados.

Passou-se horas enquanto nos divertimos, dançamos, bebemos e beijamos algumas garotas. E não tivemos um sinal sequer da Lockser, fazendo-me até pensar que ela já tinha ido embora. E se isso realmente tivesse acontecido, seria um problema.

Naquele momento em especial, Cana tinha acabado de encontrar com Gray, e o jogou com ignorância em um dos diversos puffs que estavam na área externa da casa, próximo da piscina. Sentou-se em seu colo e eles logo começaram a se beijar como se nunca tivessem feito aquilo antes.

Cana e Gray se pegavam em praticamente todas as festas. E quando isso acontecia, eu sabia que já estava na hora de irmos embora.

Varri os olhos por toda a área da piscina, tentando ver se Juvia estava ali ou se eu teria que procurá-la em algum outro lugar, e fiquei surpreso quando percebi que ela estava vindo em minha direção, descabelada e com a roupa toda bagunçada, andando firmemente. Até eu notar que ela não estava me encarando, mas sim seu primo e Cana.

— Ah, merda! – Murmurei, me levantando rapidamente para tentar pará-la.

O olhar da Juvia estava matador, e eu temia pela vida do Gray. Ela provavelmente iria se vingar por ele tê-la abandonado a festa toda.

Acontece que, eu estava tão bêbado quanto poderia depois de todas aquelas horas na festa. Então, ao me levantar para tentar pará-la, fiquei totalmente tonto e caí novamente no puff que eu estava sentado.

Juvia nem notou minha presença ali, já que seus olhos se focavam somente na Cana e nas mãos do Fullbuster, que estavam na bunda da morena. Tão rápida quanto apareceu lá, Juvia puxou Cana pelos cabelos e a jogou no chão sem o menor pudor, olhando brava para Gray, que estava totalmente perplexo.

— Sua vadia, como ousa tocar em mim? – Cana se sentou, puxando Juvia pelas pernas e a derrubando. – Quem você pensa que é? – E esmurrou Juvia no rosto.

— Ah! Merda, merda, merda! – Tentei me levantar novamente, pronto para separar as duas que começaram a trocar socos e tapas.

Gray, inútil como sempre, apenas ficou olhando surpreso para tudo aquilo, talvez esperando que aparecesse um primeiro resquício de sangue antes de tentar pará-las. E todo o pessoal da festa que ainda estava um pouco consciente também se reuniu ao redor, olhando a briga e cada um torcendo para uma, colocando lenha na fogueira.

Aquilo estava patético.

— Parem, vocês duas! – Tentei soltá-las, mas recebi um soco na coxa, muito próximo de uma zona perigosa. – Fullbuster, acorda seu paspalho!!! Me ajude aqui! – Gritei irritado pra ele, que só então pareceu notar realmente toda a situação.

Juvia foi mais rápida que nós dois, e acabou jogando Cana na piscina, mas Cana foi esperta e puxou Juvia junto. Seria engraçado se não fosse trágico, principalmente porque as duas estavam bêbadas, e aquilo definitivamente era uma péssima ideia.

— Gray! – Gritei, esperando que ele entrasse na piscina, mas ele me olhou espantado, não entendendo absolutamente nada.

Nenhum ser naquele lugar se prontificou a salvá-las, e eu sequer poderia me jogar na piscina, já que não sabia nadar. Se eu tentasse salvá-las, capaz de morrermos nós três ali.

Ficaram por longos segundos debaixo da água, e eu comecei a me preocupar mais. Algo estava muito, muito errado, porque já era pra elas terem emergido.

— Alguém as ajude! – Eu gritei para os curiosos, e então eles finalmente começaram a se movimentar, provavelmente tentando procurar alguém que fosse corajoso e não estivesse tão bêbado pra arriscar dar uma de salva vidas.

Juvia foi a primeira a emergir, após um tempo. Ela poderia estar bêbada, mas aquilo sequer afetou seu nado perfeito, de uma verdadeira nadadora profissional. Ajudei-a a sair, e ela se agachou ao meu lado ofegante.

Mas Cana ainda estava lá, e não havia um sinal sequer de que conseguiria emergir também.

— Juvia… Por favor, tira ela de lá. – Pedi, recebendo uma careta. – Juvia… Ela vai morrer… Você não vai querer ser responsável por isso, não é?

Aquilo mudou totalmente a expressão da Lockser, e ela logo mergulhou na água, buscando por Cana. Poucos segundos depois trazia ela em seus braços, e eu e Gray ajudamos a colocá-la na grama. Cana estava desmaiada e não respirava.

— Gray… – Olhei desesperado pra ele, que logo me empurrou para o lado e começou a fazer massagem cardíaca e respiração boca a boca na Alberona.

Muitas pessoas começaram a se amontoar em cima para ver o que estava acontecendo, e era difícil afastá-los.

— Dragneel, já chamaram a ambulância! – Alguém gritou, e eu respirei aliviado.

Bom, só por aquele momento. Já que a ambulância também envolveria polícia e tudo mais, porque haviam muitos de menores ali bebendo. O dono da casa levaria uma multa monstruosa e arranjaríamos problemas com nossos pais.

Tudo o que poderia dar errado naquela noite, acabou acontecendo.

Após Cana voltar a respirar e cuspir toda a água que engoliu, além de também vomitar, foi levada pela ambulância que não demorou muito em aparecer. Uma viatura estava logo atrás, e muita gente já tinha fugido para não se encrencar.

Procurei por Juvia para nós irmos embora antes dos policiais nos verem, mas Gray a encontrou mais rápido que eu e andou raivoso em sua direção.

— Olha o que você fez, sua maluca! Você quase matou minha amiga e arruinou toda a festa! Está feliz agora? – Ele apontava o dedo no rosto dela, e Juvia se encolhia, chorando.

— Me desculpa… Me desculpa… – Ela murmurava repetidas vezes.

— Ei, Gray! Foi um acidente, cara! – Entrei no meio deles, para protegê-la.

Claro, aquilo tinha uma boa parcela de culpa da Juvia, mas ela estava bêbada e nós a abandonamos sozinha na festa. Então também tinha uma parcela de culpa nossa.

— Por que você não volta pros braços do Lyon? Eu tenho certeza que tudo estaria milhões de vezes melhor agora! – Ele gritou, se virando e indo embora.

Eu fiquei por um tempo sem saber o que fazer, e Juvia só conseguia chorar. Me virei para ela e tive vontade de socar a cara do Fullbuster por ter sido tão grosso e a deixado daquele jeito.

— Vamos também, antes que mais alguma coisa aconteça… – Sugeri, mas ela se recusou, chorando descontroladamente.

— Me desculpa, Natsu-san. Eu gosto tanto do Gray, mas eu juro que não queria fazer aquilo. Eu não sei onde eu estava com a cabeça. Me desculpa, Natsu-san! Me desculpa…

— Ei, fique calma. Já passou, estamos todos bem. – A puxei para um abraço, tentando acalmá-la. Conforme eu sentia seus soluços, a apertava ainda mais contra meu peitoral, acariciando calmamente seus cabelos.

— Me desculpa, Natsu-san… – Ela continuou murmurando baixinho, em meio aos soluços.

— Já está desculpada, Juvia, não se preocupe. Eu sei que não fez por querer. Você a salvou, não salvou? Então acalme-se, por favor.

~*~*~*~*~

Naquela noite, quando os policiais passaram olhando por todos os cantos da casa e encontrou Juvia em meus braços, logo achou que ela tivera sido vítima de uma brincadeira maldosa, e nos liberou de um interrogatório. Pegamos um táxi juntos e fomos para a casa do Gray, mas eu logo fui surpreendido por uma Erza furiosa na porta da casa conversando com Ur.

Ela me levou pra casa e fui ouvindo ameaças até lá, e depois Zeref também veio perturbar, e ainda tive que encarar Igneel mais tarde. Acabei ficando de castigo por um mês, sem sair, sem celular, sem vídeo game, sem televisão, e praticamente sem vida.

Juvia foi embora poucos dias depois, e só nessa ocasião meu pai me liberou do castigo. Fui até a casa do Gray e sequer fui recebido por ele, que estava sem falar com sua prima. Eu e ela ficamos conversando por um tempo até que Ur aparecesse e a levasse para o aeroporto

— Obrigada por ter vindo se despedir, Natsu-san. – Ela me deu um rápido abraço.

— Claro que vim, você agora é minha amiga, não é?!

Seu sorriso se abriu, mesmo que um pouco, e ela pegou sua mala, se dirigindo para a porta e indo até o carro. Eu a acompanhei.

— Me desculpe novamente por tudo… Por ter envolvido vocês em problemas… – Ela murmurou.

— Não esquente com isso. A culpa foi minha por ter te deixado sozinha, eu deveria era ter abandonado o idiota do seu primo naquela festa. – Dei de ombros, e ela riu.

Coloquei sua mala no porta-malas e fechei com força.

— Eu não sei quando vou conseguir voltar para Magnólia… Então, acho que é uma despedida definitiva. – Ela suspirou, um pouco triste.

— Claro que não. Se você não vier para Magnólia, eu arrasto o Gray junto comigo para ir te visitar.

— O Gray jamais iria me visitar. – Ela baixou o olhar, triste.

— Ei, não esquenta com isso, tá legal?! Ele só está um pouco chateado, mas logo vai voltar a falar contigo de novo.

— Vamos, querida! – Ur a chamou do banco do motorista, buzinando. – Nós vamos nos atrasar.

— Então é isso… – Ela me deu outro abraço e correu até o banco passageiro. – Até mais, Natsu-san. – Ela se virou uma última vez para me ver, acenando

— Até, Juvia. – Acenei de volta.

Quando vi que o carro já tinha sumido de minha visão, decidi ir para casa. Mas antes olhei para cima, na direção do quarto do Fullbuster, e notei que o idiota estava ali olhando tudo pela janela, e ri internamente. Ele era muito imbecil mesmo.

Notas finais
E então, o que acharam? :x Gray e Natsu já se envolveram em poucas e boas durante toda sua amizade, esse é só um pequeno exemplo HUSAUHSAUs' o/ Quinta-feira temos a continuação de troublemaker normalmente ;D Até lá *3*