Trouble Maker
42 Capítulo 41 – Tempos tranquilos
Capítulo 41 – Tempos tranquilos
“Para nós, isso é como se não houvesse mais o amanhã
Portanto me chame, chame o meu nome, o meu nome
Conduza isso agora, revele isto nesta estrada
Eu só quero apenas deitar minha cabeça em seu ombro, seu ombro”
Now – Trouble Maker
Sussurros, juras de amor, gemidos, frases desconexas. Beijos, suor, mordidas, união, desejos e luxurias. Dois amantes, cumplices, saudades, um quarto, intenso.
As duas semanas tinham sido uma eternidade para casal. Ambos desejavam que o tempo parasse. Por que eles tinham que sofrer tanto? Eles se amavam, um amor que transborda. Ah! Se pudesse fugir para longe de tudo e de todos e apagar que o passado.
Mas poderia não ter de estar juntos? Vivendo esse amor? Estariam separados ou teriam encontrado? Essas perguntas pouco se importavam naquele momento.
O encontro dos ambares castanhos com cinzentos com doçura, cumplicidade. Sorrisos gentis apaixonados e entrelaçar das mãos.
— Ichi...go.
— Hime...
Ele deitou ao lado dela e a puxou para um abraço. Ficaram em silencio até as suas respirações acalmarem. O ruivo brincavam com os cabelos longos da Orihime com os dedos.
— Está bem? – perguntou antes dá um beijo na testa dela.
— Hmm. – aconchegou no peitoral do rapaz – Por quê?
— Sei lá. Talvez o medo de machucar vocês. – continuou brincar com fios ruivos.
— Sempre cuidadoso – levantou a cabeça para olhar para rapaz — Estamos bem. – sorriu
— Que bom – sorriu.
— Percebi que estava um pouco diferente. – riu – Pegando “leve”.
— O quer dizer com “ pegando leve”? – arqueou a sobrancelha
— Oh! Você sabe muito bem Ichigo Kurosaki. – riu
— Tsc... nome completo isso não é bom. – remexeu um pouco e olhou pro teto.
— Ora, ora ficou sem graça. – deitou em cima do rapaz – Que bonitinho.
— Hmm. – envolveu a moça com um abraço. – Estava sendo cuidadoso.
— Continua gostoso – sussurrou no ouvido do ruivo – Eu amei. – mordeu o nódulo
— Isso é ótimo. – apertou a cintura da moça. – Faremos mais vezes.
— Continua safado. – beijou os lábios do rapaz.
— Como com você dar pra evitar. Você me seduz o tempo todo.
— Ah é? Até parece – gargalhou
— Não ria. – mudou de posição com ela – O assunto aqui é sério! – olhou firme para os ambares cinzentos. – Você me seduz, sim. Com sorriso, mordida no lábio inferior, quando canta, principalmente em francês. Deixa ver que mais. Hmm... seu olhar gentil, seu andar... nossa a lista é grande. Vou passar a eternidade falando.
— Não é bem...
— Estou falando que eu te amo. – beijou os lábios da ruiva – Não tem nada que faz mudar de ideia.
— Eu te amo. – correspondeu o beijo – Sempre.
*******
Nanao andava ao lado de Kyouraku pelos corredores da Soul Society. Tentava descifrar o que aquele homem de cabelos castanhos compridos estava pensando sobre a Unohana, Shinigami e que o que ele queria tanto falar com o Toshiro. Ela foi parada bruscamente, batendo no peitoral do homem.
— Que foi minha Nanao? – falou com uma voz rouca tão perto dela.
Um rubro estava no seu rosto, a moça ajeitou seu óculos.
— Nada senhor Shunsui.
— Está tão distraída. – jogava seu charme em cima dela – Pode se abrir, minha pequena.
— Já disse que não é nada. – engoliu seco, não queria perguntar nada sobre o assunto que estava pensando.
— Está apaixonada por mim? Oh fico elogiado!
— Hãm!? – seus olhos arrelagaram
O homem aproveitou a distração da moça e lhe deu um beijo nos lábios. A sua prancheta desliza para chão e por descuido ela cede o beijo aprofundando.
— Acho que assim você melhora. – afastou da moça com um sorriso maroto.
— Senhor, senhor. – abaixou para pegar os papeis no chão – Espere um pouco – falou irritada
Ao levantar não o viu mais. O beijo era apenas para ela distrair, Shunsui quer conversar com Toshiro às sós.
— Ele me paga.
****
Kyouraku entra na sala de computadores sem anunciar a sua entrada, puxa a cadeira que estava a frente da mesa do garoto de cabelos platinados que estava fazendo o seu serviço.
— Podemos conversar. – sorriu gentil, sentado confortável na cadeira.
— Claro senhor. – parou de teclar no computador. – Que posso ser útil?
— Em muitas coisas, vai depender do modo que irá conduzir essa conversa.
— Seria sobre o que?- perguntou o novo
— Unohana e shinigami negro.
— Só fiz o que me pediram.
— Eu sei disso e foi muito bem executado. Parabéns.
— Obrigado senhor.
— Vamos sem rodeios. – falou na sua forma calma – Eu sei do seu parentesco com senhora Unohana e sua história de vida. Mas fico me perguntando o motivo de você ter parado aqui.
— Pelo que hackei o sistema do banco do governo.
— Não jovem, o motivo que veio aqui não é esse. Isso foi uma parte do plano de você chegar aqui na Soul Society.
O garoto ficara em silencio e olhava firme para o homem.
— Seria vingança por a Unohana tê-lo abandonado? Ou será que você trabalha para outra pessoa que infiltrou você aqui?
— Não sei que você está falando. – desviou do assunto
— Vamos conversar com calma, não estou com pressa. Vamos fechar a porta no sistema de segurança e desligar as câmeras. Eu sei que você é capaz disso.
O menino fez que o homem lhe ordenou.
— Muito bem vamos à conversa. – diz com toda calma — Você tem uma parte das respostas que eu quero.
****
Para o rapaz moreno, estava sentindo que a vida estava lhe dando uma segunda oportunidade. Poderia reverter o seu erro do passado e tê-la novamente. Levantou naquela manhã um pouco animado. Fez a sua rotina matinal e antes para ir na delegacia resolveu dá uma passada na casa da Orihime.
Estava meio ansioso que estava a prestes a fazer, não tinha passado tão cedo na casa dela. Se tivesse dormindo? Arriscou tocando a companhia. A porta foi aberta pela bela ruiva, que estava radiante.
— Bom dia Ulqui-kun! – cumprimentou com um sorriso. – Veio cedo.
A ruiva estava ainda de camisola e um robe azul claro em cima. Os cabelos estavam escovados ao lado.
— Bom dia Hime! – aproximou dela – Vejo que está um pouco melhor. – depositou um beijo no canto da boca da ruiva.
— O que está acontecendo aqui?
O moreno afasta da Orihime e depara a figura do Ichigo parada na sua frente. O ruivo estava sem camisa, com braços cruzados no peitoral e seu olhar era totalmente assassino para Ulquiorra.
— Não sabia que estava em companhia. – falou em tom monótono — Por isso vim cedo.
— Ichigo, chegou ontem à noite. – explicou Orihime.
— Entendo. – pronunciou o rapaz de olhos esmeraldas
— Como pode ver, a Orihime está nos meus cuidados. – falou Ichigo – Eu agradeço por preocupar com ela – falou irônico.
— Bom, vejo que você está bem. – olhou para garota que prestava atenção na conversa tensa dos rapazes – Estou indo para trabalho, qualquer coisa me liga. – despediu com beijo na bochecha da ruiva que ficara sem reação com gesto.
A moça fecha a porta e vira para ruivo, que estava com cara nada amigável. Ela apertou os lábios e olhou para lado, com intuição de fugir daquele olhar dos castanhos quentes.
— Deste quando? – ele pergunta com tom de ciúmes.
— Hmm... – olhou rapidamente para rapaz
— Que ele vem aqui lhe visitar?
— Deste que estava no hospital.
— Ele perguntou de mim, nessa época?
— Oh sim! Falei que temos um tempo.
— Por isso que ele estava aproveitando – passou a mão na cabeleira laranja- Ele nem deu tempo à você. Merda!
— Ichi...- o chamou – Calma.
— Como posso ter calma, com um cara dando em cima ...argh. – deu um soco na parede.
— Ei Ichigo! – ela levantou o tom de voz, quase gritando.
Ele olhou de soslaio, Orihime apertou os lábios e deu um longo suspiro. Aproximou do rapaz, tocou o seu peitoral, sentiu o coração do rapaz bater.
— Desculpa. – falou um sussurro.
Ele puxou ela para um abraço, encostou seu queixo na cabeça dela.
— Eu que tenho que desculpar. Eu fiquei nervoso e acabei descontando em você.
— Não vou abandonar assim. – falou apertando mais o abraço.
— Eu confio em você. – beijou o topo da cabeça dela – Não confio neles. Que tentam sempre aproveitar de você.
— Ichi... – olhou para rosto do rapaz
— Vamos parar com esse assunto – silenciou com dedo anelar nos seus lábios – Ok? Prometo que não vou ser tão ciumento.
—Tudo bem. – concordou
— Que tal planejar um dia legal? Ou você tem que ficar de repouso?
— Agora que você pergunta de repouso, depois da noite de ontem? — pousou a mão na cintura.
— Você não falou nada. – sorriu debochado – Também saudade do gostoso aqui. – falou malicioso
— Convencido.
— Sou gostoso somente para você. Se quiser podemos repetir agora mesmo. – carregou a moça nos seus braços.
— Ichigo!
O rapaz apenas gargalhou mais.
Continua...
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