Trouble Maker
41 Capítulo 40 – Laços
Notas iniciais
Capítulo 40 – Laços
“Ouço sua respiração (yeah)
Meu corpo se derrete (yeah)
Eu não aguento mais (yeah)
Não consigo mais segurar (yeah)”
Hush – Miss A
O local estava mal iluminado, uma lâmpada estava piscando interminável. Era um banheiro público de uma estação qualquer do metrô. Mesmo sendo um local malconservado, havia muitas poças de sangues no chão, dos corpos que estava caído no chão. O jovem olhou para o espelho na sua frente. A sua máscara assustadora cobria o seu rosto. Era possível ver seus castanhos escuros, sem emoção. Seus cabelos estavam cobertos com o capuz. Desceu o seu olhar para suas mãos, vestígios do crime estavam ali. Não sentiu nada.
Deu a última verificada no local, não havia mais nada para fazer ali. Caminhou para fora da estação, até um carro preto que estava estacionado próximo. Entrou, retirando a máscara e o capuz revelando a sua cabeleireira laranja.
— Terminou o serviço? – perguntou a mulher que estava vestida elegante com um belo vestido vermelho. – Foi muito rápido, somente 5 minutos.
O rapaz não atreveu falar, seu olhar era frio para mulher. A mulher observou aquela postura, já na sua primeira missão já demonstrava o comportamento frio. Fez uma ligação.
— Envie a equipe de limpeza. – ordenou. – Podemos ir. – fez o sinal para o motorista, assim que desligou o celular.
O ruivo permaneceu a viagem toda em silencio, recostou no banco cruzando os braços e deu o luxo de fechar os olhos.
Tinha a esperança de acordar daquele pesadelo da sua vida.
— Merda! – grunhiu o ruivo ao acordar debruçado na mesa – Dormir. – passou as mãos no rosto.- Tenho que terminar isso.
Olhou para aquela papelada em cima da mesa, com plantas de vários edifícios, notebook ligado, tablete e entre outros objetos. Puxou um pequeno papel que chamou atenção em meio de tudo. Uma fotografia de Orihime e ele na viagem que fizeram. Olhou para fotografia com tristeza, e leu a mensagem que estava no verso.
“Para Ichigo com amor. Orihime”
Deu um sorriso. Virou para imagem, sentiu os seus olhos lacrimejarem. Suspirou, antes de limpar as suas lagrimas.
— Sinto a sua falta. – tocou na fotografia, como estivesse fazendo carinho na Orihime – Por que estivemos que separarmos?
A saudade estava corroendo como uma ferrugem.
******
As duas amigas estavam sentadas no sofá, Rangiku tinha preparado um chá. Isso seria um pretexto para iniciar a conversa com Orihime, que estava andando meio estranho após o acidente.
— Então. – começou a loira – Pode começar colocar tudo para fora.
— Colocar o que para fora? – deu de desentendida
— Para de fugir do assunto, gatinha! – irritou-se com o comportamento da ruiva – Ficar escondendo o que está acontecendo, não irá ajudar em nada. De repente, tudo mudou. O casal cannon se separa do nada, a mocinha inventa uma mentira. Me pergunto qual episódio que eu pulei. Deus não estou entendendo nada. – a ruiva ficou sem entender as palavras da loira. – Então tá vou facilitar as coisas – olhou duro para Orihime, que engoliu seco — Explica-se a sua relação com Schifer. Pelo que eu sei ele está responsável pelo caso da invasão daqui. E já estão tão... íntimos?
— Nós conhecemos no colegial, eram próximos. – respondeu para loira
— Vocês ficaram? – a ruiva piscou com a pergunta – No colégio, que estou falando.
— N-não. Apenas amigos. Ele namorava uma outra menina na época.
— Hmm... bom parece que arrependeu da escolha da época.
— Como assim?
— Da aproximação dele com você, Orihime. Como ele quisesse uma segunda chance. O “sério” gosta você.
A ruiva ficou em silencio. Ela desviou o olhar e apertou os lábios. Ficou inquieta no sofá.
— Aconteceu alguma coisa entre vocês? – Rangiku percebeu o comportamento da ruiva.
— Ele me beijou. – falou em sussurro
— O QUÊ!? – levantou do sofá – E você o correspondeu? Você sente alguma coisa por ele?
— Não correspondi. Não senti nada quando ele me tocou. Foi um vazio... diferente que eu sentia com Ichigo.
— Isso significa que você o ama. Não sei qual é o motivo da separação de vocês. Mesmo afastado, Ichigo me ligava ou quando nos encontravam para saber como você estava. Ele respeitou nesse tempo que estava no hospital. Não fica achando que ele vai deixar por isso mesmo, principalmente quando souber da gravidez. Daqui uns meses não vai dar para desfaçar.
— Eu sei... – sua voz saiu baixa
— Orihime. – aproximou da ruiva – Explica-me o porquê disso. – abaixou em frente dela – Posso lhe ajudar.
— Não posso... – voz embargou – Realmente não posso...
— Tem um segredo nisso?
— Nós dois não somos primos. Eu que inventei no dia que socorri no acidente.
— Hmmm... mas isto não é tão grave. É era poder interná-lo e salvar uma vida. Típico da sua característica altruísta. – deu um sorriso terno.
— Desculpa, realmente não posso. – lagrimas caiam no seu rosto.
—. Tem haver com acidente e caso Grimmjow? – perguntou receosa
— Sim...
— Ichigo está envolvido nisso? Não que mandasse fazer isso com você, deles quererem de atingir o Ichigo machucando você. Isso?
— É.
— Meu Deus! – respirou fundo – Não seria melhor vocês falaram isso à policia, ou melhor, talvez Gin possa auxiliar.
— Não dá, Rangiku. – olhou para amiga – É muita coisa, muitas pessoas envolvidas... melhor deixar como está.
— Me responde uma coisa: alguém lhe coagiu a você para separar do Ichigo?
— Foi.
— Ok. Não vou mais encher de perguntas. – a abraçou – Mas quando quiser falar tudo, estarei a disposta à ouvir.
— Obrigada.
A loira sorriu e acalantou a Orihime, que chorava tudo que estava guardado dentro de si. Passou a noite na casa de Orihime, afim de cuidá-la. Naquele momento era tudo que podia fazer para sua amiga, que considerava como irmã.
***
Ulquirra estava deitado na sua casa. Olhava fixo para teto, relembrou do beijo que dera na Orihime. Ela estava assustada, tremia, não correspondeu o beijo.
— Talvez tenho sido precitado. – refletiu
A presença do Ichigo ainda era forte na vida da Orihime, principalmente, eles eram casados e um bebê estava a caminho. Ulquiorra percebeu um pequeno detalhe: Orihime não apresentou nem documento confirmando o casamento. O máximo que o casal poderia ter uma união estável. Isso fez o moreno sorri maroto.
— Isso já facilita um pouco.
Deixou o corpo relaxar, outro dia teria muito trabalho na delegacia.
******
Logo pela manhã Ichigo colocara seu plano em ação. Vestia jaqueta e calça preta, o boné escondia a sua cabeleira rebelde e usava óculos de grau grandes para dificultar a identificação do seu rosto.
O ruivo aproximou do balcão da recepção do hospital, ensaiou um sorriso simpático.
— Pois não. – falou a recepcionista sem se quero olhar para ruivo.
— Sou o técnico para fazer a manutenção dos computadores da segurança. – falou simpático
— Sua carteira de identificação. – continuava sem olhar, mascando o chiclete.
— Aqui está. – entregou a carteira.
A garota pegou a carteira, fez um estalo com a língua. Então olhou para o ruivo.
— Meus Zeus! – sussurrou – Isso é um sonho! – seus olhos paralisaram ao rosto do Ichigo.
— Diz alguma coisa. – falou com um sorriso simpático
— Nada não. – continuava a babar no rapaz – Seu passe. Está liberado.
—Obrigado. – despediu com um sorriso.
— Quem iria imaginar os técnicos de informações eram tão lindos. – suspirou – Oh!
A garota continuava o observar entre os suspiros. Ichigo é claro sabia que a garota caiu de amores, apenas aproveitou da situação para o seu disfarce. Dirigiu calmo para sala de computadores, tirou a mochila das costas e retirou todos os amparados que iria usar. Puxou somente a lista dos vídeos das datas que lhe interessava. A lista constava todos os nomes de visitantes, um nome o chamou atenção: Manon Inoue. Verificou as imagens de seguranças do corredor dos quartos e CTI. Sorriu quando viu a imagem de uma pessoa.
— Te peguei sua bruxa – sorriu para tela — Pensou que eu não iria saber. O que é seu está guardado.
Gravou apenas que lhe interessava e guardou todos os equipamentos. Programou para apagar a sua visita ali, deixando aparamente normal. Passou pela recepcionista que o olhava apaixonada. Jogou um charme para ela. Caminhou para fora do hospital, próximo ao um beco retirou todo seu disfarce, guardando dentro da mochila. Saiu do beco, misturando ao meio da multidão na rua movimentada.
*****
Zaraki Kenpachi, não era apenas um simples dono de lavanderia. Era também um homem respeitado nos negócios do mercado negro. Era considerado como uns dos mais sanguinários, mas mantinham a discrição. Principalmente pela sua filha Yachiru pudesse usufruir a vida como uma garota qualquer: escola, cursos, amizades... que era do bom e do melhor. Por mais que ela já entendia que o seu pai participava.
— Senhor, você tem visita. – falou Madarame ao entrar no seu escritório.
— Quem seria? – perguntou o homem.
— Eu.
Zaraki riu ao ver a figura na sua porta.
— Pensei que tinha se aposentado, Shinigami. – riu – Sabe que está me devendo uma luta.
— Bem que eu queria ter aposentado, mas infelizmente tive que voltar.
— Fico imaginando a sua aposentadoria: casado, filhos, um cachorro em uma casinha simples.
— Por aí. – riu – Estava bem próximo conseguir isso.
— Aposto que a bruxa má da Branca de Neve lhe pegou?
— Pois é.
— Mas então qual é o motivo de sua visita, aposto que não é para rever o “velho amigo”?
— Preciso reequipar. – falou o jovem – Quero as melhores armas que possa ter no mercado.
— Oras, então voltou na ativa?
— Por um breve momento. Está será a ultima missão, estou realmente pensando na minha aposentadoria. Vamos ao negócio, afinal está missão será as “caça a bruxa”.
— Então posso afirmar que veio no lugar certo. – riu – Que sairá com estilo. A bruxa será queimada melhor estilo da fogueira de Salém. – sorriu assustadoramente.
***
Kyouraku estava na Soul Socity observa o treinamento de alguns recrutas, Nanao estava ao seu lado.
— Já reparou que não estamos tento mais agentes de ação tão bons quanto antes?
— Não tinha reparado nisso, Senhor – falou com seu assemblaste sério.
— Eu não sei, se a Unohana não tenha feito a seleção criteriosa como antes ou os jovens não estão brilhantes como antes.
— Pode ser as duas coisas ou uma das opções. Apesar que a Unohana anda muito estranha ultimamente.
— Unohna sempre foi estranha, isso não é de hoje. Deste que o velhote bateu as botas que ela piorou completamente. Até acusar o pobre garoto do assassinato.
— Mas senhor, é de suspeitar que seja ele. Principalmente se fugiu logo após e ainda foi um crime perfeito.
— Tem algo errado aí. Sempre ouvimos a versão dela, não possui imagens nada. Falta provas, Nanao –chan.
— Então o senhor afirma que a ...
— Não estou afirmando nada, minha amada Nanao. Apenas suspeito é bem diferente.
A moça ficara em silencio.
— Falando nisso: aonde encontro o novo recruta preferido da Unohana.
— O Toshiro? Na sala de computadores. Quer o chamo?
— Não é necessário. Eu irei pessoalmente. Tenho que ter uma pequena conversa com o garoto.
****
Orihime estava começando a senti um pouco melhor, estava acostumando a viver novamente sozinha. Ulquiorra estava sempre também fazendo pequenas visitas, aproximando aos poucos dela. Ela não podia culpa-lo, que o moreno estava pensando no bem-estar dela.
Mesmo assim, o belo ruivo ainda reinava nos seus pensamentos. A sua presença também estava forte na casa. Às vezes, se pegando lembrando de um momento ou outro. O seu corpo ansiava pelo toque do rapaz.
Tinha indo tomar um banho com objetivo de relaxar o seu corpo e a mente. Deixando a sua mente vagar nos pensamentos aleatórios. Olhou para seu ventre, que já estava tomando a forma da gestação. Como a Rangiku já tinha avisado, daqui a pouco será impossível desfasar. Saiu do banho, vestiu uma camisola larga. Penteou os longos cabelos ruivos que estavam úmidos e deu a última olhada no espelho.
Caminhou para seu quarto, estava cansada precisava deitar um pouco.
— Não acende a luz.- aquela voz, não poderia ser. – Eu não sabia que estava com proteção policial. – falou em um tom de ciúmes – Ele sempre de vigia a sua casa? – debochou – Ou ele é stalker?- olhava para o carro estava estacionado na rua – Até que fim, foi embora.
— Que faz aqui, Ichigo? – finalmente pronunciou – E como...
— Como entrei? Eu ainda tenho a chave. – fechou a cortina do quarto – E não acreditei na sua história de termino de namoro.
— Mas i-isso é verdade. – sua voz vacilou – Terminamos.
— Você terminou e eu não – caminhou até a moça – Por que você mentiu?
— N-não sei que você está falando? – deu dois passos para trás.
— Você é uma péssima mentirosa, Orihime. – avança os passos – Melhor eu formular a pergunta corretamente: por que você não falou das visitas da Unohana à você no hospital? – a garota ficara muda. – Foi ela que mandou terminar comigo? Não foi Orihime?
— Terminei porque eu quis. – olhou para chão – Quero que você vai embora.
— Como eu disse antes: você é péssima para mentir. – encurralou a moça na parede, firmando as mãos ao lado do corpo da ruiva. – Você não está olhando para mim.
— Melhor você ir.
— Então fala olhando para mim, Hime. – falou firme – Você não me olhou no hospital.
— V-vai embora Ichi.
—Você não sente nada por mim? – aproximou o seu corpo no dela – Não sente a minha falta?- falou próximo ao ouvido da ruiva. – Tudo esvaziou de repente... – mordiscou o nódulo.
— Ichi... vai embora – a sua respiração estava ofegante.
— Você apaixonou pelo aquele detetive de merda? – estava com um pouco de ciúmes – beijava seu pescoço.
— Ichi...a-acabou.
— Não é que seu corpo está falando. – riu – Você sente a minha falta, assim como sinto a sua.
— Ichi... – suas pernas bambearam
— Não mente para você. – olhou para ambares cinzas – Esquece que aquela velha bruxa disse para você. Eu te amo.
— Ichi...- apertou os lábios inferiores – Eu te amo.
Os dois beijaram, um beijo ardente. Orihime envolve os braços no pescoço do rapaz e Ichigo a levanta do chão, fazendo ela envolver as pernas na sua cintura.
— Não faça mais isso. – falou entre beijos. – Era como está morto sem você.
— Desculpa, Ichigo. – olhou para o rapaz – Eu sinto muito.
— Tudo bem. – sorriu – Não esconda nada de mim. – a beijou
— Sobre isso...
— Hmm... que foi.
— Bom.
— Orihime... – olhou firme – Tem mais alguma coisa?
— Eu não perdi o bebê. – fechou os olhos, com medo dele a repreender.
— Sério!? – ele riu – Se bem que percebi que você engordou um pouco.
— Está me chamando de gorda?
— Estou de chamando de gostosa. – falou maliciosamente.
— Ichi. – bradou quando era carregada.
— Só falo a verdade, minha gostosa. – colocou-a na cama.
— Ichigo safadão.
— Oras, oras tem alguém vai ser punida. – riu – Melhor você fechar os olhinhos. – falou para barriga da Orihime. – Papai vai ter uma conversa com a mamãe. – Orihime riu. – Dorme um pouquinho. –beijou a barriga.
— Marquei uma ultra para próxima semana. Ran falou se tivermos sorte, poderemos saber o sexo.
— Isso é bom. – subiu na cama – Poderei ir junto?
— Mas é claro. – tocou no rosto do rapaz – Você é o pai, tem o direito.
— Hmm... se for menina tenho que já comprar a bazuca. – fez a ruiva gargalhar – Vai que puxa a beleza da mãe, tenho que me precaver.
— Ah é mesmo? – gargalhou.
— Com a mãe tenho que armar até os dentes. Já teve um magricelo, agora tem um outro idiota na área.
— Nossa o papai é ciumento. – riu – Vem cá meu ciumento. – beijou o rapaz
— Hmm... acha que com esse beijo irá me acalmar. – falou sarcástico – Quero mais que isso, meu anjo ruivo.
— O que tem que fazer? – fingiu de desentendia.
— A única coisa que posso dizer que a noite vai ser longa, muito longa. – riu
— Ichigo.
— Hmm. – olhou perdidamente para ambares cinzentos.
— Eu te amo. – falou suavemente
— Eu te amo para toda minha eternidade.
Continua...
Fale com o autor