Troublemaker

9 Droga de Segunda!


Notas iniciais
Oláaaaaaa minhas bolachinhas ♥♥♥ Como vocês estão? *O* Sim, estou muito animada, sabem por quê?! Eu ganhei minha primeira recomendação!!!!!! ♥♥♥ Conseguem me ouvir dando pulinhos e gritinhos?! Gostaria muito de agradecer a querida da FeehOtome, que falou coisas tão lindinhas sobre troublemaker, fiquei super emocionada :') Pra não perder o costume, gostaria de agradecer a todos os novos leitores e a vocês que deixaram reviews, eu amo ler cada uma delas e sempre fico muito eufórica lendo tudo ♥ O capítulo de hoje está bem curto e breve, mas mesmo assim espero que gostem! Boa leitura *3*

Segunda de manhã. A mesma rotina cansativa e entediante de sempre para me levantar e ir para a escola. Mas, diferente de todos os outros dias da semana, não encontrei Gray e Jellal no portão da escola como toda manhã, porque, “misteriosamente”, os dois apareceram na porta de casa antes de eu sair.

Tecnicamente aquele desvio de caminho não fazia o menor sentido para Jellal, já que ele morava do outro lado da cidade e nem se fizesse a rota mais maluca, ele nunca passaria em frente a minha casa. E Gray, bem, a casa dele ficava perto, mas ele também nunca passava aqui.

— Achei que tinha dito pra você desaparecer da minha casa. – Cumprimentei Jellal, claramente de mal humor.

— O idiota ficou sabendo que sua irmã mudou o turno no trabalho. – Gray explicou, como se fosse algo óbvio.

— O que diabos você anda fazendo? Está seguindo Erza?

Aquele cara era doentio, como eu podia ser amigo disso? Que Kami e Erza me perdoassem da minha inocência de ter começado uma amizade com o Fernandes. Eu juro que era muito ingênuo para saber que estava me metendo com um merdinha.

Coincidentemente, Erza estava vindo da cozinha, comendo seu vício eterno, um bolo de morango.

— Erza-sama. – Jellal a cumprimentou, fazendo eu querer socá-lo.

Mais do que normalmente.

Eu nunca senti tanta vergonha em denominar esse ser como amigo como naquele momento.

— Pirralho. – Ela o cumprimentou de volta, fazendo uma careta.

— Eu te trouxe algo. – Ele sorriu grande, pouco se importando com como ela o chamou. Pegou sua mochila e tirou de lá um pacote pequeno embrulhado, e o embrulho era cheio de pequenos morangos.

E eu logo saquei qual era o objetivo dele.

— Erza, não pegue nada desse idiota. – A avisei de forma urgente. Mas já era tarde demais.

Seus olhos viram o desenho de morangos e começaram a brilhar. Não pensou nem duas vezes para pegar das mãos dele. Desembrulhou com todo o cuidado do mundo, e quando viu, era um cupcake, com um morango em cima da cobertura, dentro de uma embalagem de plástico.

— Onde que… Onde que conseguiu comprar um desse á essa hora? – Erza ficou toda boba, nem parecendo o diabo diário que era.

Eu não podia acreditar que ela tinha caído. Erza, entre todas as pessoas do universo, tinha caído no truque do imbecil do Jellal. Olhei incrédulo para Gray, e o mesmo estava no sofá segurando o riso.

— Na verdade, fui eu que fiz. Eu espero que goste. – Jellal respondeu, coçando a cabeça.

— O-obrigada. – Erza ficou ruborizada, como uma menininha de colegial.

Por Kami, onde é que fora parar a minha irmã? O que fizeram com ela e quem era esse monstro em minha sala?

— Não acredito que você é tão desesperado pra apelar assim, Jellal. – O puxei pelo braço, o levando para fora. – Vamos, Fullbuster. Chega de assistir esse circo.

~*~*~*~*~

O caminho inteiro para a escola, Jellal foi sorrindo, Gray foi tirando o sarro, e eu… Bom, eu não estava nada feliz com aquilo.

Como se já não bastasse tudo, a primeira pessoa que me deparo quando entro na sala é a Heartfilia.

— Eu devo ter feito algo muito errado para me encontrar com o diabo logo na primeira hora do dia. – Falei ao passar ao seu lado.

Como agora Lucy sentava junto com Lisanna, as duas ficavam nas primeiras carteiras da sala, bem na mesma fileira que a minha, então era inevitável não passar em frente a ela.

— Eu já te disse para não se olhar no espelho na hora que acorda, Dragneel. – Ela rebateu, fazendo careta.

Foi inevitável não rir com aquela. Lucy tinha a língua afiada então?!

Fui até a minha mesa e fiquei aguardando que o professor de inglês chegasse, pois era dia de prova.

— Lucy vai se dar bem nessa. – Gray comentou, atrás de mim.

— Ah, nem fala. – Revirei os olhos. – Se as coisas entre nós não estivessem tão confusas, eu iria arranjar cola pra nós. Tenho certeza que ela não recusaria a recompensa. – Falei maliciosamente, e Gray riu.

— Claro. Como se um dia você fosse levar Lucy pra cama. – Jellal ousou dizer, ao meu lado.

— Está duvidando de mim, Fernandes?

Ele me mandou um olhar de “Não fui claro o suficiente? Quer que eu desenhe?” e eu apenas ri.

— Levo Lucy pra cama antes que você consiga qualquer coisa com minha irmã.

— Então você acha que tem possibilidades do Jellal levar sua irmã pra cama? – Gray questionou.

— Claro que não, seu idiota. – Era só o que me faltava, Jellal levar Erza pra cama? Hahaha! Só passando pelo meu cadáver. – Eu disse que eu levo Lucy pra cama antes que Jellal consiga ao menos conquistar Erza.

— Eu acho que já a conquistei agorinha a pouco. – Jellal praticamente cantarolou aquilo, e eu só não o soquei ali mesmo por causa do meu ótimo auto controle e porque o professor havia chegado.

~*~*~*~*~

Quando deu a hora do intervalo eu e os meninos estávamos saindo da sala, quase por último, mas acabei sendo interrompido por uma loirinha.

— Podemos conversar? – Me perguntou baixo, que eu quase não escutaria se a sala não estivesse praticamente vazia.

Lisanna estava atrás de Lucy e parecia que não estava esperando por aquele pedido, assim como ninguém. Olhei para o Gray e ele me incentivou a ficar. Chamou Jellal e Lisanna para ir e me disse que estaria no lugar de sempre nos esperando. Apenas concordei com a cabeça.

— Eu queria… Me desculpar… Sobre sexta. – Ela continuou dizendo baixo, após a sala se esvaziar, sem sequer olhar em meus olhos. – Não sou de fazer esse tipo de coisa. Bater em pessoas, digo. E você tinha seus motivos pra agir do jeito que agiu, com relação ao casamento e tudo mais. Eu deveria ter conversado primeiro.

A analisei bem, franzindo o cenho. Eu estava ouvindo bem? Lucy estava mesmo se desculpando?

— Layla te contou sobre nossa conversa? – Aquela era a única justificativa para que Lucy tivesse dito o que disse.

— Não. – Ela fez uma careta de desgosto, suspirando alto. – Mas ela disse que você não estava daquele jeito por motivos egocêntricos, e que eu deveria tentar olhar pelo o seu lado pelo menos uma vez.

— Muito sábia sua mãe. – Comentei debochado.

Para mim a conversa estava terminada, então me retirei da sala. Ou pelo menos tentei, já que ela segurou em meu braço antes que eu passasse pela porta.

— Espera! Eu não terminei de falar. – Aquilo soou quase como uma bronca, o que me fez achar graça de seu tom e olhá-la com um sorrisinho sacana no rosto. – O-obrigada… Por ter sido gentil com Layla. No jantar.

O sorriso em meu rosto aumentou, já que Lucy dificilmente era alguém que falaria “me desculpe” e “obrigada” para uma mesma pessoa, no mesmo dia, em menos de cinco minutos.

— Como é, Luce? Acho que não escutei. – Coloquei a mão em volta da orelha, aproximando-me de seu rosto.

Ela ficou mal humorada e bufou, cruzando os braços e fazendo bico, como uma criança. E eu ri, claro.

— Vai á merda, Dragneel. Estou tentando ser legal com você e continua com suas gracinhas.

— Você precisa melhorar seu humor, loirinha. – Coloquei o dedo em seu nariz, e ela se afastou, me olhando feio. – Aliás, Layla disse que vocês vão jantar lá em casa hoje a noite. Minha proposta de te mostrar minhas habilidades na cama ainda estão de pé. – Dei uma piscadela e finalmente me retirei, rindo ao escutar ela me xingando.

Me direcionei até onde Gray e o pessoal estavam, mas logo percebi que estava sendo seguido.

— Você deve estar gamada mesmo em mim. – Comentei sem olhar para trás.

— Estou indo atrás da Lisanna, idiota. – Bufou. – Aliás, o que aconteceu entre vocês? Eu percebi que estão se evitando.

— Ela que está me evitando.

— Isso não respondeu a minha pergunta.

Revirei os olhos e me virei para encará-la. Por que ela tinha que ser tão curiosa?

— Não há nada que precise saber. A não ser que… – Aquela ideia não era tão ruim assim. – Você poderia me ajudar a falar com Lisanna.

Lucy me olhou desacreditada e depois começou a rir de forma debochada.

— Você que faz a merda e eu tenho que ajudar a consertar? Não, obrigada.

Se eu não fosse orgulhoso, eu teria insistido. Mas era de Lucy que estávamos falando, a única coisa que eu iria insistir pra ela era que ficasse transando comigo a noite inteira.

Dei as costas de novo e continuei andando. Quando encontrei o pessoal, fiz questão de sentar-me próximo de Lis. Ela não ficou muito confortável com isso, mas não era como se eu ligasse.

— Eu ouvi dizer que você tem o melhor abraço da Fairy Tail. – E a puxei para um abraço apertado, da qual ela começou a me empurrar pra me afastar. – Qual é Lis, fale comigo, por favor. Eu não aguento mais ficar sem você.

Não consegui ver sua reação depois de ter dito aquilo, mas ela parou de me empurrar. Mas também não me abraçou de volta, então claramente Lisanna estava em um impasse.

— O que estava fazendo na minha casa domingo? Foi compactuar com o diabo? – A desaproximei do meu corpo e olhei em seus olhos azuis, segurando firme em seus ombros.

— Ainda com implicância com a Layla? Eu passei o dia com ela e a Layla é incrível, Natsu, você deveria…

— Eu não estava falando da Layla. – E dei uma olhada para Lucy, que estava a minha direita. – Não estou gostando dessa traição, você deveria ficar ao meu lado, não ao lado dela.

— Natsu. – Ela suspirou e revirou os olhos. Tentou se soltar de minhas mãos, mas eu não permiti.

— Por favor, me diz o que eu fiz de errado, Lis. Eu te pedi desculpas pelo beijo, mas você continua me evitando.

— Eu não quero falar sobre isso. – Ela finalmente se soltou, levantando-se e estava pronta pra sair.

Eu já não sabia mais o que fazer. Minhas ideias estavam limitadas. Lis nunca agira daquele jeito comigo, muito pelo contrário. Ela era direta e sempre me dizia o problema, mas dessa vez não. Olhei interrogativamente para Gray, quase desesperado, e ele me olhou de volta sussurrando um “você beijou a Strauss?”, franzindo o cenho e me olhando como se eu fosse louco.

Sem ideias, sem reação e sem sabedoria alguma com problemas de garotas, eu apenas fiquei onde estava e deixei que Lisanna fizesse seu caminho sozinha. Lucy também não se sentiu confortável o suficiente para seguir a amiga, e mesmo que não tivesse muita afinidade conosco, ficou ali.

— Você não me disse que tinha beijado ela. Quando foi isso? – Gray começou a interrogação.

Lucy se engasgou com o suco que tomava e Jellal ficou estático, olhando-me como se eu fosse louco. Pelo jeito só Gray tinha escutado aquilo.

— Terça a noite. – Suspirei cansado, jogando-me sobre o gramado e fechando os olhos, com um braço por cima.

— Quando fugiu da casa do Igneel. – Lucy completou, desacreditada. – Zeref disse que você iria dormir fora, você dormiu com a Lisanna?

E então o assunto se tornou mais polêmico do que realmente era. Olhei incrédulo para eles, e os três mal piscavam, atentando-se a todas as minhas ações e palavras.

— Oeee, Lisanna é minha amiga, eu não faria algo assim. Além do mais, foi apenas um beijo, não passou disso. E eu pedi desculpas.

— Tá, mas… Vocês dormiram juntos ou não? – Jellal perguntou.

Era só o que me faltava. Não havia sequer sentido em dizer que eu e Lisanna dormimos juntos, pelo simples fato dela ser tão minha irmã quanto Erza. Era loucura.

Mas, por outro lado, também fora loucura eu tê-la beijado.

Que droga, estava tudo errado!

— Eu nem sei porquê estou dizendo essas coisas, não é da conta de nenhum de vocês.

Aquilo não diminuiu a curiosidade de nenhum deles, mas os fez se afastarem, já que pareciam abutres em cima de carne fresca.

Foi impossível disfarçar o meu mal humor repentino, e o clima ficou um tanto tenso. Por que as coisas não podiam simplesmente se resolver todas de uma vez?

Próximo capítulo:

— Quantas cestas quer que eu faça pra você, Lis? – Interrompi a conversa que estava tendo com suas amigas. Lisanna se incomodou com isso, mas suas amigas claramente não, já que os sorrisos que abriram chegaram quase na orelha.

— Está muito enganado se acha que vim aqui pra te ver jogar. – Ela respondeu mal humorada, cruzando os braços e olhando para todos os lados, menos pra mim.

— É mesmo?! Porque eu duvido que seja por outro motivo. – Falei rindo.

(...)

— Por que quer saber sobre mim? O que planeja fazer, Dragneel? – Perguntou desconfiada.

Bom, ela tinha suas razões. Até mesmo eu me perguntava por que de repente estava tão interessado em sua vida.

— Nada, só… Curiosidade. – Dei de ombros. – Você vai morar debaixo do meu teto e eu percebi que sequer te conheço. É motivo pra eu desconfiar, certo?! Você pode muito bem ser uma serial killer.

Ela gargalhou alto, fazendo-me admirá-la por ter a risada mais gostosa que eu já ouvi.

Notas finais
Esse capítulo foi bem pequeno, mas o próximo está um tantinho mais comprido, juro ;D Eu espero que vocês tenham gostado, e gente, não precisa ter medo de comentar, eu juro que não mordo :P Aliás, em breve alcançaremos 100 acompanhamentos aqui, e 150 favoritos no social spirit, e eu gostaria de fazer um capítulo especial, porque estou realmente animada com todo esse pessoal me dando apoio. O capítulo vai ser narrado por outra pessoa, e eu gostaria de saber quem vocês preferem. Lucy ou Gray? Então é isso, meus amores. Até quinta que vem! *3*