Trick and Treat

8 Velho Desgraçado


Notas iniciais
Esse capítulo é o capítulo sete só que os olhos do Len e da Rin (ou seja o q a Miku não pode ver), gente desculpa se eu exagerei em alguma coisa ou estiver meio nojento sei la, mas acho q vcs vão gostar, aposto que eu coloquei o que vcs não esperavam q acontece-se *o*
P.S.: ta muito grande esse capitulo, por isso deve ta cansativo, mas o proximo vai ser menor ^^



Chovia forte e até relampejava

Rin estava na varanda colocando mais aboboras do lado da porta, tinha até algumas perto da escada de pedras, ela adorava aquele clima, quente de mais era horrível já que sentia calor muito fácil, tanto ela quanto Len.

– Quase tudo pronto para o grande dia e ainda falta três meses – ela disse arfando um pouco, as abobaras eram pesadas, e ela trouxe uma por uma desde a horta no quintal até aqui

Passos e barulhos de galhos sendo estalados.

Rin olhou com um olhar forte para o caminho de pedras, o mesmo lugar por onde Miku chegara, do meio das árvores apareceu um homem de meia idade com cabelos um pouco branco, estava todo sujo, encharcado e parecia cansado, ele viu a garota de cabelos de fios de ouro e se sentiu feliz e aliviado, enquanto ela estava com raiva e com um olhar que fuzilava ele , ele ia começar a falar quando Rin se virou e entrou fingindo que não viu ninguém, Len estava lá dentro acendendo algumas velas em cima de uma mesa no canto

– O que foi Rin? – Len perguntou indiferente – Você não devia estar lá fora arrumando as aboboras?

Rin foi até onde ele estava se abaixou e abriu as duas portinhas da mesa que Len usava e de lá tirou um grande tridente de prata maior que ela, depois tirou uma pedra e começou a afiar os dentes da sua arma

– Não é nada de mais – ela disse como se não importasse – é só um lixo de que eu tenho que me livrar – ela disse em meio aos ruídos da pedra contra o metal precioso

Len aceitou sem dizer nada, Rin podia cuidar daquilo sozinha, seria de um jeito bem violento, mas ele não podia fazer nada, ele apenas voltou a acender as velas, Rin observava cautelosamente cada movimento que ela fazia para afiar seu tridente, deu um sorriso malicioso, sempre adorara aquele tridente tinha sido um presente de quem fizera ela e Len, assim que se viu satisfeita ela parou de afiar aquilo, na mesma hora eles ouvem batidas naporta

– Droga eu estava pensando em matá-lo lá fora – Rin disse com decepção e raiva na voz doce – que cara persistente, e agora?

Len apenas foi em direção da porta e antes de abri-la se virou para a garota e disse com um sorriso diabólico nos lábios

– Você não vai gostar, mas agora vamos ter que nos livrar dele sem tirar a vida do homem

Rin acentiu um pouco triste, mas logo abriu um sorriso doce, mas ao mesmo tempo sarcástico no rosto, abaixou seu tridente para escondê-lo na parte escura do salão

Len abriu a porta calmamente e o barulho da chuva caindo e acertando a terra invadiu o salão, na porta o homem estava muito encharcado e se abraçava para amenizar o frio, Len o observara com o mesmo olhar de Rin quando o vira pela primeira vez, um olhar forte e de raiva, um olhar que podia dizer que o homem era inferior, mas Len sabia mentir muito bem e não se deixava levar tão facilmente como Rin, logo ele deu um sorriso doce, mas falso

– Pois não, no que posso ajudá-lo? – atrás dele Rin deu risinho abafado de deboche, como Len podia ser tão cara de pau

O homem já foi entrando sem nem ao menos pedir, Len fuzilou ele com mais raiva, pretendia pedir pra ele ir embora antes que este sequer entrasse, o velho estava esfregando as mãos nos braços em uma tentativa inútil de se livrar do frio

– Desculpe entrar assim, mas está muito frio lá fora – ele disse com um sorriso o rosto, Rin e Len não riram – meu nome é Raul

Rin estava indo para frente da porta para fechá-la isso por que Len foi pro outro lado para que ficasse atrás de Raul, mas o homem seguiu ele com os olhos e ficou de costas pra garotinha, Rin ainda deixava o tridente abaixado para que não fosse visto.

– Eu estou andando há tanto tempo, que bom que finalmente encontrei alguém – ele ainda dizia rindo

– O que você quer? – disse Rin sem paciência indo direto ao ponto, Raul olhou para trás para vela, ela o encarava com muita raiva no olhar com certeza ela estava se segurando muito pra não enfiar aquele tridente no coração dele, ele se assustou a menina que aprecia tão doce estava assustadora agora, mas logo ele se recuperou do choque e começou a falar

– Há três dias eu estava levando uma garota para nova casa dela – ele começou a explicar fazendo movimentos com as mãos – acabamos sofrendo um acidente próximo daqui, eu devo ter acordado do choque depois dela – Rin, atrás dele, olhou pro chão e deu um sorriso irônico ela murmurou uma coisa tão baixa que só ela pode ouvir

“não é pra menos, se você tivesse acordado antes teria estragado tudo, como está fazendo agora”

essa ultimas palavras tiraram o sorriso de seus lábios. Len que antes aprestava atenção no homem e no que ele dizia, tirou o olhar dele e depositou sobre a menina loira perto da porta entendendo bem o seu olhar e o que ela tinha dito por mais baixo que tivesse sido

– E como podem ver ela não estava nem por perto do local do acidente e nem na vila – ele voltou a prestar atenção em Raul – por isso gostaria de saber se vocês não viram alguma garota de cabelos esverdeados por perto, talvez ela tenha pedido ajuda apenas pedido alguma informação

Len abriu um lindo sorriso gentil

– Sinto muito, mas ninguém além do senhor passou por aqui em nenhum desses dias – ele disse educadamente – por isso não podemos ajudar

– Mas ... – Raul disse em desanimo

Rin ficara com mais raiva da impertinência de Raul enquanto ainda olhava o chão

– E pedimos para que se retire, pois estamos muito ocupados com muitos preparativos – Raul estava desolado

– Mas será que vocês não.... – ele foi iterrompido

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...... HAHAHAHAHA – uma gargalhada diabólica e feliz invadiu o salão, Raul se virou e olhou para o mesmo lugar que Len olhava

Rin.

Na frente da porta Rin parecia uma louca, não, ela estava louca, ela levantava a mão que não carregava o tridente, apesar de estar naquele estado ela ainda tinha a consciência, mesmo que mínima, de que não devia mostrar sua arma, a loirinha que parecia doce e amável tinha agora os olhos arregalados e um grande sorriso medonho nos lábio, ela olhava para cima e continuava a invadir os ouvidos dos dois com sua gargalhada alta e aterrorizante

– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.. –quando ela se cansou abaixou o braço e o rosto, mas logo em seguida ela o levantou mostrando o mesmo rosto medonho, mas desta vez com um sorriso menor — ainda não entendeu? Vá embora, vá embora – ela abriu a porta rapidamente e apontou a floresta – vai pra nunca mais voltar – ela dizia alto e de um jeito que dava medo, depois voltou a rir

– E-e-ela...é.. l-louca – Raul gaguejou paralisado, Len atrás dele apenas deu um leve suspiro e voltou a olhar pra garota de um jeito severo e meio bravo

“ Louca não, com raiva, e nem esta com tanta raiva já que, ainda, não deu indícios de que quer te matar”

– Rin venha aqui – Len ordenou à ela

A garota parou de rir, mas continuava com o mesmo sorriso diabólico e os mesmo olhos esbugalhados medonhos, estes estavam brilhantes e meio laranjas, agora fitava Len, bateu a porta com muito força, o barulho dever ter sido mais alto que os trovões do lado de fora dando para ouvir por toda a casa. Rin cambaleou até o rapaz loiro

– Né Len? Ele na devia ir embora? –ela perguntou – ele só esta atrapalhando e pode atrapalhar mais, ele tem que ir embora, podia ser pro inferno – ela chegou em Len e se apoiou em seus ombros depois olhou para Raul novamente que continuava imóvel e assustado olhando os dois – Você devia ir embora pra sempre !

Len deu outro suspiro e puxou Rin pela cintura a trazendo para si, então lhe deu um beijo, um beijo forte e desejável, invadiu a boca da menina sem mais nem menos, parecia que estava engolindo a alma dela.

Rin soltava fracos e baixos gemidos em meio ao beijo, depois Len pegou a perna dela e a ergueu quase fazendo ela perder equilíbrio, se ele não estivesse a segurando pela cintura, depois soltou perna da menininha que ia abaixando lentamente e a enroscando na perna de Len, a cada segundo o beijo parecia ficar cada vez mais ardente, Raul observava a cena perplexo e até com vergonha, mas principalmente com medo.

Quando terminaram o beijo eles foram separando as línguas por último as deixando aparecer por poucos segundos enquanto iam se distanciando apenas alguns centímetros, Rin estava com o braço em volta do pescoço de Len e ainda com a perna enroscada na dele, enquanto ele ainda a segurava pela cintura, eles olharam para Raul já que seria indelicadeza deixá-lo ali sozinho apenas vendo, Len ainda com o mesmo ar sério, só que um pouco mais medonho, mas Rin parecia melhor, parecia curada pelo beijo e olhava Raul com um olhar sarcástico, parecia que um pouco de saliva escapava pelo canto de seus lábios e seus olhos voltaram ao lindo verde de antes

Len soltou Rin e ela também largou dele, agora eles estavam um do lado do outro como se nada tivesse acontecido, e Rin carregava um sorriso gentil na face e tinha uma das mãos para trás, parecia muito fofa, mas Raul ainda se lembrara do que aconteceu ali à pouco instantes e continuava perplexo

– Agora é melhor o senhor ir – Rin falava de um jeito fofo

– Sim, já está ficando tarde — Len

Mas depois dessa cena Raul parecia ainda mais desconfiado e não desistiria tão fácil, ele fuzilou os dois com os olhos, estava determinado, Rin se incomodou com o olhar do homem, mas por causa do beijo que recebera ainda se mantia calma

– Por favor.... – mas Ri o interrompeu, ela estava sendo educada e isto não estava o convencendo

– Você devia ir embora ou coisas ruins podem acontecer com você – Rin falou de um jeito frio, mas ainda alegre enquanto apontava pra Raul, depois foi em direção a porta mais uma vez para que a abrisse para Raul

– É verdade, esta floresta é muito perigosa à noite – Len a incentivou

– Por favor, vocês realmente não viram nenhuma garota de cabelos esverdeados passar aqui perto? Esse lugar é perto do acidente ela pode ter passado aqui pedindo ajuda e vocês não à viram, por favor senão ela pode estar morta – ele falou de uma forma desesperada ignorando o que eles disseram, era como um apelo para que eles contasse o que pudessem, o que eles sabiam, mas escondiam.....

– Como já disse, não passou ninguém por aqui, muito menos uma menina com essas características – Len falava educadamente e de um jeito gentil como sempre fazia, mas queria mesmo que ele fosse embora e já estava ficando no limite, logo poderia estar pior do que a Rin antes

– Agora que já ouviu nossa resposta vai embora! – Rin falava de um jeito mal educado e com raiva novamente, já que ser educada não funcionou, ela fuzilou o homem com um olhar sombrio, mas desta vez estava mais controlada, ela começou a andar em direção a Raul o fazendo ir para trás pelo medo...

– Mas... – Raul retrucava. Se ele percebesse bem, estava cercado pelo dois Len atrás e Rin na frente o fazendo andar cada vez mais para trás em uma tentativa de se livrar do olhar da garota

– Mas nada, ele já disse que ninguém apareceu por aqui – Rin quase gritava de raiva e impaciência – então vá embora! – ela parou, eles estavam no meio do salão, onde tinha mais espaço, eles três se mantinham alguns poucos metros afastados um do outro

– Mas não tem como ela ter voltado para a vila por onde viemos, ninguém a viu por lá

– e ninguém a viu aqui – Rin o cortara

– e além desse caminho – Raul a ignorara estava se dirigindo apenas à Len — não tem outro, ela tem que ter passado por aqui, talvez ela tenha pedido por ajuda para outros empregados e vocês não ouviram – Raul tentava explicar ainda com a mesma voz de desespero

– Peço desculpas pela atitude rude dela e sinto muito, mas não podemos ajudar – Len — nós somos os únicos na casa e estivemos aqui o dia todo, ninguém passou por aqui – a voz dele tinha mudado um pouco de tom ela parecia impaciente e irônica.

Raul começou a olhá-los com raiva, estavam escondendo alguma coisa dava pra perceber pelo jeito que o queriam longe, Rin o olhava com a mesma quantidade, ou até mais, de raiva, enquanto Len o encarava sério esperando a resposta que com certeza viria já que ele não parecia desistir

– Não consigo acreditar em vocês, com as pessoas da vila era diferente, mas vocês parecem estar escondendo algo – ele estava determinado – já faz três dias que estou procurando por ela e estou sem noticias desde então, por isso com licença, mas eu gostaria de vasculhar os quartos – ele andou na direção das escadas e teria que passar pelo garoto assustador, mas não se importou continuo a andar firme enquanto cruzava a outra metade do salão

Len parecia com ódio e seus olhos pareciam estar em uma mudança de cor, de verde para amarelo... não, alaranjado! Ele fechou os olhos e colocou a mão na cabeça para tentar se controlar, mas isso logo passou por causa da menina de cabelos loiros

Rin correra para alcançar Raul, então tudo que ele pode fazer depois que ela alcançou seu objetivo, foi gritar


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAhhhhh


Raul deu um grito agudo e alto de dor, Rin estava parada atrás dele com o mesmo sorriso diabólico e feliz de antes, mas desta vez com um olhar meio assassino, a menina estava segurando um enorme tridente de prata cujos dentes estavam atravessados no corpo de Raul, por enquanto escorria pouco sangue do corpo dele já que o objeto de prata, enfiado no seu corpo pelas costas, impedia que jorrasse o liquido vermelho como Rin queria ver, ela não largou de sua arma e chegou perto do homem para sussurrar em seu ouvido

– Você devia me agradecer – ela disse com um sorriso nos lábios – se eu não tivesse te matado quem teria feito seria meu irmão – Rin deu uma pausa se lembrando das palavras de Miku e de Len

“Pode me chamar apenas de Miku como sua irmã”

“Mas se para você somos irmãos, então somos irmãos”

Rin soltou um risinho, estava rindo das suas lembranças então pensou “Exato! Se pra ela somos irmão então Len é meu irmão e eu sou irmã dele”

Mas Raul estava perplexo mesmo antes de morrer – “como assim irmãos, e o que foi aquilo então?”

– E se Len tivesse o feito – ela voltou a sussurrar pra ele – teria sido
muito pior, e muito doloroso antes mesmo de você parar de respirar. – ela parou de falar com felicidade e começou a falar de um jeito frio – isso é o que acontece quando nos perturbam e não vão embora..... coisas ruins acontecem!

Len do lado deles apenas observava e ouvia tudo como se fosse normal, claro ele não pode segurar, quando sua irmã disse como ele mataria Raul, ele sorriu sarcasticamente por causa da verdade.

Rin se afastou do ouvido de Raul e tirou seu tridente daquele lixo rápido e com força o que fez Raul dar um grunhido alto de dor, enquanto Rin observava ele cair com um olhar frio e sombrio, ela sacudiu seu tridente uma vez com força para tirar o sangue fresco da sua arma preciosa


O que está acontecendo? – Miku...

Rin e Len olharam para cima por causa do grito de Miku

– Ora ora – Rin falou de uma forma gentil – parece que alguém acordou

– Vá lá Rin – Len ordenou – já sabe o que fazer, enquanto isso eu arrumo essa bagunça aqui um pouco — ele olhou para o corpo sem vida envolvido por sangue o chão

– Verdade? Eu posso mesmo? – Ela perguntou com brilho nos olhos

Len deu sorriso diabólico que queria dizer sim, Rin já estava subindo as escadas enquanto sussurrava:

– Vamos voltar para seus devaneios da mente – o que fez ela e Len abrirem mais um sorriso do mal



Eles olharam para cima, alguém vinha correndo

Depois que Rin fizera seu trabalho já tinha voltado pra salão e tudo estava quase feito, mas não deu tempo para jogar o corpo fora então ele estava escondido na escuridão.

Miku parara no corrimão e olhava para os irmãos, eles a fitavam gentilmente e com carinho, mas o olhar deles estavam meio frios como sempre

– Havia alguém aqui? – ela dizia preocupada – eu ouvi vozes..... – fez uma pausa- além das de vocês – sua respiração ainda estava meio difícil

– Não – Rin falara primeiro, seu sorriso aumentou, assustando um pouco Miku

– Não havia ninguém aqui além de os dois Miku-chan – ela converteu aquele sorriso medonho em um gentil enquanto fechava os olhos

– Mas eu posso jurar que...

– Deve ter ouvido coisas novamente, senhor... Miku – Len falara agora, para tentar enganá-la – talvez sejam alucinações por que esta doente

– Mas eu também ouvi gritos, tinha alguém aqui com certeza – ela retrucara

– Como já disse não havia ninguém – ele dizia calmamente – mas se tem tanta certeza talvez possa ter sido um sonho... ou um pesadelo... – ele disse com a voz irônica

– Len tem razão, até agora você estava dormindo – Rin dissera

– Ainda deve estar cansada, talvez eu deva preparar um pouco de chá para você

– Não – ela disse – Não estou com fome, eu já comi.....

Ela de repente começou a olhar o nada e estava um pouco assustada, devia estar pensando em algo sério

– Então entre –rin a tirara do transe – já iremos segui-la e levaremos mais chá, afinal estamos com fome, mesmo que não esteja – ela disse de um jeito superior – e depois eu quero trocá-la novamente, esta usando essas roupas por tempo demais... – ela concluiu com um sorriso malicioso nos lábios

– Certo... – Miku assentira, fitou-os mais um pouco e foi em direção ao quarto

Eles esperaram ouvir as portas se fecharem, então Rin olhou em direção ao corpo próximo aos pés de Len e apertou mais forte seu tridente que ainda tinha um pouco de sangue

– Será que ela percebeu – Rin perguntou meio preocupada

– Não no escuro – ele abriu mais um sorriso medonho e Rin fez o mesmo, Miku era a queridinha deles que tinha que continuar sem saber de nada até dia 31 de outubro.

Notas finais
Sério gete acho q esse capítulo foi o mais odiado (até agora)por causa de umas cenas ai --'''
Mas fazer o q né? podem acabar comigo no reviews (se tiver)