Trouble Maker

45 Capítulo 45 – Perdendo o controle


Notas iniciais
Olá pessoas!♥ Um capítulo novinho para vocês! Agradeço a Alana e Ayahime por terem comentado no capítulo anterior. Pensei em desistir de postar a fanfic aqui no Nyah! pensando que não tinha leitores acompanhando. Se você é leitor fantasma deixa um comentário, pode ser até de vez em quando, isso incentiva e muito! Obrigada garotas. ~Boa leitura

Capítulo 45 – Perdendo o controle

Orihime estava na cozinha, preparando mais um chá para acalmar e voltar a dormir. Já tinha feito suco de maracujá que não fez efeito. Estava nervosa querendo saber notícias de Ichigo e seu desejo era que entrasse pela porta da sala a qualquer momento.

Esta espera estava sendo interminável. Olhou para liquido que estava na xicara, antes de pegar o objeto. A sua mão tremia, a ansiedade tomava conta do seu corpo. Posou as mãos na pia, e fez o exercício de respiração. Os seus olhos estavam lagrimejados, ela deu um passo para trás. Seu ato fez que ela esbarrasse em um copo, que caiu no chão. Seus olhos se arregalaram. Era sinal de um mau pressentimento.

— Ichigo...

***

Ulquiorra estava fazendo uma ronda, em busca de novas evidencias de um caso que estava trabalhando em um bairro afastado do centro da cidade. Ao passar em frente de uma antiga fábrica ouviu barulhos de tiros. Com certeza, poderia ser um acerto de contas da gangue local.

Estacionou o carro ao lado de fora da fábrica, colocou a identificação no pescoço, o colete provas de balas e as duas armas. Entrou na fábrica com todo cuidado, o som do local era apenas tiros e as cápsulas caiando no chão. Aos poucos ia aproximando do som, até que cessou e pode ouvir uma parte da conversa.

— Te encontro no inferno.

O moreno não conseguiu identificar a voz, um tiro. Ficou escondido entre os equipamentos, silencio no local. Resolveu sair com cautela e pode identificar o vulto. “Seria seu dia de sorte?”. Era o Shinigami Negro.

— Parado! – gritou para o homem — Mãos para cima.

O homem parou, olhou de soslaio para ele com ódio. Sentiu o corpo gelar, realmente é assustador, como a maioria descrevia. É encontrar a morte de frente. Não poderia vacilar agora. Olhou para o corpo que estava no chão, pela cabeleira azulada pode identificar que era o “Pantera”. Aquilo deveria sido um acerto de contas. Shinigami estava com as mãos para cima, estava retinto.

— Shinigami Negro, você está preso. – decretou a voz de prisão.

Muito fácil” isso que estava passando na sua cabeça, o mais procurado assassino da última década na sua frente. Prender ele, seria uma promoção sem escalas. Apesar que ele não importava muito com isso. “Será que está sozinho? ” Andou na direção da “morte” com a arma em punho e outra mão pegava as algemas que estava no bolso. A morte acompanhava cada ação com seus olhos furiosos.

— Ingênuo. – sussurrou a morte.

Em um movimento rápido, atirou no ombro do detive. “ Como ele fez isso? ” Seus ambares se arregalaram. Mesmo grunhindo de dor, disparou vários tiros. Shinigami revidou com precisão, que atingiu na coxa direita do moreno. Ulquiorra tinha sido descuidado, mais um pode ser fatal. Arrastou até uma pilha de caixa próxima, a dor estava insuportável. Pegou do colete um rádio comunicador.

— Policial ferido! – gritou — Preciso de reforço. – passou a sua localização.

A sua respiração estava pesada será que ali seria o seu fim? Não podia ter o luxo de pensar sobre isso. Tinha que pensar o modo de defender e estacar o sangue da sua coxa, torcer que não tenha atingindo a sua femoral. “Pensa rápido”, ouvia os passos do Shinigami ecoar no local. Fechou os olhos insensível, a sua hora tinha chegado.

Passara alguns minutos e não ouviu mais nenhum passo. Abriu os olhos imaginando que o homem estaria na sua frente com arma pronta para estourar seus “miolos”. Vazio. Será que a morte tinha chegado?

Ichigo tinha saído da fábrica, após Urahara falado no seu comunicador implanto no seu ouvido. Falado não era a palavra correta, praticamente gritou.

— Sai daí. – falou o gerente – Ele chamou reforços.

— Tsc...

— Não retruca, vem logo. – ordenou o gerente.

Ichigo não respondeu mais nada, mesmo com ferimento no braço conseguiu pilotar a moto até na loja de doces. Entrou sem fazer cerimônias e caminhou até na sala ao fundo da loja que o Urahara costumava planejar as missões. O gerente também tinha acabado de chegar da missão, Yourichi já estava na sala esperando pelos dois. Ela estava nervosa.

— Que merda é essa me tirar no meio de uma missão? – gritou Ichigo para os dois, jogando o capacete no sofá.

— A sua missão era o Grimmjow e não o detetive. – bradou a Yourichi – Você já tinha encerrado.

— Ninguém mandou ele aparecer por lá. – continuou irritado – Cara errado no momento errado. Eu já tinha planejado na hora como forjaria a sua morte. – falou como fosse algo normal.

— Você está levando as coisas para lado pessoal. – pronunciou o gerente. – Não é bem assim que...

— Lado pessoal? Deste inicio está sendo com “um lado pessoal”. – debochou o ruivo – Deste do dia que a minha família foi assassinada. Aquela maldita chacina.

— Ichigo, você precisa acalmar as suas emoções. – falou Yourichi. – Só o primeiro tiro servia como distração.

— Falar é fácil, né Yourichi? – continuou com seu debochado – Como vou acalamar se nem sei o “merdinha” morreu? Sabe que ele pode ter visto alguma coisa e ligar os pontinhos. Morto não conta segredos.

— Que você pretende fazer? – perguntou a mulher de cabelos roxos.

— Finalizar o serviço. – falou sério

— O que? – a mulher gato ficou incrédula. – Você irá matar um policial? Você e Ulquiorra pode ter uma certa rivalidade, mas irá matar um bom policial.

— Como não morresse bons policiais todos os dias. – riu – Ele seria homenageado por estar em serviço. Um herói.

Tanto Urahara e a Yourichi estavam completamente assustado com as falas e a postura do Ichigo é como estive despertado um monstro interior. Não era mesmo há dez anos, aquele era vazio e este era pura insanidade.

— O que aconteceu com você, Ichigo? – perguntou o loiro – Está completamente insano...

— Ui! – debochou – Como vocês atrapalhou meu plano e não quer eu finalizo. Irei contratar alguém faça no meu lugar. – caminhou para porta da sala e pegou o capacete no sofá – Até mais.- acenou para os dois.

— Ichigo. – chamou Yourichi e estava indo atrás dele.

— Deixe o garoto. – Urahara segurou o braço da mulher.

— Mas ele...

— Relaxa. – abraçou e beijou o topo da cabeça da Yourichi – Não vamos estressar com isso. Daqui a pouco ele acalma.

— Hmm... – murmurou – Você acha que ele irá fazer realmente isso?

— Não irá. – falou com seu jeito calmo. – Você ligou para ela?

— Ah sim! – respondeu para o loiro.

— Então relaxa.

Ichigo estava bufando de raiva. Caminhava para saída da loja, quando a porta foi aberta fazendo o soar do sino de bem vindo. Olhou para figura feminina que entrara na loja.

— Que está fazendo aqui? – a sua voz era misto de raiva e surpresa.

— Vim de ver. – falou a moça de cabelos ruivos.

— Você deveria está em casa me esperando e não aqui.

— Eu sei. – suspirou – Mas precisava lhe ver.

— Quem falou que eu estava aqui? – perguntou o ruivo

— Yourichi me ligou agora a pouco.

— Ela não podia fazer isso. – deu as costas para a moça – Não podia envolver assim.

— Ichigo. – segurou a mão do rapaz, impedindo a sua caminhada – Para falar desse modo.

— Que modo?

— Frio. Que aconteceu com você? – o rapaz ficara mudo – Outra coisa. – deu uma pausa, antes de olhar firme para os olhos do rapaz. – Estou envolvida deste da noite que eu encontrei caído na chuva. Fiz a minha escolha naquele momento. Não tente me proibir lhe ver. Eu preocupo com você, a pessoa mais importante da minha, quem eu escolhi ficar ao meu lado... – respirou – Ichigo eu te amo. – falou firme.

O rapaz arregalou os olhos. É aquele dia está sendo muito estranho. Por que ele estava sendo “bruto” com seu anjo. Ele a puxou para perto, envolvendo um abraço.

— Desculpa. – sussurrou para ela.

— Ichigo.- afastou do rapaz – Seu braço. – apontou para ferida.

— Ah isso não é nada. – falou despreocupado

— Fica aí. – fez gesto dele ficar no lugar – Vou no carro para buscar o kit.

— Orihime. Vamos para outro lugar. – segurou a mão da moça.

— Hãm... – viu passar na sua frente – Aonde? Seu ferimento?

— Não se preocupa com ele. Vamos para aquele lugar. — ela a seguiu.

— Como não se preocupar? Depois pega uma infecção. – resmungava indo até no seu carro – Você vai pilotar? – bradou com o ruivo

— Só uns minutinhos à mais – se ajeitando antes dar partida – Me segue. – colocou o capacete.

Após alguns minutos chegaram no local, Ichigo estacionou na frente da garagem. Desceu da moto, para abrir a porta da garagem. Assim a Orihime estacionou ao lado de outro veículo e Ichigo também entrou, fechando a portão.

Orihime já conhecia o local, pegou o kit no carro e subiu as escadas para segundo andar. Ichigo puxou a cadeira da cozinha sentando. Orihime colocou a caixa em cima da mesa, prendeu os cabelos em coque e fez a higienização das mãos antes colocar as luvas. Abriu a caixa retirando materiais para fazer a sutura no braço do Ichigo. Os dois mantinha o silencio. A ruiva fez todo o procedimento, Ichigo as vezes fazia umas caretas e olhava para Orihime que estava concentrada.

A ruiva fazia o procedimento como tivesse bordando, com pontos precisos. Havia apenas dado uma anestesia local. Nenhum momento ela desvia o olhar e suas mãos estavam firmes. Estavam finalizando o ultimo nó, quando finalmente pronunciou.

— Daqui 14 dias dá para tirar os pontos. – cortou a linha – O corte não foi profundo é uma sorte.

— Aonde arrumou essa caixa? – perguntou curioso.

— Esqueceu que sou uma neurocirurgiã? – retirou as luvas – Eu tenho essa caixa há tempos. – deu por ombros.

— Hmm...

— Então... – fechou a caixa e caminhou até a lixeira descartando as luvas – Você não falou nada da missão. Ocorreu bem? Er... quero dizer se seu objetivo...

— Foi concluído. – respondeu antes dela terminar a pergunta – Grimmjow está morto.

— Hmm... então por que vocês estão tão tensos?

— Eu quase matei ou matei um policial, não sei ao certo. – recostou na cadeira e desviou o olhar – Na verdade, é o seu “coleguinha” do colegial.

— Ulquiorra? – ficou surpresa – Como assim?

— Cara errado, na hora errado. – deu os ombros – Pelos tiros e alvos, acredito que esteja na pior.

— Aonde foi atingido?

— Acho na femoral. – olhou para moça que parecia assustada com frieza do ruivo. – Você não está com pena dele?

— Olha Ichigo... – respirou fundo, desamarrando o coque – Em choque eu estou, mas não posso fazer nada. Digamos que é sua profissão e eu não posso sair contando que você é o culpado caso ele vem a falecer.

— É uma escolha difícil que você está fazendo. Você se torna a minha cumplice.

— Eu sei. – colocou os cotovelos na mesa apoiando a cabeça. – Eu escolhi e arco com as consequências.

— Hime. – levantou e ficou próximo da ruiva – Desculpa.

— Pelo quê? – direcionou o olhar nele.

— Por ser grosseiro com você.

— Tudo bem. – levantou também, ambos ficaram frente a frente – Não tem que desculpar. – deu um beijo na bochecha dele – Também fui impulsiva. – pegou a mão do rapaz – Importante que estamos bem. – sorriu – Vamos descansar. Se sentir dor tem analgésico na caixa.

— Você está bem? Parece que está fraca. – reparou as feições da moça

— Estou bem. – sorriu – Apenas não dormir direito nessa noite.

— Melhor descansar – deu um beijo no topo da cabeça da ruiva – Deita na cama, vou só tomar um banho. Já volto, ok?

— Hmm. – concordou com balançar da cabeça.

A ruiva foi se deitar. Ichigo entrou no banheiro se despindo, olhou para sutura e fez uma careta de dor. Tomou um banho com cuidado para que no futuro não tenha nenhuma infecção aquele ferimento. Logo saiu do banho, vestiu a roupa íntima, calça de moletom e uma camiseta branca. Saiu do banheiro, sem fazer barulho. Na cozinha, perto da geladeira abriu uma caixa branca e digitou códigos de segurança. Isso para ter um pouco de tranquilidade. Aproveitou e tomou o analgésico.

Caminhou para cama, deitou ao lado da sua amada que dormia tranquilamente. Permitiu sorrir por instantes. Dias tranquilos daqui para frente serão raros.

Continua...

Notas finais
E temos comentários hoje? Beijos♥ Até mais.