Trouble Maker

54 Capítulo 54 - Distração


Os olhos da ruiva arregalaram com surpresa. Quem seria aquela mulher? Como ela tinha chegada ali?

— Vou dizer mais uma vez: solta ela. – falou com a mais calma e firme

— Quem é você para mandar em mim? – falou com desdém.

A mulher riu com atitude do jovem médico.

— Oras, oras como o pequeno Ishida cresceu e continua feroz – debochou do rapaz.

— Quem é você? – perguntou o jovem moreno

— Que bom que não lembra de mim. – sorriu a mulher

Orihime prestava atenção na conversa, aquela voz, sotaque ... ela já ouviu em algum lugar, tentava puxar da sua mente. Observou que tinha mais uma figura naquele lugar.

— Shinji? – falou baixo mais audível.

— Olá, bela dama! – a cumprimentou com um sorriso costumeiro – Vejo que está com problemas. Podemos resolver isso em minutos. – estralou os dedos.

— Não será necessário. – interviu Orihime – Por favor, Uyruu. – olhou para rapaz

— A nossa conversa não terminou. – falou antes de sair pela porta de emergência. – Quando você menos esperar. – saiu do local.

Orihime escorregou as costas na parede, sentando no chão. Ainda estava assustada com a toda situação, os últimos dias não estavam sendo fácil para ela. A sua experiência de maternidade não estava sendo como tinha imaginado. Queria que fosse como das novelas, filmes e livres: cenas felizes, Ichigo ao seu lado... Senti as lágrimas escorrem na sua face.

— Está tudo bem ma petite étoile?

Orihime levantou a cabeça, pôs a observar os olhos azuis estavam a sua frente. Aquele olhar, aquela voz...só pode ser brincadeira do destino.

— Desculpa não queria que nosso reencontro fosse assim. – explicou a mulher – Eu sinto muito por esse transtorno e a minha ausência durante esses anos...

— Mère? – sussurrou

— Sim. – respondeu a mulher

Orihime sentiu seu corpo tremer, não sabia como reagir. Ela não guardava nenhum rancor da sua mãe de ter saído de casa. Sora, tinha explicado tudo a ela. Como não sabia do paradeiro dela, acreditava que tinha falecido.

— É você mesmo? – estendeu a mão no rosto da mulher.

— Orihime, ma petite étoile. – deu um sorriso triste. Pegou a mão da ruiva e entrelaçou os dedos – Vejo como cresceu e está linda.

Por um movimento voluntário, Orihime abraçou a loira que logo correspondeu. Shinji observa a cena, deu um sorriso.

— Não seria melhor dela ir para quarto? Ela precisa de repouso.

— Ah Claro! – ajudou a ruiva levantar- Teremos muito tempo para conversar.

— Sim.

****

Ichigo observa o local com cautela, ao contrário dos homens do Kenpachi. Estava sozinho em um ponto mais afastado de Zaraki. Viu um carro luxuoso a estacionar aos fundos. Tinha três homens fazendo vigília. Reconheceu o automóvel, era de Unohana tinha o costume de usar. Somente o motorista saiu do veículo. Aproximou mais perto, para ouvir a conversa.

— Fizemos que pedimos. – um falou.

— Ele acreditou na história? – perguntou o motorista.

— Oh sim! – continuou o subordinado – Largamos ele assim que o Shinigami passou.

— Vimos como aquele almofadinha ficou com medo. – debochou outro. – Saiu correndo do local.- riu.

Ichigo logo começou a questionar “quem seria o almofadinha”. Logo as peças começaram a se encaixar.

— Ótimo.- falou o motorista.

—E nós teremos recompensa? – perguntou um

— Sim, estarei pegando com o chefe. – andou o motorista para o carro.

— Ingênuos. – sussurrou Ichigo para si.

Isso só demostrava que os dois capangas não conhecia o “chefe” pessoalmente. Estavam sendo enganados. Isso era típico da Unohana, ela raramente se colocava na “linha de frente”. Fazia tudo à distancia, manipulando as pessoas como marionetes. O motorista voltou do carro com uma maleta e outra mão estava no bolso.

— Aqui está. – estendeu a maleta para os dois.

— Uhuu, estamos bem agora. – falou um animado.

Assim que os dois virou as costas, o homem deu dois disparos matando os capangas. Andou para carro e retirou o telefone do bolso, pressionando um numero para ligação.

— Terminou aqui Senhora. – entrando no veiculo.

— Muito bem. E o Zaraki?

— Está indo de acordo com os planos.

— Muito bem, retorna preciso de você aqui, Kisaragi.

— Sim. – desligara o telefone.

Estava dentro do veiculo e estava preste a dar partida, quando sentiu a sua garganta sendo pressionada por um fio. Olhou para retrovisor, viu a figura atrás dele. Aquela máscara, sabia muito bem quem era.

—Uma pena que a Senhora não está aqui, para ver isso. – debochou Kisaragi.

— A sua morte? Não será necessário.

— Está querendo a localização da Senhora? Não sabia era tipo. – riu

— Isso não é problema para mim.- puxou levemente o fio que envolvia o pescoço de Kisaragi. – A pergunta é: por que a Unohana, resolveu fazer essa festa de trazer o Zaraki para esse local e sequestrar o Uryuu Ishida?

— Até parece que não conhece a senhora? – riu – Ela é a dama do Caos. O poder é que a move ela. Ela vai tirar você do caminho.

— Não sei todos os segredos dela, só uma parte. – riu um pouco – Ela não vai me derrubar fácil.

— Uhuu, quer leve esse recardinho? – sua voz era de sarcasmo.

Ichigo não respondeu, apenas puxou o fio que cortava a traqueia de Kisaragi. O debatia no banco, que durou alguns minutos. Estava morto. Ichigo pegou o telefone do bolso do homem. Vasculhou algumas mensagens, ligações. Desativou o que poderia dar sua localização naquele momento, estaria verificando o aparelho mais tarde.

Saiu do veiculo, deixando o corpo ali mesmo. Não ia perder o tempo para ocultar o seu crime. O celular do homem vibra. Resolve atender.

— Está atrasado. – falou a mulher.

— Nunca estou atrasado. – respondeu.

— Desgraçado.— ouviu a Unohana grunhir

****

Do outro lado do galpão, havia corpos e mais corpos jogados no chão. Zaraki espancava cada homem que entrava na sua frente. Estava furioso, somente ficava satisfeito quando via o corpo desfalecer nas suas mãos.

— Senhor, temos que ir. – Ayasegawa falou calmamente – Aconteceu algo em casa.

Isso só fez Zaraki grunhir e esmagar o crânio de um homem na parede. Virou para o Ayasegawa, com um olhar que mataria qualquer um caso acontecesse o pior com a pequena Kenpachi.

— Parece que só havia esses aqui. Parece que caímos em uma armadilha. – concluiu o Madarame

Zaraki não falava apenas socava o último homem da gangue inimiga que ainda restava de pé. Por fim, somente os três estavam bem naquele lugar. O homem grande saiu do local, Madarame e Ayasegawa o acompanhava.

A sorte que as ruas do bairro estavam vazias, seria mais um rastro de mortes naquela noite. Entraram na casa, deparam com uma cena parecida no galpão: Corpos no chão. A única diferença era a garotinha sentada no degrau de cima da escada. Tinha um sorriso no rosto, que logo desfez.

— Vocês demoraram. – reclamou – Acabou os meus doces. – jogou o palito ao seu lado.

Kenpachi deu um sorriso de lado, a sua garotinha estava bem. Também estava orgulhoso, que ela soube se virar sozinha.

— Cadê a Nozomi? – perguntou o Ayasegawa para a pequena.

— Ixii, esqueci dela no banheiro. – levantou do degrau rapidamente.

— No banheiro? – questionou o Madarame.

— Oh sim! Não queria que ela visse essa cena. – sorriu.

Saiu cantrolando uma música qualquer, embolando as falas.

— Essa é minha garotinha. – sorriu

***

Ukitake estava feliz, depois de anos tinha encontrado seu filho. Mesmo o garoto quase não conversava, deduziu isso como nervosismo por parte do Toushiro. Sabia que isso, aos poucos essa barreira seria derrubada.

Tinham chegado no apartamento de Ukitake após de jantarem pizza em uma cantina. Mesmo com quase 18 anos, Toushiro ainda tinha um jeito infantil principalmente para devorar 4 pedaços de pizza com direito de lambuzar um pouco a cara de catchup. Estavam tendo momentos agradáveis.

— Espero que fica à vontade. Qualquer coisa pode falar. – pronunciou o mais velho assim que entrou na sala. – Estarei ajeitando o quarto para você dormir, peço já desculpas não ter preparado antes.

— Você mora sozinho? – questionou o jovem que observa a organização do local

— Ah sim. – deu um sorriso amarelo – Duas vezes na semana vem uma faxineira para dar uma arrumada no local.

— Hmm. – o jovem balançou a cabeça em afirmação.

— Está tudo bem?

— Sim, é que tudo é novo para mim. – respondeu Toushiro com a mão no bolso.

— Eu entendo. Vem vou mostrar o quarto.

— Então você e o Kyouraku se conhecem? – perguntou

— Somos velhos amigos. Foi ele que falou de você, agradeço ele por isso.

— É sim... – se limitou a falar.

— Bom, descanse. Amanhã falaremos mais.- deu um abraço – Boa noite.

— Obrigado.

O jovem ficou sentado na cama, pensativo. Por fim, deixou surgir um pequeno sorriso no rosto.

***

Depois do encontro desagradável no hospital, Uryuu foi para um bar. Estava no sexto corpo de uísque. O seu assemblaste estava fechado, deixava o liquido quente descer pela sua garganta.

— Uryuu Ishida. – uma voz feminina aproximou.

— Não estou afim de papo hoje. – resmungou antes de olhar para mulher. – Quem seria você? – perguntou sem rodeio.

— Unohana Restu. – apresentou. – Parece que você está com problemas.

— Você por acaso é vidente? – debochou da mulher

— Não sou vidente. – sorriu. – Mas temos um problema em comum.

— Acho que bebi demais. – colocou o copo no balcão. – Melhor ir embora.

—Ichigo Kurosaki. – falou o nome, fazendo o rapaz voltar a atenção para ela

— Que você quer com isso? – voltou a sentar no banco.

— Um acordo. – sorriu.

Continua...