Trials

2 O que não dizemos


Notas iniciais
Bem gente, eu devo dizer que a fic SakuIta teve mais visualizações que essa no primeiro capítulo, acho que as fãs deles estão mais empolgadas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Nota explicativa: Eu talvez não esteja na cronologia exata do pós- shippuden e sobre a Sakura ir embora, eu quis dizer que ela não vai do nada se sentir chutada e correr para fora de Konoha e virar uma nukenin, mas essa fic terá uma parte dela passada em Suna. Estou postando porque é meu aniversário e resolvi dar um presente a vocês. kisskiss


Depois do quinto dia na vila, estava já meio habitudo a rotina de sua casa e sabia os horários da filha. Tinha a ajudado com a lição, apesar de notar que ela não precisava de ajuda alguma e que pedia apenas para tê-lo por perto. E lhe fazia bem ver como ela tinha orgulho de andar com ele na rua, notando que Sarada sentia falta de sua presença constante.


Sabia que nunca poderia cobrir os anos de ausencias, mas tentaria ser o melhor pai toda vez que estivesse perto e pretendia estar mais perto em pouco tempo. Achou estranho como ela falava muito de Suna, havia feito comentários sobre o clima, o kazekage, os ninjas, história... Mas se bem que podia ser apenas coisas que ela aprendia na escola, havia hoje uma forte aliança Konoha-Suna.


Estavam passando pelo centro da vila e como aquela garotinha parecia satisfeita em ter passado o dia com ele. Pensou em comprarem o jantar para que Sakura não tivesse que fazer quando chegasse.


– Otou... — ela chamou fazendo com que a fitasse de cima


– Sim?


– Você ainda vai viajar muito? Digo... a Okaa-chan sempre diz que logo vai poder ficar e que vai me ajudar com o sharingan, mas eu ouvi sem querer você falando com o Hokage...


Os olhos dela assim o partiam o coração.


– Sarada... vamos falar disso em casa, sim?


A viu desviar o olhar rápido e como a postura dela mudou. Ela já era grande para saber que ele ia embora logo, de novo, ia deixá-las ali de novo. Como sempre foi.


– Não precisa, eu já entendi.


– Não, você não...


– Eu sou grande já, otou, me explicaram que o que você faz é importante e que você sente que precisa fazer isso por todas as coisas da época da guerra. Eu só achei que com a okaa...


Mexeu uma sobrancelha quando ela parou de falar, ela pareceu perturbada, como se tivesse falado demais. Antes de poder perguntar ela correu na direção de uma garota gordinha que estava junto de Chouji.


– ChouChou!! — viu a filha correr e as duas começaram a conversar -


– Sasuke-san. — Chouji o cumprimentou -


– Akimich. — deram as mãos e viram as meninas conversar, acabou que eles acabaram fazendo um lanche a Sasuke foi junto, apesar de Chouiji garantir que levava Sarada em casa depois.


Levaram comida na volta quando já estava escuro e caminhavam em silêncio. Esperou que talvez Sarada voltasse com o assunto, mas ela não disse nada. A casa estava silenciosa e havia um bilhete de Sakura na geladeira avisando que chegaria tarde, uma emergência.


Viu a filha ir para o banho sem que mandasse e foi fazer o dever já que estava cheia para jantar. Estavam os dois sentados na sala enquanto ela lia, ou fingia, notava os olhos dela o fitando com frequência.


– Sarada.


– Sim, otou? — ela baixou o livro -


– O que estava falando mais cedo, antes de encontrar sua amiga?


– Hum... — ela pareceu pensar — Oh... Que eu... eu entendia, você precisa ir embora.


– Não, não isso... depois, você ia falar alguma coisa da sua mãe.


Ele viu que as suspeitas estavam corretas quando ela ficou vermelha e levantou o livro.


– Eu não ia dizer nada.


Mexeu uma sobrancelha e suspirou, não podia obrigá-la a falar, mas odiava a sensação de não estar sabendo de alguma coisa.


– Tudo bem, mas você sabe que pode me falar qualquer coisa, não sabe? Que eu não vou irritar e que pode confiar em mim.


– H-hai. — ela respondeu detrás do livro -
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No sétimo dia, além de saber que Sarada não queria falar algo, estava claro que Sakura também tinha algo a dizer, só que não parecia achar um jeito de começar. Esse clima já o estava deixando nervoso, algo estava acontecendo na casa dele e não fazia a menor ideia do que poderia ser.


Ficou levemente nervoso quando chegou a academia ouviu do professor que Sarada tinha ido para o hospital, após uma das enfermeiras vir buscá-la após o último tempo e que ela não ficou para a aula extra da tarde.


Um arrepio subiu na coluna do Uchiha, Sakura não avisou nada e essa enfermeira podia ser qualquer um. E se alguém entrou na vila mal intencionado? Essas pessoas não tinham senso de rídiculo? Ia ter uma conversa séria com Naruto sobre questões de segurança. Correu pelos telhados até o hospital com o coração na mão e para seu alívio, sentiu o chakra da filha rapidamente e assim que saltou em frente ao prédio a viu sentada num banco balançando as pernas e olhando o chão.
Não soube nem quantificar o alívio de vê-la a salvo ao alcance de seus olhos. Começou a se aproximar e ela não parecia bem. Franziu o cenho.


– Sarada, ninguém me avisou que não ia assistir aula a tarde. — esperava no mínimo uma boa explicação.


– A Okaa-chan está aqui. — teve a impressão de ouví-la fungar -


– Sim, ela trabalha aqui.


Quando a filha levantou o rosto pôde ver um par de lágrimas sob os óculos que ela usava.


– Não, internada outra vez.


E aquelas palavras quase o derrubaram no chão como um soco, parou estático na metade do caminho assimilando que Sakura estava internada e que não era a primeira vez. O que raios estava acontecendo que ele não sabia?


Viu Shizune aparecendo, aparentemente procurando sarada que logo enxugou aquelas lágrimas para mais ninguém ver.


– Sarada-chan, me assustou saindo assim de fininho. Vamos voltar para dentro, Myako trouxe algo para você... — ela não o tinha visto e parou o encarando um momento — Sasuke-san.


Viu a filha se levantar e deixar que Shizune a guiasse a uma mulher que era aparentemente enfermeira e trouxe bolinhos de arroz para Sarada, aquela situação não parecia de fato ser a primeira vez. Quando ela já estava longe, sentada no refeitório, seguiu Shizune a procura de respostas.


– O que aconteceu?


– Recebemos um paciente em estado grave e só Sakura podia cuidar disso. Acabou que foi muito esforço a ela.


– Como assim?


– Eu não tenho permissão para dizer mais nada.


– Permissão de quem? Eu sou marido dela! Tenho direito de saber o que está acontecendo! É sua obrigação!!!


Ela parou, ficou em silêncio e depois virou o encarando.


– Não, não é. Vocês não são oficialmente casados e Sakura deu ordens expressas. Se quer saber de algo, espere que ela acorde. Cuide da Sarada-chan enquanto isso.
Aquilo foi um tapa na cara do Uchiha e ela saiu sem falar mais nada. Teve que respirar muito fundo, passar a mão pelos cabelos e se acalmar. Tinha coisa errada ali e agora Sakura devia a ele muitas explicações.

Continua...

Notas finais
Gente, espero que gostem!! kisskiss