Trouble Maker

22 Capitulo 21- Mudança dos Ventos


Notas iniciais
Primeiro capítulo de 2015!o/ Vamos que vamos!

Capitulo 21- Mudança dos Ventos


♫Baby, este mundo está
Diferente de ontem
Não consigo ver ninguém além de você
Baby, meus desejos estão em asas
Que rasgam o céu
Em uma palavra que transborda♪
Wish – Olivia (Trapnest-NANA)

A ruiva acordou assustada, devido ao um pequeno pesadelo. Olhou para o relógio do seu criado mudo, marcava três da manhã. Revirou- se na cama, seu lado oposto estava vazio. Tocou-se, sentia frio. Fazia um bom tempo que seu acompanhante tinha saído dali.
Puxou o fino lençol para cobrir seu corpo que nada vestia-se. Sentou-se na cama, passou as mãos nos seus longos cabelos.
_ Aonde que ele foi... – sussurrou
Por um breve momento passou na sua cabeça dele ter indo embora. Ele não teria este tipo de atitude, depois das promessas e juras na cama. Sim, apesar do não “sucesso” da noite romântica após o jantar...
Levantou-se da cama, saiu do quarto enrolada no lençol que arrastava no chão. Vi uma luz fraca na sala. Lá estava ele, sentado no chão em frente do notebook que estava na mesinha de centro. Artêmis estava no sofá. O ruivo estava bastante concentrado, com a sua carranca inconfundível. Deu um pequeno sorriso nostálgico, quantas vezes já encontrou o Ichigo daquele modo? No início, ainda na mentira de primos, Ichigo era de poucas palavras e a carranca era a única expressão que tinha. Aos poucos se tornaram amigos de dar risadas, compartilhar gostos pela mesma série ou ter um discursão boba de “shipper”. Com isso aqueles ambares castanhos roubava o seu coração. Ah! Finalmente descobriu que é ser amada e que realmente que é amar.
Como as coisas mudam? Mentiras, verdades, uma nova chance... a vida é uma loucura. Ichigo ser um assassino aquilo a ruiva ainda não tinha caído a sua ficha. Ele nunca dera um sinal que indicasse isso ou não ser aquela frase “ Se for uma pessoa perigosa ou assassino? ”, quando o chamou para morar na sua casa. Era um sinal de alerta?
_ Ei – tirando a ruiva dos pensamentos – Há quando tempo você está aí? – Fez um sinal para a mesma aproximar.
_ Não muito tempo. – sentou se na beirada do sofá – Que eu acordei e não vi você.
_ Ficou preocupada? – deu a mão para ela sentar com ele no chão – Achou que eu tinha indo embora?
_ Não é bem isso. – tentou justificar, sentou entre ele, encostando as suas costas no peitoral do rapaz.
_ Só eu fosse louco – abraçou a ruiva – Logo agora que tenho você!
_Desculpa.
_ De que? Desses pensamentos bobos? – beijou a bochecha da moça – Não te culpo devido as circunstâncias.
_ Que está fazendo? – perguntou a ruiva olhando para notebook a frente.
_ Resolvendo os” probleminhas” – enfatizou a última palavra
_ Certo. – mesmo concordando, fez um beicinho.
_ Quer entender? – digitando algumas coisas no computador
_ Seria a mesma coisa se eu fosse explicar sobre a sinapse neural para você – respondeu para ruivo que a olhou confuso — Ou seja, não adianta explicar não vou entender nada.
_ Vou ter que concordar com você. – pegou uma mão livre da ruiva.
_ Uma única coisa que eu peço a você, que volte. – suspirou pesadamente.
_ Eu não a prometi? – beijou o dorso da mão da moça — Não posso abandonar o meu bem mais precioso.
_ Não sei que seria de mim sem você. – encostou mais ainda no peitoral do rapaz. – Acho que tornaria vazio...
_ Hime. – a moça levantou se a cabeça para olhar para ele – Vamos ficar juntos, certo? – a garota o concordou. – Amanhã devo voltar um pouco mais tarde, não se preocupa. Vou encontrar com algumas pessoas, que podem a me ajudar nessa missão. Mas quero fazer uma pergunta e quero que me responda com sinceridade.
_ Sim e qual é a pergunta? – virou para frente do rapaz
_ Por acaso, se for preciso, você mudaria de cidade?
_ Eu não tenho nada me segura aqui. Amizade só tenho a louca da Ran – riu – O hospital, carreira, sei lá, dei uma desanimada, então podemos concluir que sim.
_ Tudo bem. – o rapaz ficou pensativo
_ Ichigo, que foi? – a moça ajoelhou-se para ficar na mesma altura que o rapaz encontrava.
_ Nada não – segurou a cintura da moça — Você é um anjo. – beijou os lábios da moça
_ Você é único que me chama assim. – comentou – Geralmente é princesa.
_ Que bom. –riu – Se for levar em conta o significado do seu nome, eu que não quero ser o Hiroshi.
_ Por que?
_ Porque ele encontra a sua amada uma vez ao ano e eu a quero todos os dias.
_ Possessivo!- o retrucou
_ Sou mesmo. – selou os lábios da moça com um beijo – Sempre – aprofundou o aquele beijo.

*****


A campainha era insistente naquela manhã. A loira já estava irritada com situação, tinha acabado de saído do banho tranquilo antes de enfrentar uma tarde de consultas no consultório. Vestiu-se rapidamente a roupa. E foi pisando duro para atender logo aquela porta antes que tivesse um ataque de nervos.
Olhou no olho mágico. Franziu o cenho: “Mas que será que aconteceu? ” Pensara.
_ Juushirou!? – abriu a porta – O Gin não está.
_ Eu sei. – olhou para loira e deu um sorriso fraco – Na verdade vim conversar com você.
_ Entre. – Deu a passagem para o grisalho – Aconteceu alguma coisa?
_ Não se preocupa não aconteceu nada com Gin – pronunciou — Eu quero a sua ajuda.
_ Sim. E em que seria útil. – convidou para assentar.
_ Quero que convença o Gin retornar um caso. – sentou no sofá.
_ Qual caso seria? – perguntou curiosa.
_ Do shinigami negro – respondeu objetivamente.
_ Logo esse – ficou supressa – Mas por que?
_ Sei que meu irmão deve escutar você. E ele pode ser a chave de encontrar meu filho.
_ Desculpe não posso.
_ Mas por que Rangiku?
_ Esse foi caso que mais afastou o Gin de mim. Eu sei que você quer por esse motivo, mas não quero perder o Gin novamente. Esse caso arrastou anos e anos para nada. Mesmo coisa vale para seu filho.
_ Eu sinto que posso encontrá-lo.
_ Desculpa Juushirou, não sou altruísta. Conheço a sua história. Não quero desanimar, sei que ele não vai me ouvir.
_ Eu que peço desculpas. – levantou do sofá desanimado – Vou ver que posso fazer.
_ De qualquer modo vou conversar com Gin, talvez há outro modo de encontrar o seu filho. Vamos torcer que ele não há nada com Shinigami Negro.
_ Ele fez 17 anos no mês passado.- sua voz ficou embargada- Como queria ter convivido com ele, isso não fosse dela ter ido embora.
_ Nós vamos encontra-lo – abraçou o platinado – Não se preocupa – sussurrou-se.
_ Obrigado.


*****


Orihime estava na sua pausa, para um rápido café. Estava a prestes sair da sala, quando Uryuu bloqueou a sua saída.
_ Vi que entregou a sua demissão. –falou sem rodeios – Por acaso é por minha causa?
_ Se um dia meu mundo girou em sua volta, hoje não gira mais. – tentou sair do bloqueio
_ Me fala qual é o motivo? – ele segurou pelo braço
_ Não lhe devo satisfações. – retrucou — Agora me solta. – pediu
_ Você mudou — empurrou para parede mais próxima – Nunca foi tão fria.
_ Por que você não vai cuidar da sua namorada? – bradou a moça- Creio que eu fui a amante na história, não é? – riu de modo sarcástico – A que ficava com resto, às escondidas. Enquanto os pombinhos curtiam romance.
_ Foi aquele primo seu que mudou a sua cabeça. – mantinha a moça presa entre ele e a parede – Se bem não acredito que vocês são primos de verdade. – falou com certo ódio. – Você nunca...
_ Como contava as coisas para você? Não venha pedir explicações, você lembra o que nós fazíamos quando encontravam. Bem, isso foi nos últimos dois anos. Deste início, você sabia que era eu e meu irmão. Fui criada dentro de uma vila militar até os 12 anos.
_ Não sente nada por mim? – perguntou olhando para os ambares cinzentos – Esqueceu de tudo?
_ Não há nada. Apenas um vazio – respondeu firme e convicta.
_ Uryuu solta ela – uma voz masculina – E vai para minha sala imediato.
O rapaz olhou para trás, estava o senhor Ryūken Ishida parado olhando severamente. O rapaz soltou a ruiva, olhou com ódio para seu pai e depois olhou para ruiva antes de sair. A menina massageou o braço pressionado.
_ Obrigada – sussurrou
_ Depois do seu horário passa na minha sala. – andou para porta – Temos conversar sobre o seu pedido de demissão.
_ Tudo bem.
Assim que o senhor saiu da sala, a moça sentou no chão e permitiu algumas lágrimas derramarem.
****
O ruivo estacionou a moto em frente de uma pequena loja de doces rústica. Antes de retirar o capacete observou o movimento da rua. Estava tranquila, sem nenhum movimento anormal. Desceu da moto e retirou o capacete, levou o objeto para dentro da loja. Ao entrar, o balançar do sino anunciou a sua presença.
_ Ainda não estamos abertos – falou o homem grande de bigodes no estilo inglês atrás do balcão, que continuava as suas tarefas.
_ Os doces não podem esperar – falou o rapaz.
O homem levantou o olhar, ajeitou os óculos.
_Realmente, não podem. – falou sério – Irei chamar o gerente.


Continua...

Notas finais
O que acharam? Reviews!? Fiz um especial de Trouble Maker no meu blog: http://www.blogdawachan.blogspot.com.br/2015/01/trouble-maker-de-onde-veio-inspiracao.html. Dê uma passadinha lá. Beijos♥