Troublemaker

17 Acertando as Contas


Notas iniciais
Heeey, beauties ♥ Vocês estão bem? Já estou chegando logo nos primeiros minutos dessa quinta feira *O* Bom, não vou enrolar hoje, só antes de vocês lerem, quero agradecer á todo o apoio que vocês me dão, e é isso que me deixa ainda mais motivada pra escrever essa história, que é meu xodózinho ♥ Muito obrigada por tudo ♥ INCLUSIVE! Troublemaker ganhou a segunda recomendação, da Lothair, e eu gostaria de agradecer imensamente, EU FIQUEI TÃO FELIZ! EU SÓ QUERIA CHORAR AO LER! MUITO OBRIGADA ♥♥♥ Enfim, sem mais surtos, boa leitura *3*

— Jesus, eu estou muito atrasada! – Escutei Lucy descer as escadas correndo, quase caindo no último degrau. Eu já estava praticamente saindo para ir para a escola, e ela me olhou implorando que eu a esperasse.

Pacientemente fiquei segurando a porta até que Lucy voltasse da cozinha com uma barra de cereais nas mãos, comendo como se não fosse saborear aquilo nunca mais.

— Calma, Lucy. Tem mais dessas no mercado, Igneel pode comprar se você quiser. – Zombei, recebendo um olhar ameaçador de “garota-que-acordou-atrasada-em-plena-segunda-feira-de-aula”. Dava para compará-la com Erza facilmente, em seu dia-a-dia. – Não faça essa cara, isso é sinal de que você está andando demais com a Erza.

— E eu deveria andar com quem? Com você que não! – Ela atirou, andando apressada na minha frente.

Ri de sua reação exagerada. Definitivamente Lucy estava em um mal dia.

Perto da escola, já podia avistar Gray e Jellal conversando logo na entrada, e me apressei em ir cumprimentá-los, já que eu queria provocar meu amigo, claramente!

— O papo ontem com a Juvia estava bom, Fullbuster? – Chamei sua atenção, socando seu ombro.

— Vai se foder! – Ele me socou de volta.

E era assim que podia se dizer que a nossa, com toda certeza, era a melhor amizade do mundo.

— Eu não sei o Gray, mas minha conversa com a Erza foi incrível! – Jellal fez a infelicidade de abrir a boca ao meu lado, fazendo-me querer socá-lo também, mas um soco de verdade, pra afundar sua cara. Bom, só não o fiz porque Lucy estava ali.

— Bom dia meninos. – Ela sorriu amigavelmente, e me mandou um olhar especialmente sagaz, como se estivesse dizendo “seja legal, ele é seu amigo e você tem que parar de interferir no amor alheio”. Coisas típicas de Lucy.

— Lucy… Bom dia. – Jellal pareceu surpreso ao vê-la ali, junto comigo.

— A donzela acordou atrasada, então viemos juntos… – Expliquei rapidamente, dando de ombros. – Hoje eu não fico para o treino, você vai voltar sozinha. A não ser que queira que eu venha te buscar. – Falei com Lucy, mal conseguindo disfarçar a expressão maliciosa da última frase.

— Eu posso ir sozinha. – Respondeu azeda, retirando-se para ir pra sala.

Não deu pra evitar um sorriso sacana no rosto. E também não deu pra evitar ficar incomodado com os olhares de macho que Lucy atraiu ao passar pelo pátio.

— Olha só, se eu não te conhecesse bem, diria que você está querendo matar cada um dos que ficaram encarando Lucy e a bunda dela… – Jellal comentou, rindo. – Veja isso, Gray. Ele estava todo sorridente, e agora está distribuindo farpas com os olhos!

— Não enche o saco, idiota. – Tentei amenizar minha expressão, mas ao passar ao lado dos caras que encararam Lucy, foi inevitável não tentar imitar Ciclope, um personagem de x-men que tinha os olhos que lançavam lazer.

— Por que não vai treinar? – Gray perguntou, mudando totalmente o foco e me distraindo.

— Tenho consulta médica. Você sabe, o negócio da pneumonia.

— Vai ganhar alta pra poder jogar basquete?

— Não sei. Acho que é improvável, mas se eu implorar, quem sabe.

Ainda no corredor, Lis veio ao nosso encontro sorridente, cumprimentando cada um e parando em minha frente, como uma indireta de que precisava falar comigo particularmente. Os dois foram para a nossa sala sozinhos e eu fiquei ali encarando-a, esperando paciente que ela dissesse algo.

— Natsu… Eu sei que é um pouco inesperado, e talvez até em cima da hora, mas… Será que podemos conversar depois do treino? – Ela me olhou com olhinhos brilhantes e cheios de esperança, e logo me peguei sorrindo.

— Claro. – Respondi sem pensar duas vezes. – Eu estarei te esperando no portão.

— Certo. – Ela sorriu de volta, e voltou para a sala, que estava alguns passos adiante.

Fui calmamente até o meu lugar, jogando minha mochila de qualquer forma em minha mesa, e reparando que Jellal e Gray me olhavam cheio de expectativas.

— Mas o que diabos vocês querem, abutres? – Abanei a mão no ar, fingindo que estava espantando-os.

— Ah, deixa de se fazer de trouxa. Você sabe que queremos saber o que Lisanna te falou. – Fora Jellal quem se pronunciara.

— Vou levá-la pra jantar. – Dei uma piscadela para os dois, e seus olhos se arregalaram, totalmente perplexos. – Calma gente, é brincadeira, só vamos conversar.

***

Após sair da consulta médica – da qual fui, felizmente, liberado para jogar basquete, desde que eu não pegasse pesado no treino, – pedi o carro de meu pai emprestado, e embora ele tenha titubeado na hora de tomar uma decisão, acabou deixando. Claro, não antes de fazer um enorme questionário para saber onde eu iria, com quem, que horas voltaria e essas coisas de pai.

Sentei no banco do Skyline e acariciei gentilmente o volante, sentindo aquele cheiro bom de carro. Liguei o rádio em uma estação qualquer e dirigi até a escola, para esperar até que Lisanna saísse de seu treino.

Mandei-lhe uma mensagem avisando que já estava no portão, e não demorou muito até que eu a visse, e ela se surpreendeu ao me encontrar no banco do motorista.

— Seu pai sabe que você pegou o carro dele? – Foi a primeira pergunta que me fez assim que entrou e se sentou ao meu lado.

— Mas é claro. – Sorri para ela. – Aonde quer ir senhorita? Te levo para qualquer lugar! – Tentei parecer galante, e logo vi Lis participando de meu teatro.

— Qualquer lugar? – Ela me olhou de forma travessa. – Poderíamos ir até aquele parque de diversões da outra cidade? Eu estou morrendo de vontade de ir lá há algum tempo!

Ri daquilo, e me lembrei que era, provavelmente, a quinta vez que ela me dizia sobre aquele tal parque.

— Como quiser! – Engatei a marcha e comecei a andar, mas ela segurou firme em meu braço.

— Ei! Foi brincadeira. – Me olhava espantada. – Mas eu aceito ir em um pub.

— Ok. Vou te levar para um lugar que você provavelmente já tenha me ouvido falar a respeito, mas eu nunca te mostrei onde era.

— Podemos antes… Passar na minha casa? Eu gostaria de poder tirar o uniforme.

***

Após Lis trocar de roupa em sua casa, a levei para um pub um pouco afastado da cidade, que fora o local onde meus pais se conheceram. Aquele típico amor á primeira vista.

Sentamo-nos em uma mesa no meio, ao lado da janela e próximo o suficiente do balcão. Uma garçonete veio nos atender e entregou um cardápio para cada, logo deixando-nos a sós.

Particularmente eu já sabia o que queria, mas abri o cardápio mesmo assim pra ficar olhando a toa, já que Lis parecia concentradíssima no seu.

Quando ela decidiu, por fim, chamei a garçonete de novo e fizemos nossos pedidos. Eu pedi um lanche de hambúrguer com um milkshake de chocolate, e Lis pediu uma porção de batatas recheadas e refrigerante de cola.

Enquanto esperávamos, Lis parecia extremamente impaciente. Balançando as pernas, olhando para todos os lados, batucando os dedos na mesa. Parecia que havia trocado de pele com Gray, já que ele que costumava ser daquele jeito, enquanto Lisanna era sempre a calmaria em pessoa.

— Tem algo de errado? – Chamei sua atenção, e ela pareceu se assustar ao ouvir minha voz.

— Ah… Não… É só que eu estou um pouco nervosa…

— Nervosa por que? Nós somos melhores amigos há anos, você sabe que pode me falar absolutamente qualquer coisa, Lis.

Ela sorriu fraco, encarando a rua, e então olhou séria pra mim.

— Eu sei.

Ficamos em silêncio, um encarando o outro, e eu fiquei inquieto com a inquietude dela. Aquilo era contagioso, pelo jeito. Foram uns longos dois minutos, comparados à três horas e meia, e o nosso pedido chegou.

Embora estivéssemos em um clima bem mais estranho que o usual, nós dividimos nossos lanches como sempre fazíamos ao sair juntos. Eu roubei mais da metade de suas batatas, e Lis comeu metade do meu lanche antes que eu enchesse de pimenta. E também tomou meu milkshake, como se tivesse total liberdade pra isso. O clima mudou completamente enquanto estávamos comendo.

— Ok, agora que você já comeu toda a minha comida – acusei Lis, fazendo-a gargalhar – acho que já podemos ir ao ponto, certo? Você não me chamou aqui só pra comer tudo e me fazer pagar, não é?!

— Eu não comi tudo! Olha as minhas batatinhas! Quem sumiu com elas foi você, esfomeado! – Ela riu de novo, e acabei a acompanhando. – Eu queria conversar sobre esses últimos dias…

Embora seu tom de voz tenha mudado ao dizer aquilo, seu sorriso gentil não saiu do rosto.

— Certo… Sobre como as coisas ficaram estranhas depois de eu ter te beijado… – Confirmei, recebendo um aceno de cabeça.

Lis respirou fundo antes de falar qualquer coisa, e eu acabei fazendo a mesma coisa. Eu não sabia o que estava por vir, mas precisava estar preparado.

— Primeiro de tudo, eu gostaria de pedir desculpas por ter te ignorado e agido daquela forma. Mas é que eu estava extremamente confusa e eu precisava pensar, eu espero que entenda. – Ela ficou um pouco ruborizada ao dizer, e desviou o olhar para ficar encarando a mesa.

— Confusa por quê? – Perguntei, fazendo-a me encarar de novo.

— Porque eu tinha convicção que estava apaixonada por você. – Ela deu de ombros, como se aquilo fosse algo simples. Mas não era simples. Lisanna tinha dito que… – E daí você me beijou e tudo saiu dos trilhos. Não me leve a mal, mas o beijo não foi exatamente do jeito que eu imaginei que seria. Claro, na hora eu fiquei muito atordoada, e me chateou pra caramba quando você começou a pedir desculpas exageradamente… Parecia que você tinha se arrependido amargamente daquilo…

— Lis, não foi bem ass…

— Espera, deixa eu terminar de falar! – Ela me cortou, colocando o dedo em minha boca. – Eu me afastei de você por isso… Mas com o tempo, eu notei que eu só estava confundindo meu amor por você. Eu te amo, isso é verdade. Mas eu te amo como meu irmão. E você cuida de mim como sua irmã. Logo, eu comecei a entender porque você estava pedindo desculpas insistentemente. Você é umas das pessoas mais preciosas na minha vida, e seria totalmente ridículo se eu me afastasse de você por pouca coisa. Mesmo que eu realmente estivesse apaixonada, é provável que eu nunca me afastaria, e ainda ouviria pacientemente você e seus relatos apaixonados sobre a Lucy.

— Eu não estou apaixonado pela Lucy! – Protestei, e Lisanna começou a rir.

— Claro. E você quase avançou naqueles garotos do corredor que estavam olhando para ela porque você não quer que importunem sua meia-irmã, não é?! – Ela enfatizou o “meia-irmã” de modo cético.

— Aquilo… Aquilo… É totalmente diferente! – Tentei arranjar uma desculpa convincente, mas a verdade era que até para mim foi meio sem noção minha atitude.

— Olha só, você está começando a ficar vermelhinho! – Lis apertou minha bochecha, rindo alto. – Está mesmo apaixonado, hein?!

— Lis! Que absurdo! Eu estou te pagando comida e você vai ficar falando essas barbaridades sobre eu gostar da Lucy? Eu vou te abandonar aqui sem dinheiro, mocinha!

— Eu nem pedi pra você comprar nada pra mim, você é que não consegue parar de me agradar. Admita, você também me ama!

Ela sorriu docemente, e eu não pude evitar sorrir junto. É, eu a amava.

— Você sabe que sim, Lis. Você sabe que eu não consigo desgrudar de você, sua ridícula. – E então puxei sua cadeira para ficar mais próxima da minha. – E agora eu vou te apertar até te provar o quanto te amo.

— Natsu! Não ouse!

Mas já era tarde demais. A puxei para perto e a abracei forte, envolvendo todo o seu corpo e sequer deixando que ela escapasse. Seus gritinhos me mandando parar e sua pouca força tentando soltar pelo menos os braços me faziam rir descontroladamente, e quando finalmente a soltei, recebi diversos tapas e xingos de uma Lisanna risonha.

Eu estava extremamente aliviado que nós pudéssemos ficar bem de novo. Aquilo era um peso a menos em minhas costas.

— Aliás, Lis… Me perdoe não ter percebido tudo antes. Eu acabei nem sendo um dos melhores amigos, no fim.

— Não se preocupe. Se nada disso tivesse acontecido, talvez eu ainda seria boba o suficiente pra achar que eu queria namorar contigo. Kami-sama que me livre de uma loucura dessas.

— Ei!

Acabei pedindo mais dois milkshakes, e ficamos conversando por um longo tempo, falando sobre nossos últimos dias. E eu não pude evitar de contar que Juvia estava em Magnólia, fazendo Lisanna até mesmo fantasiar um casamento entre os dois primos.

Também contei sobre o jogo que perdemos pra Sabertooth por conta disso, e de como os dois – Gray e Juvia – estavam no observatório da catedral. E Lisanna acabou imaginando até mesmo os filhos e a casa deles, fazendo-me rir.

— Eu tenho certeza absoluta que o Gray vai acabar casando com a Juvia. Essa implicância toda, esse jeito grosso dele ser… Não é só pelo incidente daquela tal festa. Eu sei que ele só está tentando reprimir seus sentimentos. – Lisanna concluiu. – No fim, eles serão nossos primeiros amigos a se casarem e a terem filhos. – E então terminou de tomar o resto do seu milkshake. – E depois vai ser você e a Lucy.

— Cale a boca, Lisanna. Não diga asneiras. – Revirei os olhos, fazendo-a gargalhar. – Só me aguarde, porque quando eu souber que você estiver afim de alguém, ou saindo com algum cara, eu vou perturbar você até que me odeie e me mande pro inferno.

Ficamos conversando por mais alguns minutos, e então chamei a garçonete, para pagar a conta. Levei Lis para casa já era quase dez da noite. Quase nem percebi a hora passando, e eu provavelmente teria problemas com meu pai, já que ele dissera para estar em casa até às nove.

Bom, a culpa não era minha.

Talvez um pouco, mas não toda minha.

Quando cheguei em casa, Igneel estava sentado seriamente em uma poltrona que ficava próximo da porta, e eu tive que segurar o riso, já que sua cara séria estava hilária. Meu pai não era do tipo de ficar sério, então, quando ele se forçava a fazer isso, era algo extremamente engraçado.

— Eu me lembro claramente de ter falado para o senhor estar em casa até às nove.

— Eu sei, me desculpe, pai. Eu estava com a Lisanna. – Tentei passar reto e ir direto para o meu quarto, mas sua voz ameaçadora não permitiu.

— Eu sei com quem você estava, mas isso não quer dizer nada. Não vai te isentar do seu castigo.

— Castigo? Pelo amor de Kami, pai. Castigo? Eu nem tenho mais idade pra isso.

— Também não tem idade pra ficar fora de casa até essas horas, ainda mais em dia de semana. Não vai mais sair com seus amigos por duas semanas, me entendeu? Nem mesmo comemorar depois de algum jogo da Fairy Tail.

— Ah, qual é pai! Isso é injusto! Eu nem faço isso sempre.

— Exatamente. E se fizer de novo, o castigo será pior. – E passou por mim, indo direto para o seu quarto.

Era só o que me faltava!

Fiquei o observando sair e xingando-o mentalmente. Claro, eu amava o meu pai, mas aquilo era injusto. Não passei nem de uma hora do combinado. Além do mais, foi só um dia, eu nunca fiz aquilo antes. O que é que tinha acontecido pro velhote estar tão mal humorado assim?

— Não se preocupe, eu também estou de castigo. Podemos fazer companhia um para o outro. – Michelle falou, aparecendo da cozinha.

Bom, aí estava então a explicação. Outra pessoa tinha aprontado em casa.

Me joguei no sofá, entediado, e Happy foi rápido em se deitar no meu colo. Michelle se sentou ao meu lado também, e suspirou, esperando que seu cachorro se aproximasse.

— Está de castigo por quê? – Perguntei.

— Mamãe ficou sabendo que eu matei aula hoje.

— Você matou aula? – Questionei perplexo. Justo Michelle, que tinha aquela carinha de anjo, havia matado aula?

— Sabe o menino que eu gosto? – E olhou para mim, esperando que eu assentisse. – Ele me chamou pra sair. – Deu de ombros, como se aquilo não fosse exatamente culpa sua. – Eu achei que iríamos só nós, mas daí outras pessoas nos acompanharam, alguns colegas nossos. Eu fiquei chateada, mas mesmo assim queria ir, então eu aceitei pular o muro da escola. Eu estava com medo, e ele segurou em minha mão e disse que tudo ia dar certo. – E então ela deu um longo suspiro, preparando-me para a má notícia. – Mas deu tudo errado, porque nós fomos pegos. O resto do pessoal já tinha pulado, mas a Fairy Tail têm câmeras, então o diretor viu tudo. E daí ele chamou minha mãe pra conversar, só que não foi só ela, o Igneel também a acompanhou.

— Então você está muito encrencada.

— Absurdamente.

Ela riu, e depois colocou uma almofada no rosto, gritando. Depois me olhou, aparentemente mais calma. Foi inevitável não rir daquele ato.

— E por quanto tempo você está de castigo?

— Dois meses.

— Uau! Igneel se superou dessa vez.

Nós dois rimos, apesar de não ser nada engraçado, mas sim trágico.

— Michelle… Qual o nome desse tal garoto? O que você gosta.

Ela ruborizou completamente com minha pergunta, e virou o rosto para o lado contrário.

— Eu não acho que você o conheça.

— Eu tenho certeza que sim. Eu conheço quase toda a escola, Heartfilia.

Ela ficou em silêncio por algum tempo, ponderando se me dizia ou não, e por fim decidiu falar.

— O nome dele é Loke…

Loke… Eu conhecia um Loke… Mas ele estudava comigo, e era um galinha descarado. Michelle não podia estar falando dele. Absolutamente não.

— Loke? Do meu time de basquete? Aquele cara dois anos mais velho que você, que estuda comigo? É desse Loke que está falando?

Ela virou o rosto novamente, ainda mais ruborizada que antes.

Eu não podia acreditar. Aquilo era… Definitivamente, decididamente, profundamente errado! Aquilo era muito errado! Loke era o pior cara da escola, um mulherengo depravado! Eu não acredito que ele estava dando em cima das meninas mais novas da Fairy Tail! Quem aquele cara pensava que era???

— Eu sei que ele é mais velho, mas eu gosto dele…

— Mas ele não é um cara pra gostar! Ele sequer presta! Ele já deu em cima de todas as garotas da escola, e provavelmente em cima da Lucy também. É com esse tipo de cara que você quer ter um relacionamento? Por Kami, eu vou arrebentar ele! – E antes que eu levantasse, Happy já pulou do meu colo.

Michelle se levantou junto comigo e segurou firme em meus ombros.

— Não bata nele, por favor. – Ela quase implorou, me olhando com cara de piedade.

— Me dê três bons motivos.

— Só que eu gosto dele já não é um bom motivo?

— Claro que não!

— Natsu… Por favor…

— O quê vocês dois estão fazendo? – Escutei alguém aparecer na sala, e só ao me virar vi que era Lucy.

Provavelmente ela deveria estar pensando que eu iria bater em Michelle, já que logo correu para protegê-la e colocá-la atrás de suas costas. Era meio suspeito mesmo, já que Michelle estava segurando meus ombros com um olhar de piedade, e eu claramente estava bravo.

— Só estamos conversando, Lucy… – Michelle falou baixo, pondo-se ao lado de sua irmã.

— Estou tentando protegê-la. – Avisei, mas olhando para Michelle.

Ela pareceu triste ao ouvir aquilo, e desviou o olhar para o chão.

— Protegê-la do quê? O que está acontecendo? – Lucy pediu por explicações, mas aquilo não cabia á mim dizer, e provavelmente Michelle não o faria também.

— Eu espero que pense no que eu disse, Michelle. Eu só quero o seu bem. – Respondi com a expressão um pouco mais amena, bagunçando seus cabelos em um sinal bobo de carinho, e subindo para o meu quarto, deixando as duas á sós.

Próximo capítulo:

— Eu não quero te ameaçar, Loke. Até mesmo te acho um cara legal, e você joga bem basquete, mas você mexeu com uma pessoa que não deveria ter mexido…

— Sobre o quê, exatamente, você está falando? – Ele perguntou, assumindo uma postura de cínico negociador, que era exatamente o que ele sabia fazer de melhor.

(...)

— Eu é que vou saber? – Gray se estressou, correndo atrás de uma bola. – Quero mais é que o Lyon se foda.

— Escuta, Gray… – Corri atrás dele, também pegando uma bola. – Eu sou seu amigo, você sabe… Mas se o Lyon estiver no time e você, por acaso, começar a encrencar ou algo der errado ao longo do jogo, você sabe que vou ter que pedir sua substituição, não é?!

Notas finais
E então? O que acharam do capítulo de hoje? *O* Natsu ciumento, as coisas dando super certo com a Lis, a nova meia-irmã se metendo com um mal caminho, TRETA NO PRÓXIMO CAPÍTULO... SHUSHUSHUSAHUs' Eu gostaria muito de saber a opinião de vocês, juro que não mordo ♥ Aliás, queria pedir que não se preocupem, eu sempre, sempre, sempre vou responder os comentários de vocês, viu?! Mas eu prefiro deixar pra responder assim que posto capítulo novo, porque fica mais fácil e eu não corro riscos de esquecer ninguém (até pq, se alguém por acaso não tiver colocado minha fic nos acompanhamentos, logo aparece lá na página inicial que eu te respondi e aí você volta aqui ;P) Eu sempre amo ler tudo o que vocês me mandam e isso me deixa super feliz! Semana que vem vai ter uma surpresinha, e espero que vocês estejam ansiosos! :P Obrigada por acompanharem até aqui, e até semana que vem ♥