Trouble Maker
26 Capítulo 25 – O ódio
Notas iniciais
Capítulo 25 – O ódio
Sabe aquela pessoa que você deseja nunca de encontrar na sua vida novamente, e por um deslize do destino a encontra novamente? Você deseja que isso seja apenas um pesadelo, basta acordar para acabar. É esse o sentimento que Gin sentia naquele momento.
Byakuya Kuchiki.
Estava ali em pé, na sua sala. O pior era o seu superior, a raiva consumiu por dentro.
Era o nome do seu pesadelo real. Conhecia dos tempos do colegial, estudaram juntos até na faculdade. Os alunos mais prodígios do colégio com as melhores notas. A única diferença dos dois era: Byakuya, o garoto de família rica de prestigio e Gin, o garoto bolsista.
Isso o Gin nunca o invejou, os seus resultados vinham do seu esforço, do seu mérito e não pelo nome da família. As disputas dos dois não eram somente nas notas, eram em tudo, inclusive esportivas. Jogarem juntos somente quando eram convocados para time principal do colégio.
Byakuya a inveja apenas uma coisa. Aliás, não podemos trata-la como um objeto seria um desrespeito. A bela loira de olhos de safira. Nunca conseguiu a conquista-la, suas posses e o nome não a ajuda-lo. Isso só fez a raiva pelo platinado crescer ainda mais. “Como aquela mulher pode interessar por um homem como Ichimaru?” era sua eterna pergunta.
_ Olá Gin Ichimaru, — falou o homem com uma voz firme e olhando atentamente ao seu subordinado.
_ Merda. – foi a única palavra que pronunciara, o seu pesadelo só estava começando.
_ Creio que esse modo não é indicado para falar com os superiores. – falou o homem de cabelos negros.
_ Com você pouco me importo. – cuspiu o platinado – Afinal que faz por aqui.
_ Sou o novo juiz. – continuou a folhear os documentos – Vi arquivou o caso “Shinigami Negro”.
_ Arquivei sim. – aproximou da mesa, aonde viu a pasta – Não há mais nada que possa a vim acrescentar no caso. Se vier repasso para outro promotor.
_ Quem disse que você vai largar o caso?
_ Largo sim e fodas para você! – cuspiu as palavras.
_ Ah sim! – debochou do Gin – Eu faço questão.
_ Sei.
Não queria ficar discutindo com o Byakuya, era tolice. Isso só geraria diversão para o homem. Tudo que ele podia era respirar fundo e engoli aquele sapo. O dia bem que poderia passar rápido.
****
Os dois homens entraram em uma lavanderia. Usavam ternos pretos e seguiam para fundo da loja. Entraram no setor de maquinas continuaram até uma escada que dava acesso ao porão da loja. A cada passo que davam, podiam ouvir gritos agoniados de dor.
_ Ele não está bom humor, Madarame. – concluiu o homem magro.
_ Que dia que está de bom humor? Todo dia tem que espancar um até a morte, Yumichika.
Terminaram descer as escadas, deparam com a cena: o homem alto de cabelos pretos espetados espancando um sujeito, agora no momento não identificado. O seu rosto estava completamente desfigurado e sangue era a cor predominante naquele local.
_ Merda. – grunhiu o homem que possuía um tapa olho e tinha uma cicatriz no rosto – Agora quero ver se vai contra alguma ordem minha. – jogou o corpo do sujeito no chão, como fosse um papel.
_ Zaraki – Yumichika anunciou a chegada deles.
_ Está tudo bem com a Yachiru? – virou para os dois homens, limpando as suas mãos com uma toalha.
_ Com ela podemos dizer que sim. – pronunciou o Madarame – Mas a má noticia que aquela mulher está de volta.
_ Que merda! – chutou o homem que estava desfalecido no chão. – O que aquela vadia está fazendo aqui? Pensa que poderá levar a Yachiru de mim? Tornar um instrumento dela como fez com outro filho?
_ Parece que ela está sabendo cada passo da senhorita Yachiru. – continuou Yumichika – Contratou uma colega da sala, a senhorita Nozomi.
_ Quem é essa? – perguntou o senhor Zaraki.
_ Filha daquele senador que foi preso por corrupção há um mês – finalizou o careca.
_ Vadia. – deu um soco na pilastra ao lado – Então a garota se vendeu, vamos dar uma pequena lição.
_ Você sabe algo acontecer com a garota, não sairia bem. – aconselhou o magrelo.
_ Quem disse que estarei fazendo alguma coisa com a garota? – riu o homem de tapa olhos – Creio que está na hora a Yachiru iniciar as primeiras lições. – riu mais alto – Aquela vagabunda não irá tirar de mim.
****
O casal tinha iniciado a sua pequena viagem no início da noite. Mas antes de sair da cidade passaram na casa de Rangiku e Gin para deixar a gatinha Artêmis nos cuidados dos mesmos. A Orihime deve aguentar umas piadinhas indiretas da loira.
A viagem foi tranquila, apenas o som do rádio que ambientava o ambiente. A ruiva deu um cochilo no banco do carona, Ichigo não podia culpa-la depois de um dia inteiro no hospital. Sabia que a sua rotina era complexa.
“Depois dessa viagem, você poderá responder se ainda quer ficar comigo.” lembrou das palavras que falou para ruiva. Os olhos estavam fixos na rodovia e não deixava divagar nos pensamentos.
_ Orihime. – a chamou. A moça abriu os olhos e por impulso sentou corretamente no banco – Chegamos.
Estavam em frente de um galpão em uma rua deserta. Ichigo saiu do veículo para abrir o portão, e voltou para dentro e estacionou dentro desse pequeno galpão.
O galpão era pequeno, tinha um segundo andar. No andar terreno era a garagem, que tinha uma pequena oficina montada. O rapaz fechou o portão, e a moça também saiu do carro.
_ Seja bem vinda.
_ Então aqui é...
_ Podemos dizer: a bat caverna – sorriu torto, amenizando o clima – Venha, vou mostrar lá em cima.
No segundo andar era um loft. Uma cozinha, quarto faziam parte do mesmo ambiente. Ao fundo o banheiro e uma pequena sala. Muito bem organizado.
_ Aqui é a onde vivia, antes do acidente. – andava mostrando o local para moça.
_ Pensei que era na Soul Society. – perguntou a menina.
_ Lá era antes de pegar a autorização. Soul Society é resistência dos recrutas.
_ Entendi... – falou desanimada.
_ Vem cá – fez sinal para a moça aproximar – Tenho que mostrar uma coisa. – pegou a mão da ruiva – Você lembra quando me contou, assim que sair do hospital, que a única coisa tinha certeza sobre mim era meu nome?
_ Lembro sim. – respondeu a ruiva. – Estava escrito no tag dog.
_ Isso. – tentou sorrir – Mesmo ganhando uma gargantilha bonita, você não larga dela.
_ Bobo. – olhou para lado corada.
_ Hime. – os dois se olharam – Quero contar toda a verdade para você. E depois quero a sua resposta sincera. Eu tenho a sã consciência que sou um perigo a você. Não quero envolver mais naquilo que não aceita.
_ Ichigo, estou envolvida com você deste do dia que o salvei.
_ É perigoso Hime.
_ Eu sei. – aproximou mais do rapaz, fechando qualquer distancia – Eu sei que é totalmente perigoso.
_ Certo. – beijou a sua temporã- Vamos começar então: meu nome não Ichigo Kurosaki.
_ Como!? – os olhos da ruiva arregalaram – Não entendi.
_ Deixa explicar melhor – abriu a porta para um cômodo isolado – Ou melhor deixa eu lhe mostrar – acendeu a luz do quarto que ao fundo tinha um painel com vários recortes de jornais. – O que muda é somente o meu sobrenome.
A garota aproximou para ver o melhor o painel. Sendo que várias com datas de 15 quinze anos atrás que mais destacavam:
“A CHACINA DA FAMÍLIA SHIBA.
A família encontrada morta, não houve sobreviventes.”
Continua...
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