Trouble Maker
44 Capítulo 43 – Start
Capítulo 43 – Start
A mulher olhava para o Shinji surpresa. O loiro percebeu a mudança de postura daquela mulher, a sua respiração tornou acelerada, a sua postura era rígida. Brigitte olhou para seu redor e depois para o loiro que esperava alguma resposta, em que seja “não conheço” ou “ se põe para fora daqui”, algo do tipo.
— Por aqui. – finalmente pronunciou – Vamos ao meu escritório.
— Como desejar. – manteve seu sorriso irônico.
A mulher andava na frente de Shinji guiando pelo local. Passaram em frente de do salão aonde provinha a música que escutava antes. Várias moças ensaiavam coreografias sensuais, que deve ser do “show” que a casa proporcionava. Chegaram ao fim do corredor, a mulher empurrou a porta de madeira trabalhada, deu a passagem para que o loiro entrar. Logo fechou a porta, trancando. Convidou o Shinji sentar na cadeira em frente da sua mesa e a mesma sentou na cadeira oposta do rapaz.
— O senhor...
— Shinji Hirako.
— Senhor Shinji, por que procura essa pessoa? – perguntou desconfiada.
— Venho trazer sobre a filha dessa pessoa.
A mulher remexeu um pouco na cadeira, olhava desconfiada para rapaz. Shinji olhava bem para as afeiçoes da mulher, exceto por alguns detalhes, era idêntica a Orihime. “A beleza vem de família”, riu em pensamento.
— Aconteceu alguma coisa com ela?
— Só posso falar somente com Manon Inoue, vejo que você não a conhece. – fez a menção de levantar da cadeira – Não posso perder tempo. Obrigado Madame Montfort.
— Desculpa. – ela soltou um suspiro – Que tem muito tempo não escuto esse nome.
— Então você a conhece? – deu de desatendido.
— Pode falar que aconteceu com a Orihime, sou a quem você procura. – era possível ver a tensão no corpo da mulher.
— Oh! Então Manon Inoue serei bem objetivo. Não sou um sem sentimentos, apenas não sei ser um portador de más noticias. – explicou-se – Na verdade, isso pode parecer mais uma investigação.
— Então me fala que tem dizer! – bradou a mulher – Isso só está deixando nervosa.
— Sua filha sofreu um acidente há um mês, de carro devido uma chuva.
— Como ela está?
— Ela está bem, conseguiu recuperar sem sequelas.
— Oh! Ótima noticia. – sentiu aliviada.
— O mais estranho que na lista de visitantes continha o seu nome. – estreitou o olhar – Podemos dizer que você estava sabendo desse acidente.
— Não saio da França há tempos. – riu fraco – Não tem como ser eu. Além do mais, pela a data que você está me dizendo foi o dia de uma “festinha” de alguns convidados especiais.
— Pode citar algum desses convidados especiais para ser o seu álibi?
— Impossível, eu trabalho com discrição.- riu abafada- Acho que você entendeu o sentido dos “convidados especiais”.
— Claro, claro. Por isso, a mudança do seu nome?
— Não, isso é outra história. Não queria carregar um trágico como meu antigo, já ouviu a opera “Manon”? A protagonista tem um fim trágico.
— Mãe e filha com nomes de protagonistas de lendas e operas. Ambas com fim triste. – comentou o loiro.
— Só espero que ela não tenha esse final. Orihime não merece sofrer mais que já sofreu na sua vida. – suspirou – Espero que esteja bem.
— Você tem noticias dela?
— Claro. – confessou — Não pode acompanhar o crescimento dela pessoalmente, mas tenho sempre notícias.
— Por acaso é uma mulher de cabelos negros? – supôs Shingi
— Ele vestido de mulher seria bizarro e além que ele é capaz de fazer na cama. – ironizou
— Um homem então?
— Sim e que saber mais? – sorriu e loiro concordou – É o mesmo que tive caso extra conjugal antes de divorciar com o Yukio.
— Não amava o seu marido.
— Amava. – recostou na cadeira – Isso até o marido ficar bêbedo e te bater, qualquer amor acaba. Fiquei fragilizada, sentindo falta de carinho. Ele era uns dos meus alunos de francês particular. Estava fazendo francês para estudar na França e levar a esposa que estava doente para tratamento. – pausou uma mão no encosto da cadeira – Nós usamos um a outro para as necessidades carnais. Não amavam, e não aceitei que ele ficasse comigo devido ser o motivo da minha separação. Além do mais, não seria correto após o falecimento da esposa. Afinal ele tem um filho. Não me arrependo sobre isso.
— Quando abandono de sua filha?
— Isso uma boa mãe arrepende. – de um sorriso fraco — Mas não podia trazer para algo incerto e qual seria o futuro da criança? Poderia ser como dessas moças que trabalha aqui. E o Sora iria cuidar muito bem dela, tinha um carinho imenso por Orihime. Hoje sei que ela está bem, me deixa aliviada.
— E por que ele dá notícias sobre ela?
— Uma forma de compensar, sei lá. – olhou para um ponto qualquer do escritório.- O mais estranho que a Orihime e filho dele já relacionaram. – voltou o olhar para o loiro – Ele a traiu, mas ela deu volta por cima que parece.
— Hmm...entendo. Está bem, por dentro dos fatos. – olhou sério – Uma última pergunta: por que nunca a procurou?
— Seria meio estranho depois de anos a procurar, eu meio que abandonei.
— Obrigado por responder as minhas perguntas. – levantou da cadeira.
— Essa mulher. – sua voz soou preocupação – Fez alguma coisa com a Orihime?
— Isso não precisa preocupar, ela não causará nada à Orihime. – parou no meio do escritório – A sua filha está muito bem protegida. – sorriu.
***
Ichigo estacionou com um carro preto, um estilo esportivo Hyundai Creta, em frente da lavanderia. Entrou no estabelecimento com uma sacola em suas mãos. Colocou em cima do balcão, a atendente olhou para o objeto em cima do balcão e logo chamou Ayasegawa.
O homem magro sorriu e chamou Ichigo para acompanhar. Chegaram na sala de Zaraki, que estava discutindo com algum fornecedor no telefone. Terminou a ligação quase quebrando o telefone ao meio. Riu ao ver o ruivo na sua sala.
— Que boa visita! – riu mais alto – Acredito que veio buscar as belezinhas para sua caça.
— Isso mesmo, pretendo começar hoje à noite. – respondeu o ruivo
— Peço desculpa pela a demora. Tive uns contratempos– levantou o homem do seu lugar. – Vamos mostrar a ele, Ayasegawa.
Saiu da sala indo para fundos da loja em um quarto isolado. Madarame estava no local e cumprimentou o ruivo.
— Madarame, as maletas.- ordenou o chefe – São as melhores.
O careca colocou as maletas em cima da mesa metálica abrindo-as. Ichigo olhou para cada “brinquedo” que havia adquirido.
— Pode pegar.- falou Zaraki – São as melhores.
— Eu vejo. – olhando minuciosa para arma. – Como esperado de você.
— Que ótimo. – sorriu largamente.
— O pagamento está como pediu. – falou o ruivo fechando as maletas.
— Ayasegawa?
— Está correto. – respondeu o magro.
— Desejo boa sorte para você. – falou Zaraki.
— Vou precisar. – falou sério o ruivo – Mas uma vez obrigado.
Pegou as maletas e saiu do local. Entrou no seu veículo rapidamente, não podia perder tempo.
***
Yoruichi estava dentro da sua sala na delegacia, preenchendo alguns relatórios para a procuraria. Parou de digitar um pouco, olhou para fora da sua sala através da vidraça. Estralou os dedos, estava pensativa, observava cada andar dos policiais que estavam por ali.
Ouviu o seu celular particular tocar, abriu a gaveta para retirar o objeto. Estranhou ao ver o número que estava ligando.
— Alô? – atendeu secamente.
— Há quanto tempo Yoruichi, ou melhor, Gato? – falou aquela voz masculina.
— O que você quer? – estava ríspida
— Não precisa me tratar assim? – riu – Preciso conversar pessoalmente com você e o Urahara em um local seguro.
— Com nós? – estava surpresa – Por que? Sabe que a nossa relação com SS não é umas das boas.
— Eu sei disso. Mas não sou Yamamoto e nossa relação nunca foi estranha, já fomos bons amigos.
— Mas qual é o assunto? – insistiu com a pergunta
— Algo importante. – deu uma pausa – Não posso falar. Irei mandar uma mensagem codificada marcando o encontro.
— Ok, está bem. Ficarei aguardando.
— Até breve. — a ligação foi encerrada.
A mulher de cabelos roxos jogou o celular em cima da mesa. Bufou de raiva, mais este problema na sua vida. Se jogou o corpo na cadeira, olhando para o teto. Rosnou, levantou da cadeira de supetão. Pegou o celular em cima da mesa e discou alguns números. Resolveu não completar a ligação.
— Vou falar pessoalmente com Urahara. – pegou as suas coisas e saiu da sua sala como um furacão.
— Capitã — chamou uns dos policiais.
— Agora não. Estou de saída. – respondeu ríspida.
Aquele telefonema tinha alterado mais ainda seus nervos.
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Grimmjow estava no meio de um galpão de uma pequena indústria abandonada. Estava sentado em uma mesa metálica, tinha preparado a sua arma. A noite estava fria, vestia o seu casaco de couro, camiseta, calça jeans e coturnos, no mais estilo “badness”. Havia dias que tinha saído da sua antiga “toca” da gang, que estava no seu comando. Ele pressentia que seus dias estavam contados.
Naquela noite, resolveria tudo com Shinigami Negro, fez questão de não esconder. Isso estava ficando cansativo. Por que ele foi envolver nisso? Poder e ganancia. Unohana o tinha seduzido, falando o quanto que ele poderia ser poderoso e não ser capacho de ninguém. Conseguiu derrubar o seu antecessor, foi frio e calculista. Lembrou da cena que deu o ultimo tiro nele, não espera que seu fiel subordinado trairia tão facilmente. Logo após matou a amante, uma garota franzina de cabelos negros que chorava inconstante. Tinha seguido à risca o plano de Unohana e em troca, por ela ter dado o poder futuramente pagar o favor.
O favor era matar o Shinigami Negro, a primeira tentativa foi três anos atrás. Uma perseguição de moto pela cidade, a noite estava chuvosa que dificultava um pouco. Tinha atirado no Shinigami diversas vezes, sendo que três tiros haviam acertado. A noite foi de azar dele, Shinigami conseguiu escapar, sobreviver e hoje o assombra novamente.
Como as coisas tinham mudado nesses últimos anos. Ele tornou um chefe respeitável e o Shinigami afastou do mundo de crimes. “Ficou bonzinho brincando de casinha” era que pensava. O azulado riu das lembranças, como estava sendo um tolo nostálgico. Como se dizem, quando estava à preste morrer, um filme da sua vida passa na sua cabeça.
Ouviu um barulho atrás de si, não vez questão de virar. Seu sorriso alargou, de um predador.
— Estava à sua espera. – desceu da mesa e virou para pessoa que visitava. – Mas já aviso que não irei facilitar para você. – sorriu — Shinigami Negro.
Continua...
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