Trouble Maker

55 Capítulo 55 – O Plano.


Capítulo 55 – O Plano.

Kyouraku sabia que estava tento um teste de paciência. Ver ela vestida de uma pequena camisola preta e a taça de vinho nas mãos, para ele Nanao estava sensual. Ela por sua vez estava analisando os fatos que o superior lhe contava: os planos que havia traçado com o Toshiro, o encontro dele com Ukitake, as suas hipóteses sobre o caso de Unohana e Shinigami Negro. O encontro dos dois foi no apartamento de Nanao. Os dois queriam um lugar que não pudesse haver interrupções e um pouco de privacidade. É lógico que Kyouraku havia gostado da ideia.

— Então isso explica muita coisa. – concluiu a morena – Mas você acha que isso irá dar certo? Afinal a Unohana é muito esperta.

— Tudo tem uma possibilidade de falhas. – suspirou – Eu tenho todas as possibilidades de concluir o meu plano, do modo que eu quero no final.

— Certo, certo. – balançou a taça fazendo o líquido dançar – Teremos ter cuidado para que tudo dará certo. Você já pensou quem seria esses agentes que queira usar?

— Ainda não tenho o certo. – coçou a sua barba castanha. – Tenha alguma sugestão?

— Tenho dois nomes em mente, nos quais que procurou o senhor nessa semana: Rúkia e Renji.

— Rukia e Renji... – ficara pensativo – Você sabe a história de Rukia?

— Oh é claro! – Nano aproximou do homem com um sorriso nos lábios – Ela merece uma pequena premiação. – beijou os lábios do castanho.

— E eu também mereço? – sorriu maliciosamente.

— Lógico. – beijou o Kyouraku com volúpia.

****

Tudo que ele queria era voltar para sua família. Mal tinha curtido o nascimento do seu filho e ficado ao lado da Orihime. Tinha passado rapidamente no seu KG e reportado para Urahara, para que o loiro pudesse descobrir algo sobre a Unohana. Ichigo já demonstrava cansaço, nessa brincadeira de gato e rato com a bruxa, como a gostava de chamá-la.

Chegou no hospital mais breve possível. No dia seguinte Orihime e Shun receberão alta, o ruivo sentia um alivio sobre isso. Avistou de longe, a figura do homem loiro de cabelo de corte de tigelinha. Parou por um instante com cautela. “Será que algo aconteceu? ”. Aproximou do rapaz, que o avistou de um largo sorriso de costume.

— Olá, Ichigo?

— Aconteceu alguma coisa, Shinji? – fitava com olhos de preocupação para porta do quarto. – Eles estão bem?

— Aconteceu e sim os dois estão bem. – sorriu para o ruivo – Espera irei contar tudo, antes de você entrar. Calma!

— Como fosse possível. – o loiro segurou o braço do ruivo, que estava avançando para entrar.

Shinji se colocou a contar tudo que tinha acontecido. Ichigo não gostara muito que Uryuu tinha atacado novamente a Orihime. A supressa da noite, foi saber que a mãe biológica da Orihime estava ali. A sua preocupação desse assunto era saber qual foi a reação da ruiva a isto. Sabia que ela estava sensível aos últimos tempos, logo após de um parto complicado. Ichigo ouviu atentamente todos os detalhes que loiro falava, sentiu um pouco calmo.

— Preciso dar um fim em relação ao esse médico de merdinha. – resmungou.

— Pensa que vai fazer, com calma. – sorriu o loiro – Agora vai conhecer a sua sogrinha. – aproveitou para tirar um sarro do Ichigo.

Entrou no quarto, onde encontrou três mulheres conversando: a sua tia, Orihime e por último a mulher então desconhecida. Analisou todos os detalhes possíveis, sim ela era parecida com a sua ruiva.

— Oh Ichigo! – falou a Orihime com uma expressão de alivio.

— Pensei que vim somente a amanhã. – expressou a morena – Conseguiu resolver a sua pendencia? Deveria está descansando.

— Eu sei tia. – aproximou da Orihime que estava com Shun nos seus braços amamentando – Não consigo descansar com os dois distantes. – beijou a têmpora da ruiva.

— Ichigo. – falou a Orihime ganhando o olhar do rapaz — Essa é a minha mãe, Manon Inoue. – ele olha para mulher loira.

— Prazer, Ichigo Kurosaki – estendeu a mão para sua sogra.

— Prazer em conhecê-lo senhor Kurosaki. – falou com um sotaque arrastado. – Fico feliz em conhecê-lo, a Orihime falou muito bem de você.

— Ah! – olhou para ruiva que sorria nervosa – Ela que é fantástica, eu que sou muito feliz.

— Eu vejo. – a loira deu um sorriso – Bom, eu já vou indo! Está muito tarde, eu irei fazer uma visita em breve. Até mais. Se cuida, Orihime e obrigada Ichigo.

— Não há de que. – deu um breve sorriso.

— Eu irei acompanhar. – falou a Kuukaku sorridente.

As duas mulheres saíram do quarto, deixando o casal sozinho no quarto. Orihime colocou o pequeno Shun no berço que estava ao lado da cama. Ichigo aproximou da ruiva, que estava em silencio. Ela ao perceber da aproximação, virou e o abraçou. Ichigo retribuiu o abraço. Orihime deixou as lágrimas caírem, não falou nenhuma palavra. O ruivo abraçou, aconchegando a no seu peitoral.

— Shh, estou aqui. – falou suavemente – Estou aqui, estarei lhe protegendo.

***

O casal de agentes estava dormindo, a pequena mulher estava envolvida nos braços do rapaz dos cabelos vermelhos. Era raro o momento que podiam apreciar o sossego. Mais cedo, Rukia foi a Soul Society, à procura de Kyouraku. Por fim, não o encontrou, somente a Nanao. Com a recomendação de Renji, só apenas limitou a dizer que queria tratar um assunto de uns dos casos que receberam.

Rukia tinha contado para o Renji a sua toda a desconfiança sobre a Unohana com Ichigo ou melhor com Shinigami Negro. O ruivo, temendo pela segurança de sua companheira, pediu sigilo dentro da SS. Aquele lugar poderia ter pessoas trabalhando diretamente para Unohana ou a própria poderia ouvir a conversa.

O telefone toca quebrando o silencio noturno. O ruivo resmunga, remexendo na cama. A pequena morena alonga o seu braço até o criado mudo pegando o aparelho que a incomodava.

— Espero que não seja serviço. – falou em forma de resmungo Renji, já levantando da cama.

— Alô? – falou com uma voz pouca sonolenta.

— Rukia? – ouviu aquela voz calma e preguiçosa na linha.

— Senhor Shunsui! – sentou rapidamente na cama – Que posso fazer?

— Precisamos de conversar. – foi direto e isso fez a morena sentir um frio na espinha. – Quero pessoalmente: você e o Renji.

— Sim, na Soul Society? – perguntou a jovem.

— Eu preferia um lugar neutro. Vou lhe passar as condenadas e lhe espero em 30 minutos. Tudo bem?

— Sim.

Rukia anotou o endereço e logo despediu do seu chefe. Renji voltou para quarto, ainda sonolento.

— Trabalho. – falou assim que viu o rapaz.

— Tsc. – se jogou na cama.

***

O jovem médico havia chegado em casa, estava no banheiro olhando para seu reflexo no espelho. Tinha acabado de tomar banho, os seus cabelos negros azulados estavam molhados e despenteados, o seu torso nu e enrolado na toalha. Deu um breve sorriso.

— Orihime. – sussurrou- Você será minha. Ah! Somente minha.

Continua...