Trick and Treat
7 Coversa maldita que não devia ser ouvida
Notas iniciais
Bom esse capitulo é em homenagem (e um pedido para que me deixe em paz)para a Leticia F. que esperou (e ficou me enchendo o saco) por muito tempo
Aproveitem
– Você devia ir embora ou coisas ruins podem acontecer com você – Rin...
– É verdade, esta floresta é muito perigosa à noite – Len...
– Por favor, vocês realmente não viram nenhuma garota de cabelos esverdeados passar aqui perto? Esse lugar é perto do acidente ela pode ter passado aqui pedindo ajuda e vocês não à viram, por favor senão ela pode estar morta – a voz estranha e desesperada, Raul...
Miku estava de joelhos no chão de tanta surpresa e medo, a única coisa que a impedia de cair no chão totalmente era a maçaneta da porta que ela segurava com toda a força que podia, suas duas mãos no objeto de ferro tremiam sem parar, ela por inteira tremia sem parar, pra falar a verdade, e suava frio, seus olhos estavam arregalados e quase nem piscavam sua face era puro terror de tanto medo que sentia, com a boca entreaberta ela tentava achar palavras que não vinham, ela gaguejava sem conseguir completar uma simples frase, então só lhe restou pensar:
“Como assim? Raul esta aqui, então eu devia descer e ficar feliz certo?. Eu devia sair daqui e parar de ser um incomodo pro Len e pra Rin, mas porque eu não vou?Por que eu não consigo me mexer?”
Ela olhou para a porta pela ponta dos olhos mexendo a cabeça apenas um pouco, ainda tremia e tinha medo que qualquer ruído que fizesse poderia entregá-la, e então entendeu, Raul perguntara por uma garota de cabelos esverdeados que provavelmente era ela e de acordo com a pergunta devia estar repetindo-a e de acordo com o que pegou da conversa Rin e Len queriam que ele fosse embora, ou seja, não estavam sendo gentis como fora com Miku e nem disseram a Raul que Miku estava segura no quarto.
“Por quê? Por que, estavam mentindo? Por que eles queriam que Raul fosse embora? Por quê? Por quê?”
Era isso que estava lhe dando medo, deixando ela desse transe, Rin e Len lhe davam medo, muito medo e eram misteriosos, por isso Miku não tinha coragem de descer e desmentir o que eles estavam dizendo, o que eles fariam se ela fosse lá? Por isso ela estava ali esperando enquanto estava desesperada
“Por que eles conseguem me controlar desse jeito?”
Um estrondo enorme no céu a tirou do transe lhe dando um susto, a deixando mais assustada do que já estava, o barulho que emanou em seus ouvidos a fez dar um pulo e seu coração acelerou batendo rapidamente a fazendo soltar uma das mãos da maçaneta levando até o seu peito, agora Miku olhava para a janela e estava com a respiração acelerada e ofegante, desde que acordara não havia percebido, estava chovendo e bem forte, ricos de luz cortavam o céu e clarões o pintavam e depois viam os sons altos se misturando com o barulho baixo da chuva caindo e atingindo o chão, Miku estava se acalmando então voltou a observar a porta e escutar atentamente a conversa
– Como já disse, não passou ninguém por aqui, muito menos uma menina com essas características – Len falava educadamente e de um jeito gentil como sempre fazia
Miku estava perplexa, “como assim ninguém?” por que eles não diziam que ela estava lá em cima? O quão mais eles podiam deixar ela confusa e com medo?
– Agora que já ouviu nossa resposta vai embora! – Rin falava de um jeito mal educado o que não surpreendia Miku, mas dessa vez tinha um tom de raiva
– Mas... – Raul retrucava.
Miku ouvia atentamente as palavras de cada um pela porta aberta, mas os ruídos dos trovões não ajudavam muito
– Mas nada, ele já disse que ninguém apareceu por aqui – Rin quase gritava de raiva e impaciência – então vá embora!
“Por quê?” Miku começou a pensar e então entendeu “É obvio que eles querem se livrar de Raul” ela continuava perplexa “mas por que ?"
– Mas não tem como ela ter voltado para a vila por onde viemos, ninguém a viu por lá
– e ninguém a viu aqui – Rin o cortara
– e além desse caminho – Raul a ignorara estava se dirigindo apenas à Len — não tem outro, ela tem que ter passado por aqui, talvez ela tenha pedido por ajuda para outros empregados e vocês não ouviram – Raul tentava explicar ainda com a mesma voz de desespero
– Peço desculpas pela atitude rude dela e sinto muito, mas não podemos ajudar – Len — nós somos os únicos na casa e estivemos aqui o dia todo, ninguém passou por aqui – a voz dele tinha mudado um pouco de tom ela parecia impaciente e irônica
O silencio prevaleceu por alguns instantes, Miku já estava ficando ansiosa “será que eles conseguiram convencê-lo?” , um trovão forte chamou a atenção assustando Miku, então Raul quebrou o silencio
– Não consigo acreditar em vocês, com as pessoas da vila era diferente, mas vocês parecem estar escondendo algo – ele agora não parecia desesperado e sim determinado – já faz três dias que estou procurando por ela e estou sem noticias desde então, por isso com licença, mas eu gostaria de vasculhar os quartos.
“três dias? Como assim três dias? Eu estou à quanto tempo aqui? Não pode fazer três dias, senão por quanto tempo eu dormi?”
Miku estava assustada era impossível ela estar ali por três dias, então começou a apertar mais forte a maçaneta, ela foi quebrada do transe, mais uma vez, quando ouviu passos, Raul devia estar se movendo em direção as escadas, então ela a encontraria e iriam embora dali; ela se sentiu aliviada pois não teria que encarar aqueles gêmeos medonhos, ela juntou forças para se levantar e ir em direção à cama, iria fingir que ainda estava dormindo, Miku começou a dar pequenos e silenciosos passos em direção à cama, mas ela foi impedida
– AAAAAAAAAhhhhhhh......
Um grito alto, mas curto, que foi diminuindo até prevalecer o silencio, Miku virau em instinto para trás
"o que aconteceu ?” – ela se perguntou em pensamento
Alguns instantes se passaram e então um grunhido de dor, que ecoou pelo salão, chegou aos seus ouvidos, ela começou a lacrimejar, o que era aquilo?
- O que está acontecendo? — Miku meio que gritara, então colocou as mãos na cabeça e a balançou violentamente então fechou os olhos com força, ela começou a juntar coragem e estava pronta para se virar e ir ver o que tinha acontecido, então outro trovão, mais alto que os últimos, lhe invadiu os ouvidos.
Miku sentiu as costas em algo macio então abriu os olhos a primeira cosa que vira foram as mãos sobre o rosto e depois viu o véu quase transparente que cobria a cama, sentiu seus olhos lacrimejados, estava meio confusa
– Estou na cama? — ela se levantava de vagar, depois colocou uma das mãos na cabeça e fechou os olhos – não me lembro de ter ido pra cama depois..... — ela abriu os olhos se lembrou.
Miku pulou da cama e começou a correr, abriu a porta com força e rápido, enquanto se lembrava, tinha ouvido a voz de Raul, Raul estava aqui, mas alguém gritara, o que aconteceu? O que aconteceu? Era a única coisa que se perguntara, então ela parou no corrimão, em frente a porta de seu quarto, colocando as duas mãos neste e se debruçado para frente a fim de conseguir ver o salão, estava um pouco ofegante, seus olhos fitavam o salão em um misto de curiosidade, preocupação e tristeza. O salão estava iluminado apenas pela metade, havia alguns candelabros em uma mesa no canto do salão, aquela luz só ajudava a ver parte do corpo de Rin e Len, mas mesmo o suficiente, eles olhavam para cima fitando Miku com sorrisos meio diabólicos, mas com felicidade, seus olhos e face estavam com aquela expressão que sempre dera medo em Miku, Rin estava mais ao alcance da visão dela estando quase no meio do salão, estava na frente de Len que estava mais escondido debaixo do piso do segundo andar ele andou um pouco pra frente; Ou para ver Miku ou pra que este fosse visto melhor por ela, Miku estava em duvida entre essas duas hipóteses, quando finalmente recuperou um pouco o fôlego perguntou:
– Havia alguém aqui? – ela dizia preocupada – eu ouvi vozes..... – fez uma pausa- além das de vocês – sua respiração ainda estava meio difícil
– Não – Rin falara primeiro, seu sorriso aumentou, assustando um pouco Miku – Não havia ninguém aqui além de os dois Miku-chan – ela converteu aquele sorriso medonho em um gentil enquanto fechava os olhos
– Mas eu posso jurar que...
– Deve ter ouvido coisas novamente, senhor... Miku – Len falara agora – talvez sejam alucinações por que esta doente
– Mas eu também ouvi gritos, tinha alguém aqui com certeza – ela retrucara
– Como já disse não havia ninguém – ele dizia calmamente – mas se tem tanta certeza talvez possa ter sido um sonho... ou um pesadelo... – ele disse com a voz irônica
“Um sonho ?” ela pensara “talvez seja, afinal eu acordei na cama”
– Len tem razão, até agora você estava dormindo – Rin dissera
– Ainda deve estar cansada, talvez eu deva preparar um pouco de chá para você
– Não – ela disse – Não estou com fome, eu já comi.....
Sim ela já comeu, foi a primeira coisa que fizera quando acordou, mas isso foi no sonho então porque não estava com fome, para confirmar tudo ela levou as mãos lentamente ao pescoço fio, e sentiu, sentiu o que não devia estar lá, sua fita, se tivesse sido um sonho ela não devia estar em seu pescoço e sim em seu cabelo, ela levou a mão livre para os cabelos e tocou os fios com delicadeza, soltos...
– Então entre – Rin cortara seus pensamentos – já iremos segui-la e levaremos mais chá, afinal estamos com fome, mesmo que não esteja – ela disse de um jeito superior – e depois eu quero trocá-la novamente, esta usando essas roupas por tempo demais... – ela concluiu com um sorriso malicioso nos lábios
– Certo... – Miku assentira e foi em direção a porta aberta, antes de se virar olhou mais uma vez Rin e Len imóveis esperando ela sair a fitando com aqueles mesmo olhos e sorrisos medonhos de sempre, então eles saíram do seu campo de visão quando esta entrou o quarto.
Outro clarão lá fora, logo viria o barulho, foi um clarão bem forte que iluminou o salão atravessado as enormes janelas, um clarão que só chegou depois que Miku entrara no quarto, se tivesse sido antes talvez Miku pudesse ter visto que Rin carregava na mão direta, que antes estava escondida a escuridão, um tridente maior que ela, de prata, cujos dentes estavam bem pontiagudos e estavam assim recentemente, mas, além disso, Miku talvez tivesse visto uma mão, de uma pessoa provavelmente de idade e morta caída aos pés de Len...
...e então veio o estrondo do trovão nos céus.
Notas finais
Mereço criticas ou reviews??? *-*
caso tenha algum erro falem que eu concerto
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